Mostrando entradas con la etiqueta Tributo. Mostrar todas las entradas
Mostrando entradas con la etiqueta Tributo. Mostrar todas las entradas

lunes, 3 de enero de 2022

TRIBUTOS - Discografía [2020 - 2025]

 

2021 – ARTHUR NOGUEIRA
Álbum “Sucesso Bendito”
Gravado ao vivo no estúdio Space Blues, em São Paulo, em 19 de junho de 2021.
Joia Moderna

Lançamento: 16 de julho de 2021

Sucesso Bendito: Arthur Nogueira canta Caetano Veloso - 2021
 
Caetano é todo meu. Digo, meu favorito. E olha que tenho muitos
preferidos! É que são muitos e grandes, tantos e diversos e imensos...
Mas Caetano “é” eu. Uma escolha pessoal, biográfica. Então, quando
ouço Arthur, com essa voz de Arthur, que é só dele, dizendo letras que
conheço tanto, botando tudo no colo e me entregando de novo, recebo e
me emociono, renovada.
 
O lugar essencial, minimalista, da voz com o violão – que é a alma de
tantos compositores –, nos silêncios de Arthur gritam o grito tão
docemente solitário e lindo desse cantor, que respira olhando para
cima, rezando pela chuva de canções que saiu de sua boca e sobre ela
cairá de volta, na forma de tantas vidas.
 
Não é fácil recantar canções, mas é tão necessário, quando legítimo.
Porque se não for, não é, não vale, não temos tempo a perder. Então, é
claro que Arthur Nogueira pode e deve cantar Caetano. Ele tem seus
motivos e essa sua voz tamanha, do tamanho singular que sempre vai
ter a obra que o inspirou.
 
Zélia Duncan
junho/2021


1. SUCESSO BENDITO (Caetano Veloso)
2. PRONTA PRA CANTAR (Caetano Veloso)
3. DRAMA (Caetano Veloso)
4. FORÇA ESTRANHA (Caetano Veloso)
5. EU TE AMO (Caetano Veloso)
6. GIULIETTA MASINA (Caetano Veloso)
7. TEMPESTADES SOLARES (Caetano Veloso)
8. MENINO DEUS (Caetano Veloso)
9. ESTOU TRISTE (Caetano Veloso)
10. JOSÉ (Caetano Veloso)


2021 - RICO AYADE
Álbum “Tropicaê – Rico canta Caetano”
EP
Lançamento: 6 de agosto de 2021
 
1. CORAÇÃO VAGABUNDO (Caetano Veloso)
2. O LEÃOZINHO (Caetano Veloso)
3. CAJUÍNA (Caetano Veloso)
4. UM ÍNDIO (Caetano Veloso)





2022 – MÚ CARVALHO
Álbum “Trem das cores”- MÚ CARVALHO INTERPRETA CAETANO VELOSO
Boogie Woogie Music BW2022001
 
Lançamento p
lataformas digitais: 25/2/2022
 
1. ALEGRIA, ALEGRIA (Caetano Veloso)
2. CAJUÍNA (Caetano Veloso)
3. CORAÇÃO VAGABUNDO (Caetano Veloso)
4. O LEÃOZINHO (Caetano Veloso)
5. ORAÇÃO AO TEMPO (Caetano Veloso)
6. PECADO ORIGINAL (Caetano Veloso)
7. TEMPO DE ESTIO (Caetano Veloso)
8. TERRA (Caetano Veloso)
9. TREM DAS CORES (Caetano Veloso)
10. TRILHOS URBANOS (Caetano Veloso)









 Singles             3/12/2021                            4/2/2022


2022 - GRAZIELA MEDORI
Álbum “Transando o Transa”
Kuarup Produtora
 
Lançamento plataformas digitais: 4/3/2022


YOU DON'T KNOW ME (Caetano Veloso)
NINE OUT OF TEN (Caetano Veloso)



2022 – MANU LAFER
Álbum “Tudo De Novo – Emanuel É Manuel”
Manu Lafer canta Caetano Veloso
Independente / Tratore CD ML 0026
Capa: Elifas Andreato (1946/2022)

