01/04 - Belo Horizonte, Palácio das
Artes. (ESGOTADO)
02/04 - Belo Horizonte, Palácio das
Artes. (ESGOTADO)
03/04 - Belo Horizonte, Palácio das
Artes. (VENDAS ABERTAS)
08/04 - Porto Alegre, Auditório
Araújo Vianna. (ESGOTADO)
09/04 - Porto Alegre, Auditório
Araújo Vianna. (ESGOTADO)
10/04 - Porto, Alegre, Auditório
Araújo Vianna. (VENDAS
ABERTAS)
16/04
- Itaipava-RJ, Rock the Mountain.
23/04
- Itaipava-RJ, Rock the Mountain.
06/05 - São Paulo, Espaço das
Américas. (VENDAS ABERTAS)
07/05 - São Paulo, Espaço das
Américas.
08/05 - São Paulo, Espaço das
Américas. (VENDAS ABERTAS)
14/05 - São Paulo, Festival Nômade.
21/05 - Salvador, Teatro Castro
Alves. (VENDAS EM BREVE)
22/05 - Salvador, Teatro Castro
Alves. (VENDAS EM BREVE)
28/05 - Recife, Teatro Guararapes.
08/06 - Rio de Janeiro, Vivo Rio.
(VENDAS ABERTAS)
09/06 - Rio de Janeiro, Vivo Rio.
10/06 - Rio de Janeiro, Vivo Rio.
11/06 - Rio de Janeiro, Vivo Rio.
18/06 - Brasília, Auditório Ulysses
Guimarães.
25/06 - São Paulo, Espaço das
Américas. (VENDAS ABERTAS)
09/07/2022
- Campinas, Royal Palm Hall
30/07/2022 -
Curitiba, Teatro Guaíra
31/07/2022 -
Curitiba, Teatro Guaíra
13/08/2022 - Inhotim/MG,
Festival MECA Inhotim
20/08/2022 -
Goiânia, Centro de Convenções da PUC Goiás
24/09/2022 - Vitória,
Espaço Patrick Ribeiro
07/10/2022 -
Brasília, Auditório Ulysses Guimarães
20/10/2022 -
Recife, Teatro Guararapes
21/10/2022 -
Recife, Teatro Guararapes (Reposição do show que foi adiado)
23/10/2022 -
João Pessoa, Teatro Pedra do Reino
19/11/2022 - Florianópolis,
Stage Music Park
03/12/2022 - Rio
de Janeiro, Jeunesse Arena
16/12/2022 -
Porto Alegre, Auditório Araújo Vianna
17/12/2022 -
Porto Alegre, Auditório Araújo Vianna
AGENDA 2023
BRASIL
02/04 - Salvador, Farol da Barra (com Gilberto Gil, Ivete Sangalo e Luedji
Luna)
BRASIL
15 e 16/04 - Ribeirão Preto, Centro de Eventos Ribeirão Shopping
BRASIL
12/05 - Juiz de Fora, Cine Theatro Central
BRASIL
13/05 - Juiz de Fora, Cine Theatro Central
BRASIL
21/05 - São Paulo, Parque Ibirapuera
CHILE
07/06 - Santiago, Teatro Municipal
ARGENTINA
09/06 - Buenos Aires, Movistar Arena
ARGENTINA
11/06 - Rosário, El Círculo
URUGUAY
14/06 - Montevidéu, Antel Arena
BRASIL
08/07 - Campinas, Royal Palm Hall
BRASIL
19/08 - Porto Alegre, Auditório Araújo Vianna
ESPANHA
06/09 - Madri, Palacio de Congresos
PORTUGAL
09 e 10 - Lisboa, Coliseu dos Recreios
PORTUGAL
14/09 - Porto, Coliseu do Porto
PAÍSES BAIXOS 18/09 - Amsterdã,
Royal Theater Le Carré
MÓNACO
21/09 - Montecarlo, Ópera de Montecarlo
FRANÇA 23/09 - Paris, Phillarmonie de Paris
BELGICA
25/09 - Bruxelas, Bozar
SUÍÇA 29/09 - Genebra, Victoria Hall
NORUEGA
01/10 - Oslo, Oslo Konzerthaus
ALEMANHA
04/10 - Hamburgo, Elbphilarmonie
FRANÇA 07/10
- Toulouse, Le Halle Aux Grains
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TEXTO DE CAETANO PARA A APRESENTAÇÃO DO SHOW
Fazer show como parte da divulgação de um Lp novo é
um hábito velho, do tempo dos discos físicos. O show Meu Coco, que
começa turnê nacional em BH, refere-se a esse costume. Mas não é a mesma coisa.
