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viernes, 11 de enero de 2019

2018 - "O ANO QUE ACABA FOI DIFÍCIL"


FOLHA DE S. PAULO

25 de dezembro de 2018

Caetano Veloso


Caetano Veloso: Revisão muito incompleta do ano de 2018

Fui e sou contra praticamente tudo o que os vitoriosos vêm dizendo há muito tempo


O ano que acaba foi difícil, diz Caetano Veloso - AFP

O ano que acaba foi difícil. Na sexta (21/12) à noite vi Roberto Carlos cantar “Como Dois e Dois” na TV. Fiquei surpreso e profundamente emocionado. Canção que escrevi no exílio e que agora soa tão violentamente atual. Senti Roberto com a mesma intensidade de quando ele lançou “Se Você Pensa”, de quando ele cantou, em minha casa de Londres, “As Curvas da Estrada de Santos”, de quando ele me mostrou “Debaixo dos Caracóis”. A sintonia dele com nossa história profunda reafirma, volta e meia, o alerta que Bethânia me deu sobre a Jovem Guarda: “Eles têm vitalidade”.


Gravado 4/12/2018 - COMO DOIS E DOIS

4/12/2018 - Foto: Estevam Avellar


Entrei na cozinha para pegar um biscoito de arroz e vi na TV o título “Muito Romântico”: era o especial natalino de Roberto. Parei, me perguntando, será que ele vai cantar essa minha música? Não sei se ele a cantou: havia convidados na sala e eu só vi uns cinco números (!). “Eu Te Proponho”, “Se Você Pensa”, Michel Teló, Alejandro Sanz. Principalmente ouvi Roberto frisar “Tudo vai mal, tudo / Tudo é igual quando eu canto e sou mudo”. Isso fechou o ano para mim. A gente precisa saber quem a gente chama de rei.

Em 2018 Gil lançou "OK OK OK", em que ele surge como um menino recém-renascido. As canções de criança e os carinhos nos médicos que o ajudaram a curar-se vêm, além de emolduradas por outras de veia reflexiva (e por uma explosão de musicalidade no duelo/homenagem com Yamandu), tratadas pela sempre impressionante clareza de visão, pela luz, pelo toque de seu filho Bem (também parceiro em "Sereno"). Desde que Gil fez temporada voz-e-violões ao lado de Bem [Gil] que a precisão deste me exalta. Para mim, aquele show era a perfeição. E, depois, o "Gilberto Sambas" provou-se um dos momentos mais altos da nossa música popular das últimas décadas. Que delícia para Gil dever tanto dessa beleza a Bem. E que delícia para nós que Gil volte com tanta gilberteza. Sendo tão ele. Misterioso. Lunar. O lado da lua virado para a luz do Bem.

Foto: Gerard Giaume

Este foi o ano em que o cantor português Salvador Sobral, em Lisboa, me perguntou se eu conhecia Tim Bernardes. Não. No Rio, ouvi Tim em casa de Paula Lavigne: meus filhos o conhecem. Fiquei encantado e intrigado. Semanas depois vi o show dele no Net-Rio. Uma maravilha de afinação, controle da dinâmica, refinamento, execução instrumental e liberdade na elegância do uso do palco e da luz –além das composições personalíssimas de caminhos fascinantemente desviantes. Nelson Motta e eu éramos os únicos velhos na plateia. Tivemos certeza de que a música brasileira é forte sempre. Quem vê um show de Tim Bernardes não pode nem acompanhar o movimento mental de quem diz que nossa canção hoje não tem valor.

Elza Soares é uma deusa da canção lusófona desde que apareceu. Agora fez dois discos que honram nossa tradição e a levam para mais longe. Além de inspirar, com sua personalidade, o musical Elza, inovador e livre, belo espetáculo que engrandece nossa vida. Aquelas moças todas cantando e atuando como se cada uma fosse uma exceção, mas mostrando que são a nova regra. Com a turma de sampa que produziu seus discos, ela foi para o topo da revista online Pitchfork em 2017. Em 2018 veio com "Deus é Mulher". Deusa e mulher e preta e brasileira.

