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lunes, 1 de abril de 2024

2024 - MEU COCO - Auditório Araújo Vianna - Porto Alegre

Caetano Veloso já excursionou com o show Meu Coco pela Europa.

A estreia da turnê no Brasil, foi dia 1 de abril de 2022, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte.


“Chego aos 80. A forma geral do show se deve também ao prazer da volta quase-pós pandêmica aos palcos e a atenção à minha história nessa arte tão amada e bem cultivada pelos brasileiros – mesmo que minhas reservas quanto a meu talento para ela não tenham se desfeito”.

Caetano Veloso, 1 de abril de 2022



Foto: André Ávila



“Sabem que esse é o último 'Meu Coco' que a gente esta fazendo no Brasil.












Foto: André Ávila


Foto: André Ávila


lunes, 18 de diciembre de 2023

2023 - MEU COCO - Concha Acústica do Teatro Castro Alves

 

“Chego à minha Bahia e logo faço série de três shows do Meu Coco na Concha. Tenho 81 anos e venho de uma série de atividades super puxada. Peço aos meus amigos, colegas, conhecidos e desconhecidos que considerem minha decisão de descansar o que me é necessário. Depois dos shows na Concha entrarei em período de férias radicais. Peço que não me convidem para atividades públicas, participações, conceder entrevistas ou emitir opiniões, gravar vídeos, escrever releases e outros textos ou qualquer outra atividade, sobretudo àqueles que sabem que mais me tocariam com seus chamados. Que tenhamos um feliz verão.”

Caetano Veloso, 14 de dezembro de 2023



Alô Alô Bahia

15/12/2023 


rafael.freitas@redebahia.com.br


TURNÊ ‘MEU COCO’


Caetano Veloso lota a Concha em 1° de três shows que fará em Salvador antes das férias

Depois da apresentação de domingo, o artista entra de férias e só volta a se apresentar no dia 1 de março, em Porto Alegre


Com capacidade para 5 mil pessoas, a Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA) ficou pequena para os milhares de fãs de Caetano Veloso, que foram ao espaço conferir a primeira das três apresentações que ele faz na cidade, nesta sexta-feira (15/12), trazendo de volta a turnê ‘Meu Coco’, que estreou nacionalmente no ano passado. Vestido todo de branco, Caetano subiu no palco por volta das 19h10, cantando Avarandado. Em seguida, veio a canção que dá nome a turnê. Mas foi com Reconvexo que ele mostrou que tem ginga, sambou miudinho e fez todo mundo cantar junto: "Quem não rezou a novena de Dona Canô/ Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor/ Quem não amou a elegância sutil de Bobô/ Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo".

Durante o concerto, a plateia voltou com os gritos de 'senta, senta'. Em resposta, Caetano brincou: "eu não vou sentar". Depois, o artista saiu do tom de brincadeira e falou que, se alguém estivesse atrapalhando algum dos presentes que estivesse sentado atrás, ele não sabia como resolver esse problema da Concha.

Inicialmente, o cantor faria só uma apresentação no sábado (16) e outra no domingo (17), mas após os ingressos esgotarem, ele acabou ampliando a apresentação em mais um dia. Os ingressos começaram a ser vendidos em junho, com valores entre R$ 110 e R$ 370, a depender do setor e se é meia ou inteira. Ano passado, o show foi realizado em apresentação única, no dia 5 de novembro. 

Caetano Veloso traz ao público uma experiência única com o show "Meu Coco", indo além do novo álbum. Com detalhes cinematográficos, a performance une peças marcantes e obras que registram momentos históricos de sua carreira. “No show 'Meu Coco', procuro juntar peças marcantes do álbum com obras que registrem momentos históricos do meu trabalho. Mas, com o caráter de roteiro quase cinematográfico que nunca me abandona quando projeto um espetáculo. Penso na sequência de canções como quem está diante de uma moviola - ou de um aplicativo de 'edição', que é como se chama hoje a montagem”, informou Caetano, na divulgação da turnê. No início de junho, o artista comentou que a turnê pode ser a última que ele fará ao redor do mundo. 