Dos que fiz ao longo da carreira, Prenda Minha foi o mais radical em não
conter uma só canção do álbum Livro – e ele saiu do show Livro Vivo, que
mantinha muito do repertório do disco. Acho que só Arnaldo Antunes faz shows
com o mesmo setlist do disco correspondente. No show Meu Coco procuro
juntar peças marcantes do álbum com obras que registrem momentos históricos do
meu trabalho. Mas com o caráter de roteiro quase cinematográfico que nunca me
abandona quando projeto um espetáculo. Penso na sequência de canções como quem
está diante de uma moviola – ou de um aplicativo de “edição”, que é como se
chama hoje a montagem. Tenho alma de cineasta, embora não tenha vocação física
para a vida de um. Assim, a distribuição de canções novas e canções conhecidas
não tem a mera função de agradar aos espectadores que queiram ouvir ao vivo o
que aprenderam no novo álbum e aos que busquem reouvir coisas minhas já
consagradas. O critério vai muito além disso. A presença de algo antigo mas
quase desconhecido – como a de umas e não outras faixas do disco Meu Coco–
ilumina o que quer dizer a eventual aproximação de um surrado sucesso óbvio com
uma igualmente obvia canção marcante do álbum novo.
O fato de ter comigo, no estúdio de
ensaio e no palco, músicos extraordinariamente dotados me deslumbra e intimida.
De Lucas Nunes, um dos prodígios
da Dônica e do Bala Desejo, que produziu o álbum Meu Coco comigo, a Kainã do Jeje; de Pretinho da Serrinha a Rodrigo Tavares; de Alberto Continentino a Tiaguinho (também) da Serrinha – é
todo um grupo de supermúsicos. Lucas e Pretinho pré-planejaram comigo como
andariam os arranjos e eu passei quase todo o tempo dos ensaios seguindo as
sugestões que vinham deles. Devo confessar que me sinto deslumbrado e
intimidado pela musicalidade deles.
Visualmente, o espetáculo ganhou um presente quase
mágico. Hélio Eichbauer, que
vinha fazendo os cenários de meus shows desde O Estrangeiro, deixou,
antes de morrer repentinamente, um esboço cenográfico que, depois de me ser
mostrado por Dedé, que foi minha
primeira mulher e viveu casada com Hélio por décadas, foi adaptado por Luiz
Henrique, que fora assistente do grande cenógrafo. A adequação das linhas de
Joseph Albers aos nossos sons nos diz que Hélio está vivo ali. O show é, desse
modo, uma homenagem à sua memória.
A luz que revela as muitas possibilidades
dessas formas longevas da Bauhaus foi
planejada, sob minha mirada, por Fernando
Young e Gabriel Farinon (e
é operada por este último).
O desafio de equilibrar os sons de uma exuberante
percussão com nossos gestos harmônicos e melódicos (além de poéticos) é
enfrentado por Vavá Furquim (que,
desde um encontro casual em Nova York nos anos 1980, tem sido o responsável
pelo PA de todos os meus shows) e Igor
Leite, que controla os in-ears e todo o som que os que tocamos ouvimos
no palco.
Chego aos 80. A forma geral do show se deve também
ao prazer da volta quase-pós-pandêmica aos palcos e a atenção à minha história
nessa arte tão amada e bem cultivada pelos brasileiros – mesmo que minhas
reservas quanto a meu talento para ela não tenham se desfeito.
