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miércoles, 22 de abril de 2026

2006 - GAL COSTA e LUIZ MEIRA - Voz e violão // GAL COSTA e Orquestra Sinfônica da Bahia

 

20 de outubro de 2006

Concha Acústica do Teatro Castro Alves – Salvador (BA)


Gal Costa faz show no dia 20 de outubro em Salvador

Por A Tarde On Line

12/10/2006 

 

A cantora baiana Gal Costa desembarca em Salvador para se apresentar no dia 20 de outubro na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, no Campo Grande. Os músicos da Orquestra Sinfônica da Bahia, sob a regência do maestro Erick Vasconcelos, dividirão o palco com a artista. 

No repertório, sucessos dos 40 anos de carreira da cantora. O show ocorre pelo projeto Sua nota é um show e começa às 18h30. Cada ingresso poderá ser trocado por dez notas ou cupons fiscais nas bilheterias da Fonte Nova, a partir das 8 horas do dia 20 de outubro.


Gal Costa e Luiz Meira - Voz & Violão 









Set List 

1 - Canta Brasil (Alcir Pires Vermelho/David Nasser)
2 - Eu vim da Bahia (Gilberto Gil)
3 - Azul (Djavan)
4 - Meu bem, meu mal (Caetano Veloso)
5 - Luz do Sol (Caetano Veloso)
6 - Folhetim (Chico Buarque)
7 - Vatapá (Dorival Caymmi)
8 - Samba do grande amor (Chico Buarque)
9 - Mulher eu sei (Chico César)
10 - Wave (Tom Jobim)
11 - Desafinado (Tom Jobim/Newton Mendonça)
12 - Pout-pourri: Sábado em Copacabana (Dorival Caymmi/Jorge Guinle) / Copacabana (João de Barro/Alberto Ribeiro)
13 - Pra machucar meu coração (Ary Barroso)
14 - Vapor barato (Jards Macalé/Waly Salomão)
 

 

Gal Costa e Orquestra Sinfônica da Bahia

sob a regência do maestro Erick Vasconcelos






















martes, 8 de diciembre de 2015

1993 - ORQUESTRA SINFÔNICA DA BAHIA - Concerto em homenagem a Caetano




 


Em julho de 1989, depois de um emocionante concerto da Orquestra Sinfônica da Bahia com a participação do Afoxé Filhos de Gandhy, o Teatro fechou para reforma, sendo reinaugurado em 22 de julho de 1993. 
Na sua noite de abertura, mais um encontro que ficou para a história do Teatro Castro Alves, um concerto com a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba).





Wellington Gomes, Caetano Veloso e músicos da OSBA - após Concerto em homenagem a Caetano - Teatro Castro Alves, 1993.


Caetano Veloso & Orquestra Sinfônica da UFBA – Cajuína / Gente





Quinta-Feira, 22 de julho de 1993
FOLHA DE S. PAULO

Teatro Castro Alves será reaberto hoje

Gal Costa, Bethânia e João Gilberto fazem o show de reinauguração para 1.600 convidados em Salvador


 














Sábado, 24 de julho de 1993
Folha de S.Paulo

ilustrada

SHOW

A reabertura
do Teatro
Castro Alves
terminou sem
um bis de João
Gilberto
Pág. 3

Bahia deixa de pedir bis a João Gilberto
Público se rende à formalidade todo-poderosa de ACM no show de reabertura do Teatro Castro Alves

Matinas Suzuki JR.
Enviado especial a Salvador

Uma (in)certa frieza por parte do público e um pouquinho de inibicao dos artistas no palco marcaram na noite da última quinta-feira a reabertura do Teatro Castro Alves, em Salvador. O novo Castro Alves é um negocio à parte: não conheço, nas suas proporções, teatro melhor no Brasil. A música baiana (uma das poucas coisas que realmente prestam no país) reencontrou o seu palco terminado no seu berço esplêndido.

João Gilberto, o gênio baiano, canta poucas vezes em público. De alguns anos para cá tive o prazer e o privilégio de assistir a quase todos os seus shows no Brasil. Pois bem, nunca vi o nosso Joãozinho encerrar seus concertos sem a platéia urrar pelo bis. (Há um certo exagero nessa afirmação, mas ela é esencialmente correta). Também nunca imaginei que ese fato pudesse ocorrer na su aterra, na Bahia, ese lugar mítico para tantos compositores, cantores, poetas e letristas –e também para nós. O fato é que a Bahia não pediu bis para o João Gilberto.