Depois da apresentação de domingo, o artista entra de férias e só volta a se apresentar no dia 1 de março, em Porto Alegre, depois seguirá com a turnê para os Estados Unidos. Até lá, quer descansar bastante na Bahia. Antes mesmo das férias começarem, ele já mandou um recado: quer sossego. "Tenho 81 anos e venho de uma série de atividades super puxada. Peço aos meus amigos, colegas, conhecidos e desconhecidos que considerem minha decisão de descansar o que me é necessário", avisou, em postagem no Instagram. 

Caetano, que costumava ser presença certeira numa tarde de sol no Porto da Barra, em ensaios de Verão, ou enchia a casa de amigos na festa de Iemanjá, promete ficar recluso nesse Verão. "Depois dos shows na Concha, entrarei em período de férias radicais. Peço que não me convidem para atividades públicas, participações, conceder entrevistas ou emitir opiniões, gravar vídeos, escrever releases e outros textos ou qualquer outra atividade, sobretudo àqueles que sabem que mais me tocariam com seus chamados. Que tenhamos um feliz verão", anunciou.




15/12/2023 - Foto: Elias Dantas  / Alô Alô Bahia



Vestido todo de branco, Caetano subiu no palco por volta das 19h10, cantando Avarandado

Em seguida, veio a canção que dá nome a turnê. 

Mas foi com Reconvexo que ele mostrou que tem ginga, sambou miudinho e fez todo mundo cantar junto: "Quem não rezou a novena de Dona Canô/ Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor/ Quem não amou a elegância sutil de Bobô/ Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo".

 



Foto: Elias Dantas - Alô Alô Bahia

Foto: Elias Dantas - Alô Alô Bahia

Foto: Elias Dantas / Alô Alô Bahia








"Eu vi a notícia de que Carlos Lyra tinha morrido hoje aos 90 anos. Então esse show é dedicado a ele", disse Caetano ao público, antes de cantar e tocar ao violão "Quando chegares", um dos clássicos do repertório de Lyra.



 16/12/2023 - Foto: Rafaela Paixão / g1 BA






Foto: Arisson Marinho / CORREIO

Foto: Arisson Marinho / CORREIO

Foto: Arisson Marinho / CORREIO

Foto: Arisson Marinho / CORREIO





miércoles, 21 de junio de 2023

2023 - TIM MUSIC RIO - Posto 4 - Praia de Copacabana - CAETANO VELOSO

 



27 de maio de 2023


"É diferente [tocar em um palco aberto]. Muita gente que talvez não pudesse ir em um local fechado, pelo preço que cobra, e vai no palco aberto. É diferente, é gostoso. A expectativa [para sábado] é de felicidade"
 


Caetano Veloso faz show gratuito na praia de Copacabana e
conversa com Chico Regueira


Tim Music Rio

Onde: Praia de Copacabana, na altura do Posto 4.

Quando: Sáb (Bala Desejo e Caetano Veloso) e dom (Liniker e BaianaSystem), sempre a partir das 16h. Gratuito.

Classificação: Livre.



Caetano Veloso conta o que planejou para show gratuito na Praia de Copacabana

Autor de clássicos como ‘Baby’, ‘You don't know me’ e ‘Odara’, o músico baiano se apresenta neste sábado na Praia de Copacabana, no Tim Music Rio

Por Ricardo Pinheiro — Rio de Janeiro

27/05/2023 


Os músicos são liderados por Pretinho da Serrinha e pelo jovem Lucas Nunes (do conjunto Bala Desejo, que se apresenta antes de Caetano, a partir das 16h), que fez todo o álbum 'Meu coco' comigo nos pequenos estúdios que tenho aqui em casa. O repertório vai ter canções desse disco novo e também outras já eleitas pelo público através dos anos — diz Caetano. 

E não são poucas as tais favoritas do público. "Baby", composta por ele para a amiga Gal Costa, "You don’t know me", do aclamado disco "Transa" — que terá show inédito para celebrar seus 50 anos no festival Doce Maravilha, do mesmo criador do Mita — e a superdançante "Odara" são três das que estão no setlist da turnê. Do disco novo, a música homônima ("João Gilberto falou, e no meu coco ficou..."), "Não vou deixar" e "Sem samba não dá" estão incluídas. 

O baiano de 80 anos, a essa altura ele próprio já um tanto quanto "Menino do Rio" — afinal, são mais de quatro décadas vivendo na cidade —, já cantou outras vezes nas areias de Copacabana. Desde 1995, foram cinco shows, entre tributos a Tom Jobim (1995) e Cazuza (2008), além de um reencontro inédito com os Doces Bárbaros, ao lado de Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa (2002). 

