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domingo, 12 de julio de 2026

2026 - “Abelha Rainha – Vida, Música, Amor e Poesia”

Redação Alô Alô Bahia

Publicado em 10/07/2026 




Salvador será palco de uma exposição inédita em homenagem aos 80 anos da cantora Maria Bethânia. A mostra “Abelha Rainha – Vida, Música, Amor e Poesia” será inaugurada no dia 22 de julho, às 19h30, no ME Ateliê da Fotografia, no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, celebrando o legado de uma das grandes vozes da música brasileira. 

A mostra reúne obras de 25 artistas visuais e fotógrafos, incluindo fotografias, pinturas, desenhos e cerâmicas que exploram temas como ancestralidade, feminilidade, literatura, espiritualidade, memória e identidade afro-brasileira, marcas presentes na obra de Maria Bethânia ao longo de mais de seis décadas de carreira. 

Com curadoria do fotógrafo Mário Edson, a exposição propõe um diálogo entre as artes visuais e o legado da cantora baiana, destacando sua influência na música, na poesia e na cultura brasileira. 

“Mais do que retratar sua imagem, a proposta é mergulhar em sua trajetória, nas canções que marcaram gerações e na força simbólica de uma mulher que fez da arte um exercício permanente de sensibilidade e resistência”, afirma o curador. 

Entre os participantes estão os convidados especiais Roberto FariaLuiz Bhering e Preta, além de outros artistas da cena cultural baiana e nacional. 

A exposição ficará em cartaz até 24 de setembro e a visitação acontece de sexta a domingo, das 16h às 19h. A entrada é gratuita.

 

Artistas que participam da mostra:

Participações especiais

Roberto Faria (Fotografia)

Luiz Bhering (Artes Visuais) e 

Preta

Artistas visuais

Ana Kruschewsky

Bernardo Tochilowisky

Bianca Branco

Cláudio das Virgens

Franklin Jazz Viana

Izabel Andion

Jacy Gordinho

Juli Gomes 

Juray Castro

Leo Furtado 

Marianna Pedreira

Mário Edson

Manuela Hereda

Neia de Taiobeiras

Pablo Araújo

Patricia Dieder Dalmas 

Reinaldo Giarola

Rejane Alice

Rodrigo Nery

Rogério Silva

Suy Andrade

Wagner Lacerda



SERVIÇO

Exposição ‘Abelha Rainha – Vida, Música, Amor e Poesia’
Vernissage: 22 de julho de 2026, às 19h30
Visitação: de 24 de julho a 24 de setembro de 2026 (sexta a domingo)
Horário: das 16h às 19h
Entrada: gratuita
Local: M.E. Ateliê da Fotografia, Ladeira do Boqueirão, 6 – Santo Antônio Além do Carmo, Salvador (BA).




Franklin Jazz Viana

 

Izabel Andion


Mário Edson



Wagner Lacerda




martes, 13 de enero de 2026

2000 - "EU NÃO SOU O MEU NOME - MARIA BETHÂNIA - 35 anos de carreira"

 


Exposição "Eu Não Sou o Meu Nome - Maria Bethânia 35 anos de carreira", inserida nas comemorações dos 500 anos da descoberta do Brasil, "Brasil 500" no Parque das Nações, Torre Vasco da Gama, de 31 de Maio a 20 de Junho.























viernes, 25 de febrero de 2022

1985 - CHEGA DE MÁGOA

 


Em primeiro plano, Beth Carvalho, Marlene, Gilberto Gil e Chico Buarque
lideram o coral pelas vítimas das enchentes


Mostra revela bastidores do projeto humanitário que reuniu 155 estrelas da música em 1985


Neon: quinta-feira, 1 de agosto de 2019

  

Exposição ‘Chega de Mágoa’ leva à Casa de Cultura Laura Alvim cliques dos fotógrafos Carlos M. Horcades e Vantoen Pereira Jr., que registraram as gravações do disco compacto em prol das vítimas da seca do Nordeste

 

Em maio de 1985, as maiores estrelas da música brasileira se uniram para gravar um disco compacto beneficente, em prol das vítimas de uma enchente no Nordeste. Os bastidores dos três dias gravações, em um estúdio na Barra da Tijuca, foram registrados pelas lentes dos fotógrafos Carlos M. Horcades e Vantoen Pereira Jr., cujas imagens são projetadas na exposição “Chega de Magóa”. A mostra inédita estreia no dia 1° de agosto, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. 

