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sábado, 28 de abril de 2018

1995 - CAETANO VELOSO E REGINA CASÉ - Vigário Geral



Publicação do Grupo Cultural Afro Reggae
Ano III - n° 16 / Junho 1995
Distribuição gratuita





Caetano e Regina Casé batizam a Banda AfroReggae


Mais um passo foi dado para a consolidação do trabalho que o GCAR vem desenvolvendo, só que desta vez contando com o apoio de dois autistas consagrados no cená rio brasileiro, que vincularam as suas imagens e trajetórias à nossa e resolveram batizar a Banda Afro Reggae. Os padrinhos Caetano Veloso e Regina Casé emocionaram o público que esteve presente no evento e também se emocionaram por estarem dentro da favela de Vigário Geral e terem a oportunidade de receber todo o calor humano daqueles que são denominados excluídos.

E foram esses excluídos que mostraram um grande poder de organização e participação. Pois independente do GCAR, da CASA DA PAZ e do Manoel Ribeiro (um dos produtores do evento), a comunidade também se fez presente no Batizado. Foi extremamente importante a participação dessas pessoas, que fora de Vigário Geral são inteiramente desconhecidas, mas que quando têm que representar a comunidade, se empenham ao máximo e colocam toda a sua auto-estima para fora.

Não podemos deixar de citar que sem os patrocinadores que abraçaram a idéia, a empresa M.W. Barroso Silk-Screen e Caixa Econômica Federal, não conseguiríamos fazer nem a metade do que representou o evento. E que pessoas como Nanko Van Buuren (IBISS), Lorenzo Zanetti e Cléa Silveira (SAAP/FASE), Cristiano e Hector (CAMPO), Cinthya Paes (ASHOKA) foram fundamentais nesse processo. Afinal, todos eles sempre acreditaram no potencial do Grupo Cultural Afro Reggae e, muito provavelmente, sem esse apoio não teríamos alcançado todos esses objetivos. O GCAR sempre teve em mente que um grupo forte é aquele que sabe das suas limitações e abre o seu trabalho para as parcerias.

Gostaríamos também de agradecer algumas pessoas que colaboraram e incentivaram com a visão vanguardista que o AFRO REGGAE se propõe: Cindy Albertal Lessa, Peter Fry, Luís Cláudio Oliveira, Waly Salomão e Manoel Ribeiro. A maioria destes nomes são conhecidos dos leitores do ARN e no meio das ONGs. Agora vai uma lista de nomes dos nossos ilustres desconhecidos: Careca, Penha, Zé, Ronaldo (Mineira), B.A, Joel, Zé Luís, Somebody Love e todas os pais que se emocionaram ao ver os seusfilhos e filhas ao lado dos seus ilustres padrinos.

9/6/2017 - A empatia entre Regina e as bailarinas da Banda AfroReggae ficou evidente pelo carinho entre elas


Caetano Veloso e Regina Casé: padrinos da BANDA AFROREGGAE

José Renato
Texto e fotos

Vigário Legal quer dizer paz entre as comunidades de Vigário Geral e Parada de Lucas, duas favelas vizinhas que viveram em guerra durantes anos. Simboliza uma nova etapa das oficinas de dança e percussão do GCAR, em convênio com a Casa da Paz. Vigário Legal são as populações ditas excluídas dando a volta por cima, e aparecendo de cabeça erguida nas manchetes de jornais. Vigário Legal é Caetano Veloso e Regina Case entrando numa favela para batizar uma banda de 35 crianças entre 5 a 16 anos. Vigário Legal é o sucesso de um projeto de socialização através da cultura que está abrindo novas perspectivas pra uma população que vive guetizada.

O início de toda esta história começou no dia 17 de dezembro do ano passado, quando Caetano Veloso recebeu um telefonema de Regina Case chamando-o para conhecer Luciana Barbosa, 12 anos, moradora da favela de Vigário Geral, e os outros integrantes da oficina de dança afro e percussão do Grupo Cultural Afro Reggae (GCAR). Luciana queria convidá-lo para assistir a uma apresentação que ela faria para um grupo de intelectuais reunidos no Hotel Marina Palace, no Leblon, para discutir os sinais de turbulência que tomam conta do mundo neste fim de século.

Em poucos minutos Caetano chegava ao encontro de Regina Casé para assistir a apresentação das oficinas e se entusiasmou muito com o que viu. Amor à primeira vista, naquele momento começava a relação que veio a dar na escolha dos dois para serem padrinhos.


