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sábado, 21 de julio de 2018

1986 - GILBERTO GIL - Bahia, Suíça e Japão


Os melhores momentos da última tournée mundial de Gilberto Gil e sua banda.

Dois grandes concertos: no Festival de Montreux, na Suiça, e em Tóquio, complementados por depoimentos do cantor e compositor.

Dirigido por Gilberto Gil.










Foto: Fernando Rabelo






Encarte da "Caixa Palco"
Tiragem limitada de 2 mil cópias numeradas, com 28 CDs (dois duplos), 13 deles com faixas bônus, quatro inéditos em CD e outros quatro nunca lançados.


Marcelo Fróes

Logo após ter participado do projeto "Luz do Solo", no Rio de Janeiro, em abril de 1986, Gil ensaiou e partiu para sua tradicional excursão pelo hemisfério norte com a banda formada por Celso Fonseca (guitarra), Rubão Sabino (baixo), Repolho (percussão), Ricardo Cristaldi (teclados) e por um naipe de sopros composto por Raul Mascarenhas, Paulo Trompete e Serginho Trombone, além do baterista Jorge Gomes – ex-Novos Baianos que, com o fim da Cor do Som, voltava à banda de Gil.

Depois de um breve descanso, quando Gil aproveitou uma passagem pelo Brasil para começar a trabalhar nas trilhas de "Um Trem para as Estrelas" e "Jubiabá", que ele só terminaria no início de 1987, a excursão chegou ao Japão na segunda quinzena de agosto, inaugurando este circuito na carreira de Gil. "Flora havia comprado uma câmera de vídeo e estava filmando todos os shows, além de nossas viagens de trem e visitas aos templos, afinal era uma novidade", lembra Gil. "Acabamos fazendo uma ‘produção de guerrilha’, que foi o vídeo ‘Bahia, Suíça e Japão’". 


Dirigido por Roberto Feith e produzido por Isabel Martins, o especial foi exibido pela TV Manchete no final do ano e lançado comercialmente pela Manchete Vídeo no início de 1987. Hoje é um documento precioso daquela longa excursão de 1986, guardando performances das músicas Barracos, Vamos Fugir, Sarará Miolo, Maracatu Atômico, Toda Menina Baiana, Flora, Expresso 2222 e Palco.

A passagem de Gil pelo Festival de Montreux no dia 6 de julho também havia sido devidamente registrada naquele ano. "Àquela altura, Montreux já tinha como prática regular gravar e filmar tudo. Portanto, o show daquele ano não foi gravado a pedido da WEA", explica Gil a respeito das fitas de 24 canais enviadas para o Brasil e que provavelmente não se transformaram em disco em função não só do projeto "Luz do Solo", que virou produto em 1987, como também de outro projeto surgido de repente ao final da turnê japonesa.

"Estávamos fazendo a excursão pelo Japão quando, já próximo do final, o Daniel (Rodrigues, empresário) me veio com a idéia de gravar... porque a produtora japonesa da excursão tinha um contato na Sony que havia criado uma máquina de gravação digital", historia Gil. "Seria o primeiro (e até hoje único) disco meu totalmente gravado, mixado e masterizado digitalmente, então esse foi o maior interesse pelo disco – que nem chegou a ter versão em vinil".

"Live In Tokyo", lançado aqui como Ao Vivo em Tóquio somente em 1995, saiu inicialmente no Japão em maio de 1987. No seu repertório, sucessos de Gil das décadas de 60, 70 e 80 – inclusive a recente Barracos.

Junho, 2002


PS (1): O show de Gil em Montreux no dia 6 de julho consistiu das seguintes músicas: Realce, Barracos, Logos versus Logo, Vamos Fugir, Extra, Sarará Miolo, Aquele Abraço, Maracatu Atômico, Febril, Flora, Expresso 2222 (com participação de Elba Ramalho), Soy Loco por Ti, América, Mar de Copacabana, Um Banda Um, Touche Pas à Mon Pote, Toda Menina Baiana, Palco e Aquele Abraço (reprise com Paulinho da Viola).

