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jueves, 25 de abril de 2024

2024 - DORIVAL CAYMMI - UM HOMEM DE AFETOS

 





2022





Documentário dirigido, produzido e roitereizado por Daniela Broitman.

Finalizado em 2020, por causa da pandemia só entra no circuito comercial em 2024. 

Estreia nos cinemas: 25 de abril de 2024.


"A canção brasileira é uma entidade em que as pessoas que por acaso se encontraram nesta parte do extremo Ocidente em que se fala português reconhecem-se, quase se justificam. Dorival Caymmi é um centro dessa entidade. O centro. Um polo. Um ponto fora da circunferência. Ele e só ele pode ser tudo isso."

Caetano Veloso



Documentário “Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos” celebra 110 anos do músico

Vida pessoal e influência musical são destaques no filme de Daniela Broitman

25 de abril de 2024


Em cartaz nos cinemas, o documentário “Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos”, de Daniela Broitman, celebra os 110 anos do genial músico baiano (30/04/1914 - 16/08/2008). O filme leva o espectador a um mergulho pela vida e obra do cantor e compositor que influenciou gerações de músicos, abrindo caminho para movimentos como a Bossa Nova e a Tropicália. 

O roteiro do filme parte de uma entrevista inédita que o músico concedeu, quanto tinha 84 anos. O filme passeia pelo universo dos pescadores baianos, pelas suas referências de raiz africana, a espiritualidade no candomblé, as histórias de amor e elementos da natureza que tanto inspiraram sua obra. 

O documentário conta com depoimentos dos filhos Dori, Nana e Danilo Caymmi; os amigos Caetano Veloso e Gilberto Gil; a ex-nora e compositora Ana Terra; o neto Gabriel Caymmi; o produtor e amigo Guto Burgos; e a ex-cozinheira e confidente Cristiane de Oliveira.



Fotos: Desirée do Valle





























22/3/2021 - DORIVAL CAYMMI - UM HOMEM DE AFETOS


Première latino-americana, no Festival Bafici na Argentina


















jueves, 7 de diciembre de 2017

2007 - PEDRINHA DE ARUANDA





Título original: Maria Bethânia - Pedrinha de Aruanda

Gênero: Documentário
Duração: 1 hr 1 min
Ano de lançamento: 2007

Estúdio: Quitanda Produções / Conspiração Filmes
Distribuidora: Filmes do Estação
Direção: Andrucha Waddington
Roteiro: Maria Bethânia, Andrucha Waddington e Sérgio Mekler
Produção: Andrucha Waddington

Fotografia: Ricardo Della Rosa, Flávio Zangrandi, Dudu Miranda e Fábio Sagattio
Edição: Sérgio Mekler e Quito Ribeiro


A intimidade de Maria Bethânia a partir da comemoração de seu aniversário de 60 anos, celebrado durante uma apresentação em Salvador e numa missa em Santo Amaro, sua cidade natal, em 2006. Neste comovente relato de vida, vemos Bethânia, Caetano e Dona Canô sentados na varanda rodeados de família e amigos, cantando músicas e cirandas que fazem parte de suas vidas. Dona Canô é uma graça. Com sua voz doce e melodiosa, conversa e ri a vontade, mesmo diante das lentes de Andrucha Waddington, que a certa altura percebemos estar integrado e ser ele também, um amigo da família.


Foi a própria Maria Bethânia quem convidou o diretor Andrucha Waddington a registrar os festejos de seu aniversário de 60 anos. O convite ocorreu apenas um dia antes do show, o que fez com que fosse necessário fechar uma equipe de filmagem às pressas. - As filmagens de Maria Bethânia - Pedrinha de Aruanda duraram apenas 4 dias. 

Estreou nos cinemas em 14 de setembro de 2007, no mesmo fim de semana em que Dona Canô completou 100 anos. 

O orçamento de Maria Bethânia - Pedrinha de Aruanda foi de R$ 400 mil.



29/03/2007

"Pedrinha de aruanda" mostra Maria Bethânia na intimidade

G1

Com bastante simplicidade e um pouco da intimidade de Maria Bethânia, o cineasta Andrucha Waddington mostra mais uma faceta da cantora com seu mais recente trabalho, o documentário "Pedrinha de aruanda". A produção está no festival É Tudo Verdade e é exibida nesta quinta-feira (29), às 21h, no Rio, e sexta, às 21h30, em São Paulo. 

De formato enxuto - 60 minutos no total -, "Pedrinha de aruanda" começa com Maria Bethânia nos bastidores de um show ocorrido no ano passado em Salvador.

Mesmo após 40 anos de carreira, as câmeras captam um elaborado ritual de preparação e concentração de Maria Bethânia, até a entrada no palco, com a explosão do público e a interpretação de "Gita" (Raul Seixas/Paulo Coelho) em arranjo rock 'n roll.