Na verdade, Caetano já havia tomado conhecimento das oficinas desenvolvidas pelo GCAR através do jornal Afro Reggae Notícias, do qual é leitor, assim como outras três mil pessoas que o recebem por mala direta. E através de Waly Salomão, Diretor Social do GCAR também foi apresentado a integrantes do Grupo.




9/6/1995 - Caetano Veloso batizando o grupo Afro Reggae, na favela de Vigário Geral
Foto: Patricia Santos / Folhapress



 















viernes, 14 de julio de 2017

2010 - CENTRO CULTURAL WALY SALOMÃO




26/05/2010 
Inauguração do Centro Cultural Waly Salomão reúne artistas
A nova sede do Grupo Cultural AfroReggae fica na Favela de Vigário Geral
Nessa quarta-feira (26), Caetano Veloso, Gilberto Gil e outros famosos como Regina Casé, Matheus Nachtergaele, Adriana Calcanhotto, Jonathan Haagensen, Paula Lavigne e Marcelo Mello (o Bené da última novela das oito "Viver a Vida") se reuniram em Vigário Geral, na Zona Norte do Rio, para a inauguração do Centro Cultural Wally Salomão, do grupo cultural AfroReggae. 

O local - projeto visual de Luiz Stein de quase 1,5 mil m², construido com investimentos de R$ 6 milhões do governo do estado e empresas privadas - vai oferecer oficinas culturais e de formação profissional para a comunidade.













  









lunes, 19 de enero de 2015

2001 - PARCEIROS - AfroReggae




9/6/1995 - Batizado da “Banda AfroReggae”, em Vigário Geral, com Caetano Veloso e Regina Casé como padrinhos.



Integrantes

Ando, LG e Dinho (Voz)
Altair Martins, Dada, Wallace Rocha e Juninho (Percussão)
Cosme Augusto (Bateria)
Jairo Cliff (Baixo)
Joel Dias (Guitarra)
Mailson Teixeira (Teclados)
Magic Julio (DJ) e 
Mariana Rangel (Vocal)





José Júnior - fundador do grupo

Dinho Vicente
Luiz Gustavo “LG”
Cláudio Menezes
Jairo Cliff




● MEUS TELEFONEMAS (Dinho/Caetano Veloso/LG/José Júnior/Cláudio Menezes/Jairo Cliff)



● ●●  ●● ●


Luiz Gustavo Ferreira, “LG” - Vocalista e guitarrista base



Revista QUEM
Fevereiro 2004


O Haiti não é aquí
Camilla Gabriella


Politicamente correto, o grupo Afro Reggae fez festa para entregar o Prêmio Orilaxé, contra o preconceito e a injustiça social. Padrinho da banda, Caetano Veloso cantou e levou o filho, Zeca.


 

Caetano Veloso, com Dinho, um dos vocalistas do Afro Reggae

Eles pregam a união entre negros e brancos. A julgar pelo público presente no Canecão, no Rio, na terça-feira, 17/2/04, os integrantes do Afro Reggae conseguiram alcançar o objetivo. A noite marcou o 11º aniversário do grupo, que, além de ser uma banda, também é responsável por oficinas de música, teatro e dança em favelas do Rio. A sede é em Vigário Geral, um dos bairros pobres da cidade. O foco principal do evento foi a entrega do Prêmio Orilaxé, que na língua Iorubá significa 'a cabeça tem o poder de transformação'. O prêmio homenageou personalidades que, em diversas áreas de atuação, uniram forças para enviar um recado contra a injustiça social e o racismo, como a jornalista Miriam Leitão e o fotógrafo Vantoen Jr. 'Nós queremos ver essa integração', disse Ando, um dos vocalistas do Afro Reggae.

A noite foi fechada em grande estilo. Padrinho da banda, Caetano Veloso subiu ao palco e cantou duas músicas com o grupo, uma delas, Haiti. 'Tenho muito orgulho de ter acompanhado o trabalho de vocês. Competência é o que não falta', disse ele, que levou o filho Zeca para assistir à festa. Além de Caetano, Lenine e Falcão, vocalista de O Rappa, também dividiram o palco com o grupo. Mas a galera foi ao delírio quando Fernanda Abreu cantou um de seus maiores hits, Rio 40°, que diz que a cidade é 'purgatório da beleza e do caos'.


Zeca Camargo - Isabel Fillardis



Caetano conferiu o prêmio na companhia do filho Zeca e da amiga e diretora americana Julie Taymor





Caetano Veloso canta na entrega do Prêmio Orilaxé

 



                                       CD da cantora Dorina                 Fernanda Abreu