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jueves, 15 de marzo de 2018

2012 - TROPICÁLIA! DA PAZ E DO AMOR! O MOVIMENTO QUE NÃO ACABOU...


7/10/2011 - Depoimento Caetano Veloso para Águia de Ouro:
“. . . Pessoal da Águia de Ouro: mando esse abraço, esse beijo geral e digo que desde já, estou orgulhosissimo, de que a Águia de Ouro tenha a Tropicália como tema do seu desfile de 2012. Para mim é muito importante que uma Escola de Samba de São Paulo pegue a Tropicália como tema. Mais, já alguns artistas do Tropicalismo foram homenageados por Escolas de Samba no Rio. Mas o fato de ser uma Escola de São Paulo, para mim é muito mais importante porque o Tropicalismo se deu em São Paulo e em São  Paulo sempre foi melhor entendido.”







SAMBA-ENREDO OFICIAL DA ÁGUIA DE OURO

"TROPICÁLIA DA PAZ E AMOR - O MOVIMENTO QUE NÃO ACABOU"

Compositores: Jairo, Fernando Sales, Tadeu e Rodrigues

Intérprete: Serginho do Porto 


Águia de Ouro eterna paixão
O tesouro que guardo no meu coração
No swing da Pompéia eu vou
Na Tropicália da paz e do amor

Brasil, oh pátria amada
Terra abençoada de encantos mil
Sua natureza é divinal
Paraíso de beleza Tropical
À beira-mar a Bossa Nova nasceu
Guitarras a tocar, como inspiração
Pra jovem guarda e o rock em apogeu (apogeu)
Com Caetano e Gil, a Tropicália surgiu
Em liberdade de expressão
“Caminhando contra o vento”
Ao novo tempo sem repressão
No ar, ecoam notas musicais
Pra eternizar, grandes festivais
E os talentos, o povo consagrou
E a música embalou

Sucesso no cinema
Terra em transe na tela
A arte a moda em poema
No teatro, “o rei da vela”
Bate tambor no iê iê iê pro povo balançar
O caldeirão a ferver de cultura popular
A nave louca partiu a dor foi demais
Na luta os seus ideais (ideais)
Mas, Chacrinha tropicalista imortal
Recebe os novos baianos no Planeta Carnaval


Com o enredo "Tropicália da paz e do amor - O movimento que não acabou", a Águia de Ouro, agremiação da Zona Oeste de São Paulo, contou na pista de desfiles do Anhembi a história do Tropicalismo, movimento cultural de grande expressão que influenciou artistas dos mais diversos segmentos.





Minutos antes de desfilar, Caetano confessa que não decorou samba da Águia de Ouro

19/2/2012



Caetano Veloso chegando ao camarote em SP. Ele circulou cercado de seguranças e logo se acomodou na parte privativa do Bar Brahma - Foto: Amauri Nehn/AgNews



Elba Kriss, do R7

Caetano Veloso é um dos destaques da escola de samba Águia de Ouro, que homenageia a Tropicália no enredo deste ano.

No entanto, minutos antes de entrar na avenida, na madrugada deste domingo (19), o músico confessou para o R7 que não havia decorado a letra do samba.

- Eu não decorei. Escutei uma vez no computador e só. Mas na hora eu pego, é fácil pegar.

O famoso cantor aproveitou para falar um pouco sobre os problemas que a Bahia bem enfrentando – especialmente com a greve dos policias e bombeiros, encerrada há poucos dias.

- Eu vim de lá [da Bahia] há três dias. Passei o Natal e… A Bahia tem muitos problemas de administração. São tantas diferenças…

Até a manhã de domingo (19), passam pelo sambódromo do Anhembi a segunda metade das escolas de samba do grupo especial de São Paulo. O resultado do Carnaval paulistano desse ano será divulgado na manhã de terça-feira (21).




Águia de Ouro este ano relembrou o tropicalismo
O abre-alas levou o cinema para a avenida, exibindo em um telão de LED algumas cenas do filme Tropicália, ainda inédito e com estreia prevista para abril.

