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lunes, 31 de enero de 2022

2022 - MUNDO BITA

 

"Rádio Bita - Especial Caetano Veloso 80 anos" 




Caetano Veloso ganhou um presente do Mundo Bita. Em comemoração aos seus 80 anos, serão lançados quatro clipes em homenagem ao artista. 

Rádio Bita especial Caetano Veloso 80 anos terá quatro clipes que serão todos lançados ainda esse ano.




4/2/2022 - O Leãozinho





6/5/2022 - Odara


5/8/2022 - Lua de São Jorge







Prestes a completar 80 anos, Caetano vira personagem do Mundo Bita 

Gordinho de bigode, suspensório e cartola, criado pelo pernambucano Chaps Melo, já é amigo de Bituca, homenagem a Milton Nascimento. Agora canta 'Leãozinho'

 

Da Redação

Publicado em 25 jan 2022

 


Da Tropicália para o Mundo Bita: Caetano estreia na animação em fevereiro cantando 'O Leãozinho'.  Internet/Reprodução


Da Tropicália para o Mundo Bita: no ano em que completa 80 anos, Caetano Veloso vira personagem do universo musical infantil. Em sua homenagem, os criadores daquele sujeito gordinho de bigode laranja, suspensório e cartola que encanta crianças brasileiras desde 2010 prepararam um projeto especial, com releituras de clássicos do artista. Nos clipes desse projeto, que serão lançados a partir de 4 de fevereiro, Caetano aparece como um dos personagens da animação, além de participar dos vocais. O primeiro clipe será o de “O Leãozinho”, e poderá ser conferido no canal do YouTube do Mundo Bita. 

“Fiquei feliz quando soube que eu ia entrar no Mundo Bita. Devo isso a Benjamim, meu neto mais novo, que nasceu e vem crescendo perto de mim”, afirmou Caetano sobre o filho de Tom Veloso, seu caçula, e de sua mulher, Jasmine, em reportagem do jornal O Globo. “Quando meus filhos eram pequenos, o Bita ainda não existia. Agora, muitas vezes vejo os desenhos ao lado de Benjamim. Imagino como ele vai reagir ao ver minha cara ali retratada e ouvir a minha voz: o vovô dele entre as figuras que ele já ama ver na tela da TV”, celebrou Caetano. 

“Que felicidade trazer essa novidade para vocês. Vem aí a “Rádio Bita – Especial Caetano Veloso 80 anos”! Um projeto que nos emociona e nos deixa transbordando de alegria. Ao longo de 2022, faremos quatro releituras de clássicos deste grande artista que tanto admiramos. Os clipes em versão toy contarão com a presença de Caetano Veloso nos vocais e também como personagem” explicaram os responsáveis pelo projeto infantil em uma postagem nas redes sociais. 

Bita nasceu em Recife, pelas mãos do designer pernambucano Chaps Melo, que se inspirou em “O Grande Circo Místico”, seu disco de cabeceira. Para integrar a turma de Bita, Chaps criou também o personagem Bituca, uma homenagem a Milton Nascimento

Bituca, que cantou com Chaps no videoclipe “Trem das estações”, lançado em 2017. Empolgado com o resultado, Milton ofereceu uma versão de “Bola de meia, bola de gude” para o novo amigo, com quem construiu o roteiro de mais um clipe, que foi ao ar no mesmo ano. 


Caetano Veloso e Chaps Melo, criador do Mundo Bita.
Foto: Divulgação / Uns Produções



Caetano Veloso e Chaps Melo, criador do Mundo Bita.
Foto: Divulgação / Uns Produções



Na próxima sexta-feira (06/05/2022), às 10h, estreia o clipe de “Odara” na Rádio Bita - Especial Caetano Veloso 80 anos







16/5/2022






5/8/2022











jueves, 5 de octubre de 2017

2011 - O LEÃOZINHO - Programa TV XUXA


2/7/2011


Xuxa e Caetano Veloso na gravação do programa de comemoração dos 25 anos da apresentadora na Rede Globo


TV Foco

Xuxa trata Caetano Veloso com carinho nas gravações do TV Xuxa

29/06/2011

Foto: Estebam Avellar / TV Globo / Veja

O TV Xuxa que a Rede Globo exibe neste sábado, dia 2, é especial, em comemoração aos 25 anos da apresentadora na emissora.

Para celebrar a data, Xuxa recebeu Caetano Veloso no estúdio e foi só carinho com o cantor durante as gravações. 







