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martes, 10 de abril de 2018

2018 - 17° Festival JOÃO ROCK // Ribeirão Preto – SP





Caetano Veloso no Palco Brasil do João Rock
Com a confirmação do baiano, que se apresentará com os filhos Moreno, Zeca e Tom, fica completo o line-up do palco

10/4/2018
Da reportagem


Caetano Veloso se apresenta com os filhos no João Rock 2018
Foto: Jorge Bispo / Divulgação

Esta coluna apostou e acertou: Caetano Veloso é mesmo a "atração surpresa" do Palco Brasil do João Rock 2018, que ocorre no dia 9 de junho, no Parque Permanente de Exposições de Ribeirão Preto. Com a confirmação do baiano, que se apresentará com os filhos Moreno, Zeca e Tom, fica completo o line-up do palco, cuja programação tem como tema "Tropicália 50 anos". O mesmo palco recebe os já anunciados shows de Gilberto Gil, Tom Zé e Os Mutantes. 




O GLOBO
João Rock 2018 anuncia show de Caetano Veloso em Ribeirão Preto, SP
Palco Brasil faz uma homenagem aos 50 anos do tropicalismo. Festival acontece no dia 9 de junho no Parque Permanente de Exposições e os ingressos estão à venda.

Por G1 Ribeirão e Franca

09/04/2018


Caetano Veloso - Foto: Rafael Berezinski

Caetano Veloso é a última atração confirmada pela organização do João Rock 2018 em Ribeirão Preto (SP). O cantor e compositor completa o line-up do palco Brasil, que também recebe Gilberto Gil, Tom Zé e Os Mutantes. O festival acontece no dia 9 de junho no Parque Permanente de Exposições. Os ingressos estão à venda.

Nesta edição, o palco Brasil faz uma homenagem aos 50 anos da Tropicália. Segundo os organizadores, Caetano Veloso se apresenta ao lado dos filhos Moreno, Zeca e Tom em um especial com canções que fazem parte da história da música popular brasileira. O repertório deve incluir ainda novos trabalhos do artista.

Pelo palco João Rock já foram confirmados os shows de Raimundos, Skank, Pitty, Gabriel O Pensador, Criolo, Supercombo, Natiruts, Planet Hemp e Cordel do Fogo Encantado. A ordem das apresentações ainda não foi divulgada.

Terceiro palco, o Fortalecendo a Cena destaca novas bandas com propostas musicais atraentes. Estão escalados Kilotones, Rael e Convidados, Froid, Dônica, Sinara e Francisco El Hombre.

A expectativa dos organizadores é receber cerca de 60 mil pessoas. A área do festival será ampliada em 20%, o equivalente a 20 mil metros quadrados de espaço com mais bares, banheiros, e novos formatos da arena de esportes e dos acessos aos setores.



FOLHA DE S.PAULO

Festival João Rock, em Ribeirão Preto, homenageia os tropicalistas

17ª edição do evento terá 24 shows neste sábado (9/6), entre eles Mutantes, Gil, Caetano e Tom Zé







UOL

Entretenimento
09/06/2018

Rodolfo Vicentini
Do UOL, em Ribeirão Preto

*O repórter viajou à convite da organização do João Rock



Caetano Veloso se apresenta com os filhos no festival João Rock 2018, em Ribeirão Preto (SP) - Imagem: Deividi Correa/AgNews



Caetano, Tom, Zeca e Moreno Veloso se apresentaram no João Rock neste sábado (09) sob o novo formato Ofertório. À vontade, Caetano arriscou uma dancinha na delicada (saia tomara que caia tomara que saia sambando) e ainda viu os filhos apresentarem o funk intelectual "Alexandrino".

Sempre relacionado a discursos políticos, o terceiro grupo a se apresentar no Palco Brasil, cujo tema era Tropicália, deixou as ideologias de lado para focar nas belas composições do novo disco.

Zeca fazia sua estreia em um festival tão grande, que recebeu mais de 50 mil pessoas em Ribeirão Preto, e mostrou que o talento vem de berço em versão afinadíssima da espetacular "Todo Homem".

"Eu não sou religioso, mas meus filhos são. Zeca é cristão, moreno é macumbeiro", brincou Caetano. "Mesmo assim, compus um tema religioso para minha mãe, como se ela estivesse falando", explicou o ícone da música brasileira antes da faixa-tema do álbum.




Caetano Veloso se apresenta no festival João Rock 2018
Imagem: Deividi Correa/AgNews



Privilegiando as composições frescas, Caetano não esqueceu de alguns hinos de sua carreira nas décadas passadas. "Reconvexo", "O Leãozinho" (cantada por Moreno e com assovios do pai) e "Força Estranha" (com participação de todos) ganhou coro do público majoritariamente abaixo dos 30 anos.

A ideia de Ofertório é ser uma celebração entre família, e a sensação é de que os Velosos estão na sala de casa apresentando suas canções preferidas. "Essa foi a minha primeira parceria com o Moreno. Ele tinha 9 anos, eu fiz a música e ele, a letra", lembrou Caetano ao introduzir "Um Canto de Afoxé".

Por fim, uma troca. Se Caetano deixou os filhos interpretarem seu hino, a última faixa foi um presente de Moreno para o pai, o samba "Tá Escrito", com o compositor sambando durante a música.

Caetano não se conteve. Tirou a jaqueta, deixou na cadeira onde permaneceu o show inteiro, e foi ao lado do filho mais velho arriscar uns passos tímidos. Depois do bis, mais samba, e desta vez Zeca foi arrastado até a frente do palco para mostrar seu jogo de cintura.














