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jueves, 5 de septiembre de 2024

sábado, 3 de febrero de 2024

1962 - TEATRO DOS NOVOS

 










1962 - Na primeira fila, Dona Canô, Minha Daia e Maria Bethânia


No ano de 1961, o governo da Bahia cede um terreno no Passeio Público e é iniciada a construção do Teatro Vila Velha com projeto arquitetônico de Alberto Fiúza e Silvio Robatto.

Enquanto isso, os ensaios e reuniões da companhia aconteciam na Galeria Oxumaré, vizinha ao terreno e nova sede da Sociedade Teatro dos Novos, onde estrearam as leituras de três textos de Bertold Brecht, OS FUZIS DA SENHORA CARRAR, TERROR E MISÉRIA DO TERCEIRO REICH e CABEÇAS REDONDAS E CABEÇAS PONTUDAS. A primeira delas estreou em 20 de dezembro e as duas últimas, em 17 de maio de 1962.

As leituras também aconteceram na Faculdade de Arquitetura, Faculdade de Direito e no Clube Filhos de Apolo em Santo Amaro.

Adson Lemos, Antonio Carlos Martins, Carlos Petrovich, Carmem Bittencourt, Échio Reis, João Augusto, Maria Francisca, Martha Overbeck, Olga Maimone, Othon Bastos, Sonia Robatto, Maria Manuela, Waldemar Nobre e Wilson Mello interpretavam os papéis sob direção de João Augusto e sonoplastia de Carmem Bittencourt.



1964 - Caetano Veloso e os atores Wilson Melo, Echio Reis e Carlos Petrovich




1964 - Inauguração do Teatro Vila Velha

O primeiro espetáculo estreado na casa foi ELES NÃO USAM BLAQUETAI, texto de Gianfrancesco Guarnieri, direção de João Augusto, cenografia de Calazans Neto e figurino de Maria Francisca. A peça ainda contou com a participação da Batucada da Escola de Samba Juventude do Garcia.

Integravam o elenco: Adson Lemos, Carmem Bittencourt, Échio Reis, Fernando Barros, Fernando Lona, Iacina Oliveira, Lourival Paris, Maria Adélia, Maria Manuela, Mário Gadelha, Mário Gusmão, Martha Overbeck, Olga Maimone, Othon Bastos, Passos Neto, Robernival Ribeiro (Pitti), Roberto Santana, Rodrigo Veloso, Sonia Robatto, Waldemar Nobre e Wilson Melo.







miércoles, 9 de enero de 2019

1969 - ARTUR IKISSIMA - Fotógrafos


São Paulo, 1939 – Salvador, 27/7/2016


1969 - Foto: Artur Ikissima






Foto do programa do show de despedida de Caetano e Gil

Na foto: Jorge Salomão, Sandra Gadelha, Caetano Veloso, Jorginho Gomes, Pepeu Gomes, Carlinhos Gomes, Lico, Paulo Lima, Dedé Veloso, Lucinha Mascarenhas e Roberto Santana.


“O programa e a ficha técnica do show de despedida de Caetano e Gil no Teatro Castro Alves, que depois passou a ser chamado de “Barra 69”. Não lembro onde Dedé arrumou todas as roupas para compor essa foto de Artur Ikissima. Gil não está na foto, porque tinha ido ao Rio de Janeiro por poucos dias e voltou com “Aquele abraço”, música perfeita para encerrar a apresentação”

[2016, Paulinho Lima, Anjo do bem, gênio do mal, pág. 188]






Imagens da capa do álbum "Barra 69": Artur Ikissima

















domingo, 22 de julio de 2012

1983 - PRA VALER // É HOJE





1983 – CAETANO VELOSO
Álbum “100 anos do Carnaval da Bahia - 84 Carnaval Liberou Geral”
A. PRA VALER (Moacyr de Albuquerque)
Participación de Armandinho e Trio Elétrico de Dodô e Osmar
6223 3157 / 3:04
B. É HOJE (Didi/Mestrinho)
Participación Especial: Maria Bethânia
6199 2984 / 4:17
Philips S nº 814 992-7



PRA VALER
Letra e música: Moacyr de Albuquerque
Frevo

Um coração Salvador
Vai transbordar de alegria
Num carnaval de amor
Na minha velha Bahia

Um coração Salvador
Vai transbordar de alegria
Num carnaval de amor
Na minha velha Bahia
Com as benções de Oxum
E do pai Oxalá
Esquecer do sufoco
Dar as mãos e se amar
E lembrar que um dia
Mais cedo ou mais tarde
O sol nascerá pra todo
Cem anos de alegria e prazer
De sofrer, de sonhar, de amar
Pra valer
Cem anos de alegria e prazer
De sofrer, de sonhar, de amar
Pra valer


É HOJE
Didi/Mestrinho

A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra
Será que eu serei o dono dessa festa
Um rei
No meio de uma gente tão modesta
Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar
Levei o meu samba pra mãe de santo rezar
Contra o mal olhado eu carrego meu patuá
Eu levei!
Acredito
Acredito ser o mais valente
Nessa luta do rochedo com o mar
E com o mar!
É hoje o dia da alegria
E a tristeza
Nem pode pensar em chegar
Diga, espelho meu!
Diga, espelho meu
Se há na avenida
Alguém mais feliz que eu
Diga, espelho meu
Se há na avenida
Alguém mais feliz que eu










miércoles, 30 de noviembre de 2011

1974 - SMETAK








 
 





...
"smetak, smetak & musak & smetak
& musak & smetak & musak
& razão"... 


