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miércoles, 7 de febrero de 2018

2011 - “NINGUÉM DE BOA-FÉ PODE SER CONTRA OS DIREITOS AUTORAIS”



Os bastidores da conversa com Caetano Veloso no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro.

Leia a entrevista “Ninguém de boa-fé pode ser contra os direitos autorais” na edição de Época desta semana

Atrasado
Caetano chega adiantado para a entrevista. Mas seu relógio está uma hora atrasado. Durante esta época do ano (fevereiro) ele costuma estar na Bahia e o relógio marca a hora de lá. “Assim não preciso mudar quando volto.”

Clássico como um índio
É um relógio de modelo clássico, todo em metal prateado, com caixa retangular e muitos tracinhos pretos por onde se vê a hora com dificuldade. “Eu gosto de relógio feito índio gosta”, diz Caetano. “Acho bonito, divertido ter um relógio.”

O Santo Expedito de Gisele Bündchen
Ele também acha bonito usar uma corrente fina e dourada com as imagens de Nossa Senhora das Graças e de Santo Expedito. “Eu nunca tinha ouvido falar no Santo Expedito. Uso porque ganhei de presente. E também porque a Gisele Bündchen usava uma igual.”

Disfarce na foto
Já nos óculos redondos ele não vê graça nenhuma. Diz que são um sinal dos tempos, da velhice. Mesmo assim, reclama quando o fotógrafo de Época pede que ele os tire para a câmera. “Agora eles deram de me pedir isso”

Em cima da hora
Ao se despedir da reportagem, um assessor fica satisfeito por não ter ocorrido nenhum atraso. “Estamos britânicos”, diz ele. Poucas horas depois, Caetano quase perde a hora. Na sala de embarque do aeroporto Santos Dumont, ele se anima: “Pensei que ia perder o avião para São Paulo, mas quando cheguei aqui o vôo estava atrasado.”

“Olha lá, amor, o Caetano está aqui.”

Sentado na primeira fileira da aeronave, ele é um dos primeiros a levantar depois da aterrissagem. Lá atrás, uma senhora – que até então havia passado o vôo todo visivelmente em pânico e agarrada ao marido – sorri. “Olha lá, amor, o Caetano está aqui.”


Foto: Daryan Dornelles


2011
Revista ÉPOCA
Edição nº 667 – 25 de fevereiro de 2011


Caetano Veloso: “Ninguém de boa-fé pode ser contra os direitos autorais”

O autor de “É proibido proibir” assume, pela primeira vez, uma posição conservadora: a defesa da propriedade intelectual

Mariana Shirai


QUEM É
Caetano Emanuel Viana Teles Velloso nasceu em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, em 1942

O QUE FEZ
Um dos mais cultuados compositores brasileiros, liderou a Tropicália, que alinhou o pop internacional à música brasileira e a transformou

O QUE PUBLICOU
Além dos mais de 40 discos, é autor do ensaio Verdade tropical (1997)



Eu vi muitos cabelos brancos na fonte do artista/O tempo não para e no entanto ele nunca envelhece. É com versos de “Força estranha” que Caetano Veloso encerra seu novo disco, MTV ao vivo – Caetano zii e zie (Universal). A cada refrão da música o cantor baiano de 68 anos omite o trecho “no ar”. Assim era a versão original da canção, composta em 1978 por Caetano. Em seu registro mais popular, ela foi modificada por Roberto Carlos, que introduziu o “no ar” após o verso “por isso essa força estranha” – uma maneira de tirar a carga negativa do trecho sentida por Roberto. Essa pode ser uma questão ultrapassada, mas Caetano não parece disposto a renunciar a seus princípios, mesmo que para isso seja necessário deixar a plateia cantando sozinha o “no ar” no Vivo Rio, onde ocorreu, em outubro de 2010, a gravação do CD.

Um das convicções das quais Caetano não abdica é “organizar o Carnaval”. Leia-se: fazer polêmica. Ele lançou uma há poucas semanas, em sua coluna no jornal O Globo, com a seguinte declaração: “Ninguém toca em nem 1 centavo dos meus direitos autorais”. A tentativa de “puxar a discussão”, como diz, causou surpresa.

