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martes, 1 de noviembre de 2022

2022 - LUIZ GALVÃO

 

“Galvão criou e liderou o grupo Novos Baianos, acontecimento que se coloca entre os que mudaram o rumo da história do Brasil.

Sendo de Juazeiro, atraiu João Gilberto para a casa coletiva em que viviam os membros do grupo. E isso definiu o caminho rico que se pode resumir no álbum Acabou Chorare mas que se desdobrou em muito mais.

Vamos sentir saudade dele - e também celebrar a peculiaridade de sua pessoa.

Tenho a honra de ter sido parceiro dele em ao menos uma canção sobre O Farol da Barra.

Num barzinho do Campo Grande a dupla era Moraes e Galvão. Depois se multiplicaram em Baby e Pepeu e Dadi e tantos mais. Os dois já se foram, mas seu legado mantém o país capaz de muito mais do que parece.”

 

Caetano Veloso




SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Poeta e fundador dos Novos Baianos, Luiz Galvão morreu na noite deste sábado (22), aos 87 anos. Ele estava internado no InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP), em São Paulo.

A morte de Luiz Galvão, cuja causa não foi divulgada, foi confirmada por seu filho, Lahirí Galvão, e por Caetano Veloso, além da companheira de banda Baby do Brasil, todos no Instagram. "Vá em paz, meu papai!", escreveu o filho.

Baby do Brasil afirmou que nos últimos anos ele enfrentou diversos problemas de saúde, e também escreveu sobre sua relação com o artista. "Vivemos tantos anos juntos, em grupo, morando no sítio Cantinho do Vovô, na Cobertura de Botafogo e, em outros endereços. Totalizamos dez anos de vida juntos. Tivemos esse privilégio, de estarmos sob o mesmo teto, vivendo uma experiência única e intransferível."

Ela se lembrou de músicas que ele escreveu para que ela cantasse, como "A Menina Dança" e "Tinindo e Trincando", duas das mais conhecidas na voz da cantora. "Nos tornamos uma família, desde 1969, quando começamos. Investimos com extrema dedicação no propósito de fazermos uma música, genuína, com as melhores influências de todos e, de todos os tempos e sobretudo brasileiríssima!" 

Caetano Veloso, que compôs com Galvão a música "O Farol da Barra", também se despediu do amigo. "Galvão criou e liderou o grupo Novos Baianos, acontecimento que se coloca entre os que mudaram o rumo da história do Brasil. Sendo de Juazeiro, atraiu João Gilberto para a casa coletiva em que viviam os membros do grupo. E isso definiu o caminho rico que se pode resumir no álbum Acabou Chorare mas que se desdobrou em muito mais. Vamos sentir saudade dele - e também celebrar a peculiaridade de sua pessoa." 

Nascido em Juazeiro, na Bahia, Luiz Galvão se juntou em 1969 aos amigos Moraes Moreira e Paulinho Boca de Cantor para formar os Novos Baianos, um dos grupos mais importantes e criativos da música brasileira. Eles depois incorporaram Pepeu Gomes e Baby do Brasil.

Galvão foi autor das letras da maioria das músicas gravadas pela banda, entre elas clássicos como "Preta Pretinha", "Mistério do Planeta" e "Acabou Chorare", estas musicadas pelo parceiro Moraes Moreira.



Galvão nas filmagens de Gênesis 2000, dirigindo Caetano Veloso (no papel de Adão) e Baby (no papel de Eva)






Galvão sorri em seu comitê de campanha, ao lado de Roberto Santos (candidato a gobernador da Bahia pelo PMDB) e Caetano Veloso

 Fotos: Arquivo pessoal Luiz Galvão


Luiz Galvão ao lado de Caetano Veloso — Foto: Redes sociais






com Moraes Moreira



4/8/ 2017 - com Gilberto Gil - Show Trinca de Ases - SP



4/8/ 2017 - com Gal Costa - Show Trinca de Ases - SP




27/10/2017 - Gravação do DVD de Caetano e seus filhos Moreno, Zeca e Tom
Show "Ofertório" no Teatro Net, em São Paulo. 






miércoles, 22 de abril de 2015

2015 - ACABOU CHORARE







Autores: Moraes Moreira / Luiz Galvão


Acabou chorare, ficou tudo lindo
De manhã cedinho, tudo cá cá cá, na fé fé fé
No bu bu li li, no bu bu li lindo
No bu bu bolindo
No bu bu bolindo
No bu bu bolindo

Talvez pelo buraquinho, invadiu-me a casa, me acordou na cama
Tomou o meu coração e sentou na minha mão

Abelha, abelhinha...

