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viernes, 8 de noviembre de 2019

2019 - BARULHENTO


Compositor: Paquito

2014


rock and roll som ambiente
axé music também
sob o sol mais inclemente
a gente no vai e vem
 
chuva e sol de shopping center
onde a gente vai, é vem
decibéis indiferentes
ao coração de ninguém
 
silêncio
silêncio
silêncio
silêncio
vai ninar meu bem
 
 
rock and roll de shopping center
onde a gente vai é vem
chuva e sol indiferentes
orações a deus ausente
corações em deus amém
 
silêncio
silêncio
silêncio
silêncio
vai ninar meu bem
 
decibéis em flor
decibéis e dor
dorme dorme amor
 
silêncio
 
 
 
Caetano Veloso: canto
Paquito: canto, violão e slide
Cândido Neto: slide do “amém”
Produzida e gravada por Cândido Neto
Mixada por Tadeu Mascarenhas




2017 - "Faz aquela coisa engraçada com a voz?" - Foto: Anna Amélia de Faria


Fotos: Sora Maia | Divulgação







. . .
Como rolou essa participação com o Caetano? Vocês são amigos há algum tempo já, correto?

Paquito: Caetano, como diz (o escritor Ricardo ) Cury, “de perto é normal”. Pela ligação da tropicália com o rock, pela interpretação que ele tem do legado de João Gilberto, e pela própria obra, Caetano é uma referência pra mim. Depois, ele escolheu uma canção em que peço silêncio aos roqueiros e à axé-music, na verdade, aos excessos e barulhos de uma cidade como Salvador. Portanto, Caetano escolheu tocar num ponto de tensão que já gerou conversas e discordâncias entre nós. Ou seja, a admiração e afeto que sinto por ele também reside e resiste nas diferenças. E, além disso, tem o fato de estar ouvindo nossas vozes na gravação soarem juntas, aí é uma emoção muito forte. E ele fez, na gravação, um canto muito sertanejo, de cantador. Ficou bala. Conheço Caetano há tempos e, nos anos 80, tempos do Camisa, pegava mal pra um roqueiro baiano (eu tinha banda de rock, a Flores do Mal) curtir Caetano, mas nunca liguei pra isso. 
. . .
[A TARDE, 29/10/2019]



2019 – PAQUITO
Participação Especial: CAETANO VELOSO
Álbum “Xará”
Dubas Música, Track 7.

Plataformas digitais: 29/10/2019






lunes, 16 de octubre de 2017

1998 - PRA TODO EFEITO


Compositores: Lula Carvalho e Batatinha


Pra todo efeito
Se sambar é meu defeito
Queira me perdoar
É carnaval
Não me tire da jogada
Eu hoje sambo até de madrugada
Não existe razão
Que um samba não vença
É toda minha ilusão
E também minha crença
Mas é você o motivo
De todo esse calor
Inspiração
De um velho sonhador




1998 – CAETANO VELOSO
Álbum “Diplomacia”
[Varios intérpretes]
 / 3:05
EMI Music CD 494858-2, Track 4.









Paquito, J. Velloso e Chico Buarque




11/5/1998 - Maria Bethânia e os produtores Paquito [esq.] e J. Velloso durante lançamento de disco em tributo a Batatinha - Foto: Carolina Fernandes / Folhapress

11/5/1998 - Maria Bethânia durante lançamento de disco em tributo a Batatinha
Foto: Ana Carolina Fernandes / Folhapress

11/5/1998 - Maria Bethânia durante lançamento de disco em tributo a Batatinha
Foto: Ana Carolina Fernandes / Folhapress



 


 


 
 



1971
Revista Manchete
Rio de Janeiro, 2 de outubro de 1971
n° 1.015 







jueves, 23 de agosto de 2012

2000 - VÁ MORAR COM O DIABO













2000 - RIACHÃO con
Participación Especial: CAETANO VELOSO
Álbum “Humanenochum” [Riachão]
Sony Music CD / Caravelas 270099, Track 5.

Productores: Paquito / J. Velloso



com  J. Velloso




VÁ MORAR COM O DIABO
2:42
Letra y música: Riachão

Ai, meu Deus, ai, meu Deus, o que é que há?
Ai, meu Deus, ai, meu Deus, o que é que há?