A partir daí, o documentário se dedica a registrá-la ao lado da família durante a celebração de seu aniversário de 60 anos. Como em dos momentos da cerimônia pré-show, o lado religioso de Maria Bethânia é evidenciado quando a equipe acompanha a missa de celebração do seu nascimento, com a presença da mãe da cantora, dona Canô Veloso. Ela é a única entrevistada da produção e lembra passagens da infância e a inclinação para o canto que Bethânia demonstrou logo cedo.

A seguir, com a chegada do irmão Caetano Veloso à cidade de Santo Amaro da Purificação (BA), tem início a parte principal de "Pedrinha de aruanda": em uma roda de violão bastante informal, Caetano, Bethânia e dona Canô, após um jantar bastante simples, interpretam canções que marcaram a vida em família, como composições de Lupicínio Rodrigues, Dorival Caymmi e outros. Outro elemento presente são as declamações de poemas de Mario Quintana e Fernando Pessoa - este último em seus heterônimos.

Waddington, diretor do longa "Eu, tu, eles", investiu em uma produção singela, sem truques de câmera ou edição mirabolante, para capturar uma faceta contemporânea e madura da cantora.

"Pedrinha de aruanda" também entrará em circuito comercial no próximo dia 22 de junho. 




30 de março de 2007

Documentário traz Bethânia, Caetano e Dona Canô

Produção com o trio integra programação do Festival É Tudo Verdade


Luiz Carlos Merten


Caetano, Dona Canô e Bethânia, em cena do documentário

SÃO PAULO - No Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, que vai chegando ao fim - a premiação ocorre sábado à noite, mas a programação vai até domingo -, já houve um filme fundado sobre lembranças de uma casa vazia. A casa era do banqueiro Walter Moreira Salles, na Gávea, filmada por seu filho João e filtrada pelo olhar do mordomo. Pode não concorrer a prêmios, mas é um dos filmes mais importantes da edição deste ano (o mais?), aquele que poderá marcar a história do documentário brasileiro. Há agora uma outra casa, de um outro clã. A de dona Canô, em Santo Amaro da Purificação, onde Maria Bethânia comemora seus 60 anos (e 40 de carreira).

Maria Bethânia é o título do documentário e a artista é certamente sua atração principal, mas a verdade é que divide a cena com o irmão, Caetano Veloso, e a mãe, dona Canô. Andrucha Waddington fez um filme sobre uma família brasileira, uma família especial, certo, mas o tom é de intimidade e, mais que isso, casualidade. Dona Canô e os filhos sentam-se naquela varanda e cantam. Não se diz muita coisa. Tudo o que importa vem dos olhares, dos gestos, das manifestações de carinho e das músicas. "Música boa é música antiga", dona Canô diz e está falado. O filho, a seu lado, ri.

Andrucha já havia conversado com Bethânia, que lhe disse que gostaria que ele fizesse um registro de sua festa de aniversário. Só que foi tudo decidido muito em cima da hora. Na véspera, Maria Bethânia fez, à noite, um show em Salvador. Pela manhã, no Rio, Andrucha recebeu um telefonema da produtora de Bethânia, que detém os direitos de seu selo, a Quitanda. Atendendo à encomenda da cantora, ele poderia fazer o registro do espetáculo daquela noite? 

E poderia, no dia seguinte, ir a Santo Amaro, onde haveria uma missa e, à noite, uma festa não apenas da família, mas de amigos e da comunidade? 

Andrucha mal teve tempo de reunir uma equipe e embarcar. Chegou ao camarim e combinou - não queria fazer um documentário com perguntas. Queria que Bethânia o levasse, para onde quisesse.

Ela o levou para dentro de sua casa, de sua família, mas o filme não tomou esse formato em seguida. Andrucha montou o material colhido e seis meses depois, com o material quase editado, Bethânia o chamou para o sarau na varanda, uma coisa bem íntima, bem familiar, que ocupa a maior parte do documentário. 

A festa, propriamente dita, foi para os créditos finais. Andrucha quis interferir o mínimo possível. Para quem já foi acusado de cosmetizar o sertão - em Eu Tu Eles e Viva São João! -, ele assumiu a imperfeição, filmando, em digital, sem nenhum cuidado de iluminação. No interior da casa, quando Caetano canta, o rosto de Bethânia fica meio escuro. O que importa? O que vale é a emoção. 

Maria Bethânia custou R$ 400 mil bancados pela Quitanda.

Influenciado por amigos do Grupo Estação, do Rio, Andrucha propôs, e Bethânia aceitou, que o documentário seja lançado em cinema e DVD. Não haverá CD e será um lançamento pequeno, num circuito digital. Andrucha não finalizou o filme no sistema ótico e sim, em HD. Um musical que retrata a família ou o retrato de uma família musical? Maria Bethânia não quer outra coisa senão colocar o público naquela varanda em que uma mãe e seus dois filhos nos convidam para uma hora de deliciosa intimidade.