Xuxa assistiu a um dueto de Caetano Veloso e Maria Gadú, que cantaram “O leãozinho”. Mais falante, ela lembrou que, aos 24 anos, recebeu o cantor em seu antigo programa e lhe pediu para interpretar a música, pois teria uma filha e ela seria do signo de Leão:

— Dez anos depois, eu engravidei e tive a Sasha. 


viernes, 25 de agosto de 2017

1998 - PINA BAUSCH



Pina Bausch veio ao Brasil pela terceira vez em 1997 para apresentar pela primeira vez no País uma ópera, “Ifigênia em Tauris”, de Gluck, e a coreografia “Cravos”, ambas no Teatro Municipal do Rio. O impacto visual da segunda - o palco era inundado por oito mil cravos vermelhos - foi tão intenso que, ao contrário das visitas anteriores, desta vez sua obra agradou ao grande público. Essa coreografia inaugurou uma parceria jamais desfeita, entre Pina Bausch, Marion Cito nos figurinos e Peter Pabst nos cenários. E mais. Nessa ocasião a coreógrafa conheceu Caetano Veloso, a quem convidou para participar da festa de comemoração, na Alemanha, dos 25 anos da Tanztheater Wuppertal, em 1998.

Na programação de aniversário, estavam sete peças: “Ifigênia em Tauris” (1974), “Café Müller” e “Sacre” (1974), “Arien” (1979), “Viktor” (1986), “Palermo, Palermo” (1989), “Nur Du” (1996), coreografia que consagrou mundialmente a dançarina brasileira Regina Advento, e “Der Fenstputzer” (1997). Caetano participou com dois concertos. 

Em comum com o cantor e compositor brasileiro, Pina Bausch tem a participação num filme de Almodóvar, “Fala com Ela”. (AE)









São Paulo, segunda, 25 de agosto de 1997

Ópera de Gluck revela face inédita de Pina Bausch 


ANA FRANCISCA PONZIO
no Rio de Janeiro

A temporada que o grupo de Pina Bausch, o Tanztheater Wuppertal, iniciou na última sexta no Teatro Municipal do Rio, já pode ser considerada um dos acontecimentos artísticos deste ano.

Duas obras clássicas do repertório de Bausch -a ópera "Ifigenia in Tauris" (apresentada até domingo) e a peça de dança-teatro "Cravos" (que estréia quarta)- compõem a programação do Thanztheater nesta passagem pelo Brasil que, lamentavelmente, não se estende a outras cidades.

Com "Ifigenia in Tauris", o Thanztheater revelou uma face de Pina Bausch inédita aos brasileiros. Ao realizar, em 1974, sua versão para a ópera de Gluck (1714-1787), Bausch dava seus primeiros passos em direção à dança-teatro que a transformaria em uma das personalidades chaves das artes cênicas deste século.

Marcas que surgiriam nos anos seguintes, como bailarinos que choram, falam, cantam, fazendo do corpo uma expressão múltipla, não existem em "Ifigenia in Tauris", que também está longe dos ambientes claustrofóbicos das obras posteriores.

Invertendo papéis, Bausch fez de "Ifigenia in Tauris" uma ópera-balé, interpretada por bailarinos cujos corpos parecem ecoar as vozes dos cantores que, "escondidos" em camarotes do teatro, não aparecem em cena.

Convencionalmente, "Ifigenia in Tauris" é a obra mais dançada de Bausch que, nesta ópera, demonstra que também poderia ser uma mestra da coreografia pura.

Cenicamente, é um espetáculo luminoso. Em vez das sombras e da cor preta, comuns nas obras de Bausch, é o branco que predomina nos figurinos e cenários, com espaços delimitados por alvos lençóis. No papel de Ifigenia, a brasileira Ruth Amarante realiza uma interpretação esplendorosa ao lado de Dominique Mercy, um dos mais antigos bailarinos do grupo de Baush.

Para contar a história de Ifigenia (cuja morte, a pedido da deusa Artemis, libertaria os ventos necessários à navegação) Bausch já se valia do sentido de incompletude da condição humana. Mesmo exalando lirismo e harmonia, o enredo se constrói por meio de imagens evasivas, fragmentadas, que Bausch mais tarde dominaria com precisão única.

Mas, o mais curioso em "Ifigenia in Tauris" é observar que a dança ainda não se confunde com o teatro. Apesar da profunda expressividade que exige dos bailarinos, a obra tem como principal apoio a coreografia, baseada na técnica clássica e com uma teatralidade que revela a influência de Kurt Joos (um dos pioneiros da dança expressionista, de quem Bausch foi assistente).

Se tivesse parado em "Ifigenia in Tauris", a obra de Pina Bausch já seria relevante.


Apesar da inovação gigantesca que ela promoveu após esta ópera, Bausch já teria concedido à composição de Gluck a mais arrojada e atemporal das versões, cujo frescor permanece até hoje.

Espetáculo: Tanztheater Wuppertal
Quando: dias 27, 28 e 29 de agosto às 20 h; dia 31 às 17 h
Onde: Teatro Municipal do Rio de Janeiro (Pça Floriano, s/nº; tel. 021/297-4411)
Quanto: R$ 70,00 a R$ 10,00 (reservas: 021/262-3935)




O Estado de S.Paulo, 30/8/1997



O festival cultural dirigido por Pina Bausch aconteceu pela primeira vez em 1998, por ocasião da comemoração dos 25 anos de existência da companhia "Teatro-Dança de Wuppertal" (Alemanha).