Tim participa lindamente do disco de Baco Exu do Blues, garoto que conheci na Bahia quando ele tinha 20 anos. Agora tem 22. E fez um disco de maduro acompanhamento da cena do rap anglófono –sem saber inglês. Um disco que marca uma virada no mundo do hip-hop brasileiro. Baco sabe ouvir o que os gringos fazem e cria o jeito certo para dizer o que ele próprio tem necessidade genuína de dizer. "Sofro racismo todas as horas de todos os dias", ele me disse em entrevista para a Mídia Ninja. Suas letras citam Kanye West e Jay-Z, desavergonhadamente mostrando o fascínio pelo modelo ianque, com a saudável certeza de que a originalidade do que faz só aparecerá para muita gente daqui a um tempo. Diz: Mano Brown é para sempre. No imediato, quem já vivencia essa área do gosto aprova com entusiasmo sua empreitada. Para mim, é beleza pura: sou baiano praticante e, portanto, vejo Baiana System e Tiganá em Baco. Jesus é Blues.

Fiquei deslumbrado quando ouvi, já faz mais de ano, "De Ponta a Ponta É Tudo Praia Palma", o álbum sebastianista, transtropicalista e Thiago Amud. Com certo atraso, falei disso em entrevista a jornal. Uma noite, indo ao estúdio de Kassin, um rapaz que estava sentado no chão do Áudio Rebel com um amigo me chamou pelo nome: "Eu sou Thiago Amud". Fiquei feliz mas não tinha tempo de parar ali para uma conversa. Este ano, antes de ele gravar seu "Cinema que o Sol Não Apaga" (que me traz de volta o tempo em que ia a vários cinemas no mesmo dia, saindo das salas muitas vezes com um filme que o sol da Bahia não conseguia ofuscar), nos encontramos e temos conversado. Ele escreve letras incrivelmente bonitas e melodias desconcertantes amparadas por orquestrações complexas e bem-compostas, escritas por ele mesmo (modernas, inteiradas do que tem acontecido com a música, mas principalmente sentidas fundo e muito pessoais). O meu tropicalismo exulta diante de rebento longínquo no tempo tão capaz de dar espessura a muito do que tentei sugerir quando topei fazer canções. Outra vez, fico sem poder compartilhar do desalento de quem diz que nada de novo e bom acontece.

Ouço funk e pagode na FM O Dia toda tarde e toda noite –se saio de carro (e saio quase sempre). Para além de Ludmila e Anitta (e do maravilhoso clip de Nego do Borel, onde ele faz uma biba que dá um chupão num bofe –o que me lembrou das primeiras aparições de Mick Jagger a que assisti em Londres, em 1969, 70), há miríades de ideias anônimas encantadoras. E o Baile da Gaiola, com funks acelerados e inventivos. Há um em que um berimbau faz base para a batida umbanda-maculêlê que se tornou a marca. Tem muita coisa boa.

Risério dizia que o tropicalismo tinha visão antropológica da cultura brasileira. Ele próprio virou antropólogo. Os porta-vozes da direita atualmente triunfante odeiam a mirada antropológica da cultura. Eu não. Embora não ache que o tropicalismo seja ou tenha sido isso. Menos ainda "estetismo", que eu acho que é como o rapaz que segurou minha famosa cueca (a italiana Igiaba Sciego, num pequeno livro de fã sobre mim, atravessa páginas falando de cueca) prefere definir. Esse rapaz usa "cueca" como os ignorantes da obra de seu mestre usam "astrologia". Não dá. Então o conservadorismo é tão doido que nem num sonho contado em poesia de canção pode-se subverter a moral da fábula do rei nu?

Este foi o ano em que li (entre muitas outras coisas e sempre desorganizadamente) "Maquinação do Mundo", de Zé Miguel Wisnik; "O Elogio do Vira-Lata", de Eduardo Giannetti; "Ser Republicano no Brasil Colônia", de Heloisa Starling. E, com grande entusiasmo, "Economia do Conhecimento", de Roberto Mangabeira. Volta e meia volto aos citados, mas agora estou lendo, apaixonadamente, "Razão Para Crer", de David Smilde, um estudo sobre o crescimento das igrejas evangélicas na América Latina. E dei uma olhada no "Jardim de Olavo", que já tinha lido antes de as bacantes me desnudarem.