Maria Bethânia - Pedrinha de Aruanda. 
CineSesc (326 lug.). R. Augusta, 2.075, (11) 3082- 0213. Sexta-feira, 21 h. Cotação: Bom



Quinta-feira, 13 de setembro de 2007

ESTRÉIA
Bethânia revela intimidade da família em documentário

Por Neusa Barbosa, do Cineweb

REUTERS

SÃO PAULO - Conhecido por ficções de circulação internacional como "Casa de Areia" (2005) e "Eu Tu Eles" (2000), o diretor carioca Andrucha Waddington volta ao documentário em "Pedrinha de Aruanda -- Maria Bethânia".

Em 2002, ele já havia explorado o gênero em "Viva São João", que registrava as presenças de Gilberto Gil, Dominguinhos, Alceu Valença e outros.

"Pedrinha de Aruanda..." entra em circuito nacional nesta sexta-feira, em homenagem ao centenário de dona Canô, mãe da cantora e de Caetano Veloso, que será comemorado no próximo dia 16.

Duas semanas depois, o filme será lançado em DVD, tendo como extra o média-metragem "Bethânia Bem de Perto". Trata-se de outro documentário, dirigido em 1966 por Julio Bressane e Eduardo Escorel, mostrando a cantora baiana em início de carreira, recém-chegada ao Rio de Janeiro, onde veio substituir Nara Leão no show "Opinião".

Filmado em apenas quatro dias, "Pedrinha de Aruanda..." tem como ponto de partida o sexagésimo aniversário da cantora, em junho de 2006. Bethânia é vista em sua intimidade, muitas vezes na casa de sua família, em Santo Amaro da Purificação (BA), onde ela passou a infância e a adolescência.

Bethânia canta várias vezes ao lado do irmão, Caetano Veloso, da mãe, de sobrinhos e amigos, numa descontração bem diferente dos palcos, onde a cantora é conhecida pelo rigor de sua preparação. Um dos pontos altos é uma seresta na varanda da casa familiar, onde Bethânia e os familiares, dona Canô inclusive, interpretam "Gente Humilde", "Felicidade" e "A Tristeza do Jeca".

Outro momento raro de espontaneidade passa-se numa viagem de carro, entre Salvador e Santo Amaro, à noite. O motorista é Caetano Veloso, conversando animadamente com Bethânia sobre o passado e suas recordações da infância, tendo como única testemunha o diretor Andrucha e sua câmera, no banco de trás.

Da comemoração do aniversário de Bethânia, ficam alguns momentos de um show que fez na Concha Acústica de Salvador e a missa em sua homenagem, já em Santo Amaro. Em sua cidade natal, Bethânia explora a pé roteiros que percorria quando criança.

Esta naturalidade da cantora diante da câmera é o grande diferencial deste documentário em comparação com outro trabalho sobre ela feito há dois anos, "Maria Bethânia -- Música é Perfume", do suíço Georges Gachot. Naquele filme, a intérprete mostrou-se bem mais solene e distante. 
Este documentário também foi lançado em DVD no Brasil.




14/9/2007

Festa em família

O documentário ‘Maria Bethânia – Pedrinha de Aruanda’, de Andrucha Waddington, estréia em Salvador

Margareth Xavier

Meio Bethânia, meio Andrucha Waddington. A parceria entre o cineasta e a cantora, às vésperas do aniversário de 60 anos dela, em 18 de junho de 2006, rendeu o documentário Maria Bethânia – Pedrinha de Aruanda, que entra em cartaz hoje, na Saladearte-Ufba, dois dias antes do aniversário de 100 anos de dona Canô, mãe da artista de Santo Amaro. Daqui a duas semanas, o filme já estará disponível também em DVD, em edição que traz também Bethânia bem de perto, curta de Júlio Bressane e Eduardo Escorel gravado em 1966. 

Presente para os fãs que nunca perdem a esperança de descobrir um pouco mais da reservada intimidade de uma das maiores intérpretes brasileiras.

Foi a própria Bethânia quem convidou Andrucha para registrar as comemorações, a começar por um show na Concha Acústica. Depois, vieram Santo Amaro (a cidade natal), dona Canô (a mãe), Caetano Veloso (o irmão) e o diretor musical Jaime Alem.

Estava pronto o cenário, entre o palco e sua cidade natal, e presentes os personagens para uma festa íntima registrada por uma equipe montada às pressas. Pela característica inusitada do projeto, resultado do irrecusável convite de última hora da cantora, o diretor preferiu se deixar guiar pela homenageada e preservar a doméstica espontaneidade do grupo.