Caetano Veloso
Ficha Técnica – Turnê Meu Coco
Direção Musical: Caetano, Pretinho da Serrinha e
Lucas Nunes
Cenário: Luiz Henrique Sá (com adaptação da obra de
Hélio Eichbauer)
Design de luz: Fernando Young e Gabriel Farinon
Banda:
Pretinho da Serrinha – Percussão
Lucas Nunes – Guitarra, Violão e Teclado
Alberto Continentino- Baixo Elétrico
Rodrigo Tavares – Teclado, Glockenspiel e MPC
Kainã do Jêje – Percursão e Bateria
Thiaguinho da Serrinha – Percursão, SPDS e Bateria
Técnicos de som: Vavá Furquim e Igor Leite
Iluminação: Gabriel Farinon
Roadies: Pimpa Cruz e Gabriel Gomes
Cenotécnico: Igor Perseke
Stylist: Felipe Veloso
Produção Executiva: João Franklin
Assistente de Produção: Anabella Esteves
Comunicação: Danilo Dutra
Produzido por Paula Lavigne
Uma realização UNS Produções Artísticas Ltda 2022
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01/04/2022 - Belo Horizonte, Palácio das Artes
02/04/2022 - Belo Horizonte, Palácio das Artes
03/04/2022 - Belo Horizonte, Palácio das Artes

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Caetano no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, onde estreia logo mais o show Meu Coco - Foto: JP Lima/Divulgação |
Caetano
estreia o show ‘Meu Coco’
1 de abril de 2022
“Chego aos 80. A forma geral do show se deve também ao prazer da volta
quase-pós pandêmica aos palcos e a atenção à minha história nessa arte tão
amada e bem cultivada pelos brasileiros – mesmo que minhas reservas quanto a
meu talento para ela não tenham se desfeito”.
O trecho acima foi pinçado do texto que Caetano Veloso escreveu para a
estreia brasileira do show Meu Coco, esta noite, em Belo Horizonte (MG). O cantor baiano completa 80 anos no
dia 7 de agosto e já excursionou com o show Meu Coco pela Europa, mas no Brasil
é a estreia.
Meu Coco, baseado no novo disco do compositor e
cantor, tem sua première hoje, às 21 horas, no Grande Teatro do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena,
1.537), e terá mais dois shows; amanhã, também às 21 horas, e domingo, às 20
horas, no mesmo local. As duas primeiras datas estão esgotadas (o teatro tem capacidade
para 1,6 mil pessoas). Os últimos ingressos para a última sessão extra do show
de Caetano Veloso custam 160 reais estão disponíveis no site eventim ou na
bilheteria do Teatro do Palácio das Artes.
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| Foto: Marcos
Vieira/EM/D.A press |
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Foto: Daniel Cerqueira/O
TEMPO |
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08/04 - Porto Alegre, Auditório Araújo Vianna
09/04 - Porto Alegre, Auditório Araújo Vianna
10/04 - Porto, Alegre, Auditório Araújo Vianna
Em show autobiográfico, Caetano endossa “Fora,
Bolsonaro” do público
11 de abril de 2022
Thais
Seganfredo
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Foto: Rafael Gloria / Nonada Jornalismo |
Ver
Caetano Veloso retornar aos palcos depois da melhora da pandemia de covid-19 é
como viver um dia meio nublado no qual o sol teme em escapar das nuvens. O
cantor e compositor se apresentou no auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre,
nos dias 8, 9 e 10 de abril, dando sequência à turnê do álbum Meu Coco, que começou em
Belo Horizonte no início do mês.
Além
de apresentar suas novas composições, Caetano idealizou um show “autobiográfico
e histórico”, como definiu na apresentação de sexta (8/4), na qual o Nonada
esteve presente. Se a pandemia nos tornou mais introspectivos e nos fez olhar
para dentro, o co-criador do tropicalismo encontrou na sua trajetória momentos
para iluminar – para si mesmo e para o público -, homenageando músicos com os
quais trabalhou e músicas representativas de diferentes fases da sua história
e, consequentemente, da história da música popular brasileira. Foi como se
estivéssemos acompanhando, ao vivo e a cores, uma atualização da autobiografía Verdade Tropical.
Por
isso, talvez não existisse escolha melhor para abrir o show do que
“Avarandado”, canção bossanovista gravada por Gal Costa e, mais tarde, por João
Gilberto, confessadamente seu maior mestre e pedra basilar de seu trabalho
enquanto músico. “Meu Coco” veio em seguida, composição que sintetiza tanto o
conceito do álbum como a turnê em si, já que as faixas do novo trabalho trazem
referências à sua trajetória e a diversos nomes da música brasileira mixados
com crônicas sobre o Brasil atual, uma das especialidades de Caetano.
