lunes, 10 de diciembre de 2012

1978 - MARIA BETHÂNIA e CAETANO VELOSO ao vivo




"Outra idéia de Bethânia. Adoro a canção Número Um e adoro eu cantando Número Um."



[Caetano Veloso, 16/5/1991. Entrevista con Márcia Cezimbra – JB]













1978
Revista Amiga
21 de junho de 1978
n° 422























1978
MARIA BETHÂNIA E CAETANO VELOSO AO VIVO
Gravado no Canecão (RJ), em julho de 1978.
Phonogram / Philips LP 6349 386 / CD 838.560-2 [1989]

Lado A
1. TUDO DE NOVO (Caetano Veloso) Maria Bethânia e Caetano Veloso
2. CARCARÁ (João do Vale/José Cándido) Caetano Veloso
3. JOÃO E MARIA (Chico Buarque/Sivuca) Maria Bethânia e Caetano Veloso
4. NÚMERO UM (Mário Lago/Benedito Lacerda) Caetano Veloso
5. MARIA BETHÂNIA (Capiba) Caetano Veloso
6. O QUE TINHA DE SER (Antonio Carlos Jobim/Vinícius de Moraes) Maria Bethânia

Lado B
1. O LEÃOZINHO (Caetano Veloso) Maria Bethânia
2. MEU PRIMEIRO AMOR [Lejanía] (Herminio Gimenez – Versión: J. Fortuna/Pinheirinho Jr.) Maria Bethânia e Caetano Veloso
3. FALANDO SÉRIO (Maurício Duboc/Carlos Colla) Maria Bethânia
4. REINO ANTIGO (Rosinha de Valença/Maria Bethânia) Caetano Veloso / ADEUS MEU SANTO AMARO (Caetano Veloso) Maria Bethânia e Caetano Veloso
5. MANINHA (Chico Buarque) Maria Bethânia e Caetano Veloso
6. DOCE MISTÉRIO DA VIDA [Ah! Sweet Mystery of Life] (V. Herbert - Versión: Alberto Ribeiro) Maria Bethânia e Caetano Veloso









Programa del show














Show
1978
Teatro Santo Antônio, Salvador
Dirección general: Maria Bethânia
Dirección musical: Perinho Albuquerque
Administración: Léa Millon

Junio/Julio - CANECÃO

TUDO DE NOVO (Caetano Veloso) Maria Bethânia e Caetano Veloso
TEXTO (Caetano Veloso)
BOA PALAVRA (Caetano Veloso) Maria Bethânia
TEXTO (Caetano Veloso)
CARCARÁ (João do Vale/José Cándido) Caetano Veloso
ALEGRIA ALEGRIA (Caetano Veloso) Maria Bethânia
JOÃO E MARIA (Chico Buarque/Sivuca) Maria Bethânia e Caetano Veloso
TEMPO DE ESTIO (Caetano Veloso) Caetano Veloso
MUITO (Caetano Veloso) Caetano Veloso
MUITO ROMANTICO (Caetano Veloso) Caetano Veloso
NÚMERO UM (Mário Lago/Benedito Lacerda) Caetano Veloso
MARIA BETHÂNIA (Caetano Veloso) Caetano
MARIA BETHÂNIA (Capiba) Caetano Veloso
MÃOS DE AFETO (Ivan Lins/Vitor Martins) Maria Bethânia
FALANDO SÉRIO (Maurício Duboc/Carlos Colla) Maria Bethânia
O LEÃOZINHO (Caetano Veloso) Maria Bethânia
IANSÃ (Caetano Veloso/Gilberto Gil) Maria Bethânia
DE MANHÃ (Caetano Veloso) Maria Bethânia
LOUCURA (Lupicínio Rodrigues) Maria Bethânia
DORA (Dorival Caymmi) Maria Bethânia
O QUE TINHA DE SER (Antonio Carlos Jobim/Vinícius de Moraes) Maria Bethânia
MEU PRIMEIRO AMOR [Lejanía] (Herminio Gimenez – Versión: J. Fortuna/Pinheirinho Jr.) Maria Bethânia e Caetano Veloso
REINO ANTIGO (Rosinha de Valença/Maria Bethânia) Caetano Veloso
ADEUS MEU SANTO AMARO (Caetano Veloso) Maria Bethânia e Caetano Veloso
MANINHA (Chico Buarque) Maria Bethânia e Caetano Veloso
TRABALHADORES DO BRASIL (Thomaz Improta) Conjunto
TRISTE BAHIA (Caetano Veloso/Gregorio de Mattos) Caetano Veloso e Maria Bethânia
FÉ CEGA, FACA AMOLADA (Milton Nascimento/Ronaldo Bastos) Caetano Veloso e Maria Bethânia
DOCE MISTÉRIO DA VIDA [Ah! Sweet Mystery of Life] (V. Herbert - Versión: Alberto Ribeiro) Maria Bethânia e Caetano Veloso

















LENA FRIAS
Foto: EVANDRO TEIXEIRA



 
 

 
 