Nesta entrevista, ele recua ante a repercussão: diz confessar sua “ignorância no assunto”. O assunto é a preservação da propriedade do autor, defendida pela nova ministra da Cultura, Ana de Hollanda, posição contrária à da gestão anterior, dos ex-ministros Gilberto Gil e Juca Ferreira. Pela primeira vez em sua longa carreira, Caetano foi criticado por assumir uma atitude considerada conservadora. Seria a idade?

Caetano recebe a reportagem com o rosto cansado, tosse e andar lento. “Tô velho, tô velho”, diz, com um sorriso melancólico. A frase contrasta com suas roupas modernas: camisa estampada e tênis de skatista. O visual tem a ver com a convivência com os jovens de sua banda, encabeçada pelo guitarrista Pedro Sá, amigo de seu filho, Moreno. Foi com eles que Caetano fez a mais recente transformação em sua carreira, iniciada com o disco Ce, de 2006. Ali, usou rock indie em letras despojadas. Com a mesma banda lançou, em 2009, Zii e zie (Tios e tias, na tradução do italiano), a partir de uma série de shows experimentais e do blog Obra em Progresso. Em Zii e zie, Caetano e sua banda de garotos antenados fazem rock com base no samba, criando o que ele chama de “transamba” e “transrock”. O CD e o DVD que saem agora são os registros da nova sonoridade.

Parte da melancolia de Caetano pode ter um fundo artístico. Embora continue experimentando – com uma coragem incomum entre os artistas de sua geração –, seus novos trabalhos não têm o mesmo impacto que as revoluções que provocou na juventude.

É difícil encontrar quem discorde da influência de Caetano na nova geração musical brasileira. A não ser ele próprio. “Não sou (mentor dos jovens), isso é um erro.” Em breve, Caetano lançará outro DVD, acompanhado da jovem e popular cantora paulistana Maria Gadú, de 24 anos. Mas diz que é ele quem pega carona com Gadú, e não o contrário.

Isso não quer dizer que Caetano tenha largado os velhos companheiros, como sua correligionária tropicalista Gal Costa. Os dois estarão juntos no próximo disco. “Estou compondo todas as canções, que terão uma tônica eletrônica.” Caetano não sabe criar essa tônica no computador, mas diz conhecer quem saiba, como o produtor carioca Kassin. “Quero explorar estruturas que não consigo fazer com a minha voz, mas, com a da Gal, sim”, diz. A voz é uma preocupação atual de Caetano, sobretudo depois de uma gripe contraída em novembro. “Fico achando que minha voz não voltou a ser o que era e talvez nunca volte mais a ser”, diz. “Mas, se não voltar, mesmo assim eu canto.” Ao fim da entrevista, uma equipe de vídeo é chamada para gravar algumas perguntas para o site de ÉPOCA. Diante da câmera, ele passa por uma metamorfose.

Abre aquele sorriso superbacana e relaxa. Com a pose, parece mostrar que, polêmicas à parte, essa “força estranha” não o abandona.

ÉPOCA – Sua banda atual, a Banda Cê, é composta de três músicos jovens. Essa união com artistas mais novos é um modo de rejuvenescer?
Caetano Veloso – É muito bom estar com pessoas jovens. Eu gosto, mas me dou bem também com pessoas da minha idade e com pessoas mais velhas que eu. Esse encontro foi muito natural. Eu conhecia o Pedro Sá (guitarrista) desde menino, ele é amigo de Moreno, meu filho. Ele já tocava comigo em shows e, como conhece muita coisa de música, a gente conversava muito. Nós planejamos fazer uma brincadeira, um disco de rock sem o meu nome, paralelo, escondido. Eu ia cantar de um modo diferente e deformar a minha voz para parecer um disco de um artista desconhecido. Mas depois decidimos fazer um disco meu mesmo. Se eu tivesse levado a cabo essa história de enganar todo mundo, seria um negócio com coisas mais malucas.


Todos nós somos bissexuais. Sexo é a coisa mais importante da vida, é a realidade central


ÉPOCA - Zii e zie é um disco carioca, mas você diz que o título, em italiano, é uma maneira de aproximá-lo de São Paulo. Como assim?
Caetano –
Eu tenho uma ligação muito forte com São Paulo. Moro no Rio de Janeiro, mas não fiz uma escolha muito nítida dentro de mim sobre a cidade. A primeira casa que eu tive na vida foi em São Paulo. Sinto uma saudade danada daquele apartamento lindo no centro e daquele período. O Tropicalismo foi todo feito em São Paulo, a cidade era mais interessante culturalmente que o Rio, com uma sensação cosmopolita. Morei dois anos em São Paulo, até que fui preso e exilado. Quando voltei de Londres fui para a Bahia. Eu queria voltar para São Paulo depois de alguns anos. Eu tinha feito psicanálise em Londres e queria continuar. Procurei analista em São Paulo, mas a Dedé, minha mulher então, achava pesado ir para São Paulo, o Rio ainda tinha praia. Então fomos para o Rio. Gosto de ir sempre que posso a São Paulo, para conversar com umas pessoas, ver umas coisas, sentir a onda. Tem todo um modo de ser de São Paulo que sem ele não dá.