Na ocasião em que Caetano esteve em Wuppertal, em 14 de outubro de 2001, atuando como um dos principais convidados de Pina Bausch no festival internacional de cultura organizado por ela, o baiano contou como conheceu a amiga:

"Pessoas ligadas ao ambiente de teatro e de dança falavam muito nela quando se referiam ao Gerald Thomas, dizendo que ele tinha muita influência de Pina. Quando Gerald voltou para o Brasil e começou a dirigir suas peças, fui assistir a quase todas, mas não achei isso, não. Achei Pina Bausch parecida com o Trate-me Leão [obra do grupo teatral carioca Asdrúbal Trouxe o Trombone, que tinha Perfeito Fortuna e Regina Casé como integrantes]".





São Paulo, sábado, 24 de outubro de 1998.

TEATRO-DANÇA


Caetano festeja Pina Bausch na Alemanha

CARLOS GARDIN (*)
especial para a Folha

Caetano Veloso é hoje a bola da vez em Wuppertal (Alemanha), localidade que adotou uma das mais famosas companhias de dança do mundo, a de Pina Bausch. O cantor protagoniza um show-homenagem para a coreógrafa que comemora 25 anos de sua dança-teatro na cidade alemã.

E Wuppertal, até o dia 31 deste mês, se converte num espaço de celebração mundial da trajetória inovadora de Bausch.

Os convidados para a festa confirmam as referências e a importância desta artista para a diversidade da arte no século 20: Sankai Juku, do Japão; Marie Claude Pietragalla, da Ópera de Paris; o grupo Rosas, da Bélgica; Mikhail Baryshnikov; companhias de Bali e hip hop dance da Alemanha.

De quebra, o mundo terá a oportunidade rara de presenciar uma síntese do trabalho realizado pela homenageada em 25 anos de coreografias que foram causadoras das mais radicais mudanças na linguagem da dança neste século.

Pina Bausch apresentará oito de suas principais coreografias, começando por uma das primeiras, "Ifigênia em Táuris", de 1974, que foi apresentada no Rio de Janeiro no ano passado.

Trata-se de um momento único em que se pode verificar com clareza a evolução da linguagem do movimento que fundamenta o estilo específico dessa artista -cujo trabalho não só revolucionou o conceito da dança como interferiu na linguagem do teatro com um diálogo perturbador.

Ela criou sua linguagem própria na busca incansável da síntese do movimento no espaço. A sua referência primeira são os gestos recolhidos no cotidiano das pessoas.


Seus bailarinos/atores, além de exibirem uma técnica precisa, fruto de um árduo trabalho, são pesquisadores do movimento.

Colhem suas idéias na pesquisa pelas ruas das cidades do mundo, idéias que são transformadas numa celebração poética do palco, numa encenação radical que, como uma cápsula, ao ser deflagrada, provoca o espectador pela forma, pelos sentidos e pela construção lógica.

O padrão de Bausch é a diversidade. Sua síntese é a da mônada, ou seja, a do signo que contém inúmeras possibilidades de sentido, que passam pelo sensorial até atingir o lógico e o intelectual. Por isso, a diversidade como marca está presente em todos os níveis do seu trabalho: seus bailarinos são de múltiplas raças, a sonoplastia utilizada nas coreografias contém desde clássicos a canções populares de diferentes países.

Os bailarinos são também atores no sentido de executarem ações dramáticas, e essa atitude cênica fez com que o teatro, depois de Bausch, tivesse que se alimentar da capacidade de movimento do corpo na dança. O corpo, enfim, é visto como signo e, como tal, tem intenções de provocar interpretações tanto lógicas como sensoriais.

A festa de 25 anos de dança-teatro de Pina Bausch em Wuppertal consagra a síntese da diversidade. Como queria Oswald de Andrade, uma forma canibal de ser.

(*) Carlos Gardin é doutor em Comunicação e Semiótica, professor do Departamento de Jornalismo da PUC-SP e diretor de teatro.




Novembro 2001

Solo para Pina Bausch — Caetano Veloso brilha em festival da coreógrafa alemã

Wuppertal, Alemanha - O doce bárbaro de Santo Amaro fechou sua turnê européia de 2001 participando no dia 14 de outubro do festival internacional de cultura organizado pela prestigiada coreógrafa Pina Bausch e sua companhia, o Wuppertaler Tanztheater. Caetano, que já tinha sido em 1998 uma das maiores estrelas das comemorações dos 25 anos do grupo de Pina, fez um show solo em que se deu ao requinte de interpretar canções em francês, italiano, espanhol, inglês e, claro, português, encantando do começo ao fim uma platéia tão serena, quanto extasiada.




