1995
Revista CARAS
Edição n° 86 – Ano 2
n° 26
30 de junho de 1995
Fotos: Roberto Faissal
Acervo digitalizado de la obra de Caetano Veloso, organizado por Evangelina Maffei [Buenos Aires, Argentina] Fecha de inicio: 2/12/2010. Sitio oficial de Caetano Veloso: http://www.caetanoveloso.com.br
Maria
Bethânia é celebrada com primeira mostra de cinema dedicada à sua obra
16 de agosto de 2025
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Maria Bethânia vai ganhar pela primeira vez uma mostra de cinema em sua homenagem. A Mostra de Cinema Maria Bethânia acontecerá em 26 e 27 de agosto, em Ouro Preto (MG), e celebrará a trajetória da cantora ícone da MPB, que completa 60 anos de carreira neste ano.
A mostra exibirá os documentários “Bethânia bem de perto — A propósito de um show” (1966), de Júlio Bressane e Eduardo Escorel, e “Os Doces Bárbaros” (1976), de Jom Tob Azulay, que acompanha a turnê do grupo formado por Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa. A mostra acontecerá no anexo do Museu da Inconfidência.
Outros filmes mais íntimos também farão parte da programação da
mostra. É o caso de “Pedrinha de Aruanda” (2006), documentário dirigido por
Andrucha Waddington, que mostra a artista com sua família comemorando seus 60
anos. O público também poderá ver “O vento lá fora” (2014), que traz Bethânia e
Cleonice Berardinelli, imortal da ABL, lendo obras de Fernando Pessoa, e
“Fevereiros”, ambos de Márcio Debellian.
Jornal Voz Ativa
25 de agosto de 2025
Mostra em Ouro Preto celebra 60 anos da carreira de Maria Bethânia
Exibições, debates e exposição fotográfica marcam homenagem à cantora
baiana nos dias 26 e 27 de agosto de 2025.
Em 2025 a cantora Maria Bethânia completará 60 anos de carreira dedicada aos palcos, à música popular e ao ofício de cantar o Brasil e o seu povo. Trata-se de uma intérprete que, ao articular o cancioneiro popular, a literatura e o teatro, constrói uma mirada sobre o país, sua gente, suas mazelas e suas resistências. As imagens do Brasil na obra de Bethânia revelam um país que insiste em (re)existir, apesar das históricas desigualdades que o assolam.
Nos dias 26 e 27 de agosto, no Cine Vila Rica (Ouro Preto), será realizada a Mostra de Cinema “Maria Bethânia, 60 anos de carreira de uma intérprete do Brasil”. A mostra oportunizará conhecer a história dessa intérprete atravessada pelas vivências do Recôncavo da Bahia e discutir a realidade brasileira.
Além
dos filmes, será realizada uma exposição fotográfica sobre o Bembé do Mercado
(festejo popular de Santo Amaro), intervenções artísticas e debates. Haverá
emissão de certificado para os participantes ao final do evento!
PROGRAMAÇÃO
26/08 |
Terça-feira
13h30 –
Abertura da exposição fotográfica “Bembé do Mercado: festejo, devoção e
resistência”, com Rafaela Fernandes (UECE)
14h00 –
Exibição: “O VENTO LÁ FORA”, de Márcio Debellian
Documentário, 64min,
Brasil, 2014
O documentário apresenta o poeta português Fernando Pessoa a
partir da leitura de poemas criada pela professora Cleonice Berardinelli e pela
cantora Maria Bethânia. O filme também registra os ensaios para a leitura, as
conversas sobre a obra do poeta e a pesquisa de manuscritos e imagens raras.
15h10 –
Debate com mediação da Profa. Carolina Anglada (UFOP)
16h10 –
Exibição: “FEVEREIROS”, de Márcio Debellian
Documentário, 73min,
Brasil, 2017
A partir do vitorioso carnaval da Mangueira em homenagem a Maria Bethânia,
o filme percorre uma viagem entre o Rio de Janeiro e o Recôncavo da Bahia,
acompanhando a cantora no universo familiar, festivo e religioso que inspirou o
enredo.
