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domingo, 18 de octubre de 2015

2005 - 5ª EDIÇÃO DA NOITE DE SANTO AMARO



Foto: Karina Zambrana




Quem e onde
Edição 229 - Jan/05


 


CAETANO EM CASA



A concha acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, ficou lotada na sexta-feira, 14. E não era para menos. No palco se revezaram Caetano Veloso, Daniela Mercury, Miúcha, Dudu Nobre e Edson Cordeiro, entre outros. Eles estavam lá para participar da Noite de Santo Amaro da Purificação, com shows de diversos artistas da cidade baiana, como o próprio Caetano Veloso, e convidados. 

Acompanhado apenas da mãe, dona Canô, e de duas irmãs, Caetano fez sua primeira aparição sozinho na capital baiana, desde que se separou de Paula Lavigne. O show foi marcado por um rodízio de artistas, acompanhados pela Orquestra Filarmônica de Santo Amaro. Na abertura, baianas lavaram a concha acústica com água e perfume. Dona Edith do Prato, de 88 anos, foi um dos destaques da noite, ao lado de Caetano e Daniela Mercury.
  

15/01/2005



Daniela Mercury e Caetano cantam juntos em Salvador
  
Aconteceu na sexta-feira, 14, a "5ª Edição da Noite de Santo Amaro", na concha acústica do TCA, em Salvador, na Bahia.



Como manda a tradição, o evento começou com as baianas lavando o local com água e perfume. A festa celebra a riqueza dos artistas santo-amarenses.



Caetano Veloso e Daniela Mercury foram os artistas que deram início ao show, que durou cerca de três horas. Dona Cano, mãe de Caetano, fez questão de conferir a festa.


O sambista Dudu Nobre, Edson Cordeiro, Vânia Abreu, Miúcha, Fabiana Cozza, J. Velloso, Mariene de Castro, Ulisses Castro, o grupo Coisa da Pele, dona Edith do Prato e o grupo Vozes da Purificação, Eduardo Alves, grupo Batifun, Roque Ferreira, Guito Argolo, Hélio Brás, Angoleiro, Reizinho, Leguelhé e Peu Meu Raí também participaram da festa. 








 


11/1/2005 - Caetano Veloso durante o ensaio do bloco Cortejo Afro, que se prepara para o Carnaval 2005, em Salvador (BA) – Foto: Sérgio Pedreira / Folhapress


11/1/2005 - Caetano Veloso conversa com seu sobrinho Jota Veloso durante o ensaio do bloco Cortejo Afro, que se prepara para o Carnaval 2005, em Salvador (BA) - Foto de Sérgio Pedreira / Folhapress






11/1/2005 - Caetano Veloso e o produtor musical norte-americano Arto Lindsay durante o ensaio do bloco Cortejo Afro, que se prepara para o Carnaval 2005, em Salvador (BA)
Foto: Sérgio Pedreira / Folhapress 




Quem e onde
Edição 229 - Jan/05 


AO SOM DO OLODUM




Fotos: Tiana Chinelli / Quem

Apesar de separados há mais de um mês, Caetano Veloso e Paula Lavigne continuam bons amigos. Prova disso pôde ser vista na terça-feira, 18, no ensaio do Olodum, em Salvador. O ex-casal chegou ao Pelourinho acompanhado de um grupo de amigos e de alguns primos de Paula por volta das 21h, logo no início do show. Ficaram dançando no meio do público e depois foram para uma área mais reservada. Os dois estavam bem-humorados, dançaram e conversaram ao pé do ouvido. Quando o ensaio estava quase terminando, o grupo foi embora. Do Pelourinho, eles andaram até o Elevador Lacerda, onde uma van os aguardava.


sábado, 20 de diciembre de 2014

2000 - SOLDADO DO MORRO


25/12/2000 - Conjunto habitacional Margarida Gabinal, na Cidade de Deus (RJ)
Foto: Antônio Gaudério / Folha Imagem


25/12/2000 - O cantor rapper MV Bill durante o lançamento do novo clipe, que teve a presença de Caetano Veloso e Djavan (ao fundo) , no Rio de Janeiro (RJ)
Foto: Antônio Gaudério / Folha Imagem



 
 
 
 








FOLHA DE S.PAULO

São Paulo, quarta-feira, 27 de dezembro de 2000

POLÊMICA

Vídeo investigado por alusão ao crime organizado teve sua primeira exibição pública em violenta área do Rio

Artistas defendem o novo clipe de MV Bill

SÉRGIO RANGEL
DA SUCURSAL DO RIO


Os cantores Djavan e Caetano Veloso foram até a Cidade de Deus, uma das mais violentas áreas do Rio, na noite de Natal, para prestigiar a primeira exibição pública de "Soldado do Morro", o novo videoclipe do rapper carioca MV Bill.


O clipe está causando polêmica na polícia do Rio mesmo antes do seu lançamento. Na semana passada, a 15ª DP abriu inquérito para investigar uma suposta apologia do crime organizado no vídeo.


Em cerca de dez minutos, o clipe exibe várias imagens de traficantes armados de verdade e é possível ouvir tiros e ver menores brincando nas favelas.
"Não é apologia ao crime. Se fosse, não estava aqui. Ele coloca tudo no lugar certo. Por um lado, é uma lamentação. Por outro lado, é um protesto pelo fato de tantos menores estarem segurando armas como soldados do tráfico", disse Caetano Veloso, um dos mais falantes na noite. Paula Lavigne, a mulher do cantor, é uma das sócias da gravadora de Bill.
"Não há nenhum crime no clipe. Crime só haverá se a polícia tentar fazer censura sem conhecimento de causa", disse Djavan, que nunca havia escutado o CD do cantor ou a música. Mas fez questão de ir até a Cidade de Deus. Ele disse estar incomodado com a atitude de "alguns órgãos públicos, que estão tentando fazer censura no país".


Djavan referia-se às iniciativas do Ministério da Justiça e do juiz da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Rio, Siro Darlan, que estão tentando controlar a programação da televisão brasileira.


Recentemente, Darlan obrigou a Rede Globo a tirar do ar menores da novela "Laços de Família".


Após a exibição do clipe, os dois fizeram um minishow no campo de várzea. Antes, a banda Cidade Negra e o sambista Dudu Nobre já haviam animado os moradores da favela. Nenhum dos músicos recebeu cachê para tocar.


"O MV Bill discute um problema nosso. Os assuntos da periferia são quase sempre clandestinos. Por esse mundo ser desconhecido de muitos, podem achar que algo está sendo inventado, mas o Bill está apenas contando uma história", disse o vocalista do Cidade Negra, Toni Garrido.


Apesar da polêmica, não houve confusão na Praça do Coroado, onde foi realizada a festa. Nenhuma viatura da polícia esteve no local. O clipe também contou com a aprovação dos moradores da Cidade de Deus, segundo MV Bill, o seu público-alvo.


Apesar da chuva e da lama, cerca de mil pessoas assistiram ao clipe, que foi muito aplaudido no final. "O trabalho dele foi muito bom. Achei uma crítica construtiva", disse o gráfico Guilherme Correia, 21, que mora na Cidade de Deus e é fã do rapper.


"Ele não inventou nada. Tudo o que está no clipe é verdade", disse o desempregado Fábio Rosa, 22.


O vídeo, que começou a ser gravado em 99, exibe cenas como a de pessoas assassinadas e de uma fila de viciados e traficantes atirando para o alto. As imagens são mostradas em meio ao discurso do rapper, que em algumas vezes tenta se justificar e, em outras, reprova a sua condição.