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lunes, 13 de abril de 2026

1998 - JVC JAZZ FESTIVAL - 4 noites de MPB

 


26ª edição do JVC Jazz Festival 


JVC Jazz Festival, de Nova York, realizado de 15 a 27 de junho de 1998.



São Paulo, sexta, 17 de abril de 1998 

MÚSICA

O festival nova-iorquino acontece de 15 a 27 de junho, com shows de João Gilberto, Maria Bethânia e Gal Costa

MPB comanda quatro noites do JVC Jazz

 

CARLOS CALADO
especial para a Folha

O JVC Jazz Festival -o mais tradicional evento do gênero nos EUA- vai reforçar a ênfase que vem dando, nos últimos anos, à música popular brasileira.
Em sua 26ª edição, que acontece de 15 a 27 de junho, o festival nova-iorquino dobra o número de noites dedicadas à MPB. Desta vez serão quatro concertos, em palcos nobres como o do Carnegie Hall e o do Avery Fisher Hall.

Esse destaque vem acompanhado de pompa e circunstância. Normalmente encabeçado por grandes astros do jazz ou do blues, o primeiro concerto no Carnegie Hall -dia 19 de junho- será estrelado por João Gilberto.
Em princípio, o cantor e compositor vai comemorar os 40 anos da bossa nova, acompanhado apenas por seu violão. No entanto, surpresas e parcerias de última hora não estão descartadas.

"Chegamos a pensar em nomes de convidados, mas o João prefere surpreender a platéia", diz o produtor Hélio Alves, que acaba de assumir a coordenação das noites brasileiras do festival com sua empresa The Brazilian Beat.

Um dia após João Gilberto, será a vez de Maria Bethânia subir ao palco do Carnegie Hall, para apresentar o show "Âmbar/Imitação da Vida". A cantora não se exibe em Nova York há nove anos.

A presença brasileira no JVC Jazz Festival prossegue no dia 23 de junho. Acompanhada por sua banda, Gal Costa comemora 30 anos de carreira fonográfica, no palco do Avery Fisher Hall.

Já na noite seguinte, o concerto "Brazilian Jazz Ensemble" pretende reunir no mesmo Avery Fisher Hall uma seleção de craques da música instrumental brasileira.
Além do violonista e cantor João Bosco, o programa divulgado inicialmente incluiria também Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Toninho Horta e Hélio Delmiro. No entanto, a participação de Hermeto já foi cancelada.
"Infelizmente, eles se anteciparam antes de fecharmos o contrato", disse ontem à Folha Luiz Bueno, produtor do músico alagoano.

Expansão da MPB

Animado com o aumento do interesse pela música popular brasileira nos EUA, André Alves ressalta o fato de os shows brasileiros terem sido os mais disputados durante a última edição do evento nova-iorquino.

"Por isso, sugeri a George Wein, diretor-geral do JVC, que aumentasse o número de concertos. Agora teremos um verdadeiro festival de música brasileira dentro do festival de jazz", comemora.
O conceito de festival dentro do festival foi aplicado também a uma série de concertos na sala Sylvia and Danny Kaye Playhouse, que começa no dia 15 de junho. Graças a essa programação, as já tradicionais 9 noites do JVC Jazz Festival transformaram-se em 13.

Tributos ao pianista Fats Waller (no dia 15), ao compositor Harold Arlen (dia 18) e ao guitarrista Herb Ellis (dia 16), servirão de pretexto para as aparições de vários veteranos do jazz, como os trompetistas Clark Terry e Harry Edison, ou os guitarristas Charlie Byrd, Tal Farlow e o roqueiro Andy Summers.

Outro segmento que também vem ganhando mais espaço no festival é o da música afro-cubana. Como já acontecera em 97, o JVC dedica sua última noite, no Carnegie Hall, a um encontro de medalhões do gênero: a cantora Célia Cruz, o percussionista Tito Puente e o trompetista Arturo Sandoval.

Outras duas noites destacam atrações latinas. No dia 21, Rubén Blades canta no Carnegie Hall. No dia 26, o Hammerstein Ballroom promove o encontro das bandas Los Van Van e Cubanismo.

Já entre as atrações mais jazzísticas, há opções para quase todos os gostos -do concerto da cantora Cassandra Wilson ao show comandado pelo organista Jack McDuff, ambos no dia 23.












