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jueves, 25 de abril de 2013

1977 - NEGRO AMOR [It's All Over Now, Baby Blue]


Letra y música: Bob Dylan
© 1965
Versão em portugués: Caetano Veloso / Péricles R. Cavalcanti
© 1977 EMBI


Vá, se mande, junte tudo que você puder levar
Ande, tudo que parece seu, é bom que agarre já
Seu filho feio e louco, ficou só
Chorando feito fogo à luz do sol
Os alquimistas já estão no corredor
E não tem mais nada, negro amor

A estrada é pra você, e o jogo é a indecência
Junte tudo que você conseguiu por coincidência
E o pintor de rua que anda só
Desenha maluquice em seu lençol
Sob seus pés, o céu também rachou
E não tem mais nada, negro amor

Seus marinheiros mareados abandonam o mar
Seus soldados desarmados não vão mais lutar
Seu namorado já vai dando o fora
Levando os cobertores, e agora?
Até o tapete sem você voou
E não tem mais nada, negro amor

As pedras do caminho, deixe para tráz
Esqueça os mortos que eles não levantam mais
Um vagabundo esmola pela rua
Vestindo a mesma roupa que foi sua
Risque outro fósforo, outra vida, outra luz, outra cor
E não tem mais nada, negro amor
E não tem mais nada, negro amor
E não tem mais nada, negro amor

"It's all over now, baby blue"







26/11/1977






1977 - GAL COSTA
6018 0943 / 6:16
Álbum "Caras & Bocas"
Philips LP 6349 335, B-2.
CD 510.011-2, Track 7.


1978 – GAL COSTA
Álbum “Caras & bocas”/”Negro amor [It’s all over now, baby blue]”/”Clariô”/”Tigresa”
Philips EP nº 6245.084, A-1.


1995 – ZÉ GERALDO
Álbum “Aprendendo a Viver”
Gravadora Eldorado CD 584051, Track 3.


1996 – ZÉ GERALDO
Álbum “Zé Geraldo Acústico”
Participação Especial DUOFEL
Gravado ao vivo no Centro Cultural São Paulo, em fevereiro de 1996.
Paradoxx Music CD OXX 1217-1, Track 11.



 
1999 – ORLANDO MORAIS
Álbum “Sete Vidas”
Som Livre CD 2219-2, Track 13.


1999 – ENGENHEIROS DO HAWAII
Álbum “¡Tchau Radar!”
Universal Music CD 538 878-2, Track 2.


2000 – PÉRICLES CAVALCANTI
Álbum “Baião Metafísico”
Trama CD, Track 12.



2006 – TONI PLATÃO
Álbum “Negro Amor”
Som Livre CD 0464-2, Track 2.



2008 – TONI PLATÃO
Álbum “Pros que estão em casa
EMI Music CD 2355932, Track 3. l DVD 23559592, Track 3.


2008 – ZÉ RAMALHO
Álbum “Tá Tudo Mudando - Zé Ramalho Canta Bob Dylan”
EMI Music CD 5099926565125, Track 8. l DVD 5099926565293, Track 5. 




 
2011 – ORLANDO MORAIS
Álbum “Sete Vidas – Pelas sete vidas que pertencem a gente pela solidão contida em nosso canto”
Editora Caras DVD 8120296, Track 19. [Promocional, integrante da Revista Caras]



 
2012 - KARINA BUHR
Álbum “Mulheres da Péricles – canções de Péricles Cavalcanti” [Varias intérpretes]
Jóia Moderna CD, Track 11.



2020 – GAL COSTA com JORGE DREXLER
Single
Lançamento: 18/12/2020
Biscoito Fino



sábado, 2 de marzo de 2013

1969 - STRANGE FRUIT / ESTRANHOS FRUTOS


El álbum Estranhos Frutos de Maria Bethânia -en homenaje a Billie Holiday con arreglos de Rogério Duprat-, anunciado por la Revista VEJA, en su nº 29 del 26 de marzo de 1969, pág. 82, nunca vió la luz.

Es probable que Caetano haya completado la versión en portugués de Strange Fruit de Lewis Allan (Estranhos Frutos) grabada en 1939 por Lady Day: por esa época estaba en Salvador confinado bajo régimen de prisión domiciliaria y muy poco después dejaría Brasil.

Tambien existe una versión en portugués de Gloomy Sunday (Rezso Seress/Laszlo Javor), Domingo sombrio registrada por Maria Bethânia y Piti (Robernival Costa Ribeiro/Pitti Costa).






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MARGOLICK, David.  Strange Fruit: Billie Holiday e a biografia de uma canção
Traducción de José Rubens Siqueira
Prefacio de Hilton Als
Presentación de André Midani
Editora Cosac Naify
2012
O GLOBO – Cultura

04/08/2013 
Coluna
Caetano Veloso

O colunista escreve aos domingos

Lendo

A mensagem libertária de 'Strange fruit', de Billie Holiday, sobre um jovem de Santo Amaro

Em “Billie Holiday e a biografia de uma canção” — livro que ganhei de presente em João Pessoa —, David Margolick observa que “Depois de um ciclo inicial de popularidade, “Strange fruit” caiu em desuso por muitos anos, vítima do conservadorismo de uma era, do idealismo e da esperança de outra e da desilusão de uma terceira.” Reconheci o retrato dos anos 1950, 1960/70 e 1980. Devo ao ator Echio Reis e ao diretor teatral João Augusto Azevedo o contato com a arte de Billie Holiday.