Gosto de fazer shows. E, tendo um público provavelmente estendido pelo fato de ser grátis, num lugar lindo como é a curva de Copacabana, com certeza gostarei mais ainda. É uma expectativa pessoal muito entusiasmante. Uma plateia livre de paredes e de bilheterias tende a ser muito mais viva. Ainda mais imersa na paisagem deslumbrante do Rio — afirma Caetano. 

Para quem não conseguiu vê-lo com a turnê nova na Jeunesse Arena em fevereiro (os shows seriam em dezembro do ano passado, mas foram adiados após ele ter testado positivo para Covid na ocasião), está aí uma ótima oportunidade.


Caetano Veloso: turnê "Meu coco" de graça em Copacabana
Foto: Maria Isabel Pimenta


 







Caetano Veloso e Bala Desejo se apresentam de graça na Praia de Copacabana este sábado 

Tim Music Rio vai até domingo, 28 de maio, com apresentações de Liniker e BaianaSystem.

Por g1 Rio

27/05/2023


Caetano Veloso e Bala Desejo se apresentam na tarde deste sábado (26) em Copacabana, Zona Sul do Rio. A apresentação gratuita faz parte do TIM Music Rio, que vai até domingo. 

O palco será montado na altura do posto 4, na Rua Figueiredo Magalhães, e as apresentações acontecem entre 16h e 20h. 

Na véspera do show, em entrevista ao repórter Chico Regueira no RJ2, Caetano falou sobre sua relação com a cidade e fez um passeio poético e musical sobre a cidade.



Caetano Veloso declara amor ao Rio em show histórico na praia de Copacabana, para mais de 80 mil pessoas, no festival TIM Music 

 

No segundo sábado do TIM Music Rio, maior festival gratuito de música do Brasil, 80 mil pessoas estiveram na Praia de Copacabana para reverenciar o mestre Caetano Veloso. 

Um dos maiores nomes da música brasileira, o artista apresentou o show de sua turnê atual “Meu Coco” e cantou sucessos como “Sampa”, “Muito Romântico” (composta para Roberto Carlos), “Cajuína”, “Leãozinho”, “Lua de São Jorge”, “Menino do Rio”, “Odara” e “Reconvexo”. 

O cantor confessou ao público que entrou no palco tenso mas que, ao longo da apresentação, a felicidade e o calor humano da plateia o fizeram relaxar. Durante a canção “Baby”, feita por ele para a amiga Gal Costa, nos versos ‘Vivemos na melhor cidade da América do Sul…’, o cantor foi acompanhado pelo público e, ao fim, o baiano, que se sente muito carioca, disse: “Eu amo essa cidade”.

 





lunes, 12 de junio de 2023

2023 - CAETANO VELOSO - Montevideo

 




Foto: Fernando Young








Caetano Veloso con El País: "Uruguay nos enseña a ser mejores de lo que podemos ser"

Caetano Veloso llegará el miércoles 14 al Antel Arena para presentar "Meu Coco".

En la previa, habla sobre Lula y Brasil, y hace un balance de su carrera.

 

RODRIGO GUERRA / MANUELLA SAMPAIO

04/06/2023

 

"Estoy en San Pablo, acabo de llegar al hotel donde dormiré por dos noches: hoy y mañana”, relata Caetano Veloso, vía mail, cuando El País le pregunta cómo se dispone a contestar el cuestionario que le llegó de Montevideo. “No hay música en la habitación. Solo en mi cabeza. Mañana me presentaré en un escenario erigido en la calle durante un festival. Así que voy a dormir porque el show será temprano, al final de la tarde lo que, para mí, es como que sea de mañana”. 

El artista brasileño de 80 años se encuentra en medio de la gira de presentación de Meu Coco (2021), su primer disco con canciones inéditas desde Abraçaço, de 2012. Ya recorrió unas cuantas ciudades de Brasil y está a punto de llevar su repertorio a varios países de Europa y Latinoamérica. Con esa gira regresará a Montevideo el miércoles 14 de junio y se presentará en el Antel Arena. Las entradas se venden en Tickantel, de 1900 a 4500 pesos. 


