martes, 3 de noviembre de 2026

2026 - O SARGENTO



VIVALDO BISPO DE JESUS



Podcast O Sargento, sextas no Portal UOL, no YouTube do UOL Prime e nas principais plataformas de áudio.

O jornalista Thiago Herdy descobre a identidade do sargento que ajudou Caetano Veloso no período da prisão durante a ditadura militar: Vivaldo Bispo de Jesus.



16 de outubro de 2026

O Sargento #1: Vivaldo


23 de outubro de 2026

O Sargento #2: Dedé


30 de outubro de 2026

O Sargento #3: Caetano



15 de outubro de 2026

Caetano descobre, 57 anos depois, quem era sargento que o ajudou na prisão

Thiago Herdy

Na página 1.430 do arquivo de boletins internos de 1969 da Brigada Aeroterrestre da Vila Militar, no Rio de Janeiro, um registro burocrático interrompe as anotações sobre atividades do quartel e escalas de serviço.

O texto descreve uma "punição de praça". O sargento em questão havia determinado que seu subordinado deixasse a vigilância, abrindo uma brecha na segurança da carceragem do quartel.

O sargento era Vivaldo Bispo de Jesus. O motivo da punição, omitido nos papéis militares, mas preservado na memória de um artista brasileiro, foi um ato de humanidade: ele permitiu que o preso Caetano Veloso recebesse visita íntima de sua esposa, Dedé Gadelha.

"Tenho uma pena enorme de não ter gravado o nome dele. Esse cara foi um anjo, uma divindade na nossa vida", contou Caetano no documentário "Narciso em Férias", de 2020, registro em que ele revive o período em que ficou preso e lamentava nunca ter guardado o nome do sargento que havia descumprido as regras da prisão para ajudá-lo.

Mas nem tudo sobre sua história foi contado lá.

A identidade do militar e sua história são revelados, 57 anos depois, no podcast "O Sargento", do UOL Prime.


“Anjo” de Caetano: o sargento que desafiou regras para ajudar o cantor na ditadura

Publicado por Diario do Centro do Mundo

15 de outubro de 2026


Documentos do Exército identificaram Vivaldo Bispo de Jesus como o sargento que ajudou Caetano Veloso durante sua prisão, em 1969. O militar permitiu que o músico recebesse uma visita íntima da mulher, Dedé Gadelha, na carceragem da Brigada Aeroterrestre da Vila Militar, no Rio de Janeiro. 

O encontro ocorreu em 2 de fevereiro de 1969, quando Caetano estava havia 37 dias preso, sem acusação formal e sem previsão de soltura. Vivaldo, então com 24 anos, comandava a guarda da frente do quartel e tinha a chave da carceragem. Por liberar o subordinado da vigilância, ele recebeu uma punição registrada em boletim interno da unidade.

Caetano relatou o episódio no documentário “Narciso em Férias”, de 2020, mas dizia não saber o nome do sargento. “Esse cara foi um anjo, uma divindade na nossa vida”, afirmou. Em carta enviada à viúva de Vivaldo após a identificação, o cantor escreveu que devia “tudo de bom” que conseguiu ter na vida à “bondade discreta” do militar.

 

Podcast conta história de militar que ajudou Caetano Veloso na prisão durante a ditadura

Vivaldo Bispo de Jesus quebrou regra e permitiu que o cantor recebesse uma visita íntima de Dedé Gadelha

por Weslley Neto

15/10/2026

O militar Vivaldo Bispo de Jesus quebrou as regras e permitiu que Caetano Veloso recebesse uma visita íntima de sua então esposa, Dedé Gadelha, enquanto esteve preso em 1969, durante a ditadura no Brasil. Os detalhes da história são contados no podcast “O Sargento”, lançado hoje pelo UOL e produzido pelo repórter Thiago Herdy. 

“Esse cara foi um anjo, uma divindade na nossa vida”, disse Caetano sobre o militar no livro “Verdade Tropical”, lançado em 1997. O artista lamentou nunca ter notícias sobre a identidade do sargento — o que ocorre agora, 57 anos depois, graças ao trabalho de investigação de Herdy.

“Caetano ficou muito mal com a prisão injusta que sofreu, em 1968. […] [E a ação do sargento] Foi um gesto de humanidade que Caetano nunca esqueceu e que, segundo ele, promoveu grande transformação na sua própria experiência na prisão. Algo que o ‘salvou’, segundo o próprio registro do livro”, comenta Herdy em entrevista ao Amado Mundo.