A nega lá em casa não quer trabalhar
Se a panela tá suja, ela não quer lavar
Quer comer engordurado, não quer cozinhar
Se a roupa tá lavada, não quer engomar
Se o lixo tá no canto, não quer apanhar
Prá varrer o barracão, eu tenho que pagar
Se ela deita de um lado, não quer se virar
A esteira que ela dorme, não quer enrolar
Quer agora um cadilac para passear

Ela quer me ver bem mal
Vá morar com o diabo que é imortal
Ela quer me ver bem mal
Vá morar com o sete pele que é imortal

Ai, meu Deus, ai, meu Deus, o que é que há?
Ai, meu Deus, ai, meu Deus, o que é que há?


Ela quer me ver bem mal
Vá morar com o diabo q
ue é imortal
Ela quer me ver bem mal
Vá morar com sete pele q
ue é imortal


● ● ● ● ● ●







‘‘A felicidade é que a gente gosta de cantar, dinheiro não ganhei’’   [Riachão]










Jorge Alfredo e Riachão






Riachão, Dona Canô e Dona Edith do Prato











2001
Título Original: Samba Riachão

Género: Documental
Duración: 86 minutos
Dirección: Jorge Alfredo Guimarães
Guión: Jorge Alfredo Guimarães
Producción: Moisés Augusto
Música: Jorge Alfredo Guimarães



Elenco:

Dorival Caymmi
Tom Zé
Caetano Veloso

Gilberto Gil
Armandinho
Carlinhos Brown

Bule Bule
Daniela Mercury
Tuzé de Abreu
Gang do Samba
Dona Edith do Prato
Chula de São Brás
Gerônimo
Clarindo Silva
Lampirônicos
Cid Teixeira
Antonio Risério
Perfilino Neto
Guido Guerra
França Teixeira
Eduardo Safhira
José Jorge Randan
Mário Canário
Oscar Santana

Sinopse:
Na voz de gente muito especial, que reunida pela primeira vez, nesse documentário, fala de uma trajetória que atravessa e fascina gerações. Dos primeiros mestres à Bossa Nova, da Tropicália à Axé Music, o samba como forma central da Música Popular Brasileira.

O filme pontua a história do samba com a trajetória de Clementino Rodrigues, o popular sambista baiano Riachão. 80 anos de idade. Cada macaco no seu galho. Malandro possuído pelo samba. Cronista musical da cidade, que vivenciou todas as transformações no mercado de música popular e dos meios de comunicação durante o século XX. Pegou um trem da linha 78 rpm com destino para o CD/DVD, com paradas obrigatórias nas estações "sertanejo, São João, carnaval e música de meio de ano". O malandro é sambista, mas é sertanejo, chorão, romântico e forrozeiro.

Samba Riachão percorre os caminhos sinuosos da vida de um artista popular, negro, pobre e famoso. Vestido de malandro, impecável nos detalhes da roupa, anéis, colares, cinto, chaveiros, sapato mocassim, camisa semi-aberta, pequena toalha pendurada no pescoço, um chapéu aprumado, terno de linho branco, é assim que se apresenta Riachão; como se estivesse vestido pro Carnaval, mas com cara de Quarta Feira de Cinzas.

Gente boa do Garcia, bairro de Salvador, reduto de tradições populares, Riachão é uma lenda viva do samba de rua da velha Bahia. É muito interessante vê-lo tocar com a boca o seu trombone de vara imaginário à procura da tonalidade ideal, como quem conversa com Deus. É o seu momento de concentração máxima antes de começar a cantar. Isso ele faz tanto em casa, como no palco. E nem sempre se decide pelo mesmo tom; olha pro céu, solfeja uma escala de preparação, e manda brasa. Batucando aqui e alí, ele canta suas músicas maravilhosas, numa linhagem de sambista baiano de muita ginga que nos deu régua e compasso!

Samba Riachão é uma "viagem mágica, revelando inteira a alma do povo de um lugar chamado Brasil".


Músicas:

CD Humanenochum:

CAMISA MOLHADA
VÁ MORAR COM O DIABO
BALEIA DA SÉ
CHORO Nº 1
PITADA DE TABACO
CADA MACACO NO SEU GALHO
NÃO FALE COMIGO AGORA

Inéditas Riachão:

POBRE DO POBRE
MÃEZINHA QUERIDA
DEIXE O DIA RAIAR
SOLDADO MANDADO NÃO É CRIME
NOITE ENLUARADA
O REI PELÉ
AQUELA HORA
NÃO ME QUEIRAS MAL
RAINHA ELIZABETH
EU QUERIA ELA ???
MEU PATRÃO
LAURINHA
MULHER FALADEIRA



Outras Músicas:


A VOZ DO MORTO - Caetano Veloso / Aracy de Almeida
BABY - Caetano Veloso / Gal Costa
ENQUANTO SEU LOBO NÃO VEM - Caetano Veloso
ROSA MORENA





21/1/2002
Maria do Rosário Caetano
© estadao.com.br


O filme "Samba Riachão" agita Salvador

Sessão do longa de Jorge Alfredo em homenagem a Riachão, um dos mais populares compositores baianos, atraiu várias personalidades, Caetano Veloso entre elas

Salvador - Caetano Veloso aplaudiu com entusiasmo o coloridíssimo Clementino Rodrigues, vulgo Riachão, centro das atenções na pré-estréia baiana do documentário Samba Riachão.

A sessão movimentou o maior cinema do Aeroclube Plaza Shopping. A sala, abarrotada, mostrou-se pequena para abrigar a multidão que foi conferir o longa de estréia do compositor (e agora cineasta) Jorge Alfredo. Muitos assistiram ao filme de pé.

Marcaram presença, além de Caetano, vários artistas e intelectuais (o escritor Guido Guerra, o pesquisador Cid Teixeira, o antropólogo Antônio Risério) que ajudaram o cineasta a resgatar parte da história de Riachão, sambista de bem vividos 80 anos, e do samba, que todos garantem ter nascido na Bahia.

O mais emocionado dos presentes era Armandinho, ex-A Cor do Som e hoje um dos grandes nomes do choro brasileiro. "Estou fascinado pelo filme. O Jorge (Alfredo) conseguiu resgatar a história de Riachão, como Wim Wenders fez com a velha-guarda cubana, em Buena Vista Social Club. Riachão, um músico que conheci ainda na minha adolescência, merecia mesmo um filme tão maravilhoso."

Ao final da sessão, Caetano conversava com amigos, posava para fotos e festejava Riachão. Ao analisar o filme, fez questão de dizer que não se trata de similar baiano do Buena Vista Social Club. Para ele, "Jorge Alfredo realizou um documentário sobre Riachão e sobre o samba. Daí o nome Samba Riachão, no qual a palavra samba pode ser lida como imperativo, ou como substantivo. Por isso, o nome é tão adequado ao filme. Riachão é puro ritmo. Assim como o samba."

Caetano tomou contato com o sambista, conhecido como "o grande cronista da Bahia", ainda em sua adolescência, através de programas radiofônicos. Pessoalmente só se conheceram no início da década de 70, quando Caetano retornou do exílio londrino e gravou Cada Macaco no Seu Galho. A marchinha carnavalesca (ou samba), a mais conhecida das composições de Riachão, estourou no carnaval e nas rádios.

Jorge Alfredo, músico que abraçou o cinema como novo ofício, fez de Caetano uma das vozes mais importantes de seu primeiro longa-metragem. Num documentário em que todos os depoimentos são bons, os de Caetano e Tom Zé são ótimos.

Ao deparar-se com sua imagem num filme, Samba Richão, enquanto aguarda a estréia de outro (Caetano aparece em Hable con Ella, o novo Almodóvar, cantando Cucurucucu Paloma), o diretor de Cinema Falado (1987) não sente vontade de voltar a filmar?

Ele diz que seu desejo de voltar à direção é permanente. E que pode fazê-lo a qualquer hora. Mas garantiu não ter nenhum projeto (ou roteiro) pronto. Depois das férias de verão, que ele passa com a família em Salvador, Caetano promete procurar nas locadoras cópia de Felizes Juntos, o filme do chinês Wong Kar-Wai que utilizou, sem autorização, uma das faixas de Fina Estampa ao Vivo na trilha sonora. A mesma Cucurucucu Paloma, agora selecionada por Almodóvar. "Me falaram tão bem do novo filme dele, Amor à Flor da Pele, que penso em aproveitar para ver os dois."