A bateria relembrou o Festival de Woodstock e mostrou ritmistas vestidos de Jimi Hendrix, com direito a peruca.

A comissão de frente "Tropicália, o Grande Musical" trouxe a influência dos espetáculos da Broadway, que foram mesclados aos tambores afro-brasileiros. 

Nesta alegoria, o grande destaque ficou por conta da eterna Garota de Ipanema Helô Pinheiro, que esbanjou simpatia.

PRIMEIRO CARRO: a escola apresentou um túnel do tempo da música, que começa com os índios, passa pelo rock e termina no samba e na Tropicália.

SEGUNDO CARRO: representou o período da ditadura. Batizado de "Antropofagia: Devoração, Tropicália: Adoração", mostrou o contexto no qual surgiu a Tropicália. A alegoria trouxe um tanque de guerra.

O carro alegórico "Antropofagia: Devoração, Tropicãlia, Adoração", que lembrou o regime militar e ainda destacava um enforcamento, representando o jornalista Vladimir Herzog, torturado e morto enquanto estava detido pelo DOI-CODI.

TERCEIRO CARRO: Os famosos festivais da música popular brasileira foram lembrados. No alto da alegoria se apresentaram Caetano Veloso, Gilberto Gil e outros artistas que definiram o período. "Isso aqui [o desfile da Águia] é muito importante, porque a Tropicália é São Paulo", disse, referindo-se ao samba-enredo da escola. Apesar disso, quando questionado sobre qual carnaval prefere, o músico foi categórico: "o melhor carnaval é o da Bahia".

CUARTO CARRO: O cineasta Fernando Meirelles ocupou lugar de destaque no quarto carro da Águia de Ouro, “Caldeirão Cultural”. Com uma câmera e suspenso, ele filmou o Anhembi durante o desfile e as imagens foram mostradas em um telão.

QUINTO CARRO: mostrou Chacrinha, apresentador de programa de auditório, recebendo os artistas vindos do exílio político.




O casal de MSPB [Mestre-sala e Porta-bandeira] David Sabiá e Fernanda Love fez um bailado cheio de ritmo e foi ovacionado pelos foliões










Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Roberta Miranda, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Wandeléa, no camarote da Brahma no carnaval de São Paulo, em 18/02/2012 





Foto: Felipe Abílio / EGO









Foto: Felipe Abílio / EGO

Foto: Felipe Abílio / EGO

Cauby Peixoto - Foto: Felipe Abílio / EGO


Foto: Amauri Nehn/AgNews/VEJA



O Fuxico


São Paulo: Desfile da Águia de Ouro

19/02/2012

A música popular brasileira tomou conta do sambódromo paulistano durante desfile da Águia de Ouro, que este ano relembrou o tropicalismo com direito a presença de grandes estrelas da música como Gilberto Gil, Caetano Veloso e Tom Zé, criadores do movimento na década de 1960.

O abre-alas levou o cinema para a avenida, exibindo em um telão de LED algumas cenas do filme Tropicália, ainda inédito e com estreia prevista para abril.

A azul e branco da Pompeia encantou com um desfile cheio de cores e um elenco de artistas famosos como Rita Lee, Cauby Peixoto, Wanderléa, Ângela Maria, Roberta Miranda e Simoninha. Chacrinha, o Velho Guerreiro foi reverenciado.

Co-produtor do filme Tropicália, o cineasta Fernando Meirelles foi destaque do carro Caldeirão Cultural, equipado com uma grua com 12 metros de altura, instalada na parte traseira da alegoria. Um telão exibia em tempo real as imagens feitas pelo diretos.

A bateria relembrou o Festival de Woodstock e mostrou ritmistas vestidos de Jimi Hendrix, com direito a peruca.

A escola contou com o maior elenco de famosos entre todas as agremiação: Wanderléa, Caetano Veloso, Rita Lee, Gilberto Gil, Roberta Miranda, Ângela Maria, Tony Tornado e Cauby Peixoto.

