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| Adiado |
15 de janeiro de 2022
O Qualistage, ex-Metropolitan, reabre suas portas
em grande estilo. Com o espetáculo “João Carlos Martins e Maria Bethânia In
Concert – de Beethoven a Bethânia”. Os ingressos para esta única experiência já
estão disponíveis.
A oportunidade de assistir dois grandes ícones da música
juntos no mesmo palco é para poucos e única na vida. A atração presenteia os
espectadores com o encontro entre o maestro João Carlos Martins e a cantora
Maria Bethânia: dois nomes consagrados da música brasileira no mesmo palco.
Grandes sucessos da carreira da cantora terão arranjos musicais feitos
exclusivamente pela Orquestra Bachiana e com o Maestro como regente.
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12/3/2022 - Maestro
João Carlos Martins e Maria Bethânia no palco do Qualistage - Foto: Vera Donato |
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A Abelha-Rainha divina no palco - Foto: Vera Donato |


Maria Bethânia: ‘Às vezes,
o amor joga pétalas sobre nós e reacende. Nos faz lembrar ou ao menos desejar’
Heloisa Tolipan
13/03/2022
Assim, a diva da música brasileira enxerga o amor
em tempos pandêmicos, de guerra, conectividade pela internet. “Tem que procurar o amor em outras questões, em outros lados
e nem sei dizer direito”, frisou ainda em entrevista ao
RJTV, onde relembrou os tempos difíceis dos últimos dois anos quando o
isolamento social era mais do que necessário e vacinas contra a Covid ainda não
existiam e ela entrou em estúdio para gravar. “A pandemia foi um momento muito difícil. E eu senti uma
necessidade pra me salvar, para não entrar em um barato deselegante, ruim pra
mim. Sempre que eu estou trabalhando, pelo menos, eu sinto vigor, uma energia,
pulso”, ressaltou a Abelha Rainha, que subiu ao palco no
Rio com o maestro-gênio João Carlos Martins, no show De Beethoven a Bethânia,
abrindo a casa de espetáculos Qualistage, na Barra.
Foi uma noite apoteótica o encontro de Maria
Bethânia com o maestro-gênio João Carlos Martins no show ‘João Carlos Martins e Maria Bethânia In Concert – de Beethoven a
Bethânia”, na noite de ontem na inauguração do Qualistage, no Rio. “É uma beleza o Rio de Janeiro voltar a ter mais um espaço
para a música, para a arte. O maestro João Carlos Martins fez essa graça De
Beethoven a Bethânia, um espetáculo lindo com a orquestra que ele comanda e eu
tenho uma participação nesse show. Faço dez canções com a orquestra”, contou ela,
momentos antes ao RJTV.
E
fomos conferir a apresentação na qual em que um dado momento o maestro
salientou sobre ele e Bethânia: “Nós temos tantas coisas em comum. Acreditamos
na arte como projeto social. E nós temos em comum esta frase: “A ciência cura o corpo e a arte, a
alma”. E
prosseguiu com uma licença poética em homenagem à abelha-rainha: “Eu sou muito
atrevido”, brincou ao piano ao dar início à música Gabriel’s Oboe, de Ennio
Morricone (1928-2020), que foi tema principal do filme The Mission, de 1986, com
Robert de Niro, Jeremy Irons, Liam Neeson e direção de Roland Joffé.
A Abelha-Rainha retribuiu o
gesto “cantando uma das músicas mais belas do nosso cancioneiro: ‘Se todos
fossem iguais a você‘” (de Vinicius de Moraes e Tom Jobim). Se todos fossem/Iguais
a você/Que maravilha viver/Uma canção pelo ar/Uma mulher a cantar/Uma cidade a
cantar, a sorrir, a cantar, a pedir/ A beleza de amar/Como o sol, como a flor,
como a luz/Amar sem mentir, nem sofrer/Existiria a verdade/Verdade que ninguém
vê/Se todos fossem no mundo iguais a você.
Na plateia, uma emocionada
Grazi Massafera nos disse: “Esse show ficará para sempre na minha memória. Vou
levar para o resto da vida. Um momento muito especial. Estava na expectativa,
porque a Bethânia é uma artista completa”. E a atriz conta ainda que já apresentou
a cantora para a sua filha, Sofia. “Ela ouve e adora. Hoje, antes de vir para
cá, coloquei a minha música favorita “Carta de Amor” para a Sofia escutar”,
revelou. Para Alexandre Nero, ator, cantor, compositor e multi-instrumentista,
o show foi a síntese da democratização da música clássica nos dias de hoje. Os
estilos das músicas interpretadas ao piano pelo maestro e por sua orquestra e
as por Maria Bethânia se misturam o tempo inteiro. É lindo de ver essa sinergia”.
Ao
longo dos últimos dois anos, o mundo viveu tempos sombrios decorrentes da
pandemia da Covid-19. Individualmente, cada pessoa procurou encontrar a melhor
forma de encarar gatilhos para manter a lucidez, para permanecer
psicologicamente firme. Um das mais importantes divas da música brasileira
buscou na música um alento. O álbum Noturno, lançado em julho do ano passado, mas cuja primeira
etapa de gravação foi realizada em outubro de 2020, se mostrou como uma espécie
de tábua da salvação. “A pandemia foi um
momento muito difícil. Eu fui para o estúdio por quase uma necessidade para me
salvar, para não entrar em um barato deselegante, ruim pra mim. Sempre que eu
estou trabalhando, pelo menos, eu sinto vigor, uma energia, pulso e isso me
livrou um pouco da grande barra pesada que foi todo esse tempo”, admitiu.
