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domingo, 20 de julio de 2025

2025 - CAHIERS DU CINEMA - 130 ANS DU CINÉMA

 

Partindo do livro “Cine Subaé” (com organização de Claudio Leal e Rodrigo Sombra), Caetano Veloso revela suas memórias relacionadas ao cinema em entrevista.





Foto: Fernando Young





Les Cahiers ouvrent l’été en musique: poursuivant la série de grands entretiens qui célèbre les 130 ans du cinéma, Caetano Veloso nous parle de l’importance du cinéma dans son parcours, du Cinema Novo à Pedro Almodóvar.





CAHIERS DU CINEMA
n° 822
MUSIQUE!
Juillet/Août 2025


Spécial 130 ans
Caetano Veloso
À moi la liberté

Entretien avec Caetano Veloso

Réalisé par Claire Allouche et Marcos Uzal par courriel, le 4 juin. Traduit du portugais par Claire Allouche. 


130 ANS DU CINÉMA


À moi la liberté

 

Entretien avec Caetano Veloso

 

Claire Allouche

Nombreuses sont les raisons qui nous invitaient à dialoguer avec Caetano Veloso pour commémorer les 130 ans du cinéma. L'immense musicien, figure incontournable du tropicalisme pendant la dictature militaire brésilienne et expérimentateur hors pair depuis, n'a jamais cessé d'être cinéphile. En attestent certaines de ses chansons ("Cinema Olympia", "Giulietta Masina", ou "Cinema Nova" avec Gilberto Gil) et un disque intitulé "Cinema Transcendental" (1979). Il a par ailleurs composé les bandes originales de plusieurs films et a joué dans d'autres, comme "Les Héritiers de Carlos Diegues" (1969) ou "Tabu" de Julio Bressane (1982), sans oublier son apparition remarquée dans "Parle avec elle" de Pedro Almodovar (2002). En France, on sait moins qu'il est l'auteur d'un film-essai d'une éblouissante liberté, "O Cinema Falado" (1986), et qu'il a longtemps oeuvré comme critique de cinéma pour "Archote", un journal de Santo Amaro, sa ville natale. Ses textes critiques et ses paroles sur le cinéma ont été récemment réunis au Brésil dans le passionnant recueil "Cine Subaé. Escritos sobre Cinema (1960-2023)", édité par Claudio Leal et Rodrigo Sombra (Companhia das Letras, 2024).


"Muitas são as razões que nos convidam a dialogar com Caetano Veloso para comemorar os 130 anos do cinema. O imenso músico, figura incontornável do tropicalismo durante a ditadura militar brasileira e experimentador sem par, nunca deixou de ser cinéfilo. Atestam isso algumas de suas canções ('Cinema Olympia', 'Giulietta Masina' ou 'Cinema Novo' com Gilberto Gil) e um disco intitulado 'Cinema Transcendental' (1979). Ele compôs as trilhas originais de vários filmes e atuou em outros, como 'Os Herdeiros' de Carlos Diegues (1969) ou 'Tabu' de Júlio Bressane (1982), sem esquecer sua aparição destacada em 'Fale com ela' de Pedro Almodóvar (2002). Na França, sabe-se menos que ele é autor de um filme-ensaio de uma liberdade deslumbrante, 'O Cinema Falado' (1986), e que há muito tempo foi crítico de cinema no Archote, um jornal de Santo Amaro, sua cidade natal. Seus textos críticos e suas palavras sobre o cinema foram recentemente reunidos no Brasil na apaixonante coletânea 'Cine Subaé: Escritos sobre Cinema (1960-2023)', editado por Claudio Leal e Rodrigo Sombra (Companhia das Letras, 2024)."





Trecho da entrevista de Caetano Veloso para “Cahiers du Cinema”

(Julho/Agosto 2025)


Você costuma dizer que suas músicas são fortemente influenciadas pelo cinema. Pode nos contar mais? 

Nem sempre é consciente, mas é claro que, se eu não amasse tanto o cinema, não teria composto da mesma forma. A ideia de montagem sempre esteve presente na minha mente quando escrevi músicas. Sei que um verso, uma mudança de melodia, a combinação desses dois elementos — tudo o que, para mim, é composição — é influenciado pela realidade do cinema.