A seleção reúne mais de 200 fotos com alguns dos 155 artistas que participaram do projeto. Entre os intérpretes estão Chico Buarque, Roberto e Erasmo Carlos, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Djavan, Rita Lee, Gonzaguinha, Elba Ramalho, Fafá de Belém, Tim Maia, Simone, Elizete Cardoso, Emilinha Borba, Marlene, Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso e Fagner. “Trata-se de um registro histórico do maior encontro de artistas da MPB por uma causa humanitária”, define o fotógrafo Carlos M. Horcades, responsável pela curadoria do projeto. 


Nara Leão, Beth Carvalho, Simone, Baby Consuelo, Elba Ramalho,
Marina Lima e Emilinha Borba


Na ocasião, o grupo gravou as canções “Chega de Mágoa”, atribuída como criação coletiva, e “Seca D’água”, sobre o poema de Patativa do Assaré (1909 – 2002). Cada uma das músicas ganhou um clipe com imagens das sessões no estúdio. O disco foi lançado ainda em 1985 pela gravadora Continental, em parceria com a Cooperativa Mista dos Músicos Profissionais do Rio de Janeiro (Coomus). 

Intitulada “Nordeste Já”, a iniciativa ficou conhecida como a “We Are The World brasileira”, em referência ao hit americano que contou com a participação de 45 artistas, como Michael Jackson, Diana Ross e Stevie Wonder. 


As cantoras


Sobre os fotógrafos

Carlos M. Horcades é designer e fotógrafo. Formado na Escola Superior de Desenho Industrial – ESDI UERJ, com mestrado na Central Saint Martins SchoolofArtsand Design, atua na criação de marcas e identidades visuais de produtos e capas de discos desde 1975. É professor de design da Univercidade e da Universidade Cândido Mendes. Escreveu 10 livros nos campos de design, tipografia e música.

Vantoen Pereira Jr.é fotógrafo há mais de 4 décadas. Reconhecido pelo trabalho de still de cinema, trabalhou com diretores consagrados em filmes como “Memórias do Cárcere” (1984) e “2 Filhos de Francisco” (2005). Atua também na área da educação, como instrutor de fotografia no Senai/Firjan.

Serviço

Exposição: “Chega de Mágoa”
Data: 2 a 15 de agosto (abertura em 1° de agosto, às 19h)
Horário: 18h às 21h
Local: Casa de Cultura Laura Alvim / Sala Multiuso – 2° andar 
Endereço: Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema
Telefone:2332-2016
Classificação: Livre
Entrada franca
 

 

Artistas que participaram do projeto

Aizik, Alceu Valença, Alcione, Amelinha, Antônio Carlos, Baby Consuelo, Bebeto, Belchior, Beth Carvalho, Bussler, Caetano Veloso, Camarão, Carlinhos Vergueiro, Carlão, Celso Fonseca, Charlot, Chico Buarque, Cláudio Nucci, Cristina, Cristovam Bastos, Dadi, Daltro de Almeida, Dinorah (As Gatas), Djavan, Dorinha Tapajós, Dori Caymmi, Ednardo, Edu, Edu Lobo, Eduardo Dusek, Elba Ramalho, ElifasAndreato, Elisete Cardoso, Elza Soares, Emilinha Borba, Eunydice, Erasmo Carlos, Fafá de Belém, Faini, Fátima Guedes, Fernando Brant, Gal Costa, Geraldo Azevedo, Gereba, Gilberto Gil, Golden Boys, Gonzaguinha, Guilherme Arantes, Ivan Lins, Jamil, Jacques Morelenbaum, Joana, João Mário Linhares, João do Vale, José Luiz, Joyce, Joelma Mendes, Kleiton e Kledir, Kid Abelha, Kid Vinil, Lana, Leoni, Leo Jaime, Lúcio Alves, Luiz Avellar, Luiz Carlos, Luiz Carlos da Vila, Luiz Duarte, Luiz Gonzaga. Luiz Melodia, Lulu Santos, Malard, Manassés, Maria Bethânia, Marina Lima, Marlene, Martinho da Vila, Marçal, Maurício Tapajós, Mauro Duarte, Mazola, Miguel Denilson, Mirabô, Milton Banana, Milton Nascimento, Milton Araújo, Miúcha, Moraes Moreira, MPB-4, Nara Leão, Olívia Byington, Olívia Hime, O Quarteto, Paulinho da Viola, Patativa do Assaré, Pareschi, Penteado, Perrotta, Perrottão, Pepeu Gomes, Raimundo Fagner, Rafael Rabello, Reinaldo Arias, Ricardo Magno, Rita Lee, Roberto de Carvalho, Roberto Carlos, Roberto Ribeiro, Roberto Teixeira, Rosane Guedes, Roger, Rosemary, Rubão, Sandra de Sá, Sérgio Ricardo, Simone, Sílvio Cézar, Sueli Costa, Stephani, Tânia Alves, Tavito, Teo Lima, Telma, Telma Costa, Terezinha de Jesus, Tim Maia, Tom Jobim, Tunai, Verônica Sabino, Vilma Nascimento, Virgílio, Yura, Wagner Tiso, Walter, Zenilda, Zé da Flauta, Zé Ramalho, Zé Renato, Zizi Possi