Era uma homenagem das mais condizentes à essa artista que possui bailarinos das mais diversas partes do mundo e que surpreende Caetano desde a montagem que ele assistiu anos atrás de «Um Grito Ouviu-se na Montanha», no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. «Fiquei completamente apaixonado pelo espírito da obra dela, que tem uma vida impressionante, rara em artes da representação», afirmou Caetano, que já tinha gravado a marchinha carnavalesca «Dama das Camélias», de Braguinha e Alcir Pires Vermelho, como um tributo à Pina em seu álbum «Omaggio a Federico e Giulietta», de 1999.

O festival deste ano, que aconteceu de 12 a 28 de outubro, trouxe como destaques o coreógrafo e dançarino japonês Saburo Teshigawara, o violinista húngaro Félix Lajkó, além do diretor espanhol Pedro Almodóvar, que terá três de seus filmes exibidos no evento. Outro brasileiro convidado por Pina Bausch para a mostra de cultura foi o percussionista pernambucano Naná Vasconcelos.

Vários espetáculos de Pina foram reapresentados como «Os Sete Pecados Capitais», «Venha Dançar Comigo», «O Dido», além da sua útima peça, inspirada no Brasil, que ela vem apresentando pelo mundo afora com sucesso. 



Carisma à toda prova 


O show de Caetano Veloso bem que poderia ter durado mais do que os seus setenta minutos. A platéia que lotou os setecentos lugares da Schauspielhaus pagou cerca de oitenta reais pelo ingresso e parecia não querer voltar mais para casa, depois que ouviu «Coração Vagabundo», «Cajuína», «Menino do Rio», «Terra» e a porto-riquenha «Lamento Borincano», dentre outras. A inclusão no roteiro de «Manhatã», composição que Caetano escreveu sobre Manhattan, Nova York, extraída do disco Livro, de 1997, foi muito oportuna, dando densidade comovente ao concerto, com seus versos tornados mais trágicos depois dos ataques ao World Trade Center: «todos os homens do mundo/ voltaram os seus olhos para aquela direção» (...) «e aqui dançam guerras/ no meio da paz das moradas de amor». 



Caetano iniciou sua performance com muita timidez, mas a reverência a Bertolt Brecht e Kurt Weill com Stars Fall on Alabama já insinuava que o tropicalista estava afiado para o evento. E o cenário não poderia ter sido mais feliz, com um rochedo litorâneo criado por Peter Pabst para Masurca Fogo, peça encenada minutos antes. Ali, como que à beira-mar, Caetano foi de «Qualquer Coisa» a «Leãozinho», espalhando aquele sorriso largo que os caricaturistas tanto adoram. Desacostumado com tanta passividade da platéia, o artista começou a instigar os poucos brasileiros presentes a subverter o silêncio do público, no que foi atendido prontamente. 



O grande momento da noite nasceu de um comentário que Caetano fez para Peter Pabst à época em que ele tinha assistido Masurca Fogo pela primeira vez, em São Paulo. O cantor e compositor baiano tinha imaginado que cantava «Garota de Ipanema» na cena em que as bailarinas do espetáculo aparecem deitadas sobre o rochedo. Resultado: o coreógrafo topou com entusiasmo a sugestão involuntária de Caetano e quando o músico começou a cantar o clássico de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, as meninas de Pina reentraram no palco para se banhar ao sol sobre as pedras do cenário. A platéia foi ao delírio e com ela um Caetano em total estado de graça.


Felipe Tadeu [Jornalista especializado em música brasileira e produtor do programa radiofônico Radar Brasil (Rádio Darmstadt). Radicado na Alemanha desde 91.]




Fevereiro de 2011.

Caetano Veloso entra na trilha de documentário sobre Pina Bausch [Pina, Wim Wenders]



P: Recentemente o cineasta Wim Wenders mandou um e-mail pra você pedindo a música Leãozinho para um documentário sobre a coreógrafa Pina Bausch. Como foi isso? E como era seu contato com ela?

R: Eu tive contato com Pina diretamente aqui no Brasil. Eu fui apresentado a ela pela Monique Gardenberg quando teve uma apresentação em que ela estava envolvida. Houve um jantar na casa dela para a Pina e para o pessoal da companhia, e eu fui e a conheci Pina. Eu sou louco pelo trabalho dela. E comecei a falar com ela sobre o que eu tinha achado, com a maior cara de pau. Ela não gostava que se falasse teoricamente sobre o que ela estava fazendo. Eu sabia disso, falei mesmo assim.

Mas ela gostou de mim. E ficamos amigos, ela chegou a me chamar para participar daqueles festivais que ela fazia em Wuppertal. E uma vez ela até conjugou a minha apresentação com o balé dela. Eu estava cantando Garota de Ipanema e ela usou o cenário do Masurca Fogo: as moças de biquíni sentam numa pedra, como se estivessem tomando sol. Elas refizeram toda aquela cena enquanto eu cantava.

