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miércoles, 17 de septiembre de 2025

2025 - GAL COSTA - AS VÁRIAS PONTAS DE UMA ESTRELA – Ao vivo no Coala

 

1983 - Chico Buarque, Gal Costa e Edu Lobo

A História de Lily Braun (Edu Lobo/Chico Buarque) composta para a trilha do balé "O Grande Circo Místico"






17/9/2022



"E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê"





A HISTÓRIA DE LILLY BRAUN - Ao Vivo

Gal Costa

(Edu Lobo/Chico Buarque)

2025 Biscoito Fino

Lançamento: 17/9/2025 (plataformas digitais)

 

Banda: 

Fábio Sá (baixo elétrico e acústico)

André Lima (piano)

Victor Cabral (bateria e percussão).


Producer: Marcus Preto

Mixing Engineer: Duda Mello

Mixing Engineer: Moreno Veloso

Mastering Engineer: Alexandre Rabaço

A And R Coordinator: Rafael Freire

Music Publisher: Lobo Music (Abramus)

Music Publisher: Marola Edições



A HISTÓRIA DE LILY BRAUN

1983 © - Marola Edições Musicais Ltda.
Todos os direitos reservados
Direitos de Execução Pública controlados pelo ECAD (AMAR) Internacional Copyright Secured
 

 

Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom
 

Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz
 

E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão
Foi desde então ficando flou
 

Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda
Ao som do blues
 

Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris
 

E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê
 

Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar
 

Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz


jueves, 9 de mayo de 2024

2019 - GAL COSTA - A PELE DO FUTURO / 21ª MOSTRA SESC CARIRI DE CULTURAS

 




8 de novembro de 2019

Gal Costa abre Mostra Sesc Cariri comemorando liberdade de Lula.


show de abertura não poderia ser mais especial. A partir das 20 horas, Gal Costa sobe ao palco do Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti, no Crato, com o show “A Pele do Futuro”, nome do 40º álbum da artista baiana, lançado em 2018.