Nem para ele, nem para a Orquestra Sinfônica da Bahia nem para a Maria Bethânia, nem para a Gal Costa, que também –pela ordem citada- se apresentaram na abertura do renovado Teatro Castro Alves. A platéia aplaudiu de pé. E só. Nenhum bravo, nenhum bis. A Sinfônica baiana fez un programa colorido de compositores eruditos brasileiros. Bethânia, enfática cantou canções conhecidas de seu repertorio e fez um “flashback” de um dos seus espetáculos de maior sucesso, “Rosa dos Ventos”. Não é tão difícil assim para nós voltarmos a ese show porque certos versos como “e na gente deu-se o hábito /d e caminhar entre as trevas / de tirar leite das pedras” continuam a fazer sentido não só poético, mas também pragmático.

Gal Costa foi a melhor surpresa da noite. Apresentou um grupo com formação curiosa (três percusionistas, dois violões, piano e baixo elétrico), novos arranjos para as velhas cancões e una nova cancão de Jorge Benjor, que é Salgueiro, para a Mangueira, que fará parte do seu novo disco, a ser lançado em setembro. Desde o show “Plural”, que contaba com a presença de Rafael Rabello, noto que as cantoras brasileiras estão recuperando o violão acústico em seus espetáculos. O propio Rabello voltou a se apresentar em São Paulo com a Marisa Monte. Aquí em Salvador, Bethânia teve o violonista Jaime Além. E Gal radicalizou: entrou com dois, Paulo Bellinati e Ulisses. Parece que os violonistas vivem uma boa fase na música brasileira.

A maior novidade cantada por João Gilberto, retirada do seu baú de preciosidades, foi “Faixa de Cetim” de Ary Barroso, também cantada pelo cubano Bola de Nieve, em portugués. É uma homenagem à Bahia, assim como “Bahia com H”, composta pelo campineiro Denis Brian. Mas, na verdade, a noite era sobre tudo uma noite do governador Antonio Carlos Magalhães, o ACM. Não sou dos que costumam relacionar diretamente a arte com a política, mas havia qualquer coisa de opressão, de culto ao seu poder, que impunha –de antemão- um limite para o espetáculo. Debe ser duro cantar para o ACM. E o público parecía mais disposto a não quebrar nenhuma formalidade da noite de su todo-poderoso do que a se contagiar com o show.
Para muitos ele continua sendo o anticristo Magalhães da política brasileira. A Bahia continua sendo ese lugar mágico. Salvador está hollywoodianamente maquiada (para o encontro ibero-americano), ACM tem popularidade. Todo mundo gostou da restauracão do Pelô. Agora ele investe com peso na cultura. O que será que quer ACM?

Governador chora durante espetáculo

LUIZ FRANCISCO
Da Agência Folha, em Salvador

A festa de reinauguração do Teatro Castro Alves (TCA) de Salvador (BA) terminou somente na madrugada de ontem, quando os cantores João Gilberto, Maria Bethânia e Gal Costa voltaram ao palco para fazer uma saudação aos convidados que lotaram as 1.600 poltronas do teatro.

O show começou as 21h30, com a execução do Hino Nacional pela Orquestra Sinfônica da Bahia, regida pelo maestro Henrique Morelenbaum. Um dos momentos mais emocionantes aconteceu quando a orquestra executou o hino do “Senhor do Bonfim”, que não fazia parte do roteiro divulgado pelos organizadores da festa. O governador Antonio Carlos Magalhães (PFL), 66, chorou durante toda a execução.
Logo após a apresentação da Orquestra Sinfônica da Bahia, a cantora Maria Bethânia entrou no palco para interpretar alguns de seus maiores sucesos, como “Emoções” (Roberto Carlos), Reconvexo (Caetano Veloso) e “Detalhes” (Roberto y Erasmo Carlos).

A apresentacão de Gal Costa foi marcada pela interpretação de duas músicas inéditas, que integram o seu próximo disco – “Lavagem do Bonfim” (Gilberto Gil) e “Conheca este Bumbo” (Jorge Benjor). João Gilberto entrou no palco no comeco da madrugada e, sem cumprimentar o público, interpretou durante 50 minutos músicas que marcaram a bossa-nova, como “Desafinado” (Newton Mendonca e Tom Jobim) e “Chega de Saudade“ (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).

O show de reabertura do TCA estaba previsto para proseguir ontem à noite e hoje com as mesmas apresentações. Os ingresos estão esgotados, mas o governador instalou dois telões na Concha Acústica (anexa ao TCA) para permitir que outras 5.000 pessoas assistam às apresentações.

A Folha apurou que o governo investiu cerca de US$ 300 mil na festa. O governador Antonio Carlos Magalhães disse que ficou emocionado com as apresentações dos cantores. “Em apenas dez meses consegui devolver à Bahia uma das principais casas de espetáculos do Brasil”, disse ACM.

Nas obras de recuperação do TCA, o governo gastou US$ 10 milhoes de recursos própios. À festa compareceram o cardeal primaz do Brasil, dom Lucas Moreira Neves, o ex ministro Angelo Calmon de Sá, empresarios, políticos e artistas.