Revafela 40 apresentou Gilberto Gil com participação de Moreno Veloso
Crédito: Roberto Galhardo

viernes, 27 de enero de 2017

2007 - 6° Festival JOÃO ROCK // Show CÊ - - Ribeirão Preto – SP


"Viva os Mutantes em Ribeirão"
                                                       [Caetano Veloso, 16/6/2007]


 
Caetano Veloso e Zélia Duncan no Festival
João Rock, 16/6/2007 (Foto: Reprodução/EPTV)





Foto: Renato Lopes

HOMENAGEM AOS 'BATERAS'

Inicialmente (2002) o evento Festival JOÃO ROCK seria chamado de “Rock Brasil”, afirma o gerente de projetos, mas os donos acabaram optando pela atual nomenclatura por dois motivos: a existência de outro festival com mesmo nome e a vontade de homenagear os bateristas.
João e John nomeiam “bateras” de grandes bandas no rock brasileiro e internacional – a exemplo de João Barone, dos Paralamas; John Densmore, do The Doors; e John Bonham, do Led Zeppelin. A menção honrosa até hoje figura no símbolo do festival, ilustrado por bumbos e pratos.
“Sem o baterista uma banda de rock não é nada, então eles resolveram homenagear esse ícone. Além disso, João Rock traduz brasilidade, que vem a calhar com o foco do festival no rock nacional”, complementa.

A banda Os Mutantes fez um show histórico no festival. A cantora Zélia Duncan assumiu o lugar estrelado por Rita Lee na década de 1970. Ao lado dos irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, Zélia cantou sucessos como ‘A Minha Menina’ e ‘Balada do Louco’.

Mas além de relembrar clássicos, o show contou com uma participação muito especial – a de Caetano Veloso, que estava em Ribeirão Preto para outro evento e resolveu dar uma canja para o público. 



No decorrer da história do João Rock, a reunião dos ícones do rock nacional não somente aconteceu no backstage, como também em cima do palco. 

Em 2007, os Mutantes interagiram com Caetano Veloso diante de uma multidão surpresa com a aparição inesperada. O ícone do tropicalismo esteve em Ribeirão para uma apresentação no Theatro Pedro II, mas não estava confirmado entre as atrações do festival.




Domingo, 17 de junho de 2007.

Caetano Veloso surpreende e canta com Mutantes no João Rock

Os Mutantes fizeram um show histórico no festival João Rock, realizado na noite deste sábado em Ribeirão Preto, São Paulo. Após subir ao palco, o grupo recebeu a visita surpresa do cantor Caetano Veloso, que improvisou um dueto com Zélia Duncan da música Baby, emocionando os milhares de fãs que aguardavam a apresentação.
A chegada de Caetano aconteceu logo após a performance da música El Justiciero, quando Sérgio Dias brincou fazendo piadas em espanhol. Caetano, que estava visivelmente nervoso com a improvisação, empolgou o público, que pedia bis.
"Viva os Mutantes em Ribeirão", gritou ele, recebendo aplausos.
Assim como as outras atrações, a apresentação dos Mutantes foi bem reduzida em relação à turnê que a banda vem realizando em diversas capitais do País. Dos hits cantados, destacaram-se Ando Meio Desligado, Batmacumba, Technicolor, e Cantor de Mambo, entre outras.
Embora Os Mutantes tenham sido anunciados como a atração principal, muita gente foi embora antes do início do show, deixando espaço no estádio do Comercial para fãs antigos e novos. Grande parte deles sabia cantar as canções inteiras.
A presença mais notável no gargarejo foi a de Chorão, que acompanhou o show no cercado de seguranças em frente ao palco. O vocalista do Charlie Brown Jr. chorou ao ver a banda no palco e se ajoelhou sempre que Sérgio Dias se aproximava com sua guitarra.
Em rápida conversa com a imprensa após o show, Zélia Duncan falou sobre seu ingresso na banda e descartou, pelo menos no momento, a possibilidade de um dia deixar o grupo. "A vida jogou isso no meu colo, e agarrei. Para soltar vai ser difícil", disse.








Caetano canta Baby com Zélia Duncan

  

Zélia Duncan e Caetano trocam selinho durante o show dos Mutantes








Jornal A Cidade

Ribeirão Preto, 22 de Junho de 2007.

Caetano, o alquimista - Show "Cê"

Caetano Veloso no palco é um menino fazendo travessuras. Mas que travessuras! Ele se apresentou no Theatro Pedro II nesse último domingo (17/6/2007), com casa lotada, trazendo a tiracolo a banda com quem gravou seu último CD. Foi um espetáculo de música popular que tão cedo não se verá igual.

Um cenário simples, mas que, no mínimo, se poderá chamar de elegante. Delgados bastões iluminados por diversas cores oscilando no espaço, uma linha formando um arco ao fundo. E era só, mas o suficiente para criar o clima de força poética e de delicadeza lírica que dominou todo o espetáculo.

Não houve detalhe em cuja construção não tivesse recebido os maiores cuidados.
A iluminação exata e inteligente mostrou como as diversas linguagens podem-se articular. As luzes contaram sua história paralela, mas sempre em reforço da música.

Falar da música, da qualidade dos instrumentistas e de Caetano Veloso, é pleonasmo, mas não se pode deixar sem comentário. Quando artistas que levam a sério sua arte dão importância a cada nota, a cada nuance do som, a cada pormenor, acontece o que vimos e o ouvimos no Pedro II.

Uma banda que se mostra competente fazendo música progressiva, que faz música experimental, pesquisa sons e suas combinações, que procura novas possibilidades de seus instrumentos quando acompanha um Artista, arranca-nos de nossa circunstância material e comezinha para nos transportar de alma leve até as alturas.

O espetáculo foi mais um presente do SESC, hoje, no Brasil, a instituição que melhor atua no campo cultural e artístico. Muito obrigado, Mariângela, e parabéns pela iniciativa.