ÉPOCA - Desde então você sempre fez psicanálise?
Caetano – Eu tinha uma atração intelectual com a psicanálise. Mesmo criança, pré-adolescente, eu sonhava com um médico que fosse para conversar. Não sabia que isso já existia. Depois da prisão, no exílio, eu fiquei com uns problemas emocionais esquisitos. Aí fui procurar um psicanalista. Depois fiquei uns dez anos sem fazer, mas há alguns anos voltei.

ÉPOCA - A velhice é um problema?
Caetano – A velhice é um dos problemas, claro. Nunca tive de usar óculos como hoje, eu tinha uma visão excelente. Isso já é uma coisa, e não é pouco. Você fica muito menos resistente, não aguenta correr tanto, fica arfando. Quase que só há desvantagens em envelhecer.

ÉPOCA - Você acha que apoiar e incentivar novos artistas, como fez com Maria Gadú, tem benefícios para sua própria carreira?
Caetano – Maria Gadú não tem nada a me agradecer. Ela já era um fenômeno da geração dela. Na verdade, fui eu quem pegou carona no fenômeno Maria Gadú. Foi muito bom para mim. Ela é uma pessoa agradável, muito musical, boa de trabalhar. E ela conhecia as minhas músicas, sabia as letras de algumas que eu já não lembrava.

ÉPOCA - Como vê a criatividade musical das novas gerações? Acha muito distante em intensidade do que viveu em sua juventude?
Caetano – São Paulo e Rio estão muito animados. O Rio tem muitos grupos que fazem colaborações. A atividade em São Paulo está muito revitalizada. Tem Tiê, Tulipa (Ruiz), Thiago (Pethit), Leo Cavalcanti. É a chegada de uma geração, mas não configura um movimento, com um estilo predominante. Isso tem a ver com o modo como as coisas ficaram, mais diversificadas. Aliás, a Tropicália desejava que acontecesse isso. Ela queria diluir. De fato, cada um de nós, tropicalistas, virou uma figura ao lado das outras no pop brasileiro. Muita gente reclamou disso como se a gente devesse manter uma postura de vanguarda distante ou ser internacional. Eu não dou muita importância a nenhuma dessas duas coisas.

ÉPOCA - E a música da Bahia?
Caetano – Eu participei de um momento em que a vida da Bahia era voltada para a universidade, para a vanguarda. Depois essa energia migrou para as áreas de baixa renda. Então surgiu Ilê Aiê, o Olodum. Os trios elétricos, que já dominavam o Carnaval da cidade, terminaram, através de Moraes Moreira, atraindo os temas e os ritmos dos blocos afro. Isso virou uma onda forte de música com grande potência comercial e alto nível de execução. É a axé-music, algo de grande vitalidade e que eu amo muito. É um orgulho ter Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Luiz Caldas, Chiclete com Banana, um mundo que gera negócio, emprego, dinheiro, sucesso e adestramento de instrumentistas. Ficou tão rico e tão forte que ninguém tem medo de xingar tudo isso como xingavam as multinacionais nos anos 60. E agora tem o neopagode, que é meio parecido com o tecnobrega e o funk carioca em termos de negócio. A indústria está se transformando, por causa desse negócio de internet.

ÉPOCA - E esse negócio de internet? O que faz você fincar o pé na preservação dos direitos autorais?
Caetano –
Acho que não tem ninguém que de boa-fé venha dizer em público que é contra os direitos autorais e sua preservação.