Acabou chorare, faz zunzum pra eu ver, faz zunzum pra mim

Abelho, abelhinho escondido faz bonito, faz zunzum e mel
Faz zum zum e mel
Faz zum zum e mel

Inda de lambuja tem o carneirinho, presente na boca
Acordando toda gente, tão suave mé, que suavemente
Inda de lambuja tem o carneirinho, presente na boca
Acordando toda gente, tão suave mé, que suavemente

Abelha, carneirinho...

Acabou chorare no meio do mundo
Respirei eu fundo, foi-se tudo pra escanteio
Vi o sapo na lagoa, entre nessa que é boa

Fiz zunzum e pronto
Fiz zum zum e pronto
Fiz zum zum




 
2015 – BABY DO BRASIL
Participación Especial: CAETANO VELOSO 
Álbum “Baby Sucessos – A menina ainda dança” 
Gravado no Imperator - Centro Cultural João Nogueira (RJ), 31 de janeiro de 2014. 
Coqueiro Verde Records DVD 20445, Track 10.

jueves, 22 de enero de 2015

1978 - PARCEIROS - Galvão




Luiz Dias Galvão (Juazeiro, Bahia, 22/04/1935 - São Paulo, SP, 22/10/2022).


FAROL DA BARRA (Caetano Veloso/Galvão)




1982 - Galvão sorri em seu comitê de campanha, ao lado de Roberto Santos (candidato a gobernador da Bahia pelo PMDB) e Caetano Veloso

 Fotos: Arquivo pessoal Luiz Galvão








viernes, 28 de octubre de 2011

1978 - FAROL DA BARRA


“... Fui feliz cuando Caetano compuso la música de Farol da Barra, con letra mía. Feliz porque la canción quedó linda. Puedo decir que soy 'parceiro' de Caetano Veloso, que para mí es el mejor poeta de mi tiempo, dentro de la MPB....” (Luiz Galvão, 1997)

Farol da Barra es tambien el título del último álbum grabado por el grupo Novos Baianos, antes de su separación en 1979.














FAROL DA BARRA
Letra: Galvão
Música: Caetano Veloso
© 1978

Quando o sol se põe
Vem o farol
Iluminar as águas da Bahia
No Farol da Barra
O encontro é pouco
A conversa é curta
Tudo é tão rápido
Como se furta
Como a luz bate nas águas
Como tudo que se passa

Com tanto cabeludo
Com tanto pôr-do-sol
Bem cabia uma profecia
Até o ano 2000
O Farol além
De pôr-do-sol será
O pôr-do-som
Onde verás um realejo
Onde verás um violão



 

 
1978 - NOVOS BAIANOS
[Baby Consuelo / Paulinho Boca de Cantor / Pepeu Gomes /
Luiz Galvão / Jorginho / Didi / Baixinho / Paulinho / Charles / Bola]
Voz: Baby Consuelo
60600535 /
Álbum "Farol da Barra"
CBS LP 138 093, A-1.




 
1997 - BABY DO BRASIL
Álbum "Acústico - Baby do Brasil"
Gravado ao vivo no Rio de Janeiro
GPA Music GPA CD 0008-2, Track 2.


 
2008 – ALEXIA BOMTEMPO
Álbum “Astrolábio”
EMI Music CD 5099950839421, Track 4.




1978 - GÊNESIS 2000



GALVÃO, Luiz. Anos 70: novos e baianos. São Paulo: Editora 34, 1997. 288 pág.