Foto: Rafael Berezinski


La última presentación de Veloso en Uruguay fue en 2019 en, justamente, el Antel Arena. Aquella noche de setiembre, el autor de “Cajuína”, “Sampa” y “Coração vagabundo” se presentó junto a sus hijos Moreno, Zeca y Tom con el espectáculo Ofertório y brindó un concierto memorable. Interpretó “Tonada de la luna llena”, su hijo Moreno sorprendió al cantar “Amándote” (de Jaime Roos) y los Veloso alcanzaron la “vulnerable belleza” — así lo definió el propio Caetano en entrevista con El País — de la mano de canciones cálidas y minimalistas como “Todo Homem”. 

Ahora llegará a Montevideo con una propuesta diferente. Según adelanta, interpretará canciones de Meu Coco, repasará canciones de su historia con la música —“Sampa”, “You Don’t Know Me” y “O Leãozinho” son algunos ejemplos— y buscará “volver a sentir la felicidad” del público uruguayo.

 

Foto: Fernando Young


En la previa del concierto, va esta entrevista con el artista. 


— Su último concierto en Montevideo fue en 2019. ¿Qué recuerda de aquella noche y cómo podría definir su relación con el público uruguayo?

— Solo tengo recuerdos dulces de mis visitas a Montevideo. La gente es atenta y vibrante, la atmósfera nos lleva a concentrarnos más en la música y la poesía. Uruguay nos enseña a ser mejores de lo que podemos.

 

— Al menos hasta el año pasado, usted solía iniciar sus conciertos con “Avarandado”, una canción que funciona como un homenaje a Gal Costa y a João Gilberto. ¿Qué representa ese tema en su obra y qué ha significado la presencia de ambos artistas en su vida?

— João es el maestro supremo de mi capacidad estética. Y Gal es, dentro de mis compañeros de generación, la que mejor captó esa verdad. Sigo iniciando el concierto con “Avarandado”, que es Gal y João, y representa mi música de casi niño, mostrándose perfecta como preámbulo a la canción “Meu Coco”.

 

— En mayo falleció Rita Lee. ¿Qué considera que ha hecho de ella una de las artistas más importantes de la música brasileña? ¿Cómo sobrelleva la pérdida de grandes amigos?

— Las personas nacen y mueren, pero uno no conoce ni su propio nacimiento ni su propia muerte. Sí la muerte de los otros. Y siempre es casi increíble, inaceptable que personas que conocemos mueran. Aquellas a quien queremos y admiramos no mueren en nuestra mente. Rita Lee fue una maravilla que surgió como una luz de cambiante belleza. João Gilberto fue un sabio sin razón. Seguimos viviendo con ellos en nuestras almas.

 

— Usted ha sido uno de los principales artistas brasileños de su generación en traspasar la barrera del idioma para llegar al resto del mundo. ¿Ha pensado en la razón por la que una música tan rica y variada como la brasileña suele tener dificultad para llegar a otros países? ¿Ha analizado el motivo por el que su obra sí logró trascender fronteras?

— Brasil es un mundo. Artistas de la canción brasileña tradicionalmente se sienten satisfechos con una consagración exclusivamente nacional. Recuerdo que mientras yo estaba exiliado en Londres, un productor suizo me invitó a cantar en Ginebra. Charlando sobre los motivos por los que el portugués no es una lengua demasiado conocida internacionalmente, él me dijo que “todo lo que esté más allá de los Pirineos es África”. Lo dijo como una broma y nos reímos, pero nunca lo olvidé. Claro que el castellano es una lengua conocida y reconocida en el mundo, con una literatura de primera grandeza. Pero no es así con el portugués. Cuando yo era muy joven, los tangos argentinos, los boleros mexicanos o cubanos, incluso las guaranias paraguayas eran oídas en las radios de Río, Salvador o Santo Amaro, y cantadas en su lengua original o en versiones al portugués de Brasil. Sabíamos que las canciones brasileñas no se oían en los países de habla española. Solo después de la bossa nova y, principalmente, de las visitas a Buenos Aires de Vinicius de Moraes, más gente en los países hispanoamericanos empezó a oír canciones brasileñas. Llegó incluso un momento en que algunos hispanoparlantes —y eso casi exclusivamente en la región del Río de la Plata— se quejaban de la demasiada presencia de la música brasileña en sus tierras. Es verdad que la presencia de las canciones en español ya no es la misma de mis 15 años. Por otro lado, me alegra que mi trabajo todavía sea recordado en Uruguay, Argentina o Chile.