Então eu tinha contato com ela. Ela veio em minha casa. Uma vez ela veio para o meu aniversário. Era uma mulher muito querida e eu adorava os espetáculos dela.

E ela botou o Leãozinho numa peça que chama-se Para as Crianças de Ontem, Hoje e Amanhã. E é uma cena muito linda a do Leãozinho. É um solo de um bailarino espetacular. E o Wim Wenders estava pedindo as autorizações para as coisas que ele tem que usar para o filme da Pina e me mandou um e-mail, pedindo Leãozinho. E eu dei. Respondi dizendo que sim e ele me respondeu de novo dizendo que vinha a São Paulo para uma exposição dele de fotografia. Ele queria que eu fosse para a gente se encontrar. Eu disse que não podia, mas então ele quer que eu esteja presente se possível no lançamento do filme no Brasil. Eu estou louco pra isso porque o trailer é lindo. E saber que ele fez em 3D me animou dez vezes mais, porque se há uma coisa pra que o 3D no cinema foi inventado é um espetáculo da Pina Bausch.

[Caetano Veloso, entrevista a Renato Beolchi, Jornal do Brasil, 19/02/2011]









Lutz Förster: "Leãozinho", de Caetano Veloso











Quase dois anos após a sua morte, a companhia que a alemã Pina Bausch fundou e dirigiu, retornou à cidade em 2011 para uma série de apresentações no Brasil.

A Tanztheater Wuppertal Pina Bausch trouxe ao Theatro Municipal, no Rio de Janeiro – onde estivera pela última vez em 1997 – o espetáculo Ten Chi (Céu e Terra), uma das últimas criações da coreógrafa (días 5, 6 e 7 de abril de 2011).

Em seguida, a peça fez temporadas em São Paulo (Teatro Alfa) e Porto Alegre (Teatro do Sesi).




Rio de Janeiro, 5/4/2011





domingo, 29 de septiembre de 2013

1985 - O LEÃOZINHO





1985 - XUXA
Participación Especial: CAETANO VELOSO
Álbum "XUXA e seus amigos" [Xuxa]

Philips LP 826.430-1, A-1.

O LEÃOZINHO (Caetano Veloso) 3:04        

jueves, 26 de enero de 2012

1977 - O LEÃOZINHO





"Fiz para o contrabaixista Dadi, um amigo que eu adoro. Ele é lindo, e nessa época ele era novinho, era lindíssimo. Ele é de Leão, assim como eu."
[Caetano Veloso, 2003, Sobre as letras, pág. 56]





Dadi Carvalho, músico que inspiró la canción




Música y letra: Caetano Veloso
© 1977 Gapa/Saturno


Gosto muito de te ver, Leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, Leãozinho

Para desentristecer, Leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho

Um filhote de leão, raio da manhã
Arrastando o meu olhar como um imã
O meu coração é o sol pai de toda cor
Quando ele lhe doura a pele ao léu

Gosto de te ver ao sol, Leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba

Gosto de ficar ao sol, Leãozinho
De molhar minha juba
De estar perto de você e entrar numa



1977 - CAETANO VELOSO
6006 1146 / 3:06
Álbum "Bicho / Caetano"
Philips LP 6349 327, B-4.
CD 838.562-2, Track 8.

1977 – CAETANO VELOSO
6006 1146 / 3:06
Temas da novela “Sem lenço, sem documento” da Rede Globo
Álbum “Alegria, Alegria”/“O Leãozinho”
Philips S 7” nº 6069 184-B.

1978 - MARIA BETHÂNIA
6051 2130 / 3:13
Álbum "Maria Bethânia e Caetano Veloso ao vivo"
Gravado no Canecão (RJ), em julho de 1978.
Philips LP 6349 386, B-1.
CD 838.560-2, Track 7.

1984 – ARETHA
Participación Especial: DADI
Álbum “Aretha”
WEA BR LP 28.104, A-4.

1985 - XUXA
Participación Especial: CAETANO VELOSO
/ 3:04
Álbum "Xuxa e Seus Amigos"
Philips LP 826.430-1, A-1.

1986 - CAETANO VELOSO
6403 1551 / 2:20
Álbum "Caetano Veloso"
Recorded September 1985, at Vanguard Studios, NYC
Elektra/Nonesuch Digital LP 979.127-1 [EE. UU.], A-7.
CD 979.127-2, Track 7.
Philips LP 846.916-1, A-7. [1990, Brasil]
CD 846.916-2, Track 7.

1989 – GABRIELA
Álbum “Se liga meu bem”
Polydor LP 839 453-1, B-4.

1992 - CAETANO VELOSO
6465 9550
Álbum "Circuladô Vivo"
Philips 2 LP’s 510.459-1 | 2 CD's 510 459-2, CD 2 510 467, Track 3.