Da Concha Acústica – o longa abre com a interpretação de Gitã, seguida do Parabéns do público – para o camarim, Andrucha inicia o passeio pela imperscrutável intimidade de Bethânia, da concentração para cantar aos pequenos rituais religiosos. Em Santo Amaro, a filha da terra o guia por lugares que marcaram sua infância e adolescência – da estação de trem à Cachoeira da Mãe Oxum –, e para uma seresta em família, na varanda da casa. Aparecem aí clássicos como Gente humilde (Garoto, Vinícius de Moraes e Chico Buarque), Felicidade (Lupicínio Rodrigues) e a Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira). 

No carro, Caetano dirige para Salvador, com Bethânia ao lado, guiados ainda por lembranças da infância.

Os 40 anos que separam Pedrinha de Aruanda de Bethânia bem de perto deixou aberto no tempo, também, um espaço para o registro de outras memórias musicais da cantora. O filme de Bressane registra a chegada da cantora ao Rio de Janeiro, convidada por Nara Leão para substituí-la no show Opinião, ao lado de Zé Keti e João do Vale. Estão lá passeios pela cidade, a intimidade de sua casa e sua estréia. Foi, inclusive, em uma das apresentações do Opinião que ela fez a memorável interpretação de Carcará.

Em Saravah (1969), de Pierre Barouh, também é a jovem Bethânia que aparece, aos 21 anos, dividindo espaço com os senhores Pixinguinha e João Baiana, com o também jovem Paulinho da Viola e com Baden Powell, num luxuoso intermédio entre as gerações. Uma Bethânia inesquecível está também em Os doces bárbaros (Jom Tob Azulay, 1977), com suas performances ao lado de Caetano, Gilberto Gil e Gal Costa.

Momentos esses em parte revividos em (Outros) Doces Bárbaros (do próprio Andrucha, em 2004), que inclui ensaios, bastidores e trechos dos shows de dezembro de 2002 no Parque do Ibirapuera e na Praia de Copacabana, que voltou a reunir o grupo. Já Música é perfume (Georges Gachot, 2005) convida ao seu universo musical. Nada, porém, que a coloque literalmente em casa, como faz Pedrinha de Aruanda.

A pouca preocupação com a luz, imagens que perdem o foco e a câmera por vezes instável foram alguns detalhes captados na gravação em 16 milímetros, assumidos e preservados por Andrucha no processo de montagem, imprimindo um tom caseiro do registro.

O resultado, com 61 minutos, já mostrado no festival de documentários É Tudo Verdade (em março, no Rio de Janeiro), tem provocado divisão de opiniões, sobre se o formato é ou não adequado para exibição em salas de cinema, tamanha a anunciada falta de pretensão e o caráter intimista da proposta. A seu favor, conta o interesse de uma enorme parcela do público por tudo o que diz respeito a Bethânia, uma platéia que certamente terá grande prazer em compartilhar do bate-papo informal, da cozinha, gestos, olhares e silêncios da família Velloso.












PEDRINHA DE ARUANDA
1. Pedrinha Miudinha (domínio público)
2. Gita (Raul Seixas/Paulo Coelho)
3. Parabéns pra Você (domínio público)
4. Pai Nosso (domínio público)
5. Maria Matter Gratiae (domínio público)
6. Ofertório (Caetano Veloso)
7. Motriz (Caetano Veloso)
8. Meu Romance (Jota Cascata)
9. Chuá Chuá (Ary Pavão/Pedro de Sá Pereira)
10. Oração de Mãe Menininha (Dorival Caymmi)
11. Felicidade (Lupicínio Rodrigues)
12. Foguete (Roque Ferreira/Jota Velloso)
13. Exemplo (Lupicínio Rodrigues)
14. Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira)
15. Lua Bonita (Zé Martins/Zé do Norte)
16. Gente Humilde (Garoto/Vinicius de Moraes/Chico Buarque)

Textos
1. Noturno IV (Mario Quintana)
2. O Tejo É Mais Belo (Alberto Caeiro)
3. As Ruazinhas (Mario Quintana)
4. Ultimatum (Álvaro de Campos) 



























viernes, 30 de octubre de 2015

2008 - CORAÇÃO VAGABUNDO - O filme - I





Coração Vagabundo registra a turnê A Foreign Sound, de Caetano Veloso, por São Paulo, EUA e Japão. Além das imagens das apresentações, o diretor Fernando Andrade deixa o músico livre para dissertar sobre a saída de sua cidade natal, o sucesso no exterior, a relação com Almodóvar e a separação de Paula Lavigne.




Festival É Tudo Verdade anuncia selecionados brasileiros
(11/02/2008)




Errante Navegante
é um dos selecionados



A organização do Festival É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários anunciou os 30 trabalhos brasileiros selecionados para sua 13ª edição. No total, serão 18 longas e médias-metragens, todos inéditos no circuito brasileiro; sete deles concorrem ao principal prêmio do evento. Também foram selecionados 11 curtas-metragens brasileiros, que disputam o prêmio no formato, e um curta terá exibição especial, fora de competição.