ÉPOCA - Gilberto Gil fez um ministério todo buscando flexibilizar as regras da propriedade intelectual e colocou à disposição de qualquer um todas as suas composições.
Caetano – Acho muito moderno e saudável que o Ministério da Cultura de um país como o Brasil tenha sido pioneiro em acolher esse tema. O problema maior não é tanto de baixar, e sim o upload. Alguém ganha dinheiro com esse negócio. Por que o autor não vai ganhar? Isso tem de ser estudado direito. A internet não é o ar que nós respiramos. É um negócio que começou no Pentágono. Há companhias que têm grande poder e que significam grande dinheiro pela sua atuação na internet. Aos poucos, vamos vendo como os autores vão receber e como vai se legislar diante disso. É um assunto que tem de ser analisado com responsabilidade. Eu, pessoalmente, tenho uma reação instintiva contra o lado muito deslumbrado, a coletivização da criação, a morte do autor. É um democratismo meio suspeito aos meus olhos. Quando entrou a ministra Ana (de Hollanda), os que já se opunham a essa tentativa de flexibilização se animaram a pedir a ela ou a induzi-la a fazer uma defesa dos direitos autorais tais como eles já existem. Então, na minha coluna do jornal O Globo, quis fazer uma mediação para esse diálogo se dar no mais alto nível possível. Mas confesso as minhas ignorâncias.

ÉPOCA - Você acha que há uma onda de conservadorismo no Brasil?
Caetano – Há, sim. Mas me lembro uma vez de dizer, quando não conseguiam juntar nem 250 pessoas para uma parada gay, que eu não dava dez anos para o Brasil ter a maior passeata gay do mundo. E hoje tenho orgulho que a de São Paulo seja a maior.

ÉPOCA - Você é bissexual?
Caetano – Claro, todos somos. Somos sexuais, nem homo, nem hétero, nem bi. Sexo é a coisa mais importante da vida. Mas não quero falar de sexo, não.

ÉPOCA - Parece que você está tremendo...
Caetano – Eu tremo, sempre tremi. Com a idade um pouco mais. E com essa conversa, mais ainda.



martes, 4 de diciembre de 2012

1987 - EU SOU NEGUINHA?







Música y letra: Caetano Veloso
© 1987 Ed. Gapa/Saturno

Pra Arto Lindsay

Eu tava encostad'ali minha guitarra
No quadrado branco vídeo papelão
Eu era o enigma, uma interrogação
Olha que coisa, mais que coisa à toa, boa boa boa boa boa

Eu tava com graça...
Tava por acaso ali, não era nada
Bunda de mulata, muque de peão
Tava em Madureira, tava na Bahia
No Beaubourg, no Bronx, no Brás e eu e eu e eu e eu e eu

A me perguntar:
Eu sou neguinha?

Era uma mensagem lia uma mensagem
Parece bobagem mas não era não
Eu não decifrava, eu não conseguia

Mas aquilo ia e eu ia e eu ia e eu ia e eu ia e eu
Eu me perguntava: era um gesto hippie, um desenho estranho
Homens trabalhando, pare, contramão
E era uma alegria, era uma esperança
E era dança e dança ou não ou não ou não ou não ou não

Tava perguntando:
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?

Eu tava rezando ali completamente
Um crente, uma lente, era uma visão
Totalmente terceiro sexo totalmente terceiro mundo
Terceiro milênio carne nua nua nua nua nua nua nua

Era tão gozado
Era um trio elétrico, era fantasia
Escola de samba na televisão
Cruz no fim do túnel, beco sem saída
E eu era a saída, melodia, meio-dia dia dia

Era o que dizia:
Eu sou neguinha?

Mas via outras coisas: via o moço forte
E a mulher macia den'da escuridão
Via o que é visível, via o que não via
O que a poesia e a profecia
Não vêem, mas vêem vêem vêem vêem vêem

É o que parecia
Que as coisas conversan coisas surpreendentes
Fatalmente erram, acham solução
E que o mesmo signo que eu tento ler e ser
É apenas um possível ou impossível em mim em mim em mil em mil em mil

E a pergunta vinha:
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?


 

 



 


1987 - CAETANO VELOSO
6320 1143 / 4:59
Álbum "Caetano"
Philips LP 832.938-1, A-2.
CD 832.938-2, Track 2.


1996 - CÁSSIA ELLER
Álbum "Cássia Eller ao vivo"
Gravado no Canecão (RJ) em 2 de outubro de 1995.
PolyGram CD 529.687-2, Track 3.


2002 – CÁSSIA ELLER
Participación Especial: XIS
Gravado em show de 1995.
Álbum “Dez de Dezembro”
Universal Music CD 44006681320, Track 4.