“Desde menino eu me encantava com o cinema. Em minha cidade natal, Santo Amaro, eu tinha ido algumas vezes ao único cinema que havia lá e sempre me excitava ver imagens em movimento na tela. Mas aos 8 anos é que vi um filme que me arrebatou: “Sansão e Dalila”, de Cecil B. DeMille. […] A imponência da música também me apaixonou. E passei a levantar a sobrancelha tentando imitar Victor Mature e a cantar o tema central de Victor Young o tempo todo.”




1986 - Foto: Maritza Caneca




miércoles, 24 de abril de 2024

2024 - CINE SUBAÉ - Escritos sobre cinema (1960-2023)

 

21/5/2024 - Rodrigo Sombra, Caetano Veloso e Claudio Leal




Lançamento: 28/05/2024

Capa de Raul Loureiro com imagem de acervo de Carlos Diegues












CINE SUBAÉ
Escritos sobre cinema (1960-2023)

Organização: Claudio Leal / Rodrigo Sombra
Companhia das Letras
440 pág.


Reunião de críticas e depoimentos sobre os filmes que marcaram a trajetória de uma das principais vozes da nossa cultura.

Nome central da música e da poesia brasileira, Caetano Veloso é um cinéfilo singular. Sua adolescência foi moldada pela programação do Cine Teatro Subaé, em Santo Amaro, época em que cogitou se tornar crítico de cinema. Ao longo da vida, os filmes continuaram a ter papel decisivo em seu estilo de compor canções e conceber visualmente os shows.

Este volume reúne críticas escritas na década de 1960, publicadas no periódico Archote — muitas delas inéditas em livro —, além de colunas de jornais, entrevistas, depoimentos e comentários que revelam as predileções, as reflexões e o vasto repertório cinematográfico do compositor.

Com organização de Claudio Leal e Rodrigo Sombra, Cine Subaé é um precioso testemunho que atesta o impacto que o Cinema Novo, as películas exuberantes norte-americanas, o neorrealismo italiano e o existencialismo das fitas francesas tiveram sobre a formação cultural de Caetano Veloso.





Cine Teatro Subaé - Santo Amaro










1977
Cor, 10min 
Imagens do acervo SRTV (Serviço de Rádio e Televisão da Embrafilme)

O material do SRTV nos revela bastidores dos processos de criação de Caetano Veloso no cinema brasileiro e sua contribuição singular em filmes como 'São Bernardo' (1972), de Leon Hirszman, e 'A Dama do Lotação' (1978), de Neville d'Almeida, onde compôs canções e trilhas sonoras. Um dos principais cantores da MPB, Veloso destaca-se pela contribuição em títulos nacionais e por cravar na memória poesias que alimentam, reinventam e cocriam imagens.







Jornal O Archote

Órgão a serviço do município de Santo Amaro 

Colaboradores: Caetano Velloso, Rodrigo Velloso, Gustavo Vianna, Édio Pereira de Souza, João Muniz, Emanoel Araújo, Germano Machado, Antonio Carlos Pinto de Pinna (Carlos Pina), Otávio Amorim e outros.


20 edições

nº 1: 15/10/1960 - nº 20: 3/10/1962

 

30/10/1960

CINEMA E PÚBLICO

Caetano Veloso - Jornal “O Archote” - Santo Amaro – Bahia

 

04/12/1960

CINEMA, ATOR E DIRETOR

Caetano Veloso - Jornal “O Archote” - Santo Amaro – Bahia

 

28/5/1961

CINEMA E PÚBLICO

Caetano Veloso - Jornal “O Archote” - Santo Amaro – Bahia

 

31/12/1961

OS MELHORES DO ANO

Caetano Veloso - Jornal “O Archote” - Santo Amaro – Bahia

 

4/3/1962

HUMBERTO, FRANÇA E BAHIA

Caetano Veloso - Jornal “O Archote” – Santo Amaro – Bahia

 

11/5/1962

OS GRANDES DO MOMENTO

Caetano Veloso - Jornal “O Archote” – Santo Amaro – Bahia



 


O GLOBO - 8/1/1996







21/5/2024





21/5/2024 - Rodrigo Sombra, Caetano Veloso e Claudio Leal






jueves, 18 de agosto de 2011

1969 - OS HERDEIROS





Imagem de acervo de Carlos Diegues




Caetano Veloso e Jean-Pierre Léaud em "Os Herdeiros"





18/5/1970




Película filmada entre fines de 1968 y principios de 1969 por Carlos Diegues (1940, Alagoas). Su tercer film (1963-64, Ganga Zumba, rei dos Palmares; 1965, A Grande Cidade) y el primero en colores.