Pelo segundo ano consecutivo, os sete longas e médias-metragens em competição disputam o Prêmio CPFL Energia/ É Tudo Verdade Janela para o Contemporâneo, no valor de R$ 100 mil, a maior premiação dentre os festivais realizados no país. Pela primeira vez, o É Tudo Verdade abre uma mostra especial entitulada Vidas Brasileiras, na qual pretende exibir perfis de personagens tipicamente brasileiros. São eles Errante Navegante, que acompanha o cantor Caetano Veloso; A Paixão segundo Callado é o documentário de José Joffily sobre um dos principais escritores e jornalistas brasileiros da segunda metade do século 20, Antonio Callado (1917-1997); Paulo Gracindo - O Bem Amado, estréia na direção de Gracindo Jr., celebra a vida e obra de seu pai, Paulo Gracindo (1911-1995); Procura-se, de Rica Sato, é um média sobre Mário Rocha, músico que atuou entre os anos 60 e 70; a atriz Patrícia Pillar (Zuzu Angel) estréia na direção em Waldick Sempre no meu Coração, retrato um dos ícones da música romântica brasileira, sob a ótica das mulheres que o amam e amaram.

O 13º É Tudo Verdade será realizado de 26 de março a 6 de abril (São Paulo e Rio de Janeiro) e de 7 a 13 de abril (Brasília).









30/03/2008
Documentário exibe Caetano Veloso "estrangeiro"

LUIZ FERNANDO VIANNA
da Folha de S.Paulo


Andando por Nova York, com gestos largos, Caetano Veloso parece se dirigir não à câmera, mas ao câmera: "Vivi até os 18 anos em Santo Amaro [da Purificação, na Bahia]. Não sou um cara de São Paulo que já nasceu achando que estava no mundo".

Foi neste momento que o câmera --na verdade, o diretor paulista Fernando Grostein Andrade descobriu o eixo de seu documentário sobre Caetano: a relação com o mundo de um compositor que, nascido no interior, injetou temas internacionais no panorama musical do Brasil dos anos 60 e, hoje, é um dos artistas do país mais respeitados no exterior.




"Coração Vagabundo" apresenta a turnê de Caetano por São Paulo, Nova York e Tóquio


"Coração Vagabundo", que será exibido hoje no festival É Tudo Verdade, não tem pretensões biográficas ou didáticas em relação a Caetano. Do alto de seus 28 anos, tendo feito as entrevistas quando tinha entre 23 e 25, Andrade diz que sua juventude e o estilo "câmera na mão" foram trunfos.

"Ele nunca ia se soltar como se soltou se tivesse uma equipe grande atrás. E eu não queria explicar Caetano. Não sou um intelectual, não sabia mesmo várias coisas e tinha uma vontade genuína de saber", afirma o diretor.

Andrade tinha feito um trabalho em "Lisbela e o Prisioneiro", e uma das produtoras do filme, Paula Lavigne, então casada com Caetano e ainda hoje sua empresária, o convidou para registrar o lançamento do CD "A Foreign Sound" no Baretto, em São Paulo.

Empolgado, ele acabou acompanhando apresentações no Carnegie Hall, em Nova York, e em três cidades do Japão --além de falar com o músico David Byrne e os cineastas Pedro Almodóvar e Michelangelo Antonioni. Pôde registrar um Caetano mais à vontade, contando piadas e falando pequenas baixarias, mostrar seu desconforto de estrangeiro em algumas situações --ao falar de como foi revistado no Japão, por exemplo-- e colher depoimentos durante passeios.

"Os autoproclamados cosmopolitas, que se sentem acima dos brasileiros, nos [tropicalistas] desprezam com muita facilidade, sem reconhecer o grande esforço que foi feito por um grupo que veio da Bahia e encontrou nos paulistas os melhores comparsas para criar uma espécie de arma, um aríete para abalar esse muro de provincianismo na criação de música popular no Brasil", diz ele, em Nova York.


Surpresa

Já no Japão, durante visita a um templo budista, é surpreendido por um monge que diz ser fã de "Coração Vagabundo".

Ele responde contando que fez a canção quando era muito jovem. O fato de ela ter sido composta ainda em Santo Amaro e ganhar tanta projeção contribuiu para virar o título do documentário --que, antes, se chamava "O Errante Navegante".

Também responde com veemência a uma crítica feita numa revista por Hermeto Pascoal, que o chamara de "musiquinho" por considerar a música norte-americana mais importante do que a brasileira. "Eu sou um musiquinho e, também, um poetazinho. [...] Usando o critério dele, os Estados Unidos arrasam. Ele é apenas uma gota num oceano de pessoas que admira", diz.

Em outros momentos, Caetano se mostra íntimo e triste, como ao falar de sua sensação ao pousar em Los Angeles, escala para o Japão. "Olhando para baixo, me deu uma emoção estranha que eu só poderia resolver fazendo uma música.

