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miércoles, 5 de junio de 2024

2019 - UMA GAROTA CHAMADA MARINA

 

Marina Lima completa 64 anos e é tema de documentário em sua homenagem

Filme sobre a vida da cantora é dirigido por Candé Salles e revela a efervescência da artista e da mulher


Um grito: “É para uma tribo que quer ser livre”, avisa Marina Lima sobre 
seu documentário - Foto: Divulgação


17 de setembro de 2019 

Uma das estreias mais aguardadas de setembro é o documentário Uma Garota Chamada Marina, sobre a vida de Marina Lima, dirigido por Candé Salles. O cineasta foi, inclusive, um dos poucos homens por quem a cantora e compositora – lésbica assumida desde os 18 anos – se apaixonou e namorou. E o filme é fruto, justamente, dessa relação. “Foram 10 anos filmando Marina. Tive a sorte de acompanhar um período rico, de muitas mudanças”, explica o diretor, que registrou a intimidade da ex e grande amiga entre Rio, São Paulo, Porto Alegre e Berlim. “Filmava com o que tinha na hora: do VHS, passando por câmera sofisticada e até com o meu celular”, adianta Candé. O resultado é inovador, intimista e apresenta uma artista que tem pouquíssimos registros audiovisuais – apenas um DVD nos seus mais de 40 anos de carreira. 

“Esse filme é dedicado aos ‘Grunkies’, uma tribo de gente que pensa igual, tem muito talento, mas não quer se enquadrar. Quer ser livre. Essa é a minha turma”, decreta Marina do alto dos seus 63 anos. Ela, inclusive, completa 64 anos dia 17 deste mês. Em ótima forma – continua fazendo shows pelo país com aquela barriga sarada de fora –, a artista revela seu segredo: “Sigo o método dos gregos: ginástica, prosa e muita música”.


 

Primeiro álbum: Ensaio para o disco 'Simples como Fogo', lançado por Marina em 1979 - Foto: Antônio Guerreiro/divulgação

 

O documentário começa com um poema escrito para ela pelo irmão, Antonio Cícero. Poeta e escritor, ele também é um dos parceiros musicais de Marina. “A vida inteira morei com meu irmão e começamos a compor juntos, mas por ter muita intimidade, às vezes a gente se estranhava. Uma hora acho que a gente enjoou um do outro e fomos cada um para um caminho. Na época, fiquei aflita, achando que ele estava sendo injusto comigo, mas depois a gente se encontrou e descobriu que sentíamos muita falta um do outro. Passados 15 anos, ainda estamos nessa lua de mel e sempre cheios de saudades”, ela se declara.

Outras figuras importantes na vida da cantora também dão depoimentos. O escritor Fernando Muniz fala da importância das parcerias musicais dela com o irmão. “O período Marina e Cícero, nos anos 80, foi de intenso ativismo”, relembra. Já o figurinista Cao Albuquerque entrega histórias de bastidores, da época que o Baixo Leblon tinha ares de centro do universo. “A Marina levava horas e horas para enrolar aquele cabelo. Até ficar perfeito. Mas perfeito de uma forma que parecesse bem rebelde. Às vezes eram quatro horas arrumando o cabelo para duas horas de aparição. E eram aparições mesmo: da casa do Caetano, ou de um encontro com Bob Marley ou com Moraes Moreira, até um pulo na Sótão, a boate da época no Rio”, recorda Cao, às gargalhadas.

Grande amigo de Marina e um dos maiores arquitetos brasileiros, Isay Weinfeld também participa. Ele, inclusive, dirigiu um dos shows dela, “Clímax”. “Sempre o achei muito inteligente. Conversamos muito sobre música, arte, artistas, sobre a vida mesmo. O bom humor e requinte dele são incríveis”, elogia Marina. A mulher da cantora, a advogada Lidice Xavier, é apresentada de forma poética. Enquanto a silhueta de Lidice é exibida, a música Ela e Eu, sucesso de Caetano Veloso gravado por Marina, toca ao fundo. E nada mais sobre a vida amorosa da artista é dito. E precisa? “Não dá para se referir à Marina só como cantora. Ela deu voz às mulheres nos anos 80 e representa um grito de liberdade. Marina fez muita gente gozar”, finaliza Cao Albuquerque.



