domingo, 23 de enero de 2022

2022 - ELZA SOARES


Elza da Conceição Soares

[Rio de Janeiro, 23/6/1930 - Rio de Janeiro, 20/1/2022]

 

“Elza Soares foi uma concentração extraordinária de energia e talento no organismo da cultura brasileira. Tendo sido fã de sua voz e musicalidade desde os meus anos de ginásio, tive a honra de ser procurado por ela quando de sua iminente decisão de abandonar a carreira e/ou o Brasil. Fui capaz de convencê-la a ficar porque entendi que aquilo era uma espécie de pedido de socorro. Compus o samba-rap "Língua" e a convidei para cantar a parte melódica. Assim ela voltou a cantar e a receber atenção. Voltou à televisão e, depois, figuras tão díspares quanto Lobão e Zé Miguel Wisnik fizeram questão de trabalhar com ela. Recentemente jovens músicos paulistanos (e ao menos um carioca que vive em Sampa) têm feito com ela o que ela merece. Morreu na glória a que fazia jus, numa idade respeitável, afirmando a grandeza possível do Brasil.” 

[Caetano Veloso, 20/1/2022]

 









Revista Radiolândia n° 299 - 26/12/1959









Fotos: Ari Gomes / Jornal do Brasil





















viernes, 21 de enero de 2022

2022 - A ROTA DO INDIVÍDUO [Ferrugem]

 


Orlando Morais, 13/2/1993, Tribuna da Imprensa


“Com muita alegria anuncio meu primeiro lançamento solo. É “A Rota do Indivíduo (Ferrugem)”, canção de Djavan, do lindo “Coisa de Acender”. Quando a ouvi pela primeira vez, foi ao vivo, eu estava bem perto dele, ele tocou a mágica “Curumim”, depois “Ferrugem”. Foi um dos grandes momentos musicais da minha vida. Mais ainda por Curumim. Mas Curumim não é pra mim. A relação impossível violão/canto. “Ferrugem” talvez seja. Descobri um tempo depois que é uma parceria com o queridíssimo Orlando Morais. É um prazer poder cantá-la. Na segunda-feira (17/1) minha muito amada avó Irene morreu. Chorei de tristeza. Quero dedicar essa música à memória dela, e à da gigante Elza Soares, que me fez chorar na passagem do banheiro do Circo Voador, mesmo antes de poder ver seu rosto. Hoje chorei de alegria, lanço pela primeira vez, dois anos depois de deixar os palcos do show com meus irmãos e meu pai.”

[Zeca Veloso, 20/1/2022]



“Acabo de ler o que Zeca Veloso escreveu sobre o lançamento de sua gravação de A Rota do Indivíduo (Ferrugem), essa música deslumbrante de Djavan e Orlando Morais. O texto me fez chorar tanto quanto o canto dele. Como é que, depois de anos da surpresa que foi Todo Homem, e quase às vésperas de lançar um álbum que há tempos poderia estar pronto, ele vem com uma coisa à margem mas tão profunda? Aprendo que o milagre de ter ouvido essa canção cantada ao vivo por Djavan, depois de um Curumim inalcançável, Zeca entregou-se a ela. Tudo vem num ritmo que é tão de Zeca que, para mim, resulta misteriosamente perfeito. O vídeo intensifica o mistério e produz lágrimas que, em nós, vêm como estrelas, mini-algas luminosas, botos. Contraluz, Zeca volta aceso. E, no breu depois da canção, anuncia algo do que em breve pode vir no disco.” 

[Caetano Veloso, 21/1/2022]

 

"Quanta delicadeza nessa gravação❤. Quando escrevi essa letra, sobre as viagens que fazíamos, em família, para o norte de Goiás, entreguei à Djavan um pouco da minha infância e ele, com maestria, musicou com beleza e profundidade. Amanhã é meu aniversário e recebo como um presente, essa gravação do talentosíssimo Zeca Veloso." 

[Orlando Morais, 21/1/2022]




21 JAN 2022

Zeca Veloso lança primeiro single solo


Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

 

O cantor Zeca Veloso escolheu a canção “A Rota do Indivíduo (Ferrugem)", de Djavan com Orlando Morais, para dar início à sua carreira solo. O single ganha uma interpretação intensa pela voz de Zeca, considerado um dos maiores destaques da música contemporânea. A faixa, que chega nesta sexta-feira (21/1) nas plataformas digitais, será acompanhada ainda por um clipe.



Fotos: Hick Duarte



2022 - ZECA VELOSO
"A rota do indivíduo [Ferrugem]

Lançamento plataformas digitais: 21/1/2022


Letra: Orlando Morais
Música: Djavan
© 1991 Luanda Edições Musicais Ltda.
GPA Edições Musicais LTDA


Mera luz que invade a tarde cinzenta
E algumas folhas deitam sobre a estrada
O frio é o agasalho que esquenta
O coração gelado quando venta
Movendo a água abandonada
Restos de sonhos sobre um novo dia
Amores nos vagões, vagões nos trilhos
Parece que quem parte é a ferrovia
Que mesmo não te vendo te vigia
Como mãe, como mãe
Que dorme olhando os filhos
Com os olhos na estrada
 
E no mistério solitário da penugem
Vê-se a vida correndo, parada
Como se não existisse chegada
Na tarde distante, ferrugem
ou nada





Direção do clipe: 

Zeca Veloso, Rodrigo Sombra e Riccardo Melchiades 



jueves, 20 de enero de 2022

2022 - CAETANO, 80 anos

 

20/1/2022

"O logotipo oficial, desenvolvido por Pedro Inoue, faz referência ao símbolo do infinito e será utilizada em todos os projetos que comemorarão esta data tão importante."

[20/1/2022, Uns Produções e Filmes]