Vou ter que fazer", conta ele, que faria mesmo "Minhas Lágrimas", do disco "Cê".



Filha

No final, ele conta que já pensou em deixar recomendação para ser cremado, mas que prefere mesmo ser enterrado no cemitério de Santo Amaro ao lado de seu pai e sua filha -Júlia nasceu em janeiro de 1979, mas viveu apenas alguns dias.

A Natasha, empresa de Lavigne, produziu o filme ao lado da Cine e da TeleImage, mas Caetano só viu o resultado recentemente e não pediu mudanças, segundo Andrade.

Na cena inicial, diz o diretor, Lavigne até reclamou de ter sido cortada a nudez total do cantor. A nudez, então, foi integrada à versão final. Dura um segundo.



CORAÇÃO VAGABUNDO

Direção: Fernando Grostein Andrade Quando: hoje, às 19h, no Cinesesc (SP); dia 3, às 20h, no Unibanco Arteplex (RJ)


 




ESTRÉIA EM FAMÍLIA

Luciano Huck e Angélica conferem o lançamento do documentário "Coração Vagabundo", dirigido por Fernando Grostein , irmão do apresentador


Poliana Costa







Luciano Huck fez questão de prestigiar seu irmão – Fernando Grostein – diretor do documentário "Coração Vagabundo", que estreou nessa quinta (3) no Unibanco ArtePlex, em Botafogo, no Rio. O documentário fala da vida de Caetano Veloso, e mostra situações peculiares da vida do cantor.

Acompanhado de Angélica, Huck chegou com pressa e logo tratou de garantir seu lugar no cinema; ficando numa ponta esquerda bem no meio da sala de número 5. Já Caetano, a estrela da noite, foi o último a chegar; como sempre muito tranqüilo, entrou sem pressa. Ele e a atriz Paula Bulamarque apareceram de mãos dadas - segundo ela, um gesto de melhores amigos.

Antes de começar a rodar o filme, Fernando fez suas observações e agradecimentos. “Meu querido irmão Lu, queria dizer que você além de um porto seguro, é uma das pessoas mais legais e maravilhosas que conheço. Obrigada por ter me agüentado só falando nesse filme nos últimos cinco anos”, disse o diretor, referindo-se ao irmão Luciano Huck.

A projeção arrancou muitas risadas do público, que se divertiu ao ver cenas incomuns de Caetano. Numa delas o cantor está despido, se arrumando para sair. Tudo é mostrado com muita sutileza, sem super valorizar a imagem, mas sim as idéias de Caetano, que expõe com bom humor a sua forma de pensar sobre a vida.

“É poético, bonito. Acho que é um filme que retrata o Caetano do jeito que ele realmente é, cheio de opinião”, disse Huck. “Gostei muito desse humor, que eu conhecia, mas não tão privado. Muito legal conhecer isso”, completou Angélica. Já o personagem da história, o próprio Caetano, saiu rindo da sala, contente com o resultado. “Ele (o diretor) montou de um jeito que ficou espontâneo. Eu gostei!”, disse Caetano.

Da lista de famosos, Chico Diaz e sua mulher Silvia Buarque, Sérgio Marone, Ricardo Tozzi, Guilherme Berenguer e Bruno de Luca compareceram à estréia. Depois da exibição do documentário, os convidados se reuniram com a equipe do filme no Hotel Fasano, em Ipanema, para um jantar comemorativo. 




ESTADAO - CADERNO 2 - CINEMA

quarta-feira, 2 de abril de 2008


'Coração Vagabundo' retrata o baiano Caetano Veloso
Documentário do paulistano Fernando Grostein Andrade revela intimidades do cantor em suas turnês musicais

Lauro Lisboa Garcia, de O Estado de S. Paulo
 



 
Divulgação

Cena de 'Coração Vagabundo'
 


SÃO PAULO - O diretor paulistano Fernando Grostein Andrade diz que sempre o incomodou o uso da expressão "baiano" para significar algo cafona em São Paulo. 

Foi essa questão que o fez decidir realizar Coração Vagabundo, documentário sobre Caetano Veloso, que foi exibido no festival É Tudo Verdade, em São Paulo, e passa nesta quinta, 3, no mesmo evento no Rio. "Quando vi o Caetano ali em Nova York, fazendo algo inédito para qualquer cantor não erudito no mundo, isto é, uma semana de shows no Carnegie Hall, com um reconhecimento incrível de todas as partes, pois bem, foi aí que decidi fazer um filme resposta a essa expressão babaca. Tá aí o que um ‘baiano’ pode fazer."



Além de Nova York, as câmeras seguem Caetano por Osaka, no Japão, onde um monge budista o surpreende ao dizer que adora sua canção Coração Vagabundo

A princípio, o filme parece um registro de e para fãs, mostrando Caetano no estrangeiro e na intimidade, inclusive com uma rápida cena de nudez, mas se desenvolve revelando aspectos mais interessantes.