El título original de Os Herdeiros - Uma estória de nossa história, de Carmem Miranda a Brasília, de Getúlio Vargas à televisão, fue vetado por la censura: O brado retumbante, en referencia al Himno Nacional Brasileño. (Los herederos - Una historia de nuestra historia, de Carmen Miranda a Brasília, de Getúlio Vargas a la televisión)

En la trama argumental, una visión de la historia y la lucha por el poder en Brasil desde la revolución de 1930 hasta el golpe militar de 1964: San Pablo, Rio de Janeiro, Brasília, Getúlio Vargas, política, poder, industria, sol, sexo; las distintas épocas son caracterizadas con canciones de Francisco Alves a Caetano Veloso.

La banda sonora: Invocação em defesa da Pátria de Heitor Villa-Lobos; E o mundo não se acabou de Assis Valente cantada por Carmen Miranda; Retrato do velho de Haroldo Lobo y Marino Pinto cantada por Francisco Alves; Mentirosa de Custódio Mesquita y Mário Lago por Orlando Silva, Rio antigo de Nonato Buzar y Chico Anísio, por la Escola de Samba da Mangueira; I surrender dear, de Harry Barris y Gordon Clifford interpretada por Bing Crosby; Abrazame así de Mario Clavell en la voz de Gregorio Barrios y Copacabana de João de Barro y Alberto Ribeiro por Dick Farney.

En el elenco, Sérgio Cardoso (Jorge Ramos), Odete Lara (Eugênia), Grande Otelo (Américo), Paulo Pôrto (Alfredo Medeiros), Mário Lago (Joaquim Almeida), Isabel Ribeiro (Raquel), André Gouvéia (Joaquim), Anecy Rocha (Baby), Hugo Carvana (Maia), Rogério Duarte, Jeanne Moreau (Jeanne), Jean-Pierre Léaud (el actor francés favorito de Jean-Luc Godard y François Truffaut) y participaciones especiales de Caetano Veloso (amigo), Nara Leão (amiga) y Dalva de Oliveira (cantante).

Lista para ser estrenada a mediados de 1969, en plena vigencia del AI-5, e invitada para participar inmediatamente del 30º Festival Internacional de Cine de Venecia, la Censura implacable, se expide el 30 de julio:

“Juzgamos no oportuna la liberación en esta fase nacional (...). Mensaje absolutamente negativo, pues concita al pueblo a la rebeldía, enaltece el Estado Novo (en parte) y figuras representativas pasadas y actuales”.

“No juzgo aconsejable su liberación, principalmente sabiendo que el film irá a representar a Brasil en Festival en el exterior, ocasión en que podrán ser incluidas otras partes no exhibidas a este SCDP (Servicio de Censura de Diversiones Públicas) y mostrar una irrealidad sobre la actualidad brasileña”.

En el comienzo de su exilio, el día de su 27º cumpleaños, Caetano ya estaba en Europa mientras la Censura prohibía la exhibición en todo Brasil.







Caetano Veloso, Jarbas Barbosa e Jean-Pierre Léaud




Finalmente fue estrenado en mayo de 1970, con Carlos Diegues exiliado en Paris.





Las declaraciones escritas de Carlos Diegues fueron distribuidas a la prensa:
“Os Herdeiros” es un film sin estilo. No es un melodrama. Pero usa el melodrama. A veces críticamente. A veces no. No es realista, pero es, no es romántico, pero es. En fin, yo tampoco estoy interesado en saber que es”.


Caetano Veloso vistiendo casaca de General




Caetano Veloso / Rogério Duarte / Jean-Pierre Léaud











O BRADO RETUMBANTE