Amante da bossa nova de João Gilberto, cheguei a Salvador, vindo de Santo Amaro, em 1960. Eu gostava de Dolores Duran, Nora Ney e Maysa. Tinha ficado maravilhado com Ella Fitzgerald. Echio e João Augusto me mostraram um leque variado de estilos que enriqueceu minha sensibilidade. Entre Chet Baker e Ray Charles, Thelonius Monk e David Brubeck, Billie surgiu como um universo estilístico à parte. Dentro desse universo, “Strange fruit” era um caso especial. Não parecia uma canção de jazz. Tinha mais parentesco com as canções de Kurt Weil para a “Ópera dos três vinténs” de Brecht, que eu já conhecia da montagem de Martim Gonçalves para a Escola de Teatro. Billie me hipnotizava. E “Strange fruit” me despertava pela sua diferença. Eu mal começava a entender alguma coisa das letras em inglês. As boas Emiliana e Celeste Aída, do Severino Vieira, tinham compensado o que o curso ginasial ficara me devendo, mas ainda hoje tenho dificuldades de entender inglês cantado. Echio me trazia algumas letras escritas. E me contava histórias das canções. Explicou-me a estranheza de “Strange fruit”. Eu ficava mais e mais impressionado com ela. E a cantava com erros. Foi assim que a cantei no teatro Vila Velha, no meu show solo, intitulado “Cavaleiro”, em 1965. Li agora que Nina Simone a gravou nesse mesmo ano.

Nando Barros, o único colega de sala no clássico que falava inglês, andava com uma moça americana, preta, que tinha vindo numa missão do Peace Corps. Acho que ela foi a primeira pessoa de quem ouvi que o racismo aqui era pior do que nos EUA. Essa observação me impressionou muito, e quando ouvi, muitos anos mais tarde, opinião semelhante dos lábios de Abdias do Nascimento, já conhecia a complicada reação que isso provocava em mim: um misto de excitação curiosa (pela consciência de que estava diante de algo inusitado, que exigia novos esforços mentais) e amargura profunda. “Strange fruit” falava dos linchamentos de negros no Sul dos Estados Unidos e, na minha lembrança, Nando foi ao teatro com essa garota preta americana. Já disse que cometia erros (de pronúncia e de entendimento das palavras). Mas a cena era bonita. João Augusto nos ajudou (a mim e a Duda Machado, que tinha escrito e estava dirigindo o show para mim) a iluminar as cenas em que Dedé, então minha namorada, se metamorfoseava em Diadorim, cangaceiro, Carlitos... A roupa dela era toda cáqui, com blusa e saia-calça: com posturas, gestos e a iluminação, ela mudava de figura a cada música. Em “Strange fruit”, se não estou delirando, ela punha uma flor onde Billie punha a famosa gardênia. A imagem composta por Dedé de um lado, sob uma luz roxa que fazia seu traje parecer um vestido noturno, eu do outro, cantando, e a escuridão. É gozado pensar no provincianismo de vanguarda (como dizia Décio Pignatari) que devia ser essa cena teatralmente presunçosa (mas bem-acabada) em que um cantor praticamente desconhecido (e despreparado), numa cidade de província brasileira (e a de maior população negra do país), cantava a canção que as eras obsoletavam. Eu sentiria vergonha de ouvir como soava esse canto, mas não posso deixar de me orgulhar de ter cantado essa canção quando ela estava ainda soterrada sob os conservadores anos 1950 e às vésperas de sumir sob a maré de protestos que ia se formar. A gravação de Nina não nos era conhecida (talvez nem tivesse ainda sido feita).



sábado, 6 de octubre de 2012

1987 - LONDON, LONDON / LONGE EM LONDRES





1987 - JOARA LEDOUX
Álbum “Coragem"
Lado A. LONGE EM LONDRES [LONDON, LONDON] (Caetano VelosoVersión en portugués: Rogério Duarte]
Lado B. CORAGEM (Cardan Dantas)
Phoenix S 7” nº 526.201.492 / JL 003.



martes, 7 de agosto de 2012

1990 - LONDON, LONDON / LONDON, LONDON


1990 - JOSÉ AUGUSTO
[Versión en portugués: José Augusto/Paulo Sérgio Valle]
Álbum "London London"
RCA S 12” nº 990.0230, Lados A / B. (Invendável)





1990 - JOSÉ AUGUSTO
[Versión en portugués: José Augusto/Paulo Sérgio Valle]
Álbum "José Augusto"
RCA LP 140.0052, A-2.
RCA CD 10.081, Track 2.


LONDON, LONDON
Letra y música: Caetano Veloso
Versión en portugués: José Augusto/Paulo Sérgio Valle

I'm wandering round and round nowwhere to go
I'm lonely in London and London is lovely so
I cross the streets without fear
Everybody keeps the way clear
I'm wandering round and round nowwhere to go
While my eyes
Go looking for flying saucers in the sky
Yes, my eyes
Go looking for flying saucers in the sky

Quem pode ter certeza do que é
Quem pode entender o que se quer
É tudo uma viagem
Talvez só uma passagem
E a gente se arrebenta por amor

Diz prá mim
Se Londres não foi a tua solidão
Diz prá mim
Se Londres não foi a tua ilusão

Poetas vivem só nos corações
São anjos, são pessoas, são Drummonds
Eu olho prás estrelas
Te vejo assim a vê-las
Começo a cantar tua canção

Diz prá mim
Se Londres não foi a tua solidão
Diz prá mim
Se Londres não foi a tua ilusão