Caetano se diz triste naqueles dias, fala até do desejo de ser enterrado na cidade natal, ao lado do pai e de uma filha, que morreu recém-nascida. Mas também responde a uma provocação gerada por Hermeto Pascoal tê-lo chamado de "musiquinho", replicando a opinião de Caetano sobre a música americana, para ele "a mais forte e mais importante do século 20". O filme também tem depoimento marcante de Pedro Almodóvar, além de participações de David Byrne e Michelangelo Antonioni.

 

 

 

 

Coração Vagabundo

Sex, 08 de Agosto de 2008
Cléo Tassitani
Documentário sobre Caetano Veloso será exibido na reabertura do MIS.
Dia 10, 19h. Grátis!

 



Primeiro longa-metragem do paulistano Fernando Grostein Andrade, o documentário Coração Vagabundo sobre o cantor e compositor Caetano Veloso, foi o escolhido para a programação de reabertura do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS). O museu retoma suas atividades após a conclusão do projeto de readequação arquitetônica e adoção de novo posicionamento da instituição diante dos desafios trazidos à cultura audiovisual pelos novos meios tecnológicos.

O filme, que será exibido no próximo domingo (dia 10), às 19h, mostra as viagens de Caetano Veloso por São Paulo, Nova York, Tóquio, Osaka e Kyoto durante o lançamento de seu primeiro álbum com repertório todo em inglês: A Foreign Sound. A juventude e o estilo “câmera na mão” do diretor Fernando Andrade foram trunfos para a captação das imagens, que registram o artista mais à vontade, risonho e divertido. O documentário contou com a produção de Raul Dória, da Cine, e de Paula Lavigne, da Natasha Filmes.

Coração Vagabundo não tem pretensões biográficas em relação ao cantor e será exibido pela segunda vez para o público. A primeira foi no Festival Tudo É Verdade. Já a estréia nas telas do cinema acontecerá até o final do ano”, comenta Fernando Andrade.



Ficha técnica do filme:

Título original: Coração Vagabundo
Título em inglês: Wandering Heart
Direção e produção executiva: Fernando Grostein Andrade
Produção: Paula Lavigne, Raul Dória, José Ortali e Clovis Mello
Produtores executivos: Clarice Saliby, Hugo Gurgel e Waldemar Tamagno
Roteiro: Giuliano Cedroni
Montagem: Ana Claudia Streva, Manga Campion e Fernando Andrade
Pesquisa musical: Guilherme Wisnik
Assistente de direção: Bruno Modolo, Felipe Frota e Thiago Venturi
Diretor de fotografia: Fernando Grostein Andrade
Câmera adicional Nova York: Henderson Royes
Direção de fotografia show Baretto: Lucio Kodato
Direção de produção: Luiz Nogueira
Assistentes de produção São Paulo: Fernando Menocci, Kika Paulon e Debora Garcia
Colaboração de roteiro: Bruno Módolo, Guilherme Wisnik, Paula Lavigne e Sérgio Dávila
Coordenação internacional: Marina Stabile
Tradução: Roderick Still
Consultoria de montagem: Maria Dora Mourão e Mauro Alice
Pesquisa: Bruno Módolo e Juzinha Henriques
Supervisor de finalização: Hugo Gurgel
Finalização off line: Fernando Huck
Flame: Vivian Haris, Ronald Willians, Robert Cochrane e Banana
Produção cultural: Rose Garkisch
Banda: Maestro Jaques Morelenbaum (bateria: Carlos Balla; cello: Jorge Helder; violão: Lula Galvão; percussão: Leonardo Reiss; baixo: Pedro Sá)
Advogado: Marcelo Porciúncula
Contabilidade Cine: Marcel, Jair, Márcio e Cybele
Staff Caetano - administração: Ivone Salgado
Produção: João Franklin
Assistente pessoal: Vega e Giovana
Assistência de edição: Lucas Gomes
Estagiários: Melissa Mussak, Pedro Vergani, Pixote Schnaider e Robson Filocomo
Expedição: Carlinhos
Central técnica: Marcão, Fabio e Edu


Serviço:
Coração Vagabundo
MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo

Local: Av. Europa, 158 – Jardim Europa
Data: 10 de agosto de 2008
Horário: 19h










21/08/08 

Documentário sobre Caetano Veloso é confirmado no Festival de Roma

'Coração vagabundo' acompanha viagem do músico pelo mundo.
Evento acontece entre os próximos dias 22 e 31 de outubro.

Da Ansa

O documentário "Coração vagabundo", do diretor paulista Fernando Grostein Andrade, que narra uma viagem do cantor Caetano Veloso por São Paulo, Nova York, Tóquio, Osaka e Kyoto durante o lançamento de seu disco "A foreign sound", teve sua apresentação confirmada na terceira edição do Festival de Cinema de Roma, que ocorre entre os próximos dias 22 e 31 de outubro.

