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martes, 28 de agosto de 2012

1995 - LUCIO DALLA






Corriere della Sera
24 giugno 1995 - Pagina 33

Napoli: 100. 000 in piazza per Dalla e Isabella

NAPOLI . Centomila napoletani hanno assistito ieri al concerto di Lucio Dalla organizzato in piazza Plebiscito dalla Telecom, per il summit mondiale sulle telecomunicazioni, e dalla Rai che lo ha trasmesso in diretta sulla prima rete. Il calore della folla, la classe di Isabella Rossellini presentatrice (nella foto Adnkronos, con Dalla), la bravura degli artisti che, dopo l' introduzione di Luciano De Crescenzo, hanno accompagnato Dalla nell' omaggio a Caruso hanno trasformato l' incontro musicale in un evento. La serata, vissuta da mille vip in platea dinanzi a Palazzo Reale (fra cui il ministro delle Poste, Gambino, l' amministratore di Telecom Italia, Chirichigno, della Fiat, Romiti, il sindaco Bassolino e il vicepresidente della Fininvest, Letta) e da migliaia di giovani che facevano da coro, e' stata accesa dai brani di Dalla, dalle interpretazioni di Caetano Veloso e dei Neri per caso, il gruppo salernitano rivelatosi a Sanremo.





23 de junio de 1995

“Te voglio bene assaje”' - Omaggio a Caruso

Piazza del Plebiscito - Nápoles


























● ● ● ●

 
“ … Surgiu um convite do sempre gentil Lucio Dalla para que Caetano participasse de um show seu com transmissão para diversos países pela RAI internacional. Show este que aconteceria  numa das mais belas praças do mundo, a Piazza Plebiscito, em Nápoles. O show era de Lucio, com apresentação de Isabella Rosselini e outros convidados, além de Caetano.


Bem, o show foi uma beleza e foi uma grande emoção coletiva, quando Caetano, franzino e discreto, sentou-se no banquinho, pegou seu violão e cantou sozinho no palco, “Luna Rossa”, uma das mais belas canções napolitanas. Sozinho é modo de dizer, pois a multidão toda cantou com ele, emocionada. Depois, com o próprio Lucio Dalla e sua banda, cantaram “Voce é Linda”, de Caetano. Ficamos todos embasbacados com a beleza de Isabella Rosselini (como diz Caetano, ela tem a beleza da mãe com o mel mediterrâneo do pai e é verdade. Ela tem uma beleza mais “quente” que a da mãe Ingrid Bergman).

Gilda Mattoso, 6 de marzo de 2012.
(Lucio Dalla falleció en Montreux el 1º de marzo de 2012)


LUNA ROSSA
Vincenzo de Crescenzo/Antonio Vian

Vaco distrattamente abbandunato,
l'uocchie sotto 'o cappiello annascunnute,
mane int'a sacca e bavero aizato,
vaco fiscann'a 'e stelle ca so' asciute.
E 'a luna rossa me parla 'e te...
Io le domando si aspiette a me
e me risponne: "si 'o vvuò sapè...
cca nun ce sta nisciuna!"
E io chiammo 'o nomme pe te vedè,
ma tutt'a gente ca parla 'e te
risponne: "è tarde, che vvuò sapè!?
Cca nun ce sta nisciuna!"
Luna rossa... chi me sarrà sincera?
Luna rossa... se n'è gghiuta ll'ata sera senza me vedè!
E io dico ancora ca aspetta a me
fore 'o balcone stanotte 'e tre
e prega 'e sante pe me vedè
...ma nun ce sta nisciuna!
E io chiammo 'o nomme pe te vedè
ma tutta 'a gente ca parla 'e te
risponne: "è tarde, che vvuò sapè!?
Cca nun ce sta nisciuna!"
E 'a luna rossa me parla 'e te...
io le domando si aspiette a me
e me risponne: "si 'o vvuò sapè...
cca nun ce sta nisciuna!"
Cca nun ce sta nisciuna!
Cca nun ce sta nisciuna!





30/10/1997 - San Marino




LUNA ROSSA
Música: Antonio Vian
Letra: Vincenzo De Crescenzo
1950
 
Testo in napoletano
Texto em português - LUA VERMELHA
 
Vaco distrattamente abbandunato... / Ando distraídamente abandonado...
 
ll'uocchie sott''o cappiello annascunnute, / os olhos debaixo do chapéu escondidos,
 
mane 'int''a sacca e bávero aizato... / mão no bolso e gola (do casaco) levantada...
 
Vaco siscanno 'e stelle ca só' asciute... / Ando assoviando às estrelas que surgiram...
 