 

 












Rosemary e Gilberto Gil – Divulgação/Vantoen Pereira Jr. e Carlos M. Horcades






1985 - Revista Manchete























 












sábado, 7 de abril de 2018

2018 - SER FELIZ É PARA QUEM TEM CORAGEM






entretenimento
Roberto Midlej
roberto.midlej@redebahia.com.br
28/2/2018
Mostra na Caixa Cultural traz um pouco de Dona Canô para Salvador
Exposição tem itens como terços e roupas da matriarca dos Vellosos


Zeca e Canô Velloso - Foto: acervo da família

Uma das lembranças mais vivas que os familiares de Dona Canô (1907-2012) têm de sua matriarca é a de uma mesa de refeições farta na casa dela, em Santo Amaro, onde se reuniam para se deliciar com pratos como maniçoba, frigideira de maturi ou um bom prato da culinária baiana.

Agora, os soteropolitanos vão poder sentir um pouco do clima daquelas reuniões familiares: será aberta amanhã, na Caixa Cultural, na Rua Carlos Gomes, a exposição Ser Feliz É Para Quem Tem Coragem, que reúne objetos pessoais, fotografias, textos, canções, poemas, vídeos e depoimentos em torno dos 105 anos de vida de Dona Canô. A abertura é para convidados e a visitação será de sexta-feira até o dia 27 de maio.

Memória

Até a tal mesa onde a família se reunia estará reproduzida na mostra. Ju Velloso Mesquita, neta de Canô, lembra da avó e do avô, Zeca, jantando juntos, sentados nas mesmas cadeiras que estão na exposição: “Eles sempre dividiam a mesma cabeceira e ficavam ali, apertadinhos, um ao lado do outro. Muito diferente de hoje, em que marido e mulher, às vezes, nem têm tempo para almoçar juntos. À noite, na cama, eles ainda dividiam um só travesseiro”.




Dona Canô, vestida de baiana, para a Festa da Purificação

Nos pratos postos à mesa serão projetados vídeos com depoimentos dos filhos e netos de Canô, incluindo os ilustres Caetano Veloso e Maria Bethânia.

Ju também fez a curadoria da exposição, tarefa que dividiu com Elaine Hazin e Tania Fraccaroli. As curadoras foram a Santo Amaro para selecionar o material da exposição.
Lá, foram recebidas pelos irmãos Rodrigo - um guardião do acervo da família - e Mabel Velloso.

“A gente foi pegando as coisas guardadas, algumas numa caixa, e cada uma delas tinha um pouco de Santo Amaro. Me emocionei muito. Minha mãe morreu há cinco anos, mas, claro, a gente ainda se emociona”, diz Mabel. A exposição é dividida em diversos ambientes que remetem a Dona Canô.

Um deles é a igreja, que faz referência à fé, muito presente no dia a dia da família. Tanto que um altar, como o que Canô tinha em casa, está na Caixa Cultural. “Ela tinha uns nichos antigos, em que guardava os santos. E era tudo que é santo! As pessoas a presenteavam com santos. E chegava uma hora que não cabia mais no nicho”, observa Mabel. Os terços que Dona Canô usava para rezar também fazem parte do acervo.

Mulher de fé

A religiosidade era tão presente na vida da matriarca, que, para tudo, ela costumava realizar uma missa. Fosse para celebrar o aniversário de um familiar ou para dar sorte a uma nova turnê dos filhos Caetano e Maria Bethânia, ela fazia questão de ir à igreja.

E Mabel herdou um pouco disso: tanto que encomendou uma missa, especialmente para comemorar a exposição que está sendo aberta.