2004 – VANESSA DA MATA
Álbum “Essa boneca tem manual”
Sony BMG CD 5099751555124, Track 2.


2009 – VANESSA DA MATA
Álbum “Multishow Ao Vivo”
Gravado ao vivo no Centro Histórico de Paraty (RJ) em 27 de novembro de 2008.
Multishow/Sony Music DVD 886974822097, Track 9.









2009 - VANESSA DA MATA

Álbum “Vanessa da Matta - ao vivo [Live in Brazil]

Discograph DVD 6140192, Track 6. [Francia]




2011 – CAETANO VELOSO
Álbum “MTV Ao Vivo - Caetano zii e zie”
Gravado no Vivo Rio em 8 de outubro de 2010 (Rio de Janeiro)
Universal Music CD 602527594521, Track 16.| Music DVD 602527594538, Track 19. | 2 DVD’s 602527594545 (Edición Especial) DVD 1, Track 19.







Novembro 1990

Revista Programa - 16/11/1990 a 22/11/1990

Terça feira 
Show. Marlene estréia o Alô Alô brasileiro!. Às 18h30 no Teatro Rival



1990 – MARLENE
Show “Alô Alô Brasileiro!”
Teatro Rival

Roteiro e Textos do Programa: Ricardo Cravo Albin
Direção e Iluminação: Mauricio Abud

Amar - Associação Marlenista



“Pisar no palco para mim é uma necessidade biológica. Não consigo ficar 
parada no tempo. Sinto necessidade de mudar (...). O que não muda 
nunca é o amor pelo meu ofício de cantora e atriz” [O Globo, 25/11/1990]


Marlene [22/11/1922 - 13/6/2014], cantora e atriz que brilhou na Era de Ouro do Rádio, em 25/11/1990, em entrevista ao GLOBO, revela seu amor pela arte ao falar sobre a temporada de shows no Teatro Rival, no Rio, em comemoração pelo seu aniversário naquele ano.




“Alô, Alô Brasileiro é outro divisor na minha vida, acho. Eu abria esse espetáculo cantando Eu sou Neguinha?, do Caetano Veloso. Cantava Cazuza, Caetano Veloso, Chico Buarque, e nesse espetáculo voltei a cantar Meu Guri, do Chico Buarque.”  [Marlene – A Incomparável - Pág. 153]


Aragão, Diana. Marlene – A Incomparável. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012. 272p. Coleção Aplauso. Série Música / Coordenador geral Rubens Ewald Filho.



1969 - NÃO IDENTIFICADO


Música y letra: Caetano Veloso
© 1969 Gapa / Saturno

Eu vou fazer uma canção pra ela
Uma canção singela, brasileira
Para lançar depois do carnaval

Eu vou fazer um iê-iê-iê romântico
Un anticomputador sentimental

Eu vou fazer uma canção de amor
Para gravar um disco voador

Uma canção dizendo tudo a ela
Que ainda estou sozinho, apaixonado
Para lançar no espaço sideral

Minha paixão há de brilhar na noite
No céu de uma cidade do interior
Como um objeto não identificado




1969 - CAETANO VELOSO
6167 5350 / 4:05
Álbum "Caetano Veloso"
Philips LP R 765.086 L, B-3.
CD 838.556-2, Track 9.



1969 - CAETANO VELOSO
Extraído do LP “Caetano Veloso”
Álbum “Charles, Anjo 45” / “Não Identificado”
Philips S 7” nº 365.296-2 PB.


1969 - GAL COSTA
Álbum “Não Identificado” / ”Vou Recomeçar”
Philips S 7” nº X - 16-A. [Disco Promocional]



 

 
1969 - GAL COSTA
6149 5280 / 3:15
Extraído do LP “Gal Costa”
Álbum "Gal Costa" - “Que pena” / “Lost in the paradise” // “Não identificado” /  “Sebastiana”
Philips EP nº 441.451 PT, B-1.


1969 - GAL COSTA
6149 5280 / 3:15
Álbum "Gal Costa"
Philips LP R 765.068 L, A-1.


1969 – GAL COSTA
/ 3:00
Extraído do LP “Gal Costa”
Álbum “Brasil ano 2000”
Canção adicional da trilha sonora original do filme de Walter Lima Jr.
Forma LP VDL 112, B-8.


1969 – LUIZ ARRUDA PAES & SUA ORQUESTRA
/ 3:05
Álbum “Brasil Dia e Noite/Vol. 3”
Odeon LP SMOFB 3608, B-2.