1. NA ASA DO VENTO (João do Vale/Luiz Vieira)

Participação Especial: Caetano Veloso

2. MÃE (Caetano Veloso)

3. MARCIANITA (JL Marcone/GV Alderete/Fernando Cesar)

4. ONDE ANDARÁS? (Caetano Veloso/Ferreira Gullar)

5. O CIÚME (Caetano Veloso)

6. TUDO DE NOVO (Caetano Veloso)

7. ELA E EU (Caetano Veloso)

8. OS ARGONAUTAS (Caetano Veloso)

9. NOSSO ESTRANHO AMOR (Caetano Veloso)

10. TREM DAS CORES (Caetano Veloso)

11. NÃO IDENTIFICADO (Caetano Veloso)

12. SIM, FOI VOCÊ (Caetano Veloso)

13. ILLUSIONS [GRAVIDADE] (Caetano Veloso - Versão em inglês: Mark Lambert)

14. LARGO DA LAPA (Wilson Batista/Marino Pinto)


domingo, 11 de junio de 2017

2015 - CAETANO 50: MÚSICA E TRANSFORMAÇÃO


A área externa do Auditório Ibirapuera vai ser palco da celebração da obra de Caetano Veloso em show gratuito que acontece no fim da tarde de 18 de outubro, domingo, a partir das 18h.

A apresentação faz parte da edição 2015 do projeto Trip - Música e Transformação, idealizado pela Revista Trip e que já celebrou Chico Buarque no ano passado.


Para este ano, foram convocados nomes como Paulo Ricardo, Jards Macalé, Fafá de Belém e outros importantes nomes da música popular brasileira, que interpretam de maneira pessoal e única algumas de suas composições preferidas de Caetano. As diversas fases da carreira do músico devem ser incluídas no setlist, que promete fazer o público viajar no tempo e relembrar canções que marcaram gerações.


UMA CELEBRAÇÃO AOS 50 ANOS DE CAÊ

TRIP TRANSFORMADORES / SHOW / CAETANO VELOSO / MÚSICA

Todo o potencial transformador da música em uma noite. A história do Brasil passada a limpo através do repertório de Caetano Veloso

Por redação
19/10/2015

São Paulo 18 de outubro, primeiro dia de horário de verão. O frio surpreendente no domigo não conseguiu esfriar os corações quentes dos quase 15 mil ali presentes, reunidos no lado externo do Auditório Ibirapuera para prestar um tributo à obra de Caetano Veloso.

É a já tradicional noite em que a Trip celebra o potencial transformador da música. Quando o movimiento Trip Transformadores, em sua nona edição, paga um tributo a vida e obra de um artista marcado pela rebeldia e a inquietude. O show Música e Transformação: Caetano 50 faz parte de um ciclo de eventos que se concluirá no mesmo Auditório. Em novembro, vamos novamente homenagear pessoas, ideias e projetos capazes de alterar (para melhor) a realidade onde estão inseridos.

E para contar essa história de 5 décadas da carreira, foi necessário reunir artistas da velha guarda como Fafá de Belém e Jorge Mautner, mas também nomes da nova geração, como Karina Buhr e Saulo Duarte e a Unidade. Mas o tratamento do público foi igual para todos que subiram ao palco: cantando em coro. Afinal, todo mundo ali tinha a sua favorita do repertório.

E por que celebrar 50 anos da obra de Caetano Veloso? Porque ele é um artista cuja obra personaliza a transformação. Que, de um jeito ou de outro, narrou através de suas canções o momento em que o Brasil se encontrava nas últimas 5 décadas. Caetano nunca ficou estagnado em determinada fase de sucesso na carreira. Ao contrário, fez questão de se reinventar, acompanhando as revoluções estéticas, ou mesmo antecipando-as. Afinal, a música não pára, e Caetano também não!