Enquanto espero a saída do novo livro de filosofia de Antonio Cicero. Bom mesmo é como J. S. Mill atribui a energia histórica do "Ocidente Moderno" à instância profética que nos veio do judaísmo via Cristo. Reli muito das "Considerações Sobre o Governo Representativo" de Mill. Se tiver de escolher um lado, fico com Cicero e não com Olavo. Mas Mangabeira me faz pensar mais.

Que o ano de 2019 seja bom e que possamos extrair da maluquice algo que nos faça mais capazes. Mudança houve. Passadas as eleições, torço para que muitos brasileiros encontrem o estímulo que buscavam e possam empreender. Fui e sou contra praticamente tudo o que os vitoriosos vêm dizendo há muito tempo. 

Mas que antagonistas ideológicos vençam é parte do jogo. E pode ser parte saudável. Nada de paralisar o andamento. Desistir do Brasil, não desisto. Gosto dele como Dostoiévski gostava da Rússia. Mas, sendo o Brasil o que é e eu quem sou, com mais alegria. Com sonhos de tornarmo-nos caminho de luz para todos os povos, brecha aberta para passagem ao Quinto Império. Sim, Império. 

Sempre leio MD Magno, apesar de detestar o frou-frou francês pós-moderno –e o meu Quinto, de Pessoa Agostinho Vieira, é o quarto para ele, mas em meu rendado particular funciona o ponto, os bilros rolam, a linha corre.

Vi o General Heleno sugerir, com sorriso para Bial, que a revelação do Coaf sobre movimentações atípicas do assessor Queiroz é como que meio suspeita, dizendo-se ironicamente feliz pela eficácia do órgão. Ele não disse nada taxativo, apenas mostrou sorridente desconfiança do timing. E Lula está na cadeia. O general é simpático, até faz lembrar Ferreira Gullar –e sua presença no Haiti foi de orgulhar os brasileiros. Bial falou no Mensalão. Mas o general fez cara de riso desconfiado, como se o Coaf só tivesse feito isso por tratar-se de Bolsonaro. O que pode levar um petista a achar confirmação de que toda a Lava Jato está cheia de lances e timings que só rolaram porque era Lula. E os jornalistas a reafirmarem que "os dois lados" são iguais. Que 2019 traga a superação desses embates simplistas. Que o Brasil esteja mesmo acima de tudo.




jueves, 12 de abril de 2018

2018 - SALVADOR SOBRAL


63ª edición del Festival de Eurovisión


"Eu quero que o Salvador Sobral ganhe o festival da Eurovisão. É bom demais!"

[2017, Caetano Veloso]


2017 - Salvador Sobral - Foto: Brendan Hoffman





DIARIO ABC

Caetano Veloso acompañará a Salvador Sobral en Eurovisión
La RTP confirma el extraordinario dueto en el festival, que se celebrará el 12 de mayo en Lisboa
Francisco Chacón
Corresponsal


Salvador Sobral ha anunciado una gran sorpresa para su reaparición mundial después de haberse recuperado de un trasplante de corazón: no estará solo en el Festival de Eurovisión, que se celebrará el 12 de mayo en el Altice Arena de Lisboa. Le acompañará el mismísimo Caetano Veloso, toda una leyenda de la música brasileña a sus 75 años.

Así lo ha confirmado la RTP (radiotelevisión pública de Portugal), anfitriona de la cita pop con más audiencia del mundo: más de 200 millones de telespectadores.

Se da la circunstancia de que, cuando Sobral asombró en Eurovisión el año pasado con su delicada interpretación de "Amar pelos dois", Veloso difundió a través de las redes sociales un mensaje laudatorio antes incluso de que se proclamara vencedor.

13/5/2017,  Kiev (Ucrania) - Portugal vence pela primeira vez o festival de música da Europa

«Quiero que gane Salvador Sobral. Es muy bueno», dijo el cantante de éxitos como ‘London London’ o ‘Sozinho’, uno de los baluartes del sonido de Brasil al lado de Milton Nascimento, Gal Costa, Gilberto Gil o Tim Maia.

Con posterioridad, Caetano actuó en Lisboa y la fadista Carminho lo invitó a cenar en su casa, donde también estuvo presente el hermano de Luisa Sobral, compositora de ‘Amar pelos dois’.