Como foi a investigação?

A carreira do militar

O jornalista partiu de apenas três pistas deixadas por Caetano: era um homem negro, baiano e que não tinha idade para ser promovido a oficial – na época, Vivaldo tinha 24 anos. A investigação ganhou forma após uma pesquisa nos arquivos do Exército. Além de descobrir o nome do militar, Herdy apurou detalhes sobre o que aconteceu com Vivaldo e sua família nos anos seguintes ao auxílio a Caetano. 

“Procurei também a Dedé Gadelha, ex-mulher do Caetano, que nunca tinha visto dando entrevista, para que falasse também sobre o episódio. No início ela não quis, mas depois topou. É um relato feminino sobre esse acontecimento. Por fim, encontrei-me com Caetano para contar a ele quem é o sargento e sua história”, conta Herdy. 

Em 1985, Vivaldo recebeu sua última promoção, chegando ao cargo de subtenente, o topo da hierarquia para quem não ingressa na escola de oficiais. Dois anos depois, passou à reserva da corporação ao ser considerado incapaz para o serviço ativo do Exército. Sua ficha registrou 17 referências elogiosas ao longo da carreira. 

“Uma coisa que me impressionou muito foi perceber como, mais de 50 anos depois, Caetano ainda tinha muito interesse em saber quem era aquele sargento. O podcast é sobre a busca deste personagem, desde a primeira pista até a revelação dessa história ao próprio Caetano. E não deixa também de ser uma história universal: todo mundo sabe contar a história de alguém que passou pela sua vida, a mudou e nunca nem soube disso”, conclui o jornalista. 

Caetano passou 54 dias preso durante a ditadura militar, entre 27 de dezembro de 1968 e 19 de fevereiro de 1969. Detido em São Paulo, ele foi transferido para a Vila Militar de Marechal Deodoro, no Rio de Janeiro. Em julho, quatro meses após deixar a prisão, o cantor se exilou em Londres acompanhado de Gilberto Gil — os artistas retornaram ao Brasil apenas em 1972.

 


16/10/2026

Exército registrou punição de sargento que ajudou Caetano Veloso preso em 1969: Militar recebeu punição disciplinar registrada em boletim, chegou a subtenente e morreu em 1991

Por Bassani 




O músico se lembrava do gesto, mas desconhecia a identidade do militar. Uma investigação em boletins do Exército e o depoimento de familiares reconstruíram uma história mantida fora dos holofotes por quase seis décadas

O sargento do Exército que abriu uma exceção para Caetano Veloso durante a prisão do cantor na ditadura militar tinha nome, carreira e família. Chamava-se Vivaldo Bispo de Jesus. O músico passou décadas sem saber quem era o homem que permitiu um encontro reservado com Dedé Gadelha, então sua esposa, dentro de um quartel no Rio de Janeiro. A resposta surgiu 57 anos depois, em investigação publicada pelo UOL em 15 de outubro de 2026. 

Um boletim da Brigada Aeroterrestre de 1969 ajudou a identificar Vivaldo Bispo de Jesus, o sargento que permitiu a Caetano Veloso encontrar Dedé Gadelha na prisão. A descoberta chegou à família após 57 anos. 

Em 2 de fevereiro de 1969, Caetano estava havia 37 dias detido, sem acusação formal. O encontro ocorreu na Vila Militar, em Deodoro, onde Vivaldo comandava a guarda e tinha acesso à carceragem. Segundo a apuração do jornalista Thiago Herdy, o militar afastou um subordinado da vigilância e abriu espaço para que o preso ficasse a sós com Dedé. 

O gesto não passou despercebido dentro da unidade. Um boletim militar registra a punição de Vivaldo por ter determinado que um subordinado deixasse o posto, comprometendo a vigilância. O documento, porém, não declara que a visita a Caetano foi a razão da sanção: essa conexão foi reconstruída pela reportagem a partir dos relatos e dos registros consultados. 

Uma prisão sem acusação formal e um encontro que Caetano nunca esqueceu

Caetano havia sido preso em 27 de dezembro de 1968, pouco depois da edição do AI-5. A detenção ocorreu após uma acusação falsa de desrespeito ao Hino Nacional em uma apresentação. Transferido ao Rio, o compositor passou por um período de isolamento e incerteza sobre quando voltaria à liberdade.