PS (2): A turnê japonesa de agosto e setembro de 1986, que incluiu shows em Kobe (dia 24/08), Osaka (26/08), Hiroshima (30/08), Kokura (02/09) e Sendai (08/09), terminou com o show de Tóquio, tanto gravado quanto filmado no dia 10 de setembro, e que consistiu do seguinte repertório: Realce, Barracos, Clichê do Clichê, Vamos Fugir, Oração pela Libertação da África do Sul, Aquele Abraço, Maracatu Atômico, Oriente, Flora, Expresso 2222, Soy Loco por Ti, América, Tempo Rei, Sarará Miolo, Um Banda Um, Touche Pas à Mon Pote, Toda Menina Baiana, Palco e Não Chore Mais.

PS (3): Em agosto de 1990, quatro anos depois, Gil retornou ao Japão para uma nova turnê. Seu repertório já foi bem diferente: Vida, Andar com Fé, Baticum, Nos Barracos da Cidade, Brasileirinho, De Bob Dylan a Bob Marley, Aquele Abraço, O Eterno Deus Mu Dança, Réquiem para Mãe Menininha, Flora, Extra, Mon Tiers Monde, Do Japão e Soy Loco por Ti, América.





lunes, 24 de julio de 2017

1997 - TEMPO REI






SINOPSE

Dirigido por Lula Buarque de Hollanda, Andrucha Waddington e Breno Silveira, Tempo Rei é o primeiro registro audiovisual da vasta obra de Gilberto Gil, celebrando os trinta anos de carreira do artista.

Inclui cenas de shows e encontros musicais com convidados muito especiais: Stevie Wonder, Caetano Veloso e Carlinhos Brown, entre outros. Integralmente filmado em película cinematográfica.

Inclui grandes sucessos do artista como Madalena, Cores Vivas, Vamos Fugir, Procissão e Expresso 2222.

Co-Produção: Conspiração Filmes, Gege Produções, Ravina Produções e HBO.















lunes, 24 de diciembre de 2012

1978 - OS DOCES BÁRBAROS - Filme



“Bárbaros enquanto doces, 
doces porque bárbaros”  

[Caetano Veloso]




1976
Revista Romântica
Ano XVI - n° 215
Setembro
Editora Vecchi


































1978
Revista O CRUZEIRO
N° 2436 - Março









 
 









 

























 Fotos: Mônica Sinelli
























































 













1978
OS DOCES BÁRBAROS
GILBERTO GIL / MARIA BETHÂNIA / CAETANO VELOSO/ GAL COSTA
Um filme de Jom Tob Azulay



         C&C Vídeo VHS - V-029 [1987]










Biscoito Fino DVD BF-715 [2008]


1. SÃO JOÃO, XANGÔ MENINO (Gilberto Gil/Caetano Veloso)
2. Trecho: PEIXE (Caetano Veloso)
3. Trecho: O SEU AMOR (Gilberto Gil)
4. Trecho: TARASCA GUIDON (Waly Sailormoon)
5. QUANDO (Gilberto Gil/Gal Costa/Caetano Veloso)
6. OS MAIS DOCES BÁRBAROS (Caetano Veloso)
7. PÁSSARO PROIBIDO (Caetano Veloso/Maria Bethânia)
8. CHUCKBERRY FIELDS FOREVER (Gilberto Gil)
9. ATIRASTE UMA PEDRA (Herivelto Martins/David Nasser)
10. O SEU AMOR (Gilberto Gil)
11. OS MAIS DOCES BÁRBAROS (Caetano Veloso)
12. FÉ CEGA, FACA AMOLADA (Milton Nascimento/Ronaldo Bastos)
13. ESOTÉRICO (Gilberto Gil)
14. EU TE AMO (Caetano Veloso)
15. AS AYABÁS (Gilberto Gil/Caetano Veloso)
16. UM ÍNDIO (Caetano Veloso)
17. CHUCKBERRY FIELDS FOREVER (Gilberto Gil)

