Tropicalismo nas redes
Surgida
em 2017, a página no Instagram @tropicaliaviva veio de um projeto acadêmico da
Universidade Federal da Bahia. Comandada pelo estudante Felipe Caetano, hoje,
reúne cerca de 123 mil seguidores na rede e esbanja fotos, vídeos, lembranças e
muita informação sobre o movimento artístico e político.
“Vi
que a página estava crescendo quando, de repente, Caetano Veloso e Gal Costa
começaram a seguir e compartilhar as postagens. Uso-a para que as pessoas se
aproximem e conheçam o Tropicalismo e, futuramente, ela servir como meu projeto
de mestrado”, contou o Felipe.
Buscando
propagar ainda mais o conteúdo, a @tropicaliaviva expandiu para outras redes
sociais como o Twitter, Facebook, TikTok e, também um site. “Recebo muitos
directs e e-mails com bastante conteúdos, fotos, cartazes, memes e depoimentos
de quem viveu aquele momento. Administro as páginas sozinho, mas a construção
vem de todos que se identificam com a Tropicália”, completou o estudante de
Artes.

Podcast conta sobre clássicos do Tropicália
Por Redação
17 de julho de 2021
Qualquer
lista sensata de música brasileira que alguém faça terá pelo menos um álbum
produzido pelo paranaense Manoel
Barenbein. Tropicália – Ou Panis et
Circenses, disco manifesto do movimento Tropicalista que juntou Caetano
Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes, Nara Leão, Gal Costa, Tom Zé e o maestro
Rogério Duprat em 1968 é um deles. É nesse álbum que estão gravações
relevantes, como Baby, na voz da Gal, Panis Et Circenses, com Os Mutantes, e
Misere Nóbis, cantada por Gil.
Barenbein
trabalhava na Philips quando recebeu a missão de formatar esse disco que daria
continuidade ao que Caetano, Gil e Os Mutantes haviam começado um ano antes
quando eletrificaram a música popular brasileira no III Festival da Música
Brasileira da TV Record com as músicas Alegria, Alegria e Domingo no Parque.
PODCAST
Essa
é uma das histórias que ele conta no podcast O Produtor da Tropicália, criado e
conduzido pelo jornalista Renato Vieira para o projeto Discoteca Básica. Com
edições semanais, sempre às segundas-feiras, nos players de música, a série,
além de abordar o braço musical do movimento tropicalista, terá outros 8
episódios.
Os
que tratam dos discos que Barenbein produziu para Caetano, Gilberto Gil e Gal
Costa também já estão disponíveis – na ordem, ainda serão publicados Os
Mutantes, Jorge Benjor, Chico Buarque, Maria Bethânia e o disco (que nunca
saiu) de João Gilberto, Caetano Veloso e Gal Costa.
TRABALHO
“Antes de ir para a
Philips, o Barenbein trabalhava na gravadora RGE onde produzia o Chico Buarque
e o Erasmo Carlos. Ele achava que não deveria existir aquela dicotomia que havia
entre a música brasileira tradicional e a música jovem, com instrumentos
elétricos. Quando ele chega para fazer o disco com Caetano e Gil, que já tinham
a intenção de usar guitarra elétrica, ele abraça essa ideia e pode, então,
fazer o que ele como produtor também já imaginava. Nada foi imposto”, diz Vieira.
Sobre
Chico Buarque, aliás, é importante dizer que foi Barenbein quem convenceu o
então jovem estudante de arquitetura a entrar no estúdio e gravar para seu
primeiro trabalho, o que tem A Banda, Pedro Pedreiro e A Rita, além de
trabalhar em outros três discos do compositor. Chico deu a ele o apelido de
Mané Berimbau.
Barenbein
era responsável pelas produções da gravadora em São Paulo, onde, na época,
moravam os baianos Caetano, Gil e Gal. Por isso, a o nome do produtor aparece
também em discos como o primeiro de Caetano, que tem a canção Tropicália e Soy
Loco Por Ti América, o de Gil, que traz Marginália II e o primeiro solo de Gal,
que tem Não Identificado.
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21/6/2021 - Episódio #01: Tropicália ou Panis et Circencis
"Barenbein fala sobre os bastidores da criação de Tropicália ou Panis et
Circencis, disco emblema do movimento, gravado em maio de 1968, e conta
histórias curiosas da gravação." (Renato Vieira)
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Convite de lançamento do disco Tropicália ou Panis et circensis
|
Pelos estatutos da boa conduta e educação, Caetano VELOSO,
Gilberto GIL, Nara LEÃO, Gal COSTA, Os MUTANTES, Rogério
DUPRAT, CAPINAM, Torquato NETO e Tom ZÉ têm a satisfação e
a honra de convidar ……………………………………………………………
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para a solenidade festiva do lançamento do seu nôvo elepê de mú-
sicas variadas, que também é “TROPICÁLIA” ou “Panis et Circenses”
LOCAL: Avenida Danças
Av. Ipiranga, 1.120
DATA: 12 de agôsto de 68 – 23 hs.
AMBIENTE: Familiar
Texto do convite de lançamento do disco Tropicália ou Panis et circensis
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| Revista A Cigarra - Setembro 1968 |
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| EP [Portugal] |
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28/6/2021 - Episódio #02: Caetano Veloso
"Neste
episódio, Manoel fala sobre os dois discos de Caetano que produziu no fim dos
anos 1960, além de gravações de compacto e do clima de tensão durante o período
em que Caetano estava confinado em Salvador gravando um disco antes de partir
para o exílio."
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| Revista inTerValo n° 352 - Setembro de 1969 |
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| Revista Veja n° 69 - 31/12/1969 |
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Caetano Veloso,
no Estúdio J.S. de Salvador, onde gravou os vocais para seu LP de 69; as bases
e a orquestra só foram acrescentadas depois. |
 |
| Revista Veja n° 49 - 13/8/1969 |
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5/7/2021 - Episódio #03: Gilberto Gil
"O tema do episódio desta semana é Gilberto Gil e os dois discos que
Barenbein produziu de Gil no fim dos anos 1960, além de gravações que só saíram
em compactos simples e dos embates com a Censura no disco que Gil gravou em
1969, antes de partir para o exílio."