 

— En la canción que da nombre a Meu Coco, usted asegura: “Esta es una nación demasiado grande como para que alguien se la trague”. ¿Cómo surgió la letra y su mensaje?

— Comencé a sentir ganas de escribir “Meu coco” por la imaginación de la batida rítmica. La letra y la melodía surgieron después, poco a poco. Mencioné nombres de artistas brasileñas, como María Bethânia, Nara Leão y Elis Regina, y la lista fue creciendo. Un amigo me dijo que ese disco debería llamarse, parodiando uno mío del siglo pasado (Cores, nomes), “Nomes, nomes”. Bueno, al fin vino un optimismo en relación al Brasil que creó desconfianza, incluso en mí mismo, lo que me recuerda lo que oí de otro músico brasileño hace poco. Su nombre es Barão do Pandeiro. Él dijo que, al contrario de lo que dice la gente, Brasil sí es un éxito: llegó exactamente donde trabajamos tanto para que llegara: al retraso. Sin embargo, escribí la frase “Nação grande demais para que alguém engula” como una declaración de principios.

 

— “Não Vau Deixar”, de su disco Meu Coco, funciona como un canto de resistencia frente al gobierno de Bolsonaro. Ahora que su mandato terminó, ¿cómo analiza su paso y qué le ha producido la vuelta de Lula a la presidencia? ¿Se siente esperanzado?

— Cultivo un optimismo programático; eso nos llama a la responsabilidad. La victoria de Lula sobre Bolsonaro en las elecciones genera alivio. Y complicadas tareas que no sé si podrán ser cumplidas. Pero si al menos algunas lo llegan a ser, ya podremos invitar al optimismo para llenarnos de nuevas responsabilidades.

 

— ¿Recuerda el momento en que descubrió que la música también podía ser un vehículo para generar conciencia sociopolítica e invitar a la unión? ¿Cuál fue la primera canción que escribió con ese objetivo y cómo surgió?

— Cuando yo era un estudiante en la Universidad de Bahia, algunos colegas, que eran activistas políticos, jóvenes de izquierda, me pidieran que hiciera un samba para ser cantado por ellos en un grupo de carnaval militante. Yo tenía simpatías por la gente de izquierda, pero no pertenecía a partido político. Compuse el samba que se llamaba "Samba em paz" y decía cosas como: "O samba vai vencer / Quando o povo perceber / Que é o dono da jogada / O samba vai crescer / Pelas ruas vai correr uma grande batucada". Eso en 1963, creo. Años después, Elis Regina lo grabó. Bueno, claro que yo sentía que las canciones podían profundizar la percepción de la vida en sociedad. Todavía creo que es así. Pero ello se da de manera más misteriosa, no son las frases propagandísticas que producen movimientos profundos en la mente de una población.

 

— En la edición conmemorativa de Verdade Tropical usted narró la angustia y el momento de crisis que vivió al entregar el libro. ¿Qué significó escribirlo y qué aprendió sobre su vida en esos años?

— Escribí Verdade Tropical porque un editor americano me lo pidió insistentemente. Él sabía poco sobre mí, pero había leído un texto mío sobre Carmen Miranda en el New York Times y creyó que yo podía y debía escribir un libro. En un breve trozo del texto que él había leído en el periódico, yo contaba la relación de la figura de Carmen con el movimiento tropicalista de los años 60. Él quería que yo escribiera un libro contando en detalles la historia de aquel movimiento. Tardé mucho en convencerme. Escribí unos largos bocetos de capítulos, que yo creía poder reescribir más sucintamente mientras viajaba en giras. Al final casi dejé todo como había salido y el libro quedó muy largo. Me gustaba, pero me sentí cansado y angustiado cuando todo aquello estaba listo. Escribí casi todo sin pensar que me cansaría o que movería mi cabeza y mi corazón a punto de dejarme así. Aprendí, sobre todo, que debo economizar mis energías, pero el libro me gusta.

 

— En agosto del año pasado usted celebró sus 80 años. ¿Cómo analiza el camino recorrido, de aquel chico que nació en Santo Amaro y que, tiempo después, construiría uno de los repertorios más celebrados de la música brasileña?