1993 - ROSELLE
Álbum "Roselle"
RGE LP 320.6208, B-1.

1995 – GILVAN DE OLIVEIRA
Instrumental
/ 2:42
Álbum “Sol”
Karmim KPCD 005, Track 5.

1995 - CAETANO VELOSO
Álbum "Un Caballero de Fina Estampa”
Gravado ao vivo no Metropolitan (RJ), em setembro de 1995
PolyGram VHS 011 228-3 [1995]
Universal Music DVD 04400608529 [2001], Track 16.

1996 – THE JOE CARTER QUARTET
Álbum “Um Abraço No Rio – An Embrace Of Rio”
Emphaty Records CD E1008, Track 5.

1998 - LUIZ AVELAR
Instrumental
Álbum "Homenagem a Caetano - O Piano de Luiz Avelar"
CID CD 00502/9, Track 2.

1998 – RONEY MARCZAK / CHRISTIAN RUVOLO
[Variações de “O Leãozinho”]
Instrumental (Violín-Piano)
/ 7:52
Gravado na Alemania
Álbum “Descobertas - Roney Marczak e a música do Brasil”
Paulinas Comep CD 789144311578/843278, Track 4.


2000 – BROOKS WILLIAMS
Instrumental
Álbum “Little Lion”
Signature Sounds CD SIG 1255, Track 1. [EE. UU.]


2000 - TONINHO NASCIMENTO
Álbum “Show Livre”
Independente CD SDD 24758, Track 10.


2000 – ARTHUR MOREIRA LIMA
Instrumental
/ 3:11
Álbum “Arthur Moreira Lima interpreta Caetano Veloso – mpb piano collection”
Columbia/Sony Music 6 CD’s, CD 6, Track 7.



2001 – JAVIER ÁLVAREZ
Álbum “Grandes Éxitos”
Gasa CD PRO2387, Track 4. [España]


2001 – EVANDRO MARINHO
Álbum “O Som do Barzinho 6 - gravado ao vivo
Universal Music CD 591200357-2, Track 1.


2002 – CLAUDYA
 / 3:57
Álbum “Grandes Compositores – Caetano & Gil”
Movieplay Music CD 7896410616282, Track 14.


2002 – CASSANDRA WILSON
[“Little Lion” - not included on the final release]
Álbum “Belly of the Sun”
Blue Note Records CD 7 2435 35072 2 0, Track 12. [EE. UU.] [Promotional version]


2004 – ROBERTO MENESCAL / FLÁVIO MENDES
Álbum “Caetano Veloso Instrumental”
Albatroz CD ALB 98, Track 3.



2004 – JANE BIRKIN
en duo avec CAETANO VELOSO
Álbum “Rendez-Vous”
Capitol Records CD 724359 8759 2 7, Track 7. [Francia]


2004 – MEJA
[“Little Lion” (Versión en inglés: Meja)]
/ 3:44
Álbum “Mellow”
Epic CD EICP-313, Track 4. [Suecia]

2004 – ARMANDINHO
Álbum “Casinha”
Orbeat Music CD 7898360031375, Track 10.

2005 – SARA MARREIROS
/ 3:37
Álbum “Minha luz”
Independente CD PM 13812 - 6 24481 13812 2, Track 3. [Canadá]




 
2005 – DUDU ALVES
Instrumental
Álbum “Caetano Veloso por Dudu Alves”
Quinteto Violado Produções Artísticas Ltda.
Palco/Laser CD, Track 6.


2006 – BOPHANA
[RIKA YAMADA / RYOJI ORIHARA / RYUHEI KOIKE]
Álbum “Natureza”
Happiness Records CD HRAD-00009, Track 5. [Japón]

2007 – TERESA SALGUEIRO & LUSITÂNIA ENSEMBLE
Álbum “La Serena”
Farol Música CD, Track 4. [Portugal]

2008 – BANDA JAZZ CAFÉ BRASIL
Instrumental
Álbum “A Música de Caetano Veloso” - Série Jazz Café Brasil
Top Cat Music/Atração Fonográfica CD 81078, Track 6.

2008 – ALEXIA BOMTEMPO
Álbum “Astrolábio”
EMI Music CD 5099950839421, Track 11.

2008 – SERENELLA
Álbum “Scirocco”
Serena/Family Affair CD 8026208706423, Track 4. [Italia]

2008 – PRISCILLA AHN
Álbum “Live Session EP” (iTunes Exclusive)
Blue Note MP3 EP, 4. [EE. UU.]

2009 – BANDA DE BOCA
[Hiram Monteiro/Poliana Monteiro/Arno Júnior/Fábio Eça/Neto Moura]
Álbum “MPB pras crianças”
Biscoito Fino CD bf 918, Track 6.



 


2010 – XUXA
Participación Especial: MARIA GADÚ
Álbum “Só para Baixinhos 10 - Baixinhos, Bichinhos e+”
Sony/BMG CD + DVD 88697770759, Track 15.