15 de junho de 1998


Destaques do evento


Dia 19 de junho
Sexta
João Gilberto
Carnegie Hall

 
Dia 20 de junho
Sábado
Maria Bethânia
Carnegie Hall

 
Dia 23 de junho
Tuesday
Gal Costa
Avery Fisher Hall (no Lincoln Center)

Dia 24 de junho
Wednesday
João Bosco
Avery Fisher Hall (no Lincoln Center)








15 de junho de 1998


MÚSICA


João Gilberto, Maria Bethânia, João Bosco e Gal Costa são atrações do evento que começa hoje em Nova York

JVC Jazz Festival destaca 4 noites de MPB

CARLOS CALADO
especial para a Folha

Um concerto em homenagem ao pianista e cantor norte-americano Fats Waller (1904-1943) abre hoje à noite, em Nova York, a 26ª edição do JVC Jazz Festival.

O mais prestigioso evento do gênero nos EUA -que oferece mais de 50 programas entre concertos, shows ao ar livre e workshops até dia 27- aumentou a ênfase que já vinha dando à música brasileira nos últimos anos.

Para essa edição, o JVC programou um minifestival de música brasileira, que vai ocupar durante quatro noites suas salas mais nobres: o Carnegie Hall e o Avery Fisher Hall (no Lincoln Center).

Quem abre essa série de concertos é João Gilberto. Na próxima sexta-feira, o cantor e compositor comemora os 40 anos da Bossa Nova, acompanhado por seu violão, no palco do Carnegie Hall.

No sábado, a atração é Maria Bethânia. Há nove anos sem se apresentar em Nova York, a cantora baiana exibe seu show "Âmbar/Imitação da Vida".

Outro concerto em tom comemorativo acontece no dia 23: a cantora Gal Costa festeja 30 anos de carreira fonográfica, acompanhada por sua banda, no palco do Avery Fisher Hall.

A mostra verde-amarela termina no dia 24. O show "Brazilian Jazz Ensemble" reúne quatro astros da MPB e do instrumental brasileiro: Leny Andrade (que substitui Hermeto Pascoal, anunciado inicialmente), João Bosco, Egberto Gismonti e Toninho Horta.

"A comunidade dos músicos de Nova York está excitada com a chance de ouvir todas essas feras juntas", diz o produtor Hélio Alves, que assumiu a coordenação das noites brasileiras, neste ano.

Outros festivais internos compõem o JVC 98. Além da homenagem de hoje a Fats Waller, com o trompetista Clark Terry e o pianista George Wein (criador e diretor do festival), mais cinco tributos acontecerão na sala Sylvia and Danny Kaye Playhouse.

Jazzistas da velha guarda, como o guitarrista Charlie Byrd e a pianista Marian McPartland, vão homenagear outros veteranos do gênero, como o guitarrista Herb Ellis (amanhã) e os trompetistas Harry Edison (quarta) e Jimmy McPartland (dia 22).

Para os fãs do jazz moderno, alguns dos concertos mais atraentes do festival estão programados para o Symphony Space, onde acontece a série "In the Pocket".
O elenco destaca a Mingus Big Band, os bateristas T.S. Monk, Jack DeJohnette e Leon Parker, o tubista Howard Johnson, os trompetistas Jon Faddis e Tom Harrell e os saxofonistas George Coleman, Chico Freeman e David Newman.

Apesar de repetir nomes de edições recentes, o Carnegie Hall também oferece outros programas apetitosos, comandados pelos cantores Cassandra Wilson, Ruben Blades e Celia Cruz.

Sobre os rumores de que o JVC pode sofrer mudanças essenciais em 99, após a venda de ações do evento para a emissora de TV BET (Black Entertainment Television), Hélio Alves se diz tranquilo.

"George Wein continua na direção do festival e jamais abriria mão de seu caráter. A entrada da BET não muda nada. Só fortalece o evento", diz o produtor.

Duofel


Comemorando 20 anos de carreira, os violonistas Fernando Melo e Luiz Bueno, que formam o Duofel, também se apresentam em Nova York, na quinta-feira.

O duo instrumental paulista será uma das atrações do Summerstage -série de concertos gratuitos, realizados no verão, no Central Park. Também participam o grupo Boca Livre, o percussionista Cyro Baptista, o cantor Ed Motta e as bandas Karnak e O Rappa.

 












June 19, 1998


A Burst of Brazilian Music Reflects Four Decades of Cultural Interchange


By Jon Pareles

The music of Brazil is a tuneful affirmation of the beauties of cultural interchange. Ever since foreigners started showing up in South America, Brazilians have borrowed and transformed the music that showed up with them. This weekend, and in the days that follow, New Yorkers have a chance to hear the results of four decades of Brazilian musical alchemy, with two festivals creating the most concentrated Brazilian invasion in at least a decade. 