Valesca Popozuda brilhou como rainha da escola, mas acabou passando mal durante a passagem pelo sambódromo e precisou ser amparada. Cinthia Poderosa arrasou com madrinha da bateria. Suéllem Rocha, a Mulher Pêra saiu como destaque.

A comissão de frente "Tropicália, o Grande Musical" trouxe a influência dos espetáculos da Broadway, que foram mesclados aos tambores afro-brasileiros. Nesta alegoria, o grande destaque ficou por conta da eterna Garota de Ipanema Helô Pinheiro, que esbanjou simpatia.

A escola dividiu opinião ao levar para a avenida o carro alegórico "Antropofagia: Devoração, Tropicãlia, Adoração", que lembrou o regime militar e ainda destacava um enforcamento, representando o jornalista Vladimir Herzog, torturado e morto enquanto estava detido pelo DOI-CODI.

Águia de Ouro acelerou os passos para poder encerrar no horário permitido a apresentação. Isso ocorreu com exatos 1h05 de desfile. Portão emperrou e a escola ficou aflita.























jueves, 1 de enero de 2015

1997 - VIVENDO A RÁDIO NACIONAL



Marlene, Emilinha, Cauby Peixoto e Angela Maria se encontram no show "Vivendo a Rádio Nacional", no Metropolitan, no Rio - Foto: Carlos Ivan 24/04/1997


"Eu sou macaco de auditório deles"
(4/5/1997, Caetano Veloso)







FOLHA DE S.PAULO
São Paulo, sexta-feira, 2 de maio de 1997.


Ângela, Marlene, Emilinha e Cauby juntam-se na Barra

CRISTINA GRILLO
DA SUCURSAL DO RIO


As torcidas organizadas que animavam as tardes na Rádio Nacional já estão se preparando: pela primeira vez Ângela Maria, Cauby Peixoto, Marlene e Emilinha se apresentarão juntos.


"As disputas são coisa do passado. Agora só queremos relembrar aqueles tempos maravilhosos. Na época havia uma disputa e, por uma questão de marketing, um não se apresentava com o outro", diz Cauby Peixoto.
"Vivendo a Rádio Nacional", show que reúne o quarteto, será apresentado no Metropolitan até amanhã, mas o projeto deve ter continuidade.
"Não sei porque não fizemos isso antes. Acho que vamos fazer sucesso. Estamos até pensando em fazer uma turnê por outras cidades do país", conta Ângela Maria.
Os quatro cantarão os sucessos que marcaram suas carreiras, mas os cantores receberam orientação do diretor musical do espetáculo, Nélson Faria, para modernizar a apresentação.
"Não vamos ficar restritos aos sucessos da época do rádio. Há muita coisa nova de Gonzaguinha, Chico Buarque e outros compositores, que podemos cantar", diz Cauby Peixoto.
O que vai estar no repertório, nenhum dos quatro conta. "Não vamos estragar a surpresa", diz Ângela.
Mas é claro que Cauby cantará "Conceição" e "Bastidores", Ângela apresentará "Ave Maria" e "Babalu", Marlene relembrará "Apito no Samba" e Emilinha mostrará "Se Queres Saber".
"Desses clássicos não podemos fugir", diz Cauby.

(CG)

Show: Vivendo a Rádio Nacional
Com: Ângela Maria, Cauby Peixoto, Marlene e Emilinha
Onde: Metropolitan (av. Ayrton Senna, 3.000, Barra da Tijuca)

Direção musical: Nelson Faria 
Quanto: de R$ 20 a R$ 50
Quando: hoje e amanhã, às 22h30





 
 
 
 
 








Ângela Maria (13/5/1929), Marlene (1922/2014),
Emilinha Borba (1923/2005) e Cauby Peixoto (10/2/1931)
  


2/7/2004


2/7/2004 - Marlene, Cauby Peixoto e Emilinha Borba


2/7/2004





Bibliografía
 
SAROLDI, Luiz Carlos e MOREIRA, Sonia Virginia. Rádio Nacional - O Brasil em sintonia. Rio de Janeiro: Funarte, 1984.