2010 - DÉCIO GIOIELLI
Álbum “MPBaby Caetano Veloso”
Música (de ninar) instrumental para pais e filhos
MCD CD 7898060834139, Track 2.





 
2011 – KIWAÏDA [Sonia Marques] 
Álbum “Pépino”
Isolarii CD, Track 9. [Francia]


2011 – BEIRUT
Álbum “Red Hot + Rio 2”
eOne Music/Red Hot Records 2 CD’s EOM-CD 5137, CD 2, Track 14. [EE. UU.]
eOne Music/Red Hot Records 3 LP’s 2369, LP 2, B-1.[EE. UU.]
Som Livre 2 CD’s 7891430238728, CD 2, Track 14. [2012, Brasil]


2011 - CAETANO VELOSO E MARIA GADÚ
Álbum “Multishow Ao Vivo - Caetano e Maria Gadú”
Gravado em 19 de dezembro de 2010, Citibank Hall no Rio de Janeiro (RJ).
Universal Music 2 CD’s 60252763244, CD 1, Track 7. | DVD 602527632452, Track 22. |
Blu-ray 602527632506, Track 22.



2012 – CAETANO VELOSO
Álbum “Caetano Veloso and David Byrne - Live at Carnegie Hall”
Recorded April 17, 2004, at Carnegie Hall, New York, NY
Nonesuch Records CD 513702, Track 4. [EE. UU.]






2012 – SANDRA MIHANOVICH
O leãozinho - Versión en español: Sandra Mihanovich
Álbum “Vuelvo a estar con vos”
Epsa Music CD 1488-02, Track 9. [Argentina]


2012 - TOMÁS JENSEN
Álbum “Face A | Face B - Hommage à Caetano Veloso”
Disques L-Abe LABECD 1986, Tracks 4 y 9. [Canadá]




2013 – FLÁVIO VENTURINI
Álbum “Venturini”
Universal Music CD 602537519972, Track 12.





2013 – MARY ROOS
Álbum “Denk was du willst”
Boutique CD 06025 3729047, Track 15.│ LP 06025 3736396 [Alemania]



2014 - PURAS MACANAS / Flavia Zacarías
[Mariano Palomba / Luciano Perrone / Flavia Zacarías / Ignacio Martínez Lalis / Iñaki Arzuaga]
UMI CD, Track 9. [Argentina]







2016 - ADAN & XAVI Y LOS IMANES
[Adan Jodorowsky/Xavier Polycarpe/Edouard Polycarpe & Julien Boyé]
LEONCITO - Versión en español: Sandra Mihanovich
Álbum “Adan & Xavi Y Los Imanes”
Zamora Label / Everloving, LP eve 048, B.5. │ CD eve 048, Track 10. [EE. UU]



2017 – ROBERTA CAMPOS
O Leãozinho
Estúdio Tambor
Single digital [iTunes Plus]



2018 - CAETANO VELOSO / MORENO VELOSO
Álbum “Ofertório – ao vivo”
CAETANO MORENO ZECA TOM VELOSO
Gravado no Theatro NET São Paulo no dia 27 de outubro de 2017
Uns Produções Artísticas Ltda., sob licença exclusiva de Universal Music International DVD 060256745963, Track 18.





2022 – MÚ CARVALHO
Instrumental
Álbum “Trem das cores” - MÚ CARVALHO INTERPRETA CAETANO VELOSO
Boogie Woogie Music BW2022001, Track 4.
 
Lançamento plataformas digitais: 25/2/2022







22/2/2010

Caetano e as histórias do Leãozinho

PAQUITO
Paquito é músico e produtor.
De Salvador (BA)

Em um dia qualquer da semana de um ano na década de 90, Caetano Veloso assistia distraidamente, em sua casa, à Escolinha do Professor Raimundo, que passava sempre no final da tarde na TV Globo. No momento em que o professor, encarnado por Chico Anysio, começou a arguir o popular Rolando Lero, feito pelo saudoso e grande Rogério Cardoso, a atenção do compositor foi atraída por uma menção ao seu nome contida na fala de Rolando. A pergunta do professor era:

- De que morreu Leon Trotski?

A resposta, sempre entremeada por elogios desmedidos ao mestre, o que fazia a graça do personagem, veio em forma de outra pergunta, em tom exageradamente surpreso:

- O Caetano Veloso já sabe disso? Ao que o professor disse:

- O que tem Caetano Veloso com Leon Trotski, seu Rolando Lero?

E Rolando:

- Foi pra ele que foi feita aquela música que diz "gosto muito de te ver, Leãozinho, caminhando sob o sol"!

Ouvi esse relato da voz do próprio Caetano, que se divertiu à beça com a relação feita entre o seu leãozinho e o "Leozinho", referente a um personagem histórico da Revolução Russa.