Over the next few days, lucky New Yorkers can hear Brazilian syncretism in action, from the understated samba-jazz-pop innovation that was the bossa nova to the globe-hopping, electronically sampled information overload of a 1990's group called Karnak. 

The JVC Jazz Festival has booked Joao Gilberto, the father of the bossa nova, for a sold-out concert tonight at Carnegie Hall; the reclusive, whispery singer, who rarely tours, is celebrating the 40th anniversary of his first bossa nova single. On Wednesday at Avery Fisher Hall, the JVC festival brings together the guitarists Joao Bosco, Egberto Gismonti and Toninho Horta, backed by first-rate Brazilian sidemen, as the Brazilian Jazz Ensemble. 

And in between are concerts by two major singers -- Maria Bethania (at Carnegie Hall tomorrow) and Gal Costa (at Avery Fisher Hall on Tuesday) -- from the movement called tropicalismo, Brazil's major musical wave of the late 1960's and early 70's. Tropicalismo merged Brazilian traditions with the wild-eyed possibilities of rock and was spearheaded by songwriters who rank with the best musicians alive: Caetano Veloso (Ms. Bethania's brother) and Gilberto Gil. 

Ms. Bethania and Ms. Costa are lifetime friends from Bahia, where they grew up with Mr. Veloso and Mr. Gil. When the two songwriters, who were already stars in Brazil, grew a little too inventive for the dictatorship that was running Brazil in the late 60's, both were imprisoned and then exiled to London. There, they soaked up English rock from the Beatles to Traffic to Pink Floyd. Meanwhile, they were sending songs back home, where Ms. Costa and Ms. Bethania would perform and record them. 

Ms. Bethania is revered in Brazil, but has not performed in New York City since 1988; her deep contralto voice gives her songs a pensive dignity. Ms. Costa's show at Avery Fisher Hall looks back to the early days of tropicalismo, following up on an album, ''Acustico'' (''Unplugged''), that she recorded in a concert for MTV Brasil. On it, she revives some of the songs from the early days of tropicalismo; in concert, as on the album, she will be backed by a small band playing acoustic instruments.

''It is such beautiful and rich material'', she said. ''And the way that I sing is very different 30 years later. The feeling is much deeper.'' 

Ms. Costa is one of the world's most graceful singers, with a voice that brings tender understanding to every line. ''To be a good singer, you must always think about the words and what the words say,'' she said. ''I must identify with the song and find something in common with the lyrics of the song. I try to feel every word.'' 

Meanwhile, Central Park Summerstage has chosen this week for its own Brazilian music festival, which started on Wednesday. Tonight, the percussionist Cyro Baptista leads his group, Beat the Donkey, a band of percussionists who merge carnival traditions with modern friskiness. Sharing the bill is Dance Brazil, performing a work about what gold mining did to the people of the Amazonas region; the score is by Mr. Veloso.




















sábado, 2 de marzo de 2024

2006 - 2007 - 2008 - GAL COSTA - Blue Note - New York

 


Blue Note New York


Remembering a legend:

 

Gal Costa 💙 


An icon of tropicália, Gal Costa was a legendary Bossa Nova singer. 

She recorded Gal Costa, Live at the Blue Note in 2006. 

We are honored to have been part of her contributions to jazz and we send our condolences to her family.


9/11/2022




16, 17, 18, 19, 20 e 21 de maio de 2006

Blue Note


16/5/2006 - The Brazilian singer Gal Costa at the Blue Note on Tuesday night

 Photo: Rahav Segev / The New York Times



30/9/2008 - Gal Costa e Romero Lubambo
 
Foto: 
Michelle V. Agins / The New York Times









May 18, 2006

Ben Ratliff







  

POP REVIEW | GAL COSTA


Gal Costa Sings Bossa Nova at the Blue Note


May 18, 2006

Ben Ratliff


The Brazilian singer Gal Costa came to the Blue Note this week with a small band and did what great, experienced pop singers often promise to do but rarely pull off: she rescaled her performance to jazz-club dimensions. Her opening set on Tuesday was like one long, well-balanced exhalation, warm and quiet and cathartic. She had a sound in mind and got to the point.

For the most part she chose the comfort of a bossa nova repertory that slightly predated her own career — which began in the mid-1960's — but that she has gracefully inherited, mostly songs associated with the twin powerhouses of Antonio Carlos Jobim and João Gilberto. They are famously subtle, but their secrets remain pretty open: they have gorgeous moving harmonies, and they are lavish with a rhythm that pulsates beneath the surface. 