E 'a luna rossa mme parla 'e te, / E a lua vermelha me fala de você,
 
ij lle domando si aspiette a me, / e pergunto a ela se você está me esperando,
 
e mme risponne: "Si 'o vvuó' sapé, / e (a lua) me responde "se quiser saber,
 
ccá nun ce sta nisciuna..." / aqui não há nenhuma (mulher)".
 
E ij' chiammo 'o nomme pe' te vedé, / E eu chamo seu nome para para te ver
 
ma tutt''a gente ca parla 'e te, / mas todas as pessoas que falam de você,
 
risponne: "E' tarde che vuó' sapé?! / respondem "è tarde, o que quiser saber?!
 
Ccá nun ce sta nisciuna!..." / aqui não há nenhuma (mulher)!..."
 
Luna rossa, / Lua vermelha,
 
chi mme sarrá sincera? / quem (qual mulher) serà sincera?
 
Luna rossa, / Lua vermelha,
 
se n'è ghiuta ll'ata sera / (ela) foi embora na noite passada
 
senza mme vedé... / sem me ver...
 
E ij dico ancora ch'aspetta a me, / E eu ainda digo (a mim mesmo) que (ela) està me esperando,
 
for 'o barcone stanott'ê ttre, / fora na sacada (de sua casa) nesta noite às três,
 
e prega 'e Sante pe' mme vedé... / e reza aos Santos para me ver...
 
Ma nun ce sta nisciuna... / Mas não há nenhuma (mulher)...
 
Mille e cchiù appuntamente aggio tenuto... / Mais de mil encontros eu tive (com outras mulheres)...
 
tante e cchiù sigarette aggio appicciato... / um monte de sigarros eu acendi (fumei)...
 
mille tazze 'e café mme só' bevuto... / mil xícaras de café bebi...
 
mille vucchelle amare aggio vasato.... / mil boquinhas amargas beijei...
 
E ij dico ancora ch'aspetta a me, / E eu ainda digo (a mim mesmo) que (ela) està me esperando,
 
for 'o barcone stanott'ê ttre, / fora na sacada (de sua casa) nesta noite às três,
 
e prega 'e Sante pe' mme vedé... / e reza aos Santos para me ver...
 
Ma nun ce sta nisciuna... / Mas não há nenhuma (mulher)...
 
Ma nun ce sta nisciuna... / Mas não há nenhuma (mulher)...
 
Ma nun ce sta nisciuna... / Mas não há nenhuma (mulher)...
 
Luna... / Lua...
 
Luna... / Lua...
 
Luna... / Lua...
 
Luna... / Lua...
 
Luna... / Lua...


miércoles, 1 de agosto de 2012

1995 - CARMEN por CAETANO


















DISSERAM QUE EU VOLTEI AMERICANIZADA

(Vicente Paiva/Luis Peixoto)





1995
Tributo a Carmen miranda  /  A Tribute to Carmen Miranda
Lincoln Center, em Nova York, dirigido por Nelson Motta


FOLHA DE S.PAULO
Ilustrada


São Paulo, segunda-feira, 28 de agosto de 1995

Nova York faz tributo a Carmen Miranda

DANIELA FALCÃO
de NOVA YORK

Mais de 10 mil pessoas lotaram o Damrosh Park, no Lincoln Center (Nova York), na sexta-feira à noite, para assistir o “Tributo a Carmen Miranda".

O show, que encerrou a programação de verão gratuita do Lincoln Center, durou cerca de duas horas e foi um dos mais concorridos da temporada.

Produzido por Tim Johnson e Nelson Motta, o tributo misturou nomes consagrados da música brasileira como Leo Gandelman e Eduardo Dusek a quase estreantes como o cantor carioca Nando Gabrielli.

Marília Pêra, Aurora Miranda (irmã de Carmen), Bebel Gilberto, Maria Alcina e Patrícia Marx também participaram da homenagem.

O evento estava marcado para as 20h15, mas desde as 19h00 era impossível achar lugar para sentar.

Como continuava chegando gente, a polícia teve que acomodar as pessoas no chão, quebrando a regra dos espetáculos na concha acústica no Lincoln Center, onde todos sentam em cadeiras colocadas no jardim.

Quem abriu o tributo foi a cantora Maria Alcina. Acompanhada por uma trupe de drag queens travestidas de Carmen Miranda, ela começou o show cantando dois sucessos da pequena notável: “Alô, Alô" e “Tico Tico no Fubá".

A presença das drags entusiasmou mais o público do que a apresentação da cantora, prejudicada pela má qualidade do som.