A canção propriamente dita foi lançada no disco Bicho, de 1977, período em que o Brasil vivia ainda sob um regime ditatorial, no qual, entretanto, já começavam a soprar os ventos da abertura política.

Nesse contexto, uma música como O leãozinho acirrava os ânimos, só por ser simples e doce, e não possuir referências à tensão social reinante no país, onde voltavam a ocorrer manifestações de revolta por parte da sociedade civil, incluindo os estudantes universitários.

No período, Cacá Diegues cunhou a expressão "patrulha ideológica" pra definir a atitude de pessoas ou grupos que não admitiam obras de arte que não fossem "engajadas" politicamente, e o que Caetano fazia, aparentemente, ia de encontro aos patrulheiros.

Ao disco Bicho, seguiu-se o espetáculo Bicho baile show, que tinha uma proposta dançante representada pela música Odara, cujos versos diziam: "deixa eu dançar- pro meu corpo ficar Odara".

Odara e O leãozinho se tornaram, para os que se diziam engajados, um símbolo de alienação.

Não atentaram para o fato de que, no mesmo Bicho, havia uma canção como Um índio, que concentrava no "índio preservado em pleno corpo físico" as minorias como os negros (o axé do afoxé Filhos de Gandhi e o boxeador Mohamed Alli) e os amarelos (Bruce Lee e o índio Peri).

Em um show beneficente onde havia estudantes, em que Caetano foi se apresentar, ele chegou a receber um bilhete anônimo em que se lia: "se cantar O leãozinho, vai tomar porrada!".

A música, no entanto, fez sucesso, integrou a trilha de uma novela da Globo, Sem lenço sem documento, de Mário Prata, cujas protagonistas eram quatro empregadas domésticas, algo incomum em se tratando de telenovelas, e tinha ainda Alegria, Alegria, de Caetano, como tema de abertura.

Passados trinta anos, assentada a poeira do tempo, a gravação original dessa música é uma das que mais gosto da longa carreira de Caetano.

É simples, com o artista tocando um violão de cordas de aço, ao contrário dos usuais, na música brasileira pós-bossa-nova, de cordas de nylon, acrescido de um assovio, que faz um contraponto à melodia principal.

Em momentos como esse é que se percebe a musicalidade de Caetano, nada virtuosística, chegando de maneira simples ao âmago de uma canção.

Quanto à composição, é uma daquelas na qual Caetano se aproxima de Caymmi, confessadamente um de seus mestres, pela aparente despretensão dos versos e da melodia.

Os versos "um filhote de leão, raio da manhã/ arrastando meu olhar como um imã/ o meu coração é o sol, pai de toda cor/ quando ele lhe doura a pele ao léu", vistos em separado, soam sofisticados, mas se seguem, no corpo da música, ao refrão quase banal - a despeito das rimas "sol" e "só" - que diz "gosto muito de te ver, leãozinho/ caminhando sob o sol/ gosto muito de você, leãozinho/ para desentristecer, leãozinho, o meu coração tão só/ basta eu encontrar você no caminho".


Pela junção das duas partes, o equilíbrio se estabelece, portanto, nesta música enganosamente tola e espantosamente simples, como são as grandes pequenas canções, exemplo do que faz ser a canção popular ser o que é, "arte de parâmetros próprios, mais próxima da conversa que do verso", no dizer do poeta Augusto de Campos.





Bibliografía






A música Leãozinho, em versão gráfica de Geandré [Arlindo Rodrigues, São Paulo, 1951]. Editora Rios, 1987, 16 págs. 









O Leãozinho. Poema de Caetano Veloso. Ilustrações de Gabriela Sotto Mayor. 1ª ed. - Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2007. 24 p.


A partir de um conhecido poema de Caetano Veloso, musicado e cantado por este artista brasileiro, é criado um álbum poético onde, pela presença de imagens e pela fragmentação do texto, se constrói uma nova relação com o texto original, alvo de uma reinterpretação e redimensionação para o universo infantil. Assim, as ilustrações, de forma muito expressiva e afectiva – graças às cores e às formas arrendondadas, recriam, às vezes metafórica, o universo afectivo do poema, explorando o tema das relações entre as personagens. A dimensão humorística também não foi esquecida e surge em várias imagens. As opções gráficas e o design da publicação estão particularmente bem conseguidos e apostam na variedade e na surpresa.

Ana Margarida Ramos






 
DADI. Meu camino é chão é céu – memórias. Editora Record. 2014. 176 págs.






QUANDO VOLTEI DO EXÍLIO LONDRINO, DADI ERA O MENINO ENCANTADO

DO APARTAMENTO/ACAMPAMENTO DOS NOVOS BAIANOS. O LEONINO

TOTAL, SOLAR.


. . .


ESSA CANÇÃO DIZ TUDO DO ALTO-ASTRAL QUE

É ESSE CARIOCA DE CORAÇÃO CLARO



CAETANO VELOSO