Além da homenagem ao cantor baiano, que estará presente no dia da exibição, os organizadores do evento confirmaram a entrega de um prêmio ao Actor's Studio pelo ator Al Pacino e a apresentação de uma homenagem à dança na história do cinema assinada pelo cineasta norte-americano Michael Cimino.

Entre os primeiros títulos anunciados oficialmente para o Festival está "Der Baader Meinhof Complex", de Uli Edel, primeira superprodução a enfocar nos anos da guerrilha urbana na Alemanha Ocidental.

Outros filmes destacados são "The duchess", de Saul Dibb, com Keira Knightley e Ralph Fiennes, sobre a duquesa de Devonshire, antepassada da princesa Diana no século 18, e um documentário sobre a vida do rei do reggae Bob Marley, que não será, no entanto, a produção de Jonathan Demme, encarregado pela família do cantor para produzir um filme para 2010, em ocasião do 65º aniversário de nascimento do artista.

Al Pacino estará presente no Festival de Roma para receber o Marco Aurélio de Ouro em nome do Actor's Studio, a célebre escola de atores nova-iorquina que o festival homenageia ininterruptamente desde sua fundação.

Pacino terá direito a uma pequena retrospectiva de sua carreira, com títulos escolhidos por ele mesmo, e que irá incluir os filmes "Ricardo III - Um ensaio" (1996), "Chinese coffee" (2000) e o recém terminado "Salomaybe?" (2008), um experimento sobre a obra de Oscar Wilde "Salomé", com o ele próprio atuando como rei Herodes.



20/10/2008
Caetano: Filme e show no Festival de Cinema de Roma
 
Caetano Veloso e Paula Lavigne estão de malas prontas para embarcarem na segunda-feira, dia 20, para o 3º Festival de Cinema de Roma, que acontece entre os dias 22 e 31 de outubro na capital italiana, segundo informou o jornal Folha de São Paulo.
Caetano faz parte da trilha sonora de três filmes que serão expostos no festival: Romance, de Guel Arraes, Ó Pai Ó, de Monique Gardenberg, e Coração Vagabundo, de Fernando Andrade. Este último filme, aliás, é um documentário que mostra a turnê internacional A Foreign Sound, do cantor baiano.
Coração Vagabundo será exibido dia 25, seguido de um pocket show de Caetano.
 


Domingo, 26 de outubro de 2008

Caetano Veloso faz pocket show em Roma para divulgar filme

Caetano Veloso fez um pocket show para os presentes na sessão de Coração Vagabundo, neste sábado, em Roma, dentro do festival de cinema local.
O documentário acompanha uma turnê internacional de Caetano. A obra mostra, além dos shows, cenas de intimidade do cantor.
A motivação que Fernando Grostein teve para produzir o filme foi a aversão a expressão "baiano", usada em São Paulo para representar coisa cafona, extraña.








   O cantor e compositor fez pocket show no Festival de Roma

                                 
 

28/10/2008

Caetano Veloso lança filme e faz show na Itália

Antonella Rita Roscilli, da Itália

Um público italiano admirado e entusiasta assistiu, no sábado, em Roma, ao documentário Coração Vagabundo (Cine Cinematografica-Natasha Filmes), que mostra as viagens internacionais do cantor e compositor Caetano Veloso durante o lançamento de A Foreign Sound, seu primeiro álbum com repertório todo em inglês.



Foi exibido no Auditorium de via della Conciliazione, na 3ª edição do Festival do Filme de Roma e contou com a presença do próprio Caetano. O documentário narra  a viagem por São Paulo, Nova Iorque, Tóquio, Osaka e Kyoto.

Aparecem também dois amigos dele: o roteirista espanhol Pedro Almodóvar e Michelangelo Antonioni, um dos grandes autores do cinema italiano, que morreu em 2007. Foi a última aparição do importante roteirista antes da morte e, ontem, no auditorium, estava presente a viúva dele, Enrica.

No filme Eros (2004), último de sua carreira, ele utilizou a canção Michelangelo Antonioni, composta pelo próprio Caetano em sua homenagem. No Auditorium, Caetano fez um pocket show junto com a apresentação do documentário e revelou seu amor pelo cinema em bate-papo com o público.

Coração Vagabundo não tem pretensões biográficas em relação ao cantor e foi exibido pela primeira vez no Festival Tudo É Verdade. Foi considerado por Amir Labaki, fundador do É Tudo Verdade, o mais revelador retrato de Caetano. O longa-metragem continua seu lançamento internacional com exibição no In Edit Festival Internacional de Documentários Musicais de Barcelona, no dia 27 de outubro.

Além deste documentário, Caetano está presente no Festival Internacional de Roma na trilha sonora do filme Ó Paí Ó, de Monique Gardenberg.