''Gosto do Transa (1972), mas foi com Cê (2006) e Zii e Zie (2009) que eu entendi que aquele homem continuava se transformando hoje, na minha época'',  diz Mahmundi que interpretou Queixa Foto: José Proença



London London, na voz de Paulo Ricardo: ''Caetano é minha maior influência como compositor. Ele é. – Foto: José Proença

 Na voz de Karina Buhr, Um Índio e Irene: "Qualquer pessoa sabe cantar alguma do Caetano, ou acha que sabe. Faz parte da vida de todo mundo. Até de quem não gosta... ou acha que não gosta!" Foto: José Proença


 "Ele é um compositor que me preenche desde criança", afirma Laya, que ficou com os clássicos: Como 2 e 2, Divino Maravilhoso e Cinema Olympia – Foto: José Proença


 Jards Macalé tocou duas de suas parcerias com Caê: Amizade e Coração Vagabundo. Nos bastidores, falou sobre o longo período que ele e Caetano romperam a amizade e de sua aproximação: ''Nos encontramos, nos abraçamos e sorrimos...'' – Foto: José Proença


 Jorge Mautner, outro parceiro de longa data, ficou responsável por Homem-Bomba e Tarado – Foto: José Proença


Saulo Duarte e a Unidade foi uma das gratas surpresas da noite. O grupo paraense, além de refazer os grandes hits Odara e Beleza Pura, os paraenses desempenharam a função de banda de apoio de todo o espetáculo – Foto: José Proença 



Com o clima paraense já preparado, Saulo Duarte chamou ao palco a "verdadeira orixá de sua terra", Fafá de Belém. Cajá e Naturalmente, ganharam temperos de carimbó: "Caetano foi meu primeiro amigo quando sai de Belém. O disco dele feito no exílio me lembrava que eu também estava longe da minha Belém..." – Foto: José Proença


 "Tive um k7 do Circuladô Ao Vivo. Escutei tanto no walkieman que a fita estragou...", recorda Mariana Aydar se apresentou ao lado de Lanny Gordin, lenda da guitarra e dos arranjos, um dos responsáveis pela estética da Tropicália, Chuva, suor e cerveja” e “Atrás do trio elétrico” – Foto: José Proença


Todos os cantores: Sampa







Caetano 50: Música e Transformação em uma homenagem inesquecível

Dia 18 de outubro de 2015 ficou marcado por um verdadeiro encontro de gerações. O evento Música e Transformação cumpriu com os seus intuitos iniciais: homenageou um dos maiores ícones da música nacional e mundial, resgatou grandes sucessos interpretados originalmente por Caetano Veloso nas últimas cinco décadas e acontecimentos importantes que tomaram o país neste mesmo período, além de aquecer o palco do Auditório Ibirapuera rumo à tradicional noite de premiação desta nona edição do Movimento Trip Transformadores – que acontece no próximo dia 11 de novembro. E os protagonistas desta noite fria, coincidentemente em pleno primeiro dia de horário de verão, vieram dos mais variados cantos do Brasil, representando gerações diferentes e unidas por uma única paixão: a música. O público também protagonizou o encontro: milhares de pessoas prestigiaram o espetáculo da área externa do Auditório e em coro reforçaram o canto de obras históricas.
Logo nas duas primeiras apresentações da noite, a feliz diversidade dos convidados – e da própria Trip– já ficou evidente: Mahmundi, aos 25 anos de idade, assumiu a responsabilidade de abrir os trabalhos. A carioca, cujas referências variam – em estilos musicais e épocas inspiradoras –, cantou logo de cara um dos maiores sucessos de Caetano: “Queixa”. Já o seu sucessor no palco conheceu o sucesso antes mesmo de ela nascer: Paulo Ricardo, um representante genuíno do rock nacional, deu nova roupagem à canção “London London”. Em seguida foi a vez da pernambucana Karina Buhr emocionar e fazer o público dançar com “Índio” e “Irene” e, posteriormente, de Laya Lopes, cearense de corpo, alma e sotaque, interpretar três hits consecutivos: “Como 2 e 2”, “Divino maravilhoso” e “Cinema Olympia”.
Era chegada a hora de o público ver de perto dois dos maiores ídolos da nossa música de todos os tempos. Saulo e a Unidade, que durante todo o show permaneceram como banda base dos demais artistas, descansaram por alguns minutos e deram lugar a Jards Macalé e seu violão. Macalé cantou duas parcerias com Caetano – “Amizade” e “Coração vagabundo” – e foi reverenciado pela calorosa plateia. Jorge Mautner, também parceiro de longa data do homenageado, subiu ao palco em seguida e mostrou propriedade ao cantar duas obras que ele conhece e muito bem: “Homem-Bomba” e “Tarado”. Foi a vez então de o Pará desembarcar em São Paulo: Saulo e A Unidade, que marcaram presença no palco desde o início, tiveram a honra de cantar e tocar dois dos maiores e mais conhecidos sucessos da noite. O público foi ao deleite com “Odara” e “Beleza pura”. Fafá de Belém, recebida pelos animados jovens conterrâneos com muita admiração, discursou lindamente sobre a influência de Caetano para a música e deu toques de carimbó para “Cajá” e “Naturalmente”.
Mariana Aydar e o lendário guitarrista Lanny Gordin foram os últimos a subir no palco, mas não propriamente “encerraram” o espetáculo. Isso porque, após protagonizarem um verdadeiro Carnaval fora de época com “Chuva, suor e cerveja” e “Atrás do trio elétrico”, ambos receberam todos os cantores novamente no palco para um verdadeiro coro. A música escolhida para a ocasião não poderia ser outra: “Sampa”, uma canção histórica de Caetano, que, como o próprio nome adianta, fala sobre essa que é uma das cidades mais receptivas do mundo.
O evento não teve apenas atrativos musicais: na projeção simultânea em cima do palco onde ocorreram os shows, fotos do artista Walter Firmo representaram as transformações que ocorreram no Brasil ao longo destas últimas 50 primaveras, e uma arrecadação de livros recebeu doações para a ONG Social Skate – do homenageado em 2013 do Prêmio Trip Transformadores, Sandro Testinha.


