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martes, 14 de enero de 2020

2017 - NEIDE CANDOLINA


Composição: Caetano Veloso

Preta chique, essa preta é bem linda
Essa preta é muito fina
Essa preta é toda a glória do brau
Preta preta, essa preta é correta
Essa preta é mesmo preta
É democrata social racial
Ela é modal

Tem um Gol que ela mesma comprou
Com o dinheiro que juntou
Ensinando português no Central
Salvador, isso é só Salvador
Sua suja Salvador
E ela nunca furou um sinal
Isso é legal

E eu e eu e eu e sem ela
Nobreza brau

Preta sã, ela é filha de lansã
Ela é muito cidadã
Ela tem trabalho e tem carnaval
Elegante, ela é muito elegante
Ela é superelegante
Roupa Europa e pixaim Senegal
Transcendental
Liberdade, bairro da Liberdade
Palavra da liberdade
Ela é Neide Candolina total
E a cidade, a baía da cidade

A porcaria da cidade
Tem que reverter o quadro atual
Pra lhe ser igual

E eu e eu e eu sem ela
Nobreza brau, nobreza brau





Luciana Oliveira lança releitura de “Neide Candolina”

Por Felipe Galvão
29/06/2017

Foto: Divulgação

Luciana Oliveira lançou, na última sexta-feira (23), uma releitura da faixa “Neide Candolina” (1991) do Caetano Veloso. A música ganhou uma roupagem que caminha pelo R&B e neosoul com participações de Fióti e Xênia França acompanhando a cantora nos vocais.

“A canção exalta a nobreza brown. Vivemos tempos de muita discussão em torno das questões raciais e uma música que enaltece a negritude, trazendo adjetivos positivos, contribui para a construção e afirmação da nossa identidade. Daí veio a ideia de convidar a Xênia França e o Fióti, dois nomes fortes da atualidade, artistas negros, politizados, com trajetórias muito singulares e acho que isso somou ainda mais para essa afirmação”, conta Luciana.

A música fará parte da tracklist do álbum “Deusa do Rio Níger” que será lançado em breve. Segundo a artista, o álbum terá faixas poderosas que irão falar sobre representatividade e discussão de questões raciais.




"Achei a releitura maravilhosa. Em todos os sentidos. Fico honradíssimo com a escolha dessa minha música por uma cantora tão boa. Principalmente me assombro com a coincidência de eu estar pensando muito nessa canção recentemente. Aí vem essa gravação deslumbrante, com Luciana cantando divinamente, num relaxamento perfeito, amparada por produção contemporânea, com a presença de Fióti, da lindíssima Xênia França. Isso me encantou e me animou a procurar mesmo o caminho composicional que ando buscando dentro de minha cabeça. Foi quase miraculoso, quase um caso de sincronicidade".

[Caetano Veloso, julho de 2017]






Ficha Técnica:
Produção Musical e arranjos: Caê Rolfsen
Luciana Oliveira, Xênia França e Fióti: voz
Caê Rolfsen: Rhodes, guitarra e programação
Lucas Martins: Baixo
Sérgio Machado: Bateria
Maurício Badé: Percussão
Paulo Viveiro: Trompete
Anderson Quevedo: Sax Tenor e Barítono
Jaziel Gomes: Trombone

Direção de arte e motion design: Oga Mendonça
Fotografia: Camila Cornelsen
Light design: Camilla Laurent
Stylist: Suyane Ynaya
Maquiagem: Carol Romero
Produção executiva: Ciça Pereira
Assessoria de imprensa: Bianco assessoria





2017 - LUCIANA OLIVEIRA
com Xênia França e Fióti
Álbum “Deusa do Rio Níger”





2017 – LUCIANA OLIVEIRA
Participação Especial: XÊNIA FRANÇA e FIÓTI
Álbum “Deusa do Rio Níger”
Ponto4 Digital, CD, Track 3.






viernes, 20 de mayo de 2016

2016 - OBRIGADO, DARCY!



 

“Fracassei em tudo o que tentei na vida.

Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.

Tentei salvar os índios, não consegui.

Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.

Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.

Mas os fracassos são minhas vitórias.

Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.”


Darcy Ribeiro (Montes Claros, Minas Gerais, 26/10/1922 - Brasilia, 17/2/1997)





OBRIGADO, DARCY! (O Brasil que vai além) 
Autores: Emicida / Rael / Nave  (2014)


Calo nas mãos
Bola nos pés
Banzo ou não
Diz quem tu és


Arranha-céus ou igarapés
Força de bateria nota 10
Ao olho alheio, trem sem freio, viu
É um coração cheio, um estômago vazio
É a bunda da mulata ou é um moleque de fuzil
Paixões e contradições mil
Sou do Cristo do Rio, riso efêmero

Po, qual tua cor? Valor? Qual teu gênero?
Se descer sem sambar, eles tremerão
Com roteiro de inspirar James Cameron
Terra de Vera Cruz, luz, berço da vida
Os vilão que é do bem, dos heróis genocidas
Sonho de paz, outros Carnavais
Povo que tem como seu maior bem
Gritar gol


Gritar gol
Gritar gol
Gritar gol


Do Oiapoque ao Chui
É isso que eu sou
Mistura de Tupi com sangue de nagô
Recantos de Zumbi
Batuque de tambor
Brasil é isso aí
Em todo canto, por onde for


Por onde for
Por onde for
Por onde for






2016 – FIÓTI [Evandro Fióti]
Participación Especial: CAETANO VELOSO 
En texto de Darcy Ribeiro 
Álbum “Gente Bonita”
Laboratório Fantasma EP, Track 1.



Ficha técnica
Voz: Fióti
Produção musical: Fióti
Violão e percussão: Cabé Violeiro
Flautas: Thiago França



“A faixa é uma releitura da canção de Emicida, Rael e Nave, feita em 2014 por encomenda para um projeto especial. Aos olhos de Fióti, a ideia era, com a nova roupagem, fazer com que a letra se sobressaísse. “Minha ideia era ter uma nova versão da ‘Obrigado, Darcy’, em que a letra desse de cara com as pessoas e todos pudessem prestar atenção e refletir sobre o que de fato é o Brasil”, diz o músico.

Ele ressalta ainda a contemporaneidade da música. “Darcy Ribeiro foi um mestre. De tempos em tempos é necessário revisitar sua obra para sabermos quem somos e para onde devemos ir. Ela deixa claro que um povo jamais poderá ser grande e se tornar uma nação se não respeitar seu passado, aprender com seus erros e corrigi-los. Darcy passou a vida tentando fazer isso, foi vitorioso em muitas coisas, mas infelizmente não conseguiu tudo o que queria, que na verdade é o sonho de muitos brasileiros: uma sociedade mais justa. Mas ele deixa um legado e uma obra de extrema importância para a cultura brasileira”, completa Fióti.”