17h30 –
Intervalo
18h00 –
Exibição: “PEDRINHA DE ARUANDA”, de Andrucha Waddington
Documentário, 61min,
Brasil, 2006.
O documentário oferece um olhar íntimo sobre Maria Bethânia,
mostrando-a em diferentes contextos, como bastidores de shows, conversas
familiares e momentos de celebração dos 40 anos de carreira.
19h00 –
Debate com mediação do Prof. Leonardo Nogueira (UFOP)
20h00 –
Chama Bethânia: intervenção artística em homenagem à Maria Bethânia
27/08 |
Quarta-feira
15h –
Recital: Quem fala de mim tem paixão, com Charles Paiva
15h10 –
Exibição: “BETHÂNIA BEM DE PERTO”, de Eduardo Escorel e Júlio Bressane
Documentário, 33min,
Brasil, 1966.
O filme acompanha a chegada de Maria Bethânia ao Rio de Janeiro em
sua primeira apresentação no Show Opinião substituindo Nara Leão, além de
momentos com a cantora passeando pela cidade e sua intimidade em casa com
amigos como Jards Macalé, Rosinha de Valença e seu irmão Caetano Veloso.
15h40 –
Apresentação: “Não ando no breu, não ando na treva”, com Andréia Roseno
16h00 –
Exibição: “OS DOCES BÁRBAROS”, de Jom Tom Azulay
Documentário, 103min,
Brasil, 1976.
O documentário registra, no contexto da Ditadura de 1964, a
comemoração dos dez anos de carreira dos cantores baianos Caetano Veloso,
Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa. Eles formaram o grupo intitulado
“Doces Bárbaros” para realizar uma turnê comemorativa pelo Brasil.
18h00 –
Debate com mediação do Prof. Marlon de Souza Silva (UEMG)
18h40 –
Recital: Quem fala de mim tem paixão, com Charles Paiva
Com
informações do FIU – Festival de Inverno Universitário UFOP 2025
Maria
Bethânia celebra 50 anos de carreira com show no Rio em janeiro
29/12/2014
Foi em 13 de janeiro de 1965, no Teatro Opinião, no Rio de Janeiro, que uma menina de 17 anos estreava nos palcos. Era Maria Bethânia, que chegava do interior da Bahia, por indicação de Nara Leão, para substituí-la no espetáculo Opinião. 50 anos depois Bethânia virou uma das maiores vozes do país, com talento reconhecido, aclamada pela crítica e pelo público, não só aqui, mas também lá fora.
Meio século depois daquela noite em que ela conquistou o público após interpretar 'Carcará', a cantora celebra sua trajetória com um show em que vai celebrar seus 50 anos de carreira. Vai ser nos dias 10, 11, 15, 17 e 18 de janeiro, no Vivo Rio.
O novo espetáculo se chama 'Abraçar e Agradecer' e nele Bethânia
canta músicas de todos os tempos, inéditas em sua voz ou não, com canções
compostas especialmente para ela por nomes como Paulo Cesar Pinheiro, Dori
Caymmi e Chico Cesar, e trará textos de Wally Salomão, Clarice Lispector e
Carmem Oliveira, além de apresentar compositores novos e uma versão inédita
feita especialmente para ela por Nelson Motta. Não ficarão de fora músicas do
repertório do seu último CD 'Meus Quintais', como 'Dindi' (Tom Jobim e Aloysio
de Oliveira), 'Xavante' (Chico César) e 'Uma Iara' (Adriana Calcanhotto e Cid
Gomes). A turnê segue para São Paulo em março, com shows agendados entre os
dias 14 e 22 no HSBC Brasil, e depois seguirá viagem durante todo o ano de
2015.