EXTRA
18. TARASCA GUIDON (Waly Sailormoon)
19. PÉ QUENTE, CABEÇA FRIA (Gilberto Gil)
20. EU E ELA ESTÁVAMOS ALI ENCOSTADOS NA PAREDE (Gilberto Gil/Caetano Veloso/José Agrippino de Paula)
21. NÓS, POR EXEMPLO (Gilberto Gil)



1978
Revista
FATOSeFOTOS
GENTE
Ano XVI – n° 868
Brasília, 10 de abril de 1978
























En 2004, Os Doces Bárbaros fue relanzado en cine en su versión integral, incluyendo las escenas que habían sido censuradas en 1977.
Gal Costa asiste en San Pablo:




 
2/4/2004
Vivo Open Air - San Pablo















03/12/2008

DVD "Os Doces Bárbaros" chega às lojas


LUIZ FERNANDO VIANNA
da Folha de S.Paulo

Já não seria desprezível que "Os Doces Bárbaros", 30 anos após chegar aos cinemas, saísse em DVD. Mas o diretor Jom Tob Azulay não quer seu filme visto ou revisto apenas como registro de um marco da época --o show que reuniu Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia em 1976.
"Esse caráter nostálgico seria prejudicial; hoje é um bom momento para reavaliar tudo. A crise não é só econômica, permite revisão de comportamento, da cultura voltada à acumulação. No filme, fala-se do desapego de valores materiais, do prazer na arte e no amor", diz Azulay, 67, que há quatro anos relançou o longa no cinema.

Ele comunga da idéia que diz ter ouvido do músico e escritor José Miguel Wisnik: "O tropicalismo nunca esteve tão vivo".

O mundo globalizado, tecnológico e performático foi cantado por Caetano e Gil já nos anos 60. E a indústria cultural, ingrediente preponderante dessa geléia geral, está na origem de "Os Doces Bárbaros". "O show foi encomendado por uma gravadora multinacional, a Phonogram, para marcar os dez anos de carreira dos "baianos", como se dizia. Era uma iniciativa de caráter comercial", diz Azulay.

Mas também era a reunião, durante o regime militar, de artistas que não cantavam, não se vestiam, não se comportavam conforme os cânones oficiais.

Como também não adotavam o perfil "artistas de protesto" desejado pela esquerda, ficavam fora de esquadro numa época em que tudo era enquadrado.

"Foi uma experiência traumática para os responsáveis por ela e para a cultura do país. A distensão do governo [de Ernesto] Geisel [1974-79] ainda não ocorria. O show surgiu quase anacronicamente, não havia espaço para ele. Por isso, foi tão mal interpretado", diz Azulay.

Parte da esquerda implicava com as roupas e coreografias estranhas e não via o sentido político de músicas como "O Seu Amor", "Um Índio" e "Fé Cega, Faca Amolada", além do tom libertário geral. A direita implicava com as mesmas coisas e ainda pôde comemorar a prisão de Gil, em Florianópolis, por porte de maconha.

Extras
Sem os cortes da época, o DVD traz um pouco mais do famoso julgamento de Gil, em que ele não consegue disfarçar o semblante irônico diante das falas do juiz -que chega a fazer um jogo de palavras com "abacateiro"-- e de seu próprio advogado. Considerado "dependente químico", teve de ir para uma instituição psiquiátrica.

Nascido para ser um curto documentário de TV pago pela Phonogram, o registro ganhou, com a prisão de Gil, "aspectos dramáticos" e "dimensões de filme de ficção", como diz o diretor nos extras, em que há ainda quatro músicas e cenas de camarim. Azulay prepara agora um livro recontando e avaliando a saga de show e filme.




20/7/1976 - Galeão
Gilberto Gil, Sandra Gadelha, Pedrinho Gil e Caetano Veloso