1969 – ORQUESTRA NAMORADOS DO CARIBE
Álbum “Zazueira”
RCA Victor LP BBL 1485, A-6.


1970 - SOM TRÊS
[César Camargo Mariano / Sabá / Toninho Pinheiro]
Instrumental
Álbum “Um é pouco, dois é bom, este som três é demais”
Odeon LP MOFB 3612, B-1.


1971 - MARIA BETHÂNIA
Álbum "Rosa dos Ventos" - O Show Encantado
Gravado ao vivo no Teatro da Praia
Philips LP 6349 015, Lado B.


 
 
1984 - RENATO TEIXEIRA
Álbum “Azul”
[“Caetano Está Na Cidade” (Renato Teixeira) Música incidental “Não Identificado”]
62.352.733 / 3:09
Estúdio Eldorado LP 84.84.0435, B-1.
Estúdio Eldorado CD 935045, Track 6. 







1988 – LULU SANTOS E AUXÍLIO LUXUOSO
Álbum “Amor à Arte”
Gravado ao vivo no Olympia em São Paulo.
RCA Victor LP 140 0009, A-3. 





1995 - DAÚDE
[“Objeto não identificado”]
Álbum "Daúde"
Natasha Records CD 289.109-2, Track 10.


1995 - GARGANTA PROFUNDA
Álbum "Vida, Paixão e Banana - Garganta Profunda canta Tropicália"
Albatroz CD 445.008, Track 12.


1996 - FARÓIS ACESOS
6650 6760 / 3:10
Álbum "Axé - Caê! Jovens Baianos Cantam Caetano"
Mercury / PolyGram CD 532 444-2, Track 9.


1997 – FÊNIX
Álbum “O amor está no ar” 
[Varios intérpretes]
Trilha Sonora nacional da novela da rede Globo
Som Livre CD 2136-2, Track 7.






1997 - PAULO RICARDO
/ 3:05
Álbum "O Amor me Escolheu"
PolyGram CD 534.686-2, Track 10.


1997 - GAL COSTA
6745 1926 / 3:28
Álbum "Gal Costa acústico MTV"
Gravado no Memorial da América Latina – São Paulo, no dia 17 de julho de 1997, para o programa Acústivo MTV
BMG RCA CD 7432151390-2, Track 3.


1997 - BANDA EVA
67281168 /
Álbum "Tropicália 30 anos" uma homenagem ao carnaval da Bahia
Natasha Records CD 289.122, Track 9.




1998 – PAULO RICARDO
Álbum “La cruz y la espada”
[Em espanhol, com exceção da música ''Não Identificado'']
Universal Music CD 0731453874428, Track 8.


1999 – DAÚDE
[Remix]
Álbum “Simbora”
Natasha Records CD 789700903052, Track 5. 





2000 – PORTASTATIC 
[Mac McCaughan]
Álbum “De mel de melão”
Merge Records CD (EP) MRG-180, Track 4. [EE. UU.]



2001 – HANNA
Álbum “Nós em nós”
Ipanema Records CD 230-1, Track 11.


2008 – CADU DE ANDRADE
Álbum “Cine Brasil”
Microservice CD 7898931708200, Track 3.


2010 – MARIA BETHÂNIA
Álbum “Amor Festa Devoção ao vivo”
Gravado ao vivo em 12 e 13 de março de 2010, no Vivo Rio (RJ).
Biscoito Fino 2 CD’s BF 993, CD 2, Track 1. | DVD BF 795, Track 19. | Blu-ray BDBF 123, Track 19.


2011 – CAETANO VELOSO
Álbum “MTV Ao Vivo - Caetano zii e zie”
Gravado no Vivo Rio em 8 de outubro de 2010 (Rio de Janeiro)
Universal Music CD 602527594521, Track 11. | DVD 602527594538, Track 13 | 2 DVD’s 602527594545 (Edición Especial) DVD 1, Track 13.




2017 – JUSSARA SILVEIRA
Álbum “Fruta gogoia – Uma homenagem a Gal Costa”
Selo Sesc, Track 14. 





2017 – GAL COSTA
Álbum “Estratosférica – ao vivo”
Gravado em 24 de junho de 2017, na Casa Natura Musical (SP)
Biscoito Fino 2 CD’s 493-4, CD 1, Track 4. │ DVD 494-3, Track 4.