Allí se fraguó entonces su sueño de conocer a su ídolo… y hasta se marcaron un dueto acústico que ahora tendrá continuidad ante las 20.000 personas que llenarán el Altice Arena.

«Lo máximo de esta experiencia fue haber conocido a Caetano Veloso y cantar con él», señaló Salvador visiblemente emocionado por los elogios del histórico músico brasileño a su estilo de corte jazzístico, sin olvidar su cadencia con vestigios brasileños.

La presencia de ambos constituirá, sin duda, uno de los momentos culminantes del Festival de Eurovisión, cuyas semifinales transcurrirán los días 8 y 10 de mayo, de nuevo con Australia como país invitado por la Unión Europea de Radiodifusión.

Para la gala final del sábado 12, también está previsto que suban al escenario las dos mayores divas actuales del fado: Mariza y Ana Moura. Del mismo modo, el Portugal más contemporáneo pedirá paso con DJ Branko y el dúo de ‘scratchers’ Beatbombers.

En consecuencia, la RTP se afana en presentar a la audiencia internacional un muestrario de la mejor música que se realiza en Portugal, donde cada vez crece más el diálogo con los artistas brasileños, tal cual retratan los últimos discos de Carminho (dedicado a Tom Jobim) y de António Zambujo, con su homenaje a Chico Buarque.



17/5/2017 - Ana Moura, Caetano Veloso, Salvador Sobral e Carminho - Foto: DR





DIÁRIO DE NOTÍCIAS

10/5/2018

Caetano Veloso canta "Amar pelos dois" com Salvador Sobral

O brasileiro ensaiou com Salvador Sobral para a noite da Eurovisão


Salvador Sobral e Caetano Veloso

O músico brasileiro Caetano Veloso publicou no seu Facebook um vídeo onde canta com o português Salvador Sobral o tema vencedor da Eurovisão do ano passado, Amar pelos dois. A acompanhá-los está o pianista Júlio Resende.


Os dois músicos vão subir ao palco da Altice Arena para cantar juntos na final do festival da Eurovisão, em Lisboa.




13/5/2018

Salvador Sobral triunfa en su regreso al escenario de Eurovisión


REPÚBLICA



El cantante portugués Salvador Sobral regresó hoy al escenario de Eurovisión, aunque esta vez en su Lisboa natal, para triunfar una vez más con su canción “Amar pelos dois”, que le dio la victoria en el concurso hace un año en Kiev.

A diferencia de 2017, cuando cantó solo y posteriormente con su hermana Luísa -compositora del tema con el que ganó el concurso-, esta noche estuvo acompañado por el cantautor brasileño Caetano Veloso, al que le une una admiración mutua.

Antes, Sobral presentó mundialmente su nuevo sencillo “Mano a mano”, lanzado este viernes y que cuenta con la colaboración al piano de Júlio Resende, con el que ha estado trabajando en los temas de su nuevo disco.

El público del Altice Arena de Lisboa cayó rendido a los pies de Sobral, considerado un héroe nacional y que ha pasado los últimos meses alejado del foco público tras recibir un trasplante de corazón.

El portugués, que consiguió la primera victoria de Portugal en los 63 años de historia del concurso, entregará el trofeo al ganador de esta noche, en el que han participado 26 países.

La de Sobral ha sido una de las múltiples actuaciones de músicos portugueses en la ceremonia, que abrieron las fadistas Ana Moura y Mariza, y en la que también participaron el dúo de DJs lisboetas Beatbombers y el cuarteto formado por João Barbosa “Branko”, Sara Tavares, Dino D’Santiago y la caboverdiana Mayra Andrade.




OBSERVADOR

Festival Eurovisão da Canção

O momento em que Salvador Sobral cantou com Caetano Veloso, “o melhor que o Festival” lhe deu

13/5/2018

Marta Leite Ferreira


Os dois ficaram próximos depois de Caetano Veloso ter tecido elogios a Salvador Sobral na atuação da Eurovisão. Agora, os dois cantaram "Amar pelos Dois" no Altice Arena.