1961 - A família pronta para a festa de 15 anos de Bethânia

A vida de Zeca e Canô juntos também é festejada na mostra. Estão ali as cartas que o marido apaixonado - morto aos 82 anos, em 1982 - escrevia à esposa. “Todos os objetos permaneciam intocados desde a morte de Dona Canô, há cinco anos. Pela primeira vez, a família mexeu neles”, observa Elaine Hazin.


Também estão no acervo joias que a matriarca usava e quadros que enfeitavam a casa. Um dos itens que devem despertar interesse é o vestido que ela usou no último aniverário. Uma curiosidade: nas suas festas, Canô não repetia roupas e passava o ano inteiro planejando qual seria o figurino da festa seguinte. No ano que antecedeu a celebração do centenário, ela comemorava antecipadamante todo mês, graças a uma ideia de Rodrigo.

O mesmo Rodrigo teve a ideia de criar um terno de reis especial para celebrar, todos os anos, no dia 7 de janeiro, o casamento dos pais, desde que celebraram 23 anos de casados. O estandarte usado naquela celebração está na exposição, na área batizada Terno de Reis.

Canô e Zeca viveram juntos por 53 anos, até a morte dele, que teve câncer nos ossos. “Foram cinco décadas de muita felicidade. Foram felizes por todos os filhos e acho que nenhum de nós soube ser feliz como eles foram. Eu, de tanto vê-los felizes, fiquei triste quando me dei conta de que a felicidade não é hereditária”, revela Mabel.

Um outro ambiente, logo na entrada da exposição, é a Feira, que reproduz a feira popular da cidade, muito frequentada por Dona Canô. Ali estão depoimentos de pessoas da cidade que conviveram com ela, como o feirante, a cozinheira e o motorista.

Há ainda o espaço Teatro, em referência à casa de espetáculos de Santo Amaro que leva o nome de Dona Canô. Na exposição, o espaço reúne vídeos da matriarca cantando. O início da exposição, em março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, não foi por acaso, segundo as realizadoras. “Essa exposição mostra um pouco da vida dessa mulher à frente do seu tempo, que soube fazer sua vida além de todas as possibilidades”, destaca Tania Fraccaroli.

Canô, uma menina

“Minha avó sempre foi para mim uma menina. Construiu uma vida de sonhos, harmonia, confiança, abundância e sinceridade. É uma alegria imensa poder realizar uma exposição sobre essa mulher forte que foi Canô”, diz Ju.

Por enquanto, não se sabe se a exposição seguirá para outras cidades. “Nós torcemos muito para irmos a outras capitais, como São Paulo e Rio. Não paro de receber pedidos de diversas regiões. É possível que vá, porque agora o processo é mais simples, já que, nesta fase, dispensa edital”, diz Ju. A exposição foi viabilizada por meio de edital da Caixa Cultural.

SERVIÇO
Exposição: Ser Feliz é Para Quem Tem Coragem
Abertura: 1º de março de 2018 (quinta-feira), às 19h
Período: 2 de março a 27 de maio de 2018
Horário: das 9h às 18h, de terças-feiras a domingos
Local: CAIXA Cultural Salvador (Rua Carlos Gomes, 57, Centro – Salvador)
Entrada franca
Informações: (71) 3421-4200
Classificação indicativa: livre





CULTURA


Exposição inédita revela a vida de Dona Canô na Caixa Cultura, em SSA

Na Caixa Cultura da Carlos Gomes, Salvador

VIA PRESS , Salvador | 04/03/2018



1/3/2018 - Rodrigo, filho de Canô durante visita a Expo
Foto: Ulisses Dumas

Dona Canô Velloso é a homenageada da exposição inédita Ser Feliz É Para Quem Tem Coragem, que teve ontem, 1º de março, sua noite de abertura na Caixa Cultural Salvador.

A mostra reúne objetos pessoais, fotografias, textos, canções, poemas, vídeos e depoimentos que perpassam os 105 anos de vida dela que foi uma das mais notáveis mulheres centenárias da Bahia, símbolo da cidade de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, e matriarca da família Velloso.