Ms. Costa met their demands. Her voice has minimal vibrato and a little bit of Billie Holiday's midregister honk; it has thickened slightly over the years, and she favors the full, true, airy note, held just long enough for its significance to settle in. 

Taking the idea of jazz-club music seriously — she usually plays bigger concerts on the rare occasions that she comes here — Ms. Costa and her four-piece band revealed bossa nova in its old, first-wave style. Marcus Teixeira played Gilberto-like guitar chords and asymmetrical rhythms. Zé Canuto wound counterpoint passages on alto saxophone and flute around Ms. Costa's vocal lines. The drummer Jurim Moreira played Brazilian rhythms with hands and brushes on a minimal kit, occasionally giving the bass drum a hard, resonant kick to insinuate the low beat of the surdo drum in samba.

The band's sound also benefited from an acoustic bass, or something close, anyway, played by Adriano Giffoni: it was a fretless semi-acoustic upright. All this was a relief. Ms. Costa had the courage to use simple ingredients. 








Of the Jobim repertory, she knocked off several of the big ones: "Fotografia," "Desafinado," "Chega de Saudade," "Vou Te Contar," "Corcovado" and "Garota de Ipanema." She sang "I Fall in Love Too Easily" demonstrating that she had put in some hard listening to Chet Baker's version; she also sang "As Time Goes By" and three songs from the 1930's and 1940's by Ary Barroso, including the devastating "Prá Machucar Meu Coração".

Ms. Costa gave just enough of herself. She began the set warily, and her first few songs were tentative. Then she consolidated her strengths and everything clicked. Her stagecraft, which here wasn't much more than a natural, sexy-maternal manner of moving, smiling and serially locking eyes with front-row patrons, was fully on. She owned the music, easily and contentedly.



































São Paulo, sexta-feira, 28 de setembro de 2007 

  

Com standards, Gal Costa reafirma condição de diva

Repertório de CD ao vivo se concentra em Tom Jobim com arranjo renovador


LUIZ FERNANDO VIANNA
Da sucursal do Rio de Janeiro

 

Gal Costa vem se equilibrando entre dois pólos: renovar o repertório de vez em quando, como fez no disco de inéditas "Hoje" (2005), e reafirmar seu posto de diva, interpretando clássicos da música brasileira. É neste segundo pólo que se encaixa "Gal Costa Live at the Blue Note", que chega aqui depois de ser lançado nos EUA. 

Para os norte-americanos e brasileiros que estavam em 19 de maio do ano passado na mais famosa casa de jazz nova-iorquina, deve ter sido prazeroso reencontrar em voz tão perfeita as jobinianas "Desafinado", "Chega de Saudade", "Corcovado" e "Wave" -não faltou nem "Garota de Ipanema". 

Já para ouvidos nacionais que vivem no Brasil, o repertório é mais do mesmo, no sentido de que só tem standards gravados e regravados à mancheia. O que soa mais renovador é a formação intimista que acompanha a cantora: violão (Marcus Teixeira), baixo (Adriano Giffoni), bateria (Jurim Moreira), sax e flauta (Zé Canuto). 

É muito bom ouvir Gal sem que ela tenha por trás uma orquestra ou vários instrumentos elétricos e percussões. Sua voz esquece os extremos -o agudo final de "Ave Maria do Morro" (Herivelto Martins) é uma exceção- e as interpretações cobrem as músicas de um veludo muito agradável. É claro que também contribui para isso a grande intimidade de Gal com o repertório.  

"Triste" com suingue 

Das 19 músicas, nove são de Tom Jobim, de quem ela é uma antiga e exímia intérprete. Vale destacar "Fotografia", que abre o show indicando o clima que ele terá, e "Triste", que ganha uma versão mais sacudida do que as habituais, com muito suingue. 

Entre as de Ary Barroso, a seqüência de "Camisa Amarela" -com intervalos muito bem marcados pelo sax- e "Pra Machucar o Coração" ("devastadora", segundo o texto do crítico Ben Ratliff, do "New York Times", que consta do encarte), forma o melhor momento da apresentação. Já o encerramento com "Aquarela do Brasil" é um pouco para-gringo-ver, com um arranjo não muito inventivo. 

Outro grande momento é "Nada Além", o fox de Custódio Mesquita e Mário Lago que é cantado por Gal com o acompanhamento apenas do baixo e de estalos de dedos.