Maria Alcina fechou sua participação com uma coletânea de antigas marchinhas de Carnaval, de “Mamãe eu Quero" a “Balancê".

Contrastando com o colorido da trupe de Maria Alcina, Bebel Gilberto entrou no palco toda vestida de preto.

Cantou “Tic Tac do Meu Coração” e “Uva de Caminhão" e foi uma das mais aplaudidas pelo público, que reuniu brasileiros, americanos e, principalmente, a comunidade hispânica de Nova York.

A cantora baiana Juliana (outra semi-estreante), foi a primeira a fazer o público levantar e dançar. Acompanhada de dois dançarinos afros, ela fez de “O Que é Que a Baiana Tem" uma das mais originais interpretações do tributo.

A melhor parte do show, entretanto, só aconteceu na segunda metade do espetáculo, depois das apresentações de Nando Gabrielli (“Na Batucada da Vida") e Patrícia Marx.

Quem abriu a “parte nobre" do tributo foi o saxofonista Léo Gandelman. Acompanhado por Don Salvador (acordeão), ele foi aplaudido de pé.

Em seguida, veio Eduardo Dusek. Vestido de marinheiro, Dusek cantou duas músicas (“Disseram que eu Voltei Americanizada" e “Camisa Listrada") e saiu com o público pedindo bis (aliás, “mais um" em alto e bom português).

Marília Pêra apareceu no palco com vestido rosa cheio de babados e foi aplaudida de pé.


O momento mais emocionante aconteceu quando ela chamou ao palco Aurora Miranda e as cantaram juntas “Cantoras do Rádio".


“Você fica muito parecida com a Carmen quando se veste desse jeito", disse Aurora, que precisou de ajuda para andar até o centro do palco devido à idade.









lunes, 30 de julio de 2012

1999 - OMAGGIO A FEDERICO E GIULIETTA


1997                                  Foto: Roberto Ugolini (Italia)


Este álbum -registro del concierto en homenaje a Federico Fellini y Giulietta Masina-, fue editado casi dos años después.

La presentación se realizó en el Museo de Arte Moderno - Solar de Unhão, de Salvador, el 17 setiembre de 1999, al día siguiente del cumpleaños nº 92 de D. Canô.





   São Paulo, sexta, 31 de outubro de 1997

Caetano presta tributo a Fellini

das agências internacionais

Caetano Veloso faz hoje, em San Marino, uma apresentação em homenagem ao cineasta italiano Federico Fellini. O cantor e compositor brasileiro está hospedado na cidade italiana de Rimini, terra natal de Fellini, localizada próximo à fronteira com San Marino.

No repertório escolhido para o show desta noite está "Giulietta Masina", música que Caetano fez em homenagem à atriz, mulher de Fellini.

O público de San Marino também poderá ouvir arranjos que Caetano compôs tendo como inspiração as músicas-tema de filmes como "A Doce Vida" e "Oito e Meio".

Para Caetano Veloso, os longas do diretor italiano tiveram forte influência em sua vida.

"Em Santo Amaro, cidade onde nasci, havia dois cinemas, e os filmes franceses e italianos chegavam com a mesma frequência com que hoje chegam os filmes norte-americanos. Foi uma grande contribuição para minha formação intelectual", disse o compositor durante entrevista concedida em San Marino.

Entre as obras de Fellini preferidas por Caetano está "A Estrada", de 1955. "Quando vi esse filme, passei um dia inteiro sem comer, pensando no personagem que nunca olhava para o céu", afirmou.

 















1997 - Caetano Veloso e Gino Gastaldo






























1999
OMAGGIO A FEDERICO E GIULIETTA
Gravado ao vivo em Teatro Nuevo, Dogana-  RSM (República de San Marino)
nos dias 28,29 e 30 de outubro de 1997
Universal Music/Mercury Records CD 7314546638-2.

