miércoles, 15 de abril de 2026

1998 - VINHO DO PORTO CONCERT - MARIA BETHÂNIA e MÍSIA

 








Ribeirão Preto, Quarta, 23 de setembro de 1998 

 

Brasil e Portugal se unem em Ribeirão

 

da Reportagem Local

Ribeirão Preto irá presenciar neste final de semana um encontro entre duas culturas irmãs no "Vinho do Porto Concert", que acontecerá de sexta a domingo.

O evento irá reunir a música brasileira, uma das mais influentes no mundo, e a música portuguesa, da qual somos grandes devedores.

Na sexta, sobe ao palco o cantor e compositor da nova geração da MPB Chico César, que irá cantar com Né Ladeira. No sábado, o encontro se dá entre o cantor João Bosco e os cantores portugueses Maria João e Mário Laginha.

Domingo, finalizando o festival, o público de Ribeirão terá a oportunidade de assistir ao show da "musa" Maria Bethânia (que cita frequentemente a cultura portuguesa em seus espetáculos, sobretudo Amália Rodrigues e Fernando Pessoa) e a cantora Mísia.

O festival ocorre simultaneamente no Rio de Janeiro.


Show: Vinho do Porto Concert

Onde: Theatro Pedro 2º, rua Álvares Cabral, 370, em Ribeirão Preto, Tel: (016) 636-4610

Quando: sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 20h

Quanto: R$ 30 (platéia, frisas e balcão nobre), R$ 25 (balcão simples) e R$ 20
(galeria central e lateral)


Ribeirão Preto, Domingo, 27 de setembro de 1998 


Bethânia faz show hoje

da Reportagem Local


A cantora Maria Bethânia, uma das grandes musas da MPB, realiza hoje show no Theatro Pedro 2º, em Ribeirão Preto, ao lado da cantora portuguesa Mísia, no último dia do festival Vinho do Porto Concert.

Juntas, elas deverão cantar os fados "Meu Amor É Marinheiro", "Estrela do Mar" e "Sete Luas", todos grandes sucessos na voz de Mísia, cantora responsável pela modernização do estilo em Portugal.

No espetáculo solo, Maria Bethânia se dedica a cantar velhos clássicos, como "Olhos nos Olhos" (Chico Buarque) e "Explode Coração" (Gonzaguinha), e sucessos mais recentes em sua voz, como "Emoções" e "Eu Preciso de Você" (Roberto e Erasmo Carlos).












1998 - MARIA BETHÂNIA - JVC JAZZ FESTIVAL

 

26ª edição do JVC Jazz Festival 



JVC Jazz Festival, de Nova York, realizado de 15 a 27 de junho de 1998.



Dia 20 de junho
Sábado
Maria Bethânia
Carnegie Hall


























São Paulo, segunda, 22 de junho de 1998 


NY delira com Bethânia


Carlos Calado

enviado especial a Nova York


Quem foi ao show de Maria Bethânia, anteontem à noite, depois de assistir o sóbrio concerto de João Gilberto, custou a crer que estivesse na mesma cidade.

A imponência do Carnegie Hall não impediu o fã-clube da cantora -que não se apresentava em Nova York há quase uma década- de transformar a noite em um culto tão festivo como os que se viram nas últimas temporadas de Bethânia no Brasil.

Recebida de pé, com gritos eufóricos, Bethânia entrou no palco descalça, como de costume. Sorrindo, vestia um esvoaçante vestido branco. "Imitação da Vida" foi a primeira de uma série de 30 canções, extraídas dos dois últimos shows da intérprete.

A banda de 7 músicos, comandada pelo violonista Jaime Álem, não parou um instante, unindo todos os números. Arranjos instrumentais de "Maria" (do musical "Amor, Sublime Amor") e "Beatriz" (de Edu Lobo e Chico Buarque) distraíram a platéia, para que a cantora trocasse de roupa.

Com um sorriso enorme, Bethânia misturou antigos sucessos, como "Explode Coração" e "Sonho Impossível", com canções mais recentes de Chico César, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown.

Dos vários poemas de Fernando Pessoa que recitava durante o show "Imitação da Vida", Bethânia manteve somente dois. A reação da platéia aos versos declamados em português não deixou dúvidas sobre o grande número de brasileiros presentes ali.

Sambas de roda, como "Reconvexo" (de Caetano Veloso), foram acompanhados por palmas, que flagraram as origens da platéia.

Depois de 1h15 de show, aplaudida de pé, Bethânia foi obrigada a voltar duas vezes ao palco. Recebeu flores e fechou a noite em tom de "big band", cantando "Emoções" (da dupla Erasmo e Roberto Carlos). Raras vezes o Carnegie Hall viu platéia tão animada. 



Foto: João Carlos Volotão/Folhapress 













A Diva With Thoughts of Home


By Jon Pareles

June 23, 1998

The grand sentiments of international diva style met the particulars of Brazilian popular music when Maria Bethania performed on Saturday night at Carnegie Hall as part of the JVC Jazz Festival. International divas from Edith Piaf to Celine Dion celebrate day-to-day survival and the pursuit of love as heroic quests; they bring larger-than-life voices to ballads that climb inexorably toward teary triumph. Brazilian songs have some other considerations: politics, poetry, memories of home and attention to rhythm. 

Ms. Bethania, who has been a leading Brazilian singer since the 1960's, was making her first New York appearance since 1988. She drew an adoring, mostly Brazilian audience, and she rarely stopped beaming. She has an indelible voice: deep and enveloping, rising to a rich and unforced vibrato, never sounding artificially polished. Her voice can hold its own above the heartbeat thump of a samba or the strum and bounce of a forro; it lends ballads a dignified frankness. 

Her one long set, which worked 35 sings into about 90 minutes, was substantially similar to her current album, ''Imitacao da Vida'' (EMI Brazil), a live recording from 1996. There was a preponderance of diva material, full of grand pronouncements about finding love and seeking the joy of life. A Portuguese translation of ''The Impossible Dream'' drew even Ms. Bethania into some inevitable posturing.




martes, 14 de abril de 2026

1998 - "MÍSIA, QUE CONVIDA MARIA BETHÂNIA" - Portugal


26 de maio de 1998

Lisboa - Portugal

Parque das Nações







Espetáculo "Mísia, que convida Maria Bethânia", no anfiteatro na Doca, no âmbito do programa Afinidades - programação iniciativa Expo'98


Mísia (1955-2024) e Maria Bethânia


Fotos: Henrique Delgado









 
















lunes, 13 de abril de 2026

1998 - GAL COSTA - JVC JAZZ FESTIVAL

 



JVC Jazz Festival, de Nova York, realizado de 15 a 27 de junho de 1998.


Dia 23 de junho
Tuesday
Gal Costa
Avery Fisher Hall (no Lincoln Center)















São Paulo, quinta-feira, 25 de junho de 1998

Show de Gal vira baile carnavalesco em NY

CARLOS CALADO
ESPECIAL PARA A FOLHA


A derrota da seleção verde-amarela na Copa não diminuiu a animação dos brasileiros radicados em Nova York. Pelo menos foi o que centenas deles demonstraram poucas horas após a partida, durante o show de Gal Costa, no JVC Jazz Festival.

Até algumas camisetas da seleção brasileira foram vistas na platéia. O imponente Avery Fisher Hall acabou virando salão de baile carnavalesco, quando Gal relembrou as dançantes "Festa do Interior" e "Balancê", músicas que foram escolhidas para o bis de sua apresentação.Apesar de ter sido anunciado como "Gal Costa and Friends", o show exibido pela cantora em Nova York não contou com convidados especiais.

Basicamente, foi o mesmo que vem rodando o Brasil durante os últimos meses.

A diferença é que Gal estava em uma noite especial. Combinando magnetismo e sensualidade com sua voz privilegiada, dominou completamente a platéia durante uma hora e meia.

Gritos de "maravilhosa", em vários momentos, deram a medida do carisma da cantora.Sorrindo e imitando os trejeitos de Carmem Miranda, Gal abriu o show com o clássico samba "Aquarela do Brasil" (de Ary Barroso), seguido por "Falsa Baiana" (de Geraldo Pereira).

Bastavam duas ou três palavras de cada novo número para que a platéia explodisse em aplausos e assobios.

Em sucessos como "Que Pena", "Você Não Entende Nada" e "Barato Total", os mais animados formaram um coro para acompanhar a cantora.

Não faltou também a declarada homenagem ao compositor Tom Jobim, que Gal fez questão de anunciar em inglês: uma versão emocionada da canção "Dindi", devidamente seguida por "A Felicidade" e "Corcovado".

Menos conhecida pelo público nova-iorquino, "Vapor Barato" (de Jards Macalé e Waly Salomão) fechou o show com um efeito surpreendente. Depois de ouvi-la, em absoluto silêncio, toda a platéia levantou-se para aplaudir.

Interpretada por Gal em inglês irrepreensível, "London, London" (de Caetano Veloso) também soou especial para os norte-americanos presentes no Avery Fisher Hall.

Por alguns minutos, tiveram a rara chance de ouvir uma grande intérprete brasileira, entendendo o que ela cantava.

O jornalista Carlos Calado viajou a convite da JVC do Brasil e da United Airlines.