— Cuando era niño pensaba que me tornaría célebre. Crecí interesado en asuntos de arte y literatura. No es que yo quisiera ser famoso, era una intuición a la vez animada y casi triste. Empecé por dibujar con lápiz; después pasé a pintar con tintas sobre lienzos, y cuando crecí quería hacer filmes. Cantaba todo lo que oía en las radios. Todos en casa estudiaban piano con una maestra poco desarrollada técnicamente. Aparte de mi hermana mayor, Nicinha —que no era hermana biológica—, yo fui el único interesado en tocar y cantar al piano. Pero no imaginaba que sería un músico profesional. Aún hoy no me siento con talento específicamente musical para hacerlo. Pero la música me tomó de la mano. No me sorprendió que me volviera reconocido públicamente. No me parece que haya cambiado nada esencial en mí por la fama. Fui anónimo hasta los 24 años. No sentí mucha diferencia cuando pasé a ser célebre. Y no lamenté volver a ser anónimo en los dos años y medio que pasé en Londres. Sentía saudades de Brasil, pero ser un desconocido en las calles era normal.

 

— El miércoles 14 actuará en el Antel Arena. ¿Qué le gustaría que suceda durante su rencuentro con el público local?

— No sé si la escenografía va poder estar allí, pero quiero que algo parezca bello y/o emocionante en la música. Quiero volver a sentir la felicidad que conozco de la relación con el público de Montevideo.

















martes, 1 de noviembre de 2022

2022 - MEU COCO - Belo Horizonte

 





























CULTURA

Show de Caetano Veloso em BH tem manifestação pró-Lula do público

 

Cantor evitou tocar no assunto de política em apresentação no Expominas, porém os fãs gritaram favoravelmente ao candidato do PT e contra Jair Bolsonaro




Mariana Peixoto
29/10/2022



Caetano Veloso se apresentou neste sábado (29/10) em BH
F
oto: Túlio Santos / EM D.A Press

Sete meses depois da estreia no Palácio das Artes, Caetano Veloso trouxe novamente a Belo Horizonte a turnê de “Meu Coco”, na noite deste sábado (29/10). 

No Expominas, na véspera do segundo turno das eleições e na capital que virou símbolo da disputa voto a voto na corrida presidencial, o cantor e compositor deixou que a música falasse por ele. Não se manifestou do palco como se esperava. 

Mas falou muito, sempre sobre música e aqueles que fizeram e fazem parte de sua história, como A Outra Banda da Terra e a Banda Nova. 

O público, também como esperado, manifestou-se em bloco a favor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com os adesivos pregados no peito da maioria, com coros de apoio ao candidato petista e com os gritos de “Fora Bolsonaro”. 

O repertório foi exatamente o mesmo da temporada de abril: 25 canções, com a banda em que a estrela é a percussão do trio comandado por Pretinho da Serrinha. 

A sequência de “Muito romântico” (“Nenhuma força virá me fazer calar”), seguida pela recente “Não vou deixar” (“Apesar de você dizer que acabou/Que o sonho não tem mais cor/Eu grito e repito: eu não vou”) e encerrada por “You don’t know me”, canção de abertura do álbum “Transa” (1972), disse muito. 

Caetano falou que neste momento não poderia deixar de cantar uma música de “Transa”. O álbum, um dos mais importantes de sua carreira, foi gravado em Londres, no exílio, durante a Ditadura Militar. Em 2022, completou 50 anos. 

Passeando por boa parte de sua história na turnê no ano em que chegou aos 80 de idade, Caetano Veloso interpretou algumas de suas canções mais populares: “Sampa”, “O Leãozinho” e “Baby” entre elas. 

Mas comoção mesmo veio com a dobradinha “Cajuína” e “Reconvexo”, quando o cantor estimulou a plateia a se levantar as cadeiras para cantar “a novena de Dona Canô”.

O show acabou às 23h, mas não a noite de Caetano. Terminada a apresentação, ele voltou para o Rio de Janeiro. Sua produção preferiu alugar um avião para retorno imediato em razão da votação deste domingo.

 





 

Show Caetano Veloso turnê “Meu Coco”

Dia: 29 de outubro de 2022 (sábado)

Local: Expominas

Horário: 21h