domingo, 10 de mayo de 2015

2015 - UNS


Margareth Menezes e Caetano Veloso gravaram juntos, no estúdio Palco, de Gilberto Gil, no Rio. Eles fizeram dueto em duas composições do baiano: Luz do Sol e Uns. Pelo menos uma delas estará na faixa bônus do novo DVD de Maga, Para Gil e Caetano. A gravação foi, ao vivo, em um show, em terras cariocas, mas Caê não pôde participar, porque estava em turnê pela Europa. Por isso, o encontro entre os dois só aconteceu esta semana. O trabalho tem previsão de lançamento para novembro. (Telma Alvarenga, 28/8/2014)






“Foi muito trabalhoso, mas valeu a pena.” 

“Toda minha geração foi influenciada por eles, não tem como fugir disso. A geração deles foi muito importante. Eles, junto com Rita Lee, Secos e Molhados, Milton Nascimento, Djavan, Novos Baianos e Belchior, nos influenciaram a todos. Eles nos fizeram perceber que podemos fazer coisas novas, mas sem precisar abrir mão da nossa brasilidade.” 

“A escolha foi pelo coração e sentimento. Optei pelo que estava mais acessível ao meu sentimento, o que sempre gostei de cantar durante a minha vida.” 

“A primeira vez que vi Gil, encontrei com ele no Carnaval, era adolescente, e ele estava descendo a ladeira do Carmo e pedi um beijo”, conta rindo.
Já Caetano teve participação importante quando ela fazia parte da trupe Troca de Segredos, ainda nos anos 80. “Ele foi fazer um show para a inauguração do circo. Foi a primeira vez que vi o Caetano, ele chegou todo pequeninho e fez o show com seu violão. Ele fez essa doação para a gente, ele foi importante para nós”, relembra com carinho. (*)

[Margareth Menezes, 8/5/2015]




 
2015 – MARGARETH MENEZES  
Participación Especial: CAETANO VELOSO 
Álbum “Para Gil & Caetano” 
Grabado en Vivo Rio (RJ), el 27 de mayo de 2014
Canal Brasil DVD CBR090, Extras, Track 24.






(*) Circo Troca de Segredos (1983/1988)

17/2/83 - Show: “CAETANO VELOSO”
Inauguração do Circo Troca de Segredos - Salvador.