Maria Bethânia canta Piaf
em show de 50 anos de carreira
Maria Bethânia deu a largada às comemorações de seus 50 anos de carreira com a estreia da turnê Abraçar e Agradecer no Vivo Rio, neste fim de semana. Dividido em dois atos, o show – que tem direção de Bia Lessa - trouxe alguns de seus grandes sucessos, como Rosa dos Ventos, A tua presença, Gostoso demais, além de canções de seu mais recente álbum, Meus Quintais. Intercalando canções com textos de Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Wally Salomão e dela própria, Bethânia tinha algumas surpresas para o seu fiel público, entra elas, o clássico francês Non, je ne regrette rien, lançada por Edith Piaf no início dos anos 1960. A letra, que a cantora recitou trechos em português, diz “Não me arrependo de nada”. Nada mais apropriado, não? A baiana deu o seu recado.
A cantora ainda brindou o público, no bis, com
Brincar de Viver, canção de Guilherme
Arantes, feita para o especial infantil Plunct, Plact, Zuuum, exibido
pela TV Globo em 1983. Bethânia jamais a havia cantando em um show. A tão
esperada Carcará, música que a projetou nacionalmente, em 1965, aparece apenas
em uma pequena brincadeira de Bethânia. A turnê Abraçar e Agradecer chega a São
Paulo em março.
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| Foto: Alexandre Moreira |
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| Foto: Marcos Ramos |
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| Foto: Marcos Ramos |
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| Foto: Marcos Ramos |
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Foto: Karina Zambrana |
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| Foto: Karina Zambrana |
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| Foto: Karina Zambrana |
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| Foto: Karina Zambrana |
Maria Bethânia comemora carreira com muito trabalho e sem
arrependimentos
“Tem que ser
mulher! Dá trabalho fazer 50 anos”, bradou Maria Bethânia ao ser ovacionada
no final da primeira apresentação de "Abraçar e Agradecer" que fez em
São Paulo, na noite de sábado (14/3), no HSBC Brasil. A cantora, que comemora
com a turnê (iniciada no Rio em 11 de janeiro e, em seguida com show em
Brasília, no dia 06 de março) cinco décadas na estrada, presenteou seu público
com um show tão espontâneo quanto bem planejado.
“Agradeço aos amigos que gostam de mim.
Apesar de mim”, declamou ela logo de início. Acompanhada da banda formada
por Jorge Helder (regência e contrabaixo), Túlio Mourão (piano e acordeom),
Paulo Dafilim (violas e violão), Pedro Franco (violão, bandolim e guitarra),
Marcio Mallard (cello). Pantico Rocha (bateria) e Marcelo Costa (percussão),
Bethânia mostrou vigor e se movimentou com força e delicadeza por um repertório
que variou do ‘universo exterior’, no primeiro ato, ao ‘universo interior’, no
segundo.
Uma viagem pelas canções que escreveram sua carreira, iniciada oficialmente em
13 de fevereiro de 1965, quando substituiu Nara Leão no espetáculo Opinião, no
Rio, com direção de Augusto Boal. Desde então, e de sua interpretação lendária
de "Carcará", que a tornou famosa em todo o País, muitos foram os
espetáculos. Nesta história, que ela relembra, abraça e agradece, não há espaço
para saudosismo. Ela revisita seu passado, mas finca os pés descalços no
presente e mira o futuro.
Vestindo dourado no primeiro ato de um show milimetricamente dirigido por Bia
Lessa (direção e cenografia) e por Guto Graça Mello (direção musical), ela
abriu com "Eterno em Mim" (Caetano Veloso, 1996) e seguiu com "Dona
do Dom" (Chico César, 2001) para, então, cantar pela primeira vez
"Gitâ" (Raul Seixas e Paulo Coelho, 1974) em versão integral. Como se
ouvíssemos uma biografia musical, cada canção que sucede a outra conta um pouco
da vida, dos trabalhos, dos amores, paixões, acertos, desvios, retornos, deuses
e orixás desta mulher que “tem mais
coragem do que homem” e que completa 69 anos em junho.