Não deixa de ser curioso que alguns
espectadores tenham tentado puxar outras vezes “Fora, Bolsonaro” em diversos
momentos do show, como se esperassem que o artista fosse reagir com algum
discurso político, coisa que não costuma fazer parte de seus repertórios, nem
durante a ditadura militar. Caetano é político na arte, na atitude, na ousadia
e no gesto, e, nesse sentido, nada mais militante do que vê-lo apresentar um
novo álbum com a força poética de Meu Coco. Mesmo recém-lançado, o disco
conquistou o público do Araújo Vianna, que acompanhou a banda cantando junto
algumas das faixas do álbum.
Destaque
para “Anjos Tronchos” logo no início do show – no ao vivo, a música ganhou peso
com a guitarra e um belo jogo de luzes -, para a balada cheia de melancolia
“Enzo Gabriel” (sei que a luz é sutil/mas já verás como é nasceres no Brasil)
e, mais para o fim do show, para “Sem Samba Não Dá”. Séria candidata a entrar
para a lista infinita de hits do artista, a música rendeu até um coro a
capella do público enquanto Caetano arriscava orgulhoso uns passos de
samba.
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| Foto: Rafael Gloria / Nonada |
Em
um show extremamente técnico, Caetano mostrou um apuro vocal impressionante,
dos graves aos falsetes, dançou com o público, contou histórias e, com a
modéstia que lhe é característica, homenageou músicos que fizeram parte de sua
trajetória, como Jaques Morelenbaum, e os integrantes da banda Cê e d’A Outra
Banda da Terra.
Entre
clássicos como “Sampa”, “You Don’t Know Me”, “Baby”, “Cajuína” e “Reconvexo” e
“A Bossa Nova é Foda” (“uma visão histórica um pouco desabusada da bossa nova”,
o público teve a oportunidade de relembrar ou de conhecer pérolas como “Muito
Romântico”, canção a la Bethânia que ele fez para Roberto Carlos em 1977. Teve
espaço também para “Itapuã”, que ele dedicou a Gilberto Gil em um post nas suas
redes sociais no mesmo dia em que o “irmão de letra e música” se tornou imortal
na Academia Brasileira de Letras.
Outra
oportunidade única veio com “Pulsar”, poema construtivista de Augusto de Campos
transfigurado em som pelos músicos de Caetano em 1975, através da transposição
dos versos em notas musicais. A música, aliás, veio acompanhada de uma generosa
explicação de Caetano sobre a composição, o que ele fez também quando
introduziu “A Outra Banda da Terra”, composta junto à banda homônima. “Hoje
essa música tem um valor diferente pra mim. Na primeira estrofe, eu pronuncio o
R retroflexo, ‘esforrrço’, ‘forrrça’”, explicou, puxando o R para soar caipira.
Foi
um dos poucos momentos de conversa com o público, quando ele contou, enquanto
alguns espectadores riam a cada vez que ele falava “porrrta”, como ele conheceu
militares gaúchos que também falavam desse jeito quando esteve preso durante a
ditadura.“Fiz questão de gravar a música assim, a gente estava em São Paulo, e
umas meninas que a gente adorava falavam assim. Depois vi que o R retroflexo
estava presente também em outras regiões do Brasil. Não dá mais para rejeitar o
R retroflexo”, completou Caetano, talvez no momento mais político do show.
Passando
em revista sua própria história, que segue agora com a força de músicas como
“GilGal” e “Não vou Deixar”, Caetano nos deu a chance de vislumbrar um futuro logo
ali. Não à toa, o encerramento levantou o público de vez com “Odara” e, em
seguida, “Noite de Cristal”, quase que uma oração do artista por tempos menos
nebulosos. Que venham muitos dias com a banda do Olodum.
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16/04 - Itaipava-RJ, Rock the Mountain
23/04 - Itaipava-RJ, Rock the Mountain
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| 16/4/2022 |
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06/05/2022 - São Paulo, Espaço das Américas

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| Foto: Rafael Strabelli |
07/05/2022 - São Paulo, Espaço das Américas
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| Foto: Anderson Carvalho |
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11/06/2022 - Rio de Janeiro, Vivo Rio
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Bethânia
assistiu ao 'Meu Coco', lindo show de seu amado irmão
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| 11/6/2022 - Foto: Thereza Eugênia |
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09/07/2022
- Campinas, Royal Palm Hall
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| 9/7/2022 - Foto: Giovana Chanley |