Entrevista e foto: João Ripper [Última Hora], no  Canecão



Folha de São Paulo, 28/6/1978


Caetano e Bethânia, a união familiar no palco

Isa Cambará


Rio (sucursal) – A idéia inicial não tinha maiores pretensões. Deveria ser, apenas, um concerto dos Velosos, durante uma semana, em Salvador. Um projeto antigo mas que os compromissos vinham adiando. Finalmente, porém, o show que reúne Maria Bethânia e Caetano está no palco, embora de maneira um tanto diferente da que eles pretendiam inicialmente. Como se trata de duas estrelas do chamado "Grupo Baiano" o espetáculo acabou tomando dimensões maiores, por força de solicitações e expectativas. Assim, o que deveria ser um encontro de baianos na Bahia, acabou transformando-se num espetáculo para várias capitais. No Rio, eles estréiam hoje, na maior casa de espetáculos carioca, o Canecão. E a temporada não será de uma semana, como em Salvador, mas de um mês, pois, ao que parece, tem muita gente querendo assistir o show: os ingressos para a estréia esgotaram-se com quase uma semana de antecedência. Isso não é dado novo para nenhum dos dois, que constumam ter casas cheias, mas o fato de ser um espetáculo muito esperado por eles parece lhes dar uma nova vitalidade. Bethânia, por exemplo, esteve à frente de quase tudo que diz respeito ao espetáculo. Desenhou os figurinos, fez a marcação de luz e dividiu a direção do show com o irmão. Tanta atividade lhe valeu o apelido de "Chaplin", dado por Caetano. Para ela. É difícil traduzir a emoção de trabalhar com ele. "Há anos que eu queria isso. Caetano me conhece bem e tem algo de ator, que me estimula. Para mim, é difícil dividir o palco com alguém. Em todos os espetáculos que fiz com outros artistas, sempre me reprimi. Fico pensando, 'calma, o show não é só seu' e acabo não me soltando. Com Caetano é diferente. Temos um jeito parecido. No palco, como eu, ele se transforma, há um vigor em cena nesse espetáculo, que me empolga. Fiquei completamente apaixonada pela temporada que fizemos em Salvador". Lá, o espetáculo foi o resultado de uma espécie de mutirão familiar. No dia do ensaio geral, estavam os pais espiando, os irmãos ajudando a arrumar o cenário. Essa união, que incomoda muita gente, já tão famosa quanto a carreira de Caetano e Bethânia, essa união familiar – que, às vezes, pode dar a impressão de ser forçada – é fácil de explicar. "Não é algo exclusivo. Isso é comum, nas famílias do Recôncavo Baiano. É alvo forte demais, tão verdadeiro que parece sem esforço. Eu e o Caetano, por exemplo, somos extremamente ligados".

E isso, ás vezes, até prejudica um pouco o nosso relacionamento com outras pessoas. Para Caetano, a ligação com a irmã é ótima, "pois a coisa mais difícil de se superar em relação a nosso ego é justamente isso; se você tem a capacidade de ser irmão, já encontrou o início". Para ele, o espetáculo reflete bem a relação dos dois e por isso o acho emocionante.

"Eu e a Bethânia, embora ligados afetivamente, nunca estivemos muito juntos profissionalmente. É claro que ela canta minhas músicas; eu faço músicas para ela, mas só estivemos juntos num palco, anteriormente, com os Doces Bárbaros, que tinha também, a Gal e o Gil. Trabalho específico nosso só esse, de agora". Sentem-se que muitas pessoas esperam ver no show mais uma apresentação do grupo baiano. Para Bethânia, isso e o resultado de lembranças de Doces Baianos. Para Caetano, isso é uma expectativa natural. "Nós começamos juntos, profissionalmente, e na vida real, somos muito ligados. Um é irmão do outro, cunhado do outro, compadre, esse parentesco todo. Então, se as pessoas dizem "Grupo Baiano", há algo de verdade embora musicalmente sejamos independentes, Os Doces Bárbaros, só existiram enquanto durou seu espetáculo. Mas, como somos artistas e temos um histórico instigante, as pessoas tendem a nos cobrar atitudes de grupo. Eu acho até certo ponto natural. Já que vivemos em torno um do outro. Este ano, por exemplo, fui alugado pelas mulheres, primeiro, fui à Europa com Gal. E agora, vou pelo Brasil com Bethânia". Caetano acabou de gravar um LP, que se chama simplesmente Muito. São duas as razões para o título: ele tinha muitas músicas para colocar no disco, tanto que deixou algumas para o próximo. E também gosta de gíria que ouviu recentemente em São Paulo. "Lá, as pessoas não dizem 'Fulano é muito inteligente ou muito bonito'. Dizem apenas 'fulano é muito'. Acho isso muito bonito e como tinha feito, também, uma música com esse nome, Muito, resolvi que o disco iria ser chamado assim". O disco, como show tem gerado muita expectativa, o que Caetano acha, também, natural, desde que não lhe cobrem posturas nem idéias preestabelecidas. "Não tenho interesse em alimentar um folclore de que vou fazer algo diferente, na minha vida ou na minha carreira. Como, um certo tempo, precisei fazer coisas diferentes, algumas pessoas ficam esperando que eu faça algo diferente, novamente. Aí, desbaratinam porque eu não vou responder nunca a esse tipo de expectativa: Seria uma repetição. Felizmente, são poucas as pessoas que pensam assim, tanto que eu vivo apenas do meu trabalho. Isto é, sou bem aceito. Mas o que acontece comigo e com Gil acontece com todos que tiveram uma posição marcante no final da década de 60. O Bob Dylan, por exemplo, vive tendo a casa apedrejada. Aqui, até que é bom, porque o máximo que acontece é um imbecil escrever algo contra nós, no jornal. E disso a gente nem toma conhecimento".
 


 
1978
Revista Amiga
19 de julho de 1978 - n° 426












 




Foto: Guina Araújo Ramos



 

Wanderléa

Beth Faria

Elizeth Cardoso





1978
Revista O CRUZEIRO
N° 2451
1 de julho








 
 










1978
Revista Veja
N° 513
5 de julho de 1978

Editora Abril











 
 
 
 





1978
Revista FATOS e FOTOS
Gente
Ano XVI – n° 882
Brasília - 17 de julho de 1978






































 
 



 
 

 
 
 




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