Sobre
a parceria com o maestro, Bethânia revelou ao jornalista Fábio Júdice: “João Carlos deu algumas ideias, escolheu
algumas canções que, para a orquestra seriam interessantes, e eu escolhi outras
que para mim são imprescindíveis cantar agora. Tipo Sonho Impossível”, explicou, citando a versão de Chico Buarque e Ruy
Guerra
de The Impossible Dream, de Joe
Darion (1917-2001)
e Mitch Leigh (1928-2014), que ela lançou em 1974. Um
trecho da canção diz assim: “Sonhar mais um sonho impossível/Lutar quando é
fácil ceder/Vencer o inimigo invencível/Negar quando a regra é vender/Sofrer a
tortura implacável/Romper a incabível prisão/Voar num limite improvável/Tocar o
inacessível chão/É minha lei, é minha questão/Virar esse mundo, cravar esse
chão/Não me importa saber se é terrível demais/Quantas guerras terei que vencer
por um pouco de paz”.
A artista, que sempre cantou o amor, refletiu sobre
como enxerga e onde fica o sentimento em tempos pandêmicos, de polarização
política e alta potência da web encurtando distâncias. “Ah, o amor é imprescindível. Tem que procurar o amor em
outras questões, em outros lados e nem sei dizer direito. O amor fica longe,
não é? Mas, às vezes, ele meio que joga umas pétalas dele sobre nós. E
reacende, faz a gente lembrar ou pelo menos desejar”, afirmou.
Estrela do movimento da Tropicália, cantora de voz
potente, Bethânia é força em cima de um palco. Longe do glamour da profissão,
ela se revela uma pessoa de hábito simples. “O horário da vida que eu mais gosto é o da manhã. Saio, à
noite, porque eu tenho que trabalhar. A partir do pôr do sol eu não gosto, acho
um momento dramático, difícil de lidar, então, eu durmo cedo e acordo cedo,
gosto das plantas. De manhã é bom. De tarde, sou um pouquinho preguiçosa, mas
sou conversadeira, gosto de falar com os amigos, essas coisas. E de noite é
para dormir. Eu troco o turno com Caetano (Veloso)”, contou com bom
humor, referindo-se a seu irmão.
Em segunda
noite de estreia, Maestro João Carlos Martins e Maria Bethânia voltam a
emocionar o público no Rio de Janeiro!
Caetano Veloso, Baby do Brasil, Paulo Ricardo,
Juliette, Emílio Orciollo Netto e Isabel Fillardis marcaram presença
Michel Telles
14/3/2022
Como
na noite anterior, o maestro abriu o espetáculo com a "Sinfonia de
Beethoven" junto com os 36 músicos da orquestra e banda. Logo em seguida,
chamou ao palco a rainha da MPB. Bethânia começou com a canção "Sonho
Impossível" e declarou- “Quanto tempo! Muito tempo longe de vocês”!. Em
outro momento, um silêncio ensurdecedor marcou “Explode Coração”, música que
Bethânia não pode deixar de cantar em todas as suas apresentações. "Olhos
nos olhos", "Prudência", "Se todos fossem iguais a você",
foram algumas das canções que embalaram o concerto. Destaque para “Reconvexo”,
que teve uma interpretação magistral e contou a participação do público com
palmas.
A
noite deste domingo foi marcante para os dois, pois foi a terceira vez em que
cantaram juntos, segundo o maestro. A primeira vez foi em uma apresentação em
São Paulo e a segunda na estreia da casa, no sábado (12). É, sem dúvidas, para
ficar na memória de todos! E com as palavras de Bethânia - “Que a arte e a
alegria vivam aqui”!
Ponto
alto do show foi quando o maestro revelou à Bethânia um segredo. “Há alguns anos eu fui uma noite com a
orquestra, bem tarde da noite, era um sábado, fazer um concerto em homenagem a
Dona Canô, em Santo Amaro. Nem você, nem o Caetano sabem disso”, revelou. E
Bethânia pergunta se Caetano sabia disso, se virando para a plateia. E ela
completa: “Desde que nós começamos a
ensaiar aqui ele fala, Caetano vem? E Caetano, cadê Caetano?”, confessou
Bethânia. Essa foi a deixa para o maestro, que tratou de tocar no piano “Céu de
Santo Amaro”, dedicada à Caetano Veloso, que estava presente para prestigiar a
irmã, o maestro e a orquestra, claro. O público foi ao delirio.
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| 13/3/2022 - Maria Bethânia, Caetano Veloso e Juliette |
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| 13/3/2022 - Maria Bethânia, Caetano Veloso e Regina Casé |
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| 13/3/2022 - Caetano Veloso, Regina Casé, Estevão Ciavatta e Mart'nália |
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| 13/3/2022 - João Carlos Martins e Caetano Veloso |
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| 13/3/2022 - Paula Lavigne, maestro João Carlos Martins e Caetano Veloso |
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| 13/3/2022 - Paula Lavigne, maestro João Carlos Martins e Caetano Veloso |