Salvador Sobral e Caetano Veloso juntos em palco - AFP/Getty Images


O espetáculo começou com Salvador Sobral em palco a cantar “Mano a Mano”, a primeira canção que lançou desde a cirurgia ao coração a que foi submetido há oito meses. O vencedor do Festival Eurovisão da Canção 2017 foi acompanhado por Júlio Resende ao piano e arrancou o pio ao Altice Arena. Mas, o momento que mais arrepiou o público da Eurovisão foi aquele em que o cantor brasileiro Caetano Veloso se juntou a ele no palco, praticamente um ano depois de o ter elogiado à distância pela interpretação de “Amar pelos Dois”.

Ainda antes de pedir a Caetano Veloso que subisse ao palco, Salvador Sobral admitiu que ele é uma das referências musicais que mais seguiu na carreira: “O melhor que a Eurovisão me deu foi a oportunidade de conhecer o Caetano Veloso”, admitiu o português. Os dois artistas estreitaram relações depois de o autor de “Sozinho” ter apoiado Salvador no Twitter: “Eu quero que o Salvador Sobral ganhe o festival da Eurovisão. Ele é bom demais”, disse o brasileiro.

Apenas cinco dias depois, encontraram-se em casa de Carminho, com a companhia de Ana Moura, para uma noite de fados. O momento foi publicado no Instagram de Ana Moura, depois de ter sido gravado pela mulher de Caetano Veloso, Paula Lavigne: “Como já era de se esperar Salvador Sobral e Caetano Veloso na sintonia máxima com a sua mãe maravilhosa Luisa Villar ao lado”, escreveu a fadista. Passado um ano, Caetano Veloso e Salvador Sobral voltaram a encontrar-se, desta vez no palco do Altice Arena, para cantar a música que garantiu a vitória a Portugal em 2017.



Navarra.com
EUROVISIÓN 2018
Europa entera se rinde ante Salvador Sobral en su reaparición musical tras su trasplante de corazón

El portugués logró el triunfo con su exquisita canción 'Amar Pelos dois' en el pasado festival celebrado en Kiev.

CRISTIAN BETELU (LISBOA)
12 Mayo, 2018



Salvador Sobra reaparece actuando con Caetano Veloso en la gran final de Eurovisión. ANDRES PUTTING (ESC)  


El ganador del pasado festival de Eurovisión, Salvador Sobral, ha reaparecido sobre el Altice Arena por primera vez tras su trasplante de corazón que lo ha mantenido alejado de los escenarios.

Sobral, vestido con un traje chaqueta gris y camisa negra ha interpretado 'Mano a mano' junto a Julio Resende y ha provocado una gran reacción del público presente en el pabellón de la capital portuguesa.

Tras su primera actuación, el cantante ha interpretado junto a Caetano Veloso la canción que lo convirtió en ganador 'Amor pelos dois' y que ha protagonizado uno de los momentazos de esta final de Eurovisión.

UNA CANCIÓN QUE CONMOVIÓ A EUROPA
Para los fans de Eurovisión y los seguidores de Salvador Sobral siempre será aquel chico sencillo y adorable que, con una magnífica voz y solo en el escenario, conmovió al mundo con su exquisita interpretación de ‘Amar pelos dois’, el tema que lo convirtió en ganador en la pasada edición del festival de Eurovisión celebrado en Kiev.

La pasión de Sobral comenzó desde joven. Con 10 años, el artista ya apareció en un programa de talentos musicales y a los 20 años consiguió alcanzar la final de la versión portuguesa de ‘Idols’.
Estudió psicología antes de arrancar sus estudios musicales en Barcelona. En concreto, en la misma academia en la que se formó el representante catalán de España, Alfred García.




En 2014 regresó a Portugal para comenzar a actuar y comenzar a preparar su álbum debut. Dos años después, Salvador Sobral lanzó su primer álbum de estudio que se convirtió en uno de los más vendidos en Portugal durante el siguiente año.

Fue el pasado año, en Kiev, cuando Salvador ganó y trajo el triunfo de Eurovisión a Portugal con una canción escrita por su hermana Luisa Sobral.

Después de su triunfo, Salvador lanzó un álbum como parte del de Alexander Search, una banda creada alrededor de los poemas de Fernando Pessoa.