[Caetano Veloso. ÉPICO. Araçá Azul, 1972]



Continuando en la línea experimental de Araçá Azul, Caetano produjo junto con Roberto Santana el primer disco de Anton Walter Smetak (1913-1984), músico nacido en Zurich, Suiza, que llegó a Brasil en 1937 y se estableció en Bahia en 1957.

En las improvisaciones participaron varios músicos: Gilberto Gil, Tuzé de Abreu, Gereba, Djalma Corrêa y en el diseño de tapa el artista gráfico Rogério Duarte.

En 2001, con patrocinio de Copene la cinta original de PolyGram fue totalmente recuperada, remasterizada y lanzada en CD.






"Falar sobre música é uma besteira: executar é uma loucura"

WALTER SMETAK

1 - A idéia de produzir um disco de Walter SMETAK nasceu em mim no dia em que fiquei conhecendo a série de instrumentos que ele inventou e fabricou. É um conjunto tão extraordinariamente fascinante de objetos compostos com uma variedade de materiais que vai da cabaça ao isopor, é um mundo tão grande de sugestões plásticas e sonoras, que me pareceu absolutamente necessário documentar o trabalho desse homem singular.
 
2 - SMETAK vive em Salvador-Bahia há muitos anos. Eu já o conhecia de vista desde 1963: um curioso senhor sobre uma motocicleta, um músico entre os outros na orquestra sinfônica da Universidade. Em 1961, Gil e Rogério foram procurá-lo e desde então mantém contato permanente com ele. O flautista e compositor Tuzé Abreu já era, a essa altura, um freqüentador da oficina do velho. Refiro-me aqui somente a alguns amigos muito próximos: muita gente na Bahia (e de fora) vem atentando há muito mais tempo para o trabalho de SMETAK do que eu. Mas foram esses amigos que me levaram a entrar em contato com ele. Faço questão de frisar que Gil, Rogério e Tuzé são mais responsáveis do que eu pela existência do LP.

3 - A produção foi uma viagem. A espontaneidade de uma criança conduzindo uma mente sofisticada. SMETAK cria dificuldades no plano prático que apontam sempre para veredas de elevação espiritual, de modo que o trabalho se dá numa corda bamba de delícia e de susto. Um outro amigo (produtor dos primeiros espetáculos que eu, Gal, Bethânia e Gil fizemos na Bahia), Roberto Santana, treinadíssimo em acabar qualquer "cerca-lourenço" no grito, transformou a produção do disco numa produção e o disco num disco. Ele foi de fato quem 'produziu' esse disco, tornando possível a transação material entre os instrumentos de SMETAK e o equipamento de Maurice. Quanto a mim, na engrenagem dessa produção, me encontrei em algum lugar entre o sonho de Gil e os gritos de Roberto.
 
4 - A música de SMETAK me estimula e eu acredito que deva ser do mesmo modo estimulante para tanta gente que, no Brasil hoje, tem tantos interesses e preocupações semelhantes às minhas. Estou totalmente por fora dos planos internos da música erudita contemporânea. Não conheço mesmo nada direito de música clássica de qualquer época. "Porque este novo gênero que surge é uma fusão do oriente e do ocidente e não é erudito nem popular", disse SMETAK falando do seu próprio trabalho e me parece sensato espalhar sementes de sonho por aí.

Caetano Veloso
Bahia, 1974





 
1974 - WALTER SMETAK
Álbum “Smetak”
Philips LP 6349 110

Lado A
1. TIJOLINHOS, MATERIAL DE CONSTRUÇÃO “AUDIÇÃO ESPONTÂNEA DO SILÊNCIO, VIOLÃO EÓLICO” (Walter Smetak)
2. ÁQUAS (Walter Smetak)
3. DOS MENDIGOS (Walter Smetak)
4. SARABANDA PROJEÇÃO IMPROVISADA (Walter Smetak)
5. DANSOM (Walter Smetak)

Lado B
1. MANTRAM (Walter Smetak)
2. IÊÉAÓÔU (Walter Smetak)
3. MÚSICA DOS MENDIGOS (Walter Smetak)
4. INDIFERENCIAÇÕES (Walter Smetak)
5. PRELUDIANDO COM JOSEBA (Walter Smetak)
6. UIBITÚS E BEIJA-FLORES ETC. “POLUIÇÃOQUEBRATÓRIA” (Walter Smetak)




 
Documental sobre Anton Walter Smetak (2001-2008)
Guión y dirección: Luciana Kritski
Edición: Honorato Smetak
Realización: TV Salvador