No roteiro do show idealizado pela própria Bethânia, praticamente não há pausa
entre uma música e outra; e os acordes mudam também com a mesma rapidez. Vez ou
outra, como já é tradição, ela declama textos de Clarice Lispector, Waly
Salomão, Fernando Pessoa, e até mesmo de sua autoria. Estes, assim como as
canções, dizem muito sobre ela.
Enquanto alternava clássicos como "Tatuagem" (Chico Buarque, 1973) e
"Dindi" (Tom Jobim Aloysio de Oliveira, 1959) com composições novas,
como "Voz de Mágoa" (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 2015) e
"Silêncio" (Flávia Wenceslau, 2015), sobre cada um dos músicos havia
apenas uma luminária de acrílico. Sobre Bethânia e o palco, feixes de luz ora
coloridos ora brancos, criavam tanto uma noção espacial quanto uma atmosfera
propícia a cada música.
Chão de LED e
de estrelas
Além da iluminação de Binho Schaefer, outro recurso cenográfico acertado foram
os telões de LED sob o palco, em que imagens de águas claras, cenas
bucólicas, entre outras, criavam um imaginário para as canções. Para os que
viram o show do alto, as imagens dos telões também eram exibidas sob os
pés de Bethânia, criando, no chão de LED, ora um tapete de rosas, ora um mar
agitado, um céu cheio de nuvens ou de estrelas. Era este universo de Bethânia
que se completava com o figurino criado por Gilda Midani (que também a vestiu
em outras turnês e no show que fez em Santo Amaro da Purificação, em
fevereiro).
A propósito, a saia, a blusa e o colete dourados que ela vestiu no primeiro ato
evocam as cores de Oxum, que cantou em "Oração de Mãe Menininha"
(Dorival Caymmi, 1972), no início do segundo ato. Para a segunda metade de um
show longo, com 37 canções, voltou ao palco de dourado e vermelho, a cor de
Iansã, a quem ela homenageou em "Vento de lá" (Roque Ferreira, 2007).
Depois de seu passeio pelo interior, foi com "Motriz" (Caetano
Veloso, 1983) que ela celebrou sua força e entoou as palavras de Clarice
Lispector: “Faça com que eu saiba ficar
com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.”
Por fim, depois da inédita "Eu te Desejo Amor" (versão de Nelson
Motta para "Que reste-t-il de nos amours", de Charles Trenet),
admite, entoando Fernando Pessoa: “Sou
eu, eu mesmo. Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.” E encerra, sem
arrependimentos, entoando "Non, Je ne Regrette Rien" (Charles Dumont
e Michael Vaucair, 1935) e, em seguida, pede "Silêncio", “pra me lembrar de tanta coisa que sonhei”.
E sob os acordes da vinheta de "Carcará", um presente dos músicos
para ela, gesticulou: “Pega, mata e come!”
Esfuziante,
a plateia pediu bis, mas Bethânia disse que não havia preparado nada. E emendou
os primeiros versos de "O Que é, o Que é?" (Gonzaguinha). “Esta
música eu vou cantar em minha vida, enquanto eu cantar, eu vou cantá-la.
Gonzaguinha! Viver… Cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz”,
arrancando arrepios até dos mais céticos da plateia. “É a vida. É bonita.”
Serviço
Abraçar e
Agradecer
Local: HSBC Brasil (Rua Bragança Paulista, 1281 - Chácara Santo Antonio)
Data: 15, domingo, 19, quinta, 21 e 22 de março, sábado e domingo
Horário: sábado e quinta-feira: 22hs e domingo: 20hs
Classificação: 14 anos. Menores desta idade somente acompanhados dos pais ou
responsáveis
Preços: de R$ 280,00 a R$ 140,00 - INGRESSOS ESGOTADOS
Capacidade: 4 mil lugares
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| Foto: Sebastian Freire |
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| Foto: Sebastian Freire |