 
 




CORREIO DA BAHIA 
Domingo, 19 de Março de 2006

Estréia de mestre

Caetano Veloso foi a atração do grande 'début' que marcou para sempre a história do lugar 

Adriana Jacob


Na porta do circo, baianos se espremiam na enorme fila para ver o show de Caetano


Nada daqueles inícios tímidos, que chegam devagarzinho e vão mostrando, pouco a pouco, que vieram para dar certo. A festa de inauguração do Troca de Segredos não deixou margem para qualquer mistério. O circo mostrou logo de cara que era diferente, não só por abrir as portas convidando ninguém menos que Caetano Veloso para a grande estréia. É que até os shows do Troca tinham um tempero inusitado. Ao contrário do que se pode imaginar, o princípio não foi fácil, com muita grana e altos cachês. Na verdade, a presença de Caetano ali era muito mais um golpe de sorte do destino, ajudado pela boa vontade do tropicalista, que resolveu dar uma mãozinha àquele grupo de jovens com um sonho meio louco.


Tereza era amiga de Lúcia Mascarenhas, comadre de Caetano. Como o cantor morava ali perto, na Avenida Ademar de Barros, a poucos metros de onde o circo seria instalado, a idéia era pleitear a ajuda do vizinho ilustre. Foi a própria Lúcia que assumiu a missão de falar com o artista santo-amarense. Ao seu lado, outro integrante da trupe, João Elias. "É esse circo aqui na frente de casa? E o som é do João Américo?", questionou Veloso, referindo-se a um dos maiores técnicos de som do país. Diante das respostas afirmativas, garantiu: "Claro, então eu faço". "Faz mesmo?". "Faço, sim, já não disse que faço?".


...

***


Lotação esgotada


O público em questão era formado por cerca de dois mil sortudos que se enfileiraram logo cedo na porta do Troca, prevendo que a noite seria das boas. 

Do lado de fora do alambrado, a fila dava voltas. A lotação do espaço se esgotou bem mais rápido do que imaginavam os organizadores da festa. Com sangue artístico correndo nas veias, Conde, Tereza e a "comissão de frente" do Troca não resistiram ao ver o mundaréu de gente do lado de fora, excluído por causa da lotação. "Foi quando tivemos a idéia de ir levantando a lona. Deixamos só a parte de cima da cobertura. Assim, quem estava do lado de fora também pôde assistir", conta Tereza Oliveira, cheia de emoção. "Foi lindo! Uma das noites mais lindas que o circo viu", define Caco Monteiro. A noite de Ondina, o som de Caetano, a voz de seu filho Moreno, então com 11 anos, e a lona suspensa. "Foi um momento de felicidade. Aquilo ali foi um estrondo, foi quando a gente teve a grande simpatia de todo mundo. Tinha mais de cinco mil pessoas fora da lona assistindo ao show; era um mar de gente sentada na areia", recorda João Elias. O gesto inusitado aproximou a comunidade do Troca de Segredos, criou uma espécie de vínculo instantâneo.


O melhor veio depois. Caetano doou toda a renda do show para o Troca e o dinheiro materializou o sonho da "lona própria". Esse sonho, aliás, só chegou a existir por causa de um outro encontro, mais ou menos três anos antes. O Asdrúbal Trouxe o Trombone fazia uma temporada em Salvador quando Paulo Conde, integrante da companhia, deu de cara com uma das bailarinas do Grupo Experimental de Dança da Universidade Federal da Bahia. Não fosse essa troca de olhares, talvez o Troca de Segredos nunca tivesse existido. Porque se há um vestígio do começo, ele está na paixão que levou Paulo e Tereza, durante os meses seguintes, a tornar cada vez mais constante a ponte-aérea Rio-Bahia e a sonhar juntos com um lugar para mostrar a própria arte.




1983 - Público na entrada do Circo interagindo com o cantor Caetano Veloso
Foto: Arquivo Circo Troca de Segredos


1984 - Show de Gilberto Gil –comemoração de um ano de existência do Circo
Foto: Arquivo Circo Troca de Segredos