Antes da moça de Ipanema, ela reverencia com adequada suavidade o outro bairro carioca conhecido internacionalmente em "Sábado em Copacabana", de Dorival Caymmi, e "Copacabana" (João de Barro/Alberto Ribeiro). 

Gal ainda se lança em standards norte-americanos: muito bem em "I Fall in Love Too Easily", reverência a seu ídolo Chet Baker, e sem injetar muita vida nova em "As Time Goes By", o tema de "Casablanca". O CD confirma que, embora não precise ser seu único, o papel de diva cai bem na Gal de hoje.

 

 

 








MUSIC REVIEW | GAL COSTA


On a Visit From Brazil, a Certain Vowel in Tow



Gal Costa and Romero Lubambo performing at the Blue Note

Foto: Michelle V. Agins/The New York Times




Oct 1, 2008

Ben Ratliff

Whenever Gal Costa draws out a flat “a” at the end of a Portuguese word, she wins. She can do this as much as she wants, and it always works. She doesn’t use it showily; she’s in her early 60s now, and her voice has become darker and softer. But the corners of her mouth widen so that you can see her back teeth, her tone dramatically brightens, and suddenly what was language becomes purely sound. 

Halfway through her first set at the Blue Note on Tuesday, where she plays through the week with only the guitarist Romero Lubambo accompanying her, she sang a version of Caetano Veloso’s “Lindeza". It’s a love song without a specific object - maybe just the idea of beauty itself - and as she sang the opening line coisa linda (beautiful thing), she won twice. After that came “louca,” “boca,” “acreditar,” and then, a bit later, the line she had clearly been waiting for: in a downward stepwise melody, “lua lua lua lua.” It meant “moon,” four times, but it was as if she had cracked open the word, had thrown away the shell of meaning and had shown us the viscous stuff inside it. 

Singing this particular vowel pulls her face into a smile, and that was good too because Ms. Costa seemed otherwise preoccupied and slightly downcast between songs. For someone who clearly cares about sound, she had reason to be anxious: a show this intimate was an experiment. 

In her American appearances over the last several years she has compressed her performance style: big concerts have given way to appearances with a small jazzlike ensemble, and now, unprecedentedly, this. In the set’s ballads, and in bossa novas done the right way - as miniaturized adaptations of percussive samba, with strong and subtle swing - there was a great deal of intricacy. Shell need the week to get used to the room and to Mr. Lubambo, with whom she hasn’t played much in the past. 

But the signs are promising. Ms. Costa has chosen some of the most durable songs from Brazilian popular music - songs by Chico Buarque, Antonio Carlos Jobím, Ary Barroso and Mr. Veloso, among others. (The Girl From Ipanema was among them, delivered half in Portuguese and half, unnecessarily, in English.) For his part, Mr. Lubambo was working hard. A highly fluent guitarist with a lot of jazz knowledge but enough taste to leave bossa novas uncluttered, he brought his own remarkable introductions and arrangements of Jobím’s “Wave” and Barroso’s “Aquarela do Brasil.” At the best points of the set they both gave off an intense affection for the songs, and you could grasp it more clearly without other musicians around them.  


Gal Costa and Romero Lubambo will perform through Sunday at the Blue Note, 131 West 3rd Street, West Village, bluenote.net.



Gal Costa é elogiada pelo New York Times

02/10/2008 


Gal Costa faz shows em Nova York nesta semana e recebe elogios

O "New York Times" elogiou em sua edição desta quinta-feira a apresentação que a cantora Gal Costa fez na casa de shows Blue Note na noite da última terça (30/9).

Segundo o crítico Ben Ratliff, a voz da cantora está mais "sombria e suave". A entonação da cantora "brilha dramaticamente e, de repente, a linguagem se torna puro som", escreveu ele.





São Paulo, sexta-feira, 03 de outubro de 2008 


"New York Times" elogia show de Gal Costa

DA REPORTAGEM LOCAL

O jornal "The New York Times" fez uma crítica elogiosa à cantora Gal Costa, sobre sua performance da última terça-feira no Blue Note, conceituado clube de jazz no West Village, acompanhada por Romero Lubambo. O "NYT" diz que sua voz se tornou "profunda e suave" com a idade e que os tons que alcança são "dramaticamente brilhantes" transformando o que era "linguagem em puro som". 

A crítica diz que a cantora parecia preocupada entre uma canção e outra, mas ela tinha razões para isso, pois "um show tão íntimo como esse é um experimento". Gal Costa fica em cartaz até domingo em NY.