Antônio Cícero e Marina Lima



03/12/2019

 

A pré-estreia do documentário de Marina Lima no Rio: Caetano Veloso, o casal Camila Pitanga e Beatriz Coelho


Marina Lima reuniu os amigos “cariocaxxx”, que não são poucos, na pré-estreia do documentário “Uma garota chamada Marina”, com direção de Candé Salles e produção de Leticia Monte e Lula Buarque de Hollanda, nessa segunda (02/12), no Estação Net Gávea, no Shopping da Gávea. Iam chegando Caetano Veloso, Camila Pitanga, pela primeira vez num evento público com a namorada, Beatriz Coelho; Oskar Metsavath, Antonio Pitanga, Leilane Neubarth, Sergio Marone, Pablo Morais, uma festa. 

O filme entra em cartaz em seis cidades, a partir do dia 16 de janeiro e também vai estar no Canal Curta. “Foram 10 anos filmando. Tive a sorte de acompanhar um período de muitas mudanças na sociedade, principalmente no que se refere à condição feminina que Marina, com suas músicas, retrata como ninguém”, diz Candé, um dos únicos homens ex-namorados de Marina, gay assumida desde os 18 anos, que registrou a intimidade da cantora entre Rio, São Paulo, Porto Alegre e em Berlim, Alemanha.




Fotos: Ari Kate



Marina Lima e Caetano Veloso


Candé Salles, Marina Lima e Caetano Veloso


Antônio Cícero e Caetano Veloso




Antônio Pitanga, Marina Lima e Caetano Veloso



Caetano Veloso, Pedro Colombo, Marcio Debellian e Antônio Cícero 






domingo, 29 de enero de 2017

2008 - AS PEGADORAS



9/5/2008

Caetano Veloso em festa de “As Pegadoras”

Cantor marca presença em lançamento do programa, no Rio de Janeiro


Andrea Giusti

 
André Ramiro e Mirella Payola



                    Dudu Azevedo e "As Pegadoras"                  Diego Alemão

 
Rômulo Arantes Neto e a namorada Lise Grendene

Nesta quinta-feira (08), Caetano Veloso conferiu o lançamento do programa “As Pegadoras”, de Candé Salles, exibido pelo canal Multishow. A festa, que aconteceu na Boate 00, no Rio de Janeiro, durou até a madrugada ao som de música eletrônica.

Sentado em um mesa, o cantor bateu papo com alguns amigos e posou ao lado das “pegadoras”. Os atores Dudu Azevedo, André Ramiro e Dado Dolabella curtiram a noite badalada. Maytê Piragibe, Danni Carlos e o ex-BBB Diego Alemão também passaram no evento.




9/5/2008
Caetano Veloso prestigia amigo Candé Salles em lançamento de programa


A comemoração de estréia do programa “As Pegadoras” aconteceu na Boate 00 no Rio de Janeiro

Daniela Gonzalez
Do EGO, no Rio de Janeiro

 
Caetano Veloso e Candé Salles na boate 00 no Rio de Janeiro

Caetano Veloso foi o centro das atenções na comemoração da estréia do programa “As Pegadoras”, de Candé Salles, exibido pelo o canal Multishow, na noite desta quinta-feira, 08, na Boate 00, na Gávea, no Rio. “Candé é meu amigo e vim prestigiá-lo em seu novo projeto. Ele me falou sobre o programa, mas estou querendo assistir para ver como ficou”, disse Caetano, que chegou bastante entusiasmado ao local acompanhado de um grupo de jovens e ficou durante todo o tempo em uma área reservada para os convidados conversando, sorrindo e tomando refrigerante.


Ao ser questionado sobre o cancelamento de seu show que aconteceria nesta última quarta-feira, 07, no Vivo Rio, o cantor fez questão de deixar claro. “Não foi culpa minha, eu juro, tudo já estava pronto, já tínhamos ensaiado bastante, mas o show teve que ser adiado por uma semana por culpa de um atraso na produção. Mais dia 14 eu estarei lá”, respondeu Caetano, que ainda contou um pouco sobre seu novo espetáculo. “Este show vai ser meio ensaio, porque vamos amadurecendo a cada semana de acordo com o retorno do público.”

