domingo, 29 de marzo de 2026

1974 - SOMOS APENAS BONS AMIGOS … - Técio Lins e Silva

 















O GLOBO

31 de janeiro de 1974

Nelson Motta


SOMOS APENAS BONS AMIGOS … 

Chama-se Técío Lins e Silva, é um jovem e dos mais talentosos advogados do Rio, o amor de Gal Costa, Téçio é de uma família de juristas (sobrinho do Ministro Evandro Lins e Silva) e fala entre encabulado e bem humorado o clássico “somos apenas bons amigos”. Mas não agüenta esperar a hora de ir à Bahia para a estréia de Gal no Teatro Vila Velha, no próximo dia 8 de fevereiro. Técio é inteligente e discreto e está um pouco apavorado com toda a onda em torno de sua ligação com Gal, mas faz questão de desmentir a suposta paternidade. 

Casamento, mas casamento do bravo mesmo, de papel e tudo, ele desmente em termos jurídicos e bem humorados: "reincidência”. 

Gal está hospedada na casa que Gilberto Gil alugou na Bahia e não tem telefone, estando também um pouco assustada com o tamanho da onda para um assunto bonito mas comum, que acontece na vida de homens e mulheres. 

Ela está ensaiando diariamente na Bahia com seu novo conjunto, que do antiguo só tem o genial sanfoneiro Dominguinhos. Os demais e novos integrantes são o saxofonista Oberdan (ex- “Abolição”), Luís Carlos e Milton (ex-integrantes do grupo de Raul Seixas) e o guitarrista Cláudio Stevenson, que tocava com Taiguara. 

No mais, "apenas bons amigos”, como os casais de Hollywood, descendo de aviões cobertos por óculos escuros e fugindo dos fotógrafos...

 



 

1974
Revista Amiga
n° 196
10 de fevereiro de 1974
















O GLOBO

18 de fevereiro de 1974

 

Nelson Motta

 

A felicidade bateu à sua porta

 

Embora sejam apenas bons amigos, Gal Costa e Téció Lins e Silva têm sido vistos sempre e muito juntos. Como em Nova Jerusalém, durante o concerto ao ar livre e em vários lugares da Bahia, principalmente no Teatro Vila Velha, onde Gal fez maravilhosa temporada com seu novo show. 

Deíxando um pouco em paz a vida afetiva de Gal, que anda felicíssima na opinião de seus amigos mais próximos, passemos ao seu novo show, que vai fazer o público felicíssimo quando vier para temporada carioca em iunho. 

Ela abre o show cantando "Dengo", de Caymmi e em seguida mostra um dos sambas mais lindos de Cartola, "Acontece". Seguem-se, entre as novidades, duas músicas de um novo compositor baiano — Péricles Cavalcanti— Dias, Dias, Dias" e "Psicanálise". O pessoal de lá diz que este é a exportação baiana para 1974. 

De Dominguinhos, o genial sanfoneiro-pop que a acompanha, Gal canta duas novas, "De Amor eu Morrerei" (lançada pelo autor em compacto) e "Lamento Sertanejo", feita em parceria com Gilberto Gil. 

Na segunda parte, que é toda feita Gal vioIão só, uma sensacional  e "joãogilbertiana" interpretação da "Jardineira" e, fechando o show, a nova música de Caetano, feita especialmente para ela, "Flor do Cerrado". 

Comentário de Caetano sobre o show de Gal: ela nunca esteve cantando tão bem.

Explicação dos amigos: Gal nunca esteve tão feliz.

 



1974
Revista Contigo
n° 148
Março de 1974








1974
Fatos e Fotos
n° 654
4 de março de 1974







Técio Lins e Silva (1945) - Foto: Paulo Moreira 


sábado, 28 de marzo de 2026

1974 - 1.° FESTIVAL DE VERÃO DE NOVA JERUSALÉM

 

2 de fevereiro de 1974

Divulgado na imprensa como o maior show ao ar livre do Brasil


QUINTETO VIOLADO
GILBERTO GIL
GAL COSTA
VINICIUS + TOQUINHO

Luiz Melodia
Jorge Mautner
Marcelo Costa























































































































































A segunda edição do festival, foi cancelada pela polícia.