Luiz Galvão (Juazeiro, Bahia, 1937), publicó en 1997 un libro donde relata las experiencias del grupo Novos Baianos, del cual fue su principal letrista.

En la página 118, cuenta que su primer cortometraje fue Lirismo e Sulreal na Rua Brasil, con una participación de Caetano Veloso.

En el Capítulo 24. QUANDO FICA RUÇO SE RODA NA PAULISTA (pág. 203-216), relata los entretelones de producción de otro film, destinado a apoyar los shows y el lanzamiento del álbum Farol da Barra.

Dirección: Luiz Galvão
Cámara: Marcos Botino, conocido como “Sabonete”
Dirección de arte: Clóvis Bueno
Guión: Luiz Galvão (Alma de Palhaço y Gato oi, Gato!)
           Antônio Luis “Lula” Martins (Lixeiro y Gênesis 2000)



Luiz Galvão y Marcos Botino

En realidad, fueron cuatro cortos intitulados, “Alma de Palhaço”, con Bola; “Gato oi, Gato!”, con Gato Félix en el papel protagónico y Charles Negrita; “Lixeiro” con Paulinho Boca de Cantor y por último, “Gênesis 2000” con Caetano Veloso en el papel de Adán, Baby Consuelo como Eva, Gato Félix, la serpiente y Dadi Carvalho como Papá Noel ladrón.




...

“O último dos filminhos intitula-se Gênesis 2000 e teve Caetano Veloso e Baby Consuelo nos principais papéis. O enredo nos leva ao paraíso onde Adão dorme, enquanto Eva irrequieta, dá com os olhos no personagem da Serpente, vivido por Gato Félix. Com o rabo enrolado num coqueiro, a serpente flerta com Eva, atira-lhe três bananas-maçã, e ela come duas e acorda o companheiro Adão, dando a outra para ele, que após come-la se assusta um pouco, mas logo entra numa onda de sensualidade e beija Eva. Mesmo sendo um beijo de cinema, eles fizeram dessa cena a mais bela, pelo misto de lírico e sensual, quando eles rolaram pela grama em acentuado declive, que facilitou a plástica e a fotografia. A Serpente, depois de cumprir seu papel, se transforma no Anjo Expulsador, que traz uma espada de fogo e persegue a dupla que teoricamente dava vazão ao sexo no planeta. Essa cena foi muito elogiada pelos que a assitiram. Para complementá-la, o Anjo lança seu discurso, onde condena Eva a sangrar mensalmente e passar pela dor do parto, e reserva para Adão uma camada de chato e tarefa de comer o pão que o diabo amassou, além de receber, em lugar de um justo salário, um soldo de fome. Hoje, eu não faria assim por ter uma outra visão sobre o Gênesis e a história de Adão e Eva.

O filme passa para a atualidade e Dadi, o baixista dos Novos Baianos, que é também do signo de Leão, como Caetano, passou a substitui-lo no papel de Papai Noel ladrão, e também representou um jovem rebelde que rouba sua enamoradinha, saltando o muro do colégio como se tomasse uma coca-cola, quando pensava em casamento.

Ela a gatinha, o leva para sua casa, aproveitando a folga deixada pela ausência do seu pai, que viajara. Na casa dela, eles dois sozinhos deitam e rolam. No banheiro, eles inventaram de brincar de espuma e, nus numa banheira, cobertos de espuma, nos deixam sabê-los despidos, mas sem flagarmos o explícito. Tudo era juventude, até que o velho pai, um português que perdera o avião e voltara, encontra sua casa revirada de cabeça para abaixo. Ele chocou-se ao ver a calcinha da filha en love com a cueca do jovem. O velho, mesmo vascaíno, não poupou nem o seu glorioso time, jogando pela janela a bandeira do Vasco e tudo o que encontrava pela frente, culminado por jogar um aparelho de televisão, que pegou fogo ao se chocar com o chão. Nesse momento, a espada de fogo sai daquela explosão, com a repetição da cena da expulsão dos nossos dois primeiros semelhantes correspondendo à visão popular.”.... (Luiz Galvão. Anos 70: Novos e baianos, Editora 34. Págs. 213-214-215-216)