01. QUE NÃO SE VÊ [Come tu mi vuoi] (Nino Rota/T. Amurri - Letra en portugués: Caetano Veloso)
02. TRILHOS URBANOS (Caetano Veloso)
03. GIULIETTA MASINA (Caetano Veloso)
04. LUA, LUA, LUA, LUA (Caetano Veloso)
05. LUNA ROSSA (V. De Crescenzo/A. Vian) Música Incidental: “Le Notti Di Cabiria” (Nino Rota)
06. CHEGA DE SAUDADE (Tom Jobim/Vinícius de Moraes)
07. NADA (Dames/Sanguinette - Versión: Ademar Muharran)
08. COME PRIMA (M. Panzeri/S. Di Paola/S. Taccani)
09. AVE MARIA (Erothides de Campos)
10. CHORA TUA TRISTEZA (Oscar Castro Neves/Luvercy Fiorini)
11. CORAÇÃO VAGABUNDO (Caetano Veloso)
12. CAJUÍNA (Caetano Veloso)
13. GELSOMINA (M. Galdieri/Nino Rota)
14. LET'S FACE THE MUSIC AND DANCE (Irving Berlin)
15. CORAÇÃO MATERNO (Vicente Celestino)
16. PATRICIA (Damaso Peres Prado - Versión: A. Bourges)
17. DAMA DAS CAMÉLIAS (João de Barro/Alcyr Pires Vermelho)
18. COIMBRA (Raul Ferrão/José Galhardo) Música Incidental: “Mercardo Persa” [In A Persian Market] (Alberty Ketelbey) Instrumental
19. GELSOMINA (M. Galdieri/Nino Rota)



30/10/1997 - San Marino







1999 – CAETANO VELOSO
1. LUNA ROSSA (V. De Crescenzo/A. Vian)
Música Incidental: “Le Notti Di Cabiria” (Nino Rota)
Extraído del álbum “Omaggio a Federico e Giulietta”
Universal Music CD PRO 1280 - Prohibida su venta [Argentina]





1999 - CAETANO VELOSO
1. LUNA ROSSA (V. De Crescenzo/A. Vian) 5:54
2. LET’S FACE THE MUSIC AND DANCE (Irving Berlin) 4:18
Taken from de album “Omaggio a Federico e Giulietta”
Emarcy / Universal Music CD single 562535-2 [For promotional use only]


LUNA ROSSA

Música: Antonio Vian

Letra: Vincenzo De Crescenzo

1950

 

Testo in napoletano

Texto em português - LUA VERMELHA

 

Vaco distrattamente abbandunato... / Ando distraídamente abandonado...

ll'uocchie sott''o cappiello annascunnute, / os olhos debaixo do chapéu escondidos,

mane 'int''a sacca e bávero aizato... / mão no bolso e gola (do casaco) levantada...

Vaco siscanno 'e stelle ca só' asciute... / Ando assoviando às estrelas que surgiram...

E 'a luna rossa mme parla 'e te, / E a lua vermelha me fala de você,

ij lle domando si aspiette a me, / e pergunto a ela se você está me esperando,

e mme risponne: "Si 'o vvuó' sapé, / e (a lua) me responde "se quiser saber,

ccá nun ce sta nisciuna..." / aqui não há nenhuma (mulher)".

E ij' chiammo 'o nomme pe' te vedé, / E eu chamo seu nome para para te ver

ma tutt''a gente ca parla 'e te, / mas todas as pessoas que falam de você,

risponne: "E' tarde che vuó' sapé?! / respondem "è tarde, o que quiser saber?!

Ccá nun ce sta nisciuna!..." / aqui não há nenhuma (mulher)!..."

Luna rossa, / Lua vermelha,

chi mme sarrá sincera? / quem (qual mulher) serà sincera?

Luna rossa, / Lua vermelha,

se n'è ghiuta ll'ata sera / (ela) foi embora na noite passada

senza mme vedé... / sem me ver...

E ij dico ancora ch'aspetta a me, / E eu ainda digo (a mim mesmo) que (ela) està me esperando,

for 'o barcone stanott'ê ttre, / fora na sacada (de sua casa) nesta noite às três,

e prega 'e Sante pe' mme vedé... / e reza aos Santos para me ver...

Ma nun ce sta nisciuna... / Mas não há nenhuma (mulher)...

Mille e cchiù appuntamente aggio tenuto... / Mais de mil encontros eu tive (com outras mulheres)...

tante e cchiù sigarette aggio appicciato... / um monte de sigarros eu acendi (fumei)...

mille tazze 'e café mme só' bevuto... / mil xícaras de café bebi...

mille vucchelle amare aggio vasato.... / mil boquinhas amargas beijei...

E ij dico ancora ch'aspetta a me, / E eu ainda digo (a mim mesmo) que (ela) està me esperando,

for 'o barcone stanott'ê ttre, / fora na sacada (de sua casa) nesta noite às três,

e prega 'e Sante pe' mme vedé... / e reza aos Santos para me ver...

Ma nun ce sta nisciuna... / Mas não há nenhuma (mulher)...

Ma nun ce sta nisciuna... / Mas não há nenhuma (mulher)...

Ma nun ce sta nisciuna... / Mas não há nenhuma (mulher)...

Luna... / Lua...

Luna... / Lua...

Luna... / Lua...

Luna... / Lua...

Luna... / Lua...