Na noite de abertura, familiares – entre eles os filhos Rodrigo, Mabel, Roberto e Irene -, amigos da família e admiradores lotaram o espaço da Caixa Cultural, no centro da cidade. Com realização, produção e curadoria assinada a seis mãos por Elaine Hazin, da Via Press Comunicação, Ju Velloso Mesquita e Tania Fraccaroli, da Tom Tom Produções, Ser Feliz É Para Quem Tem Coragem estará aberta à visitação gratuita até o dia 27 de maio, de terça-feira a domingo, das 9h às 18h.


1/3/2018 - Mabel Velloso - Foto: Ulisses Dumas

Irene, Roberto, Rodrigo e Mabel





Mostra em homenagem a Dona Canô transporta visitantes para Santo Amaro

Março 2018

Que tal fazer uma visita à casa 179 da Rua do Amparo, em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano? Ir à mostra Ser Feliz É Para Quem Tem Coragem, que homenageia a matriarca da família Velloso, Dona Canô, na Caixa Cultural, é poder ver (e sentir) de perto um pouco do que foi Claudionor Viana Teles Velloso (1907 -2012).

Objetos pessoais, fotografias, textos, canções, poemas, vídeos e depoimentos, transportam os visitantes para o universo simbólico de amor e fé dessa mulher que resume em si a força e a representatividade de um povo. Com visitação gratuita aberta até 27 de maio, a mostra é, de fato, um convite à cidade e à casa – sempre de portas abertas – dos Velloso.

“Tentamos trazer um pedaço de tudo para fazer essa grande homenagem a minha avó. Tinha que fazer algo assim, que reunisse tudo isso e que refletisse o tamanho do meu amor”, contou emocionada a neta de Canô, Ju Velloso Mesquita, na abertura da exposição que aconteceu ontem para convidados. Ju, que também fez a curadoria da exposição, tarefa que dividiu com Elaine Hazin e Tania Fraccaroli.



Ju Velloso Mesquita, na abertura da exposição que aconteceu ontem para convidados, ao lado dos terços da avó - Foto: Betto Jr./CORREIO


“O que está representado de forma mais forte, para mim, além da relação com meu avô, Zeca, é a fé dela. Tanto que um dos meus espaços preferidos da mostra é a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Purificação (onde está a coleção de terços da avó e um altar de orações)”, acrescentou a neta, que fez pipoca fresquinha para colocar no altar junto a imagem de São Roque.


Santuario - Foto: Betto Jr./CORREIO

Na ocasião, os filhos de Dona Canô, Rodrigo – um guardião do acervo da família – e Mabel Velloso, fizeram uma espécie de visita guiada. “É uma emoção muito grande. Está tudo muito bonito, delicado. Minha mãe morreu há cinco anos, mas parece que ela está aqui”, declarou Mabel. Rodrigo destacou a coragem e a personalidade forte da mãe: “Quando meu pai morreu, há mais de 30 anos, ela nos colocou na mesa da cozinha e disse: ‘vamos fazer de conta que ele viajou e volta’. E assim fizemos. Se você for lá em casa hoje, está tudo do jeito que ela deixou. Até anotei tudo que trouxemos para não desorganizar”.


Rodrigo e Mabel Velloso, ao lado de Ana Kalil, responsável pelo projeto expográfico e cenografia da mostra - Foto: Betto Jr./CORREIO

Logo na entrada, o passeio é pela feira popular de Santo Antônio, muito frequentada por Dona Canô, e pelas ruas e casas características da cidade. Ali estão depoimentos de pessoas que conviveram com ela, como o feirante, a cozinheira e o motorista. 

Caetano Veloso e Maria Bethânia estão em todos os ambientes, através de músicas ou poemas recitados. Em uma das salas, uma das lembranças mais vivas que os familiares de Canô: uma mesa de refeições farta na casa dela, em Santo Amaro, onde se reuniam para se deliciar com pratos como maturi. Nos pratos postos à mesa são projetados vídeos com depoimentos dos filhos e netos de Canô. Os 105 anos de vida de Canô ganham um espaço dedicado: uma linha do tempo que se revela em reproduções de suas caixinhas de terço. “Todos os objetos permaneciam intocados desde a morte de Dona Canô, há cinco anos. Pela primeira vez, a família mexeu neles”, revelou Elaine.

Tudo feito para trazer as sensações que se sente ao estar na verdadeira casa. “Precisava trazer as pessoas para Santo Amaro. Por isso as rendas, a mistura da simplicidade, com fé, amor e também a culinária”, destaca Ana Kalil, responsável pelo projeto expográfico e cenografia da mostra.








Dona Canô na Feira de Santo Amaro - Foto: acervo da família