Quando soube que Caetano estava no local, Guta Stresser fez questão de falar com o cantor. “Me desculpa te incomodar, mas eu precisava vir aqui te falar o quanto eu te admiro e sou sua fã. Tenho todos os seus discos, minha casa era cheia de pôsters seus”, disse Guta para Caetano, que agradeceu a atriz retribuindo com um beijo em uma de suas mãos. André Ramiro e Dudu Azevedo também não perderam a oportunidade de cumprimentar e falar com o cantor.


Selinhos
 

 
Caetano com as protagonistas de "As Pegadoras", Anna Tokiko, Rhavine e Mirella Payola



Caetano distribuiu selinhos em Rhavine, uma das protagonistas do programa “As Pegadoras” e em Nêga, filha do ministro da cultura e cantor Gilberto Gil. O cantor deixou o local por volta das quatro horas da manhã em seu carro, acompanhado do mesmo grupo de amigos que o acompanhou durante toda a noite.

O produtor e diretor Candé Salles estava animado com a presença de seu amigo. “Caetano assistiu algumas cenas do meu programa e falou que achou sexy, lindo e muito engraçado. A cada semana o programa será diferente, onde as protagonistas, interpretadas pelas as atrizes, Rhavine, Anna Tokiko e Mirella Payola, receberão relatos de internautas sobre aventuras sensuais e escolherão as melhores histórias para apresentá-las”, disse Candé Salles sobre o seu programa, que será exibido todas as quintas-feiras às duas horas da manhã no canal Multishow.
 



2/8/2008



Candé Salles fala sobre 'As Pegadoras', o programa que dirige para o Multishow



As personagens Fê, Diana e Bárbara são as novas musas do Paparazzo



Luciana Tecidio

Do EGO, no Rio

 

Candé Salles o diretor de "As Pegadoras"
 
A ampla sala do apartamento do produtor de elenco e agora diretor de TV Candé Salles, de frente para a Praia do Flamengo, no Rio, virou cenário do programa "As Pegadoras". A atração erótica que vai ao ar nas madrugadas de segunda e quinta-feira no canal Multishow é dirigida por ele. Nela, três atrizes sensuais — Ana Tokiko, Mirella Payola e Rhavine — dão vida as não menos sedutoras Fê, Diana e Bárbara, as novas musas do Paparazzo. Elas lêem emails picantes cujas melhores histórias são filmadas e levadas ao ar.



Candé é a pessoa ideal para ficar a frente do programa. O carioca de 32 anos traz no currículo oito anos como produtor de casting da Conspiração Filmes e foi o responsável pelo polêmico livro do americano Terry Richardson. O tempo que passou na produtora de Andrucha Waddington, somado ao seu carisma sedutor, tornou-o o queridinho de gente famosa como Camila Pitanga, Marina Lima —única mulher com quem garante ter tido vontade de ter um filho — e Caetano Veloso.



Salles conversou com o EGO sobre “As Pegadoras”, o novo sucesso das madrugadas.



EGO: Como surgiu a idéia de criar “As Pegadoras”?

Candé Salles: O Multishow queria reformular o horário. Eles queriam uma coisa jovem. Então criaram esse projeto audacioso e me chamaram para pilotá-lo. 


Como se deu a escolha das meninas?
Candé Salles: Queria fugir da garota ruiva, morena e loira. Vi 317 meninas e fiz vários testes até chegar nessa composição: uma negra, uma japonesa e uma morena. Elas representam o Brasil.



Você é uma pessoa que tem fama de ser supersexualizado, é isso mesmo?
Candé Salles: Teve uma coisa que o Caetano falou sobre mim: ‘O Candé é o inimigo natural da hipocrisia sexual’. Sexo para mim é normal, gostoso. Se você se sente atraído, vai nessa que é bom.



Os atores ficam excitados nas cenas em que simulam uma transa?
Candé Salles: Coloco sempre atores e modelos para fazer as animações. Não são profissionais do sexo. Gravar as cenas requer muita concentração e disciplina. Eu faço as cenas sempre duas vezes, não mais do que isso. Falo o tempo todo no ouvido deles. Tadinhos, não conseguem nem se excitar.

Você está solteiro?

Candé Salles: Tenho uma relação com a Erika Palomino (consultora de moda e jornalista). A gente namorou quatro anos. Quando nos encontramos, a gente fica perto. Vamos casar um dia. Não tenho vontade de ter filhos. Tive só uma vez, com a Marina (a cantora Marina Lima). Tivemos uma amizade colorida, ela é demais.