Na Vila Militar, Dedé conseguia visitá-lo, mas normalmente havia grades entre os dois. A permissão extraordinária concedida por Vivaldo mudou esse encontro. Em relatos posteriores, inclusive no documentário Narciso em Férias, de 2020, Caetano descreveu o militar como um “anjo”, lamentando não ter guardado seu nome.

O militar tinha 32 saltos de paraquedas e chegou a subtenente

A investigação recuperou uma trajetória muito mais extensa do que os poucos minutos de contato com o cantor. Nascido em Irará, na Bahia, em 1945, Vivaldo foi para o Rio de Janeiro com a família ainda criança. Entrou para o Exército em 1965 e integrou a tropa paraquedista.

Até 1969, seus assentamentos registravam 32 saltos de paraquedas. Vivaldo também exerceu por longo período a função de monitor de curso básico de paraquedismo. Sua ficha militar reuniu 17 referências elogiosas e, em 1985, ele foi promovido a subtenente. Dois anos depois, passou à reserva por incapacidade definitiva para o serviço ativo, conforme a documentação examinada pelo UOL.

Os filhos só descobriram a história depois da morte do pai

 Vivaldo se casou com Bernadete Maria Bispo da Costa em novembro de 1969, e o casal teve quatro filhos. Em casa, era lembrado como alguém exigente, mas disposto a ajudar parentes com dinheiro, alimentos ou cuidados de saúde. Não fazia da passagem de Caetano pelo quartel uma história repetida em família.

O subtenente morreu em 1991, aos 46 anos, por complicações relacionadas ao diabetes. Não chegou a ler Verdade Tropical, livro de 1997 em que o cantor recordou o militar, nem a ver a lembrança reaparecer no documentário lançado em 2020.

Os filhos Cláudio e Aline souberam do episódio quando foram procurados pela equipe da investigação. A identificação do sargento só foi possível com o cruzamento dos registros militares e das memórias de pessoas envolvidas, especialmente a confirmação de Dedé sobre o encontro de domingo.

Uma carta para a viúva encerrou a busca de quase seis décadas

Depois que a identidade de Vivaldo veio à tona, Caetano escreveu à viúva do militar. Na mensagem divulgada pelo UOL, voltou a agradecer pela “bondade discreta” do homem que o ajudou no período de prisão. O reconhecimento chegou tarde para Vivaldo, mas permitiu que sua família conhecesse uma parte até então ignorada de sua trajetória.

A história não apaga a repressão sofrida pelo cantor nem transforma um documento administrativo em registro explícito de um ato de solidariedade. Seu significado está justamente no contraste: o que o boletim tratou como infração à vigilância foi lembrado por Caetano como um gesto decisivo de humanidade.

 

23 de outubro de 2026

'O Sargento': Em relato raro, Dedé detalha encontro com Caetano na prisão

Do UOL, em São Paulo 

Após revelar a identidade de Vivaldo Bispo de Jesus, o sargento que descumpriu as regras da unidade militar e permitiu a Caetano Veloso receber uma visita íntima, o podcast "O Sargento" traz no segundo episódio o depoimento de uma personagem dessa história que nunca tinha sido ouvida. 

Pela primeira vez, Dedé Gadelha, a primeira esposa do músico, fala sobre os dias sombrios de 1969 e o encontro na cadeia com Caetano, à época submetido à tortura psicológica do cárcere. 

Musa de canções icônicas como "Avarandado" e "Itapuã", Dedé é conhecida por sua discrição, vivendo longe dos holofotes e sem conceder entrevistas. 

No episódio intitulado "Dedé", o repórter Thiago Herdy vence o isolamento da ex-dançarina para colher a perspectiva feminina sobre o arbítrio da ditadura. 

"Juntou pedaços"

Enquanto Caetano descreve o momento do encontro com Dedé como a "salvação" que reequilibrou sua mente, Dedé compartilha um sentimento adicional: o medo.

"Eu fiquei maluquíssima. Quando acabou, bateu que era bastante perigoso", conta ela no episódio, detalhando como era estar dentro de um quartel, cercada por grades, confiando apenas na palavra de um militar subalterno.

Ainda assim, o encontro teve um papel vital. "Juntou pedaços", resume ela.

Além do encontro com Dedé, o segundo episódio leva o ouvinte para Campo Grande, na zona oeste do Rio, onde Vivaldo cresceu após migrar da Bahia.

O podcast revela conexões surpreendentes da cidade onde ele nasceu com outro expoente do movimento tropicalista. E narra o encontro com mais parentes de Vivaldo.





16 de outubro de 2026

O Sargento #1: Vivaldo


UOL Prime

Em dezembro de 1968, Caetano Veloso foi preso pela ditadura militar. Durante o cárcere, um sargento negro contrariou as regras para permitir que ele encontrasse Dedé, sua então esposa. Mais de cinco décadas depois, uma investigação começa com uma pergunta: quem era esse homem? 

Músicas utilizadas:

"Avarandado"

Autor: Caetano Veloso

Gravadora: Uns Produções, representado por Warner Chappell Music Edições Musicais Ltda

"Terra"

Autor: Caetano Veloso

Gravadora: Uns Produções, representado por Warner Chappell Music Edições Musicais Ltda

 

 

23 de outubro de 2026

O Sargento #2: Dedé


A busca atravessa arquivos e testemunhas até chegar a uma personagem fundamental: Dedé Gadelha, ex-mulher de Caetano. Ela raramente concede entrevistas, mas conta como foi ver de perto aqueles dias. 

Músicas utilizadas:

"Queixa"

Autor: Caetano Veloso

Gravadora: Uns Produções, representado por Warner Chappell Music Edições Musicais Ltda

"Avarandado"

Autor: Caetano Veloso

Gravadora: Uns Produções, representado por Warner Chappell Music Edições Musicais Ltda

"Gente"

Autor: Caetano Veloso

Gravadora: Uns Produções, representado por Warner Chappell Music Edições Musicais Ltda

"Quem Me Dera"

Autor: Caetano Veloso

Gravadora: Uns Produções, representado por Warner Chappell Music Edições Musicais Ltda

"Itapuã"

Autor: Caetano Veloso

Gravadora: Uns Produções, representado por Warner Chappell Music Edições Musicais Ltda

"Este Amor"

Autor: Caetano Veloso

Gravadora: Uns Produções, representado por Warner Chappell Music Edições Musicais Ltda

"Ela e Eu"

Autor: Caetano Veloso

Gravadora: Uns Produções, representado por Warner Chappell Music Edições Musicais Ltda

 

30 de outubro de 2026

O Sargento #3: Caetano

 

Mais de cinquenta anos depois, Caetano Veloso finalmente descobre quem era o sargento que nunca saiu de sua memória. Neste episódio, uma psicanalista ajuda a entender o que pode ter motivado aquele gesto, e um especialista na obra de Caetano revela as marcas que a prisão deixou em seu trabalho. No fim, Caetano recebe a notícia do paradeiro do sargento e toma uma decisão. 

Música utilizada:

"Terra"

Autor: Caetano Veloso

Gravadora: Uns Produções, representado por Warner Chappell Music Edições Musicais Ltda

 



06/11/2026

'O Sargento': episódio bônus traz trecho inédito de entrevista com Caetano

Do UOL, em São Paulo


 


O UOL divulga nesta sexta-feira um episódio bônus do podcast "O Sargento", que conta a história do militar que permitiu ao músico Caetano Veloso receber uma visita íntima da então esposa, Dedé Gadelha, na época em que ele estava preso, durante a ditadura militar. 

O episódio apresenta trechos inéditos, também em vídeo, da entrevista dada por Caetano ao repórter Thiago Herdy, que descobriu a identidade e a história de Vivaldo Bispo de Jesus, militar que o músico diz tê-lo salvado no período da prisão. 

"Foi quase que uma ressurreição para mim", definiu Caetano sobre a visita de Dedé, permitida por Vivaldo. "Numa medida básica, assim, é a vida inteira que voltou", conta o artista no episódio. 

O encontro entre o jornalista e o músico ocorreu no estúdio do compositor, no Rio de Janeiro. Para Caetano são apresentadas cópias de boletins internos do Exército de 1969, que registram a escala de serviço no dia em que ele recebeu a visita de Dedé. 

No encontro, o compositor conhece documentos que mencionam a repreensão disciplinar contra Vivaldo por ter liberado um soldado do posto de guarda sem autorização superior. 

E se emociona ao ver imagens de familiares do militar, entre eles irmãos e a viúva Bernadete, que hoje tem 77 anos e vive na zona norte do Rio de Janeiro. 

Vivaldo Bispo de Jesus, sargento que subverteu as regras do quartel para permitir o encontro de Caetano e a esposa, morreu em 1991, aos 46 anos.






1972 - Chico Motta, Vivaldo Costa e Caetano Veloso





lunes, 12 de octubre de 2026

2005 - I FESTIVAL INTERNACIONAL DE GRANDES VOCES FEMENINAS


La cantante brasileña Maria Bethânia inaugura hoy en el Palau de la Música de Barcelona `Únicas´, el I Festival Internacional de Grandes Voces Femeninas, con un concierto en el que rendirá homenaje al poeta Vinícius de Moraes, de quien ha dicho que aprendió «disciplina, respeto y dedicación al oficio». La cantante, de 57 años, ha resaltado que el poeta influyó mucho en su trabajo.




7 de junio de 2005: Palau de la Música (Barcelona)


11 de junio de 2005: Palacio de Congresos Campo de las Naciones (Madrid)


Festival 'Únicas'


6 de junho de 2005


Bethânia faz homenagem a Vinícius em festival de Barcelona

da EFE, em Barcelona

A cantora brasileira Maria Bethânia abrirá nesta terça-feira em Barcelona (Espanha) o 1º Festival Internacional de Grandes Vozes Femininas, com um show dedicado ao poeta Vinícius de Moraes.

Bethânia compareceu nesta segunda-feira à apresentação do Festival "Únicas" e afirmou que Vinícius de Moraes, falecido em 1980 aos 67 anos, foi a primeira pessoa que conheceu quando chegou ao Rio de Janeiro, e quem lhe ensinou, sobretudo, o "respeito ao outro" e a "disciplina, o respeito e a dedicação ao ofício".

A apresentação de Maria Bethânia em Barcelona será realizada próxima do aniversário dos 25 anos da morte de Moraes (9 de julho).

A cantora disse que os temas de seu trabalho atual --"Que falta você me faz", uma homenagem a Vinícius de Moraes--, são resultado de "um projeto muito antigo" com a intenção "reverenciar a obra de Vinícius e a revolução que ele fez nos textos da música popular brasileira".

Bethânia fará homenagens também aos compositores "mais importantes" da geração dela, disse em entrevista coletiva, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque. A cantora disse que em seu show interpretará ainda canções de compositores "muito antigos" e outras "do interior da minha região", o Estado da Bahia.



CONCIERTO EN MADRID DEL FESTIVAL 'ÚNICAS'

María Bethânia o la perfecta alquimia de poesía y voz 'do' Brasil

ANA BRAVO

MADRID - Prohibido jurar haber muerto de emoción sin ver a María Bethânia sobre un escenario. La brasileña desgranó en el Palacio de Congresos Campo de las Naciones 51 temas de su repertorio especialmente pensados para el concierto 'Únicas'. 

Cincuenta y una canciones. Cincuenta y una letras nunca tan bien musicadas de los trovadores de Brasil. Cincuenta y una poesías que decía con el cuerpo acotado por las crines cenicientas y por la gracilidad de sus pies descalzos. 

Una sensación de infinito detuvo las poco más de dos horas que estuvo sobre el escenario. Lleno el auditorio, lo llenó también ella con esa voz grave tan bien sublimada y una túnica de cariátide. 

Y dejó una sinfonía homogénea de músicas populares del Brasil, 'bossa nova' y tropicalismo. O, al menos, así lo dice la crítica. Para casi cualquier profano lo que sí dejó fue un saco homogéneo de sonrisas interiores y recuerdos. 

El espectáculo se apoyó en tres pilares: el homenaje a su tierra amada, a sus poetas favoritos y a la mujer. No hubo tregua, sólo una pausa de botella de agua y cambio de vestido (impresión lo primero, confirmado lo segundo) y que aprovechó su banda para versionar el Preludio nº 9 de Bach.

Mezclando emociones

Y si no hubo tregua hubo clímax, varios que sacaron a los asistentes de sus butacas, que no de sus casillas. El primero -y memorable- llegó de su voz interpretando la famosa canción de Vinicius de Moraes -uno de sus letristas fetiche- 'O astronauta' (Quando me pergunto/ se você existe mesmo, amor/ entro logo em órbita/ no espaço de mim mesmo, amor). 

Fue con 'Planície de Prata' donde los estallidos de aplausos tuvieron que detenerse más de una vez. El intercambio era justo: Bethânia derrochó arte con una sencilla puesta en escena donde sólo había dos pequeños podios de los que subió y bajó varias veces. 

Y los allí congregados le demostraron en todo momento que, desde el final de 'Olha María' -la primera canción-, estaban metidos en su bolsillo por voluntad propia. 

No faltó el dar las gracias entre 'Como dizia o poeta' y la 'Samba da Bençao'. Siempre es sano dar las gracias, que a veces son oraciones a ningún credo más que el humano atadas. María inició este su rosario acordándose de todos los poetas que han dado letra a su inefable voz durante 40 años de carrera y terminó agradeciendo al auditorio su asistencia. La réplica del público, el nada despreciable aplauso. 

En la despedida estorbaban las butacas. Los más entregados la fotografiaban con el móvil, el más cotizado sustituto del mechero como objeto imprescindible en un concierto. 

El que menos se quedó de pie en su sitio, dejándose acunar por la voz y el verbo de la humilde María y contemplando seguro el abstracto cúmulo de fotogramas que, en trances como este, suministra la memoria.

Cierra boca María Bethânia en Madrid. Ya actuó, dentro del mismo festival, en Barcelona el pasado día 7 de junio. 

Le pasa ahora el testigo a la intérprete italiana de tango Milva en 'Únicas', que estará también en el Palacio de Congresos del Campo de las Naciones el domingo 12 de junio a las 20.30 horas y el 14 en el Palau de la Música barcelonés.

  

Brasilerísima Bethânia

Así la define otra compatriota suya, la escritora Nélida Piñón: "Escucho la voz de María Bethânia y me conmuevo. Ella forma parte de una patria de mujeres legendarias que traen en su vientre la memoria adornada con la guirnalda del arte, del tiempo y de la dignidad".

La intérprete 'brasileira' no pierde un ápice de naturalidad: llegó para presentar la gira y dijo sentirse incómoda hablando de frente a los periodistas, un lugar "apropiado para los políticos", dijo, pero no para explicar el alma del espectáculo 'Tempo, tempo, tempo, tempo', inspiración tomada de 'Oraçao ao tempo' de Caetano Veloso. Es seguro que no le gustan los políticos, pues entre risas aseguró que no seguiría el ejemplo de Gilberto Gil -actual ministro de Cultura del presidente Lula-.

Letras de Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Caetano Veloso. Hombres para los que se convirtió en altavoz cuando ellos eligieron exiliarse de Brasil... 'Bossa nova', tropicalísimo, folklore popular... Y el nunca abandonado homenaje a la mujer, que la ha traído precisamente a este festival 'Únicas', el próximo 11 de junio en el Palacio de Congresos Campo de las Naciones de Madrid. 

En Barcelona ya actuó el pasado día 7.

 


viernes, 9 de octubre de 2026

2026 - BECAUSE

 


Como explica el propio Caetano, "Bajañí es una película de deslumbramiento ante el talento y la pureza de alma de Niño Josele. La guitarra flamenca se une a diferentes músicas de todo el mundo y Josele nunca altera esa luminosa paz que lo habita".





Foto: Womack Studio

Con diseño de Laura Renau, el cartel «rinde homenaje –cuenta la productora de Bajañí– a la mítica portada del Sgt. Pepper‘s Lonely Hearts Club Band de The Beatles, e integra al casting completo de la película junto a las eclécticas referencias de Josele y Trueba, con un acabado colorista y un logo creado por Javier Mariscal».









2026 - NIÑO JOSELE Y CAETANO VELOSO
Álbum "Bajañí
"


Lanzamiento: 9 de outubro de 2026


Niño Josele y Caetano Veloso. Imagen promocional de ‘Bajañí’






BECAUSE
(Lennon/McCartney)
1969

Violão flamenco: Niño Josele
Voz: Caetano Veloso


Ah
Because the world is round
It turns me on
Because the world is round

Ah
Because the wind is high
It blows my mind
Because the wind is high

Ah
Love is old
Love is new
Love is all
Love is you

Because the sky is blue
It makes me cry
Because the sky is blue

Ah
Ah
Ah
Ah

 


miércoles, 7 de octubre de 2026

2026 - ELEIÇÕES

 

1º turno: 4 de outubro de 2026

Quarto mandato de Lula



Maria Bethânia vota no Rio de Janeiro












2º turno: 25 de outubro de 2026
























18 de outubro de 2026

Posto 5 - COPACABANA - Rio de Janeiro





18 de outubro de 2026

Posto 5 - COPACABANA - Rio de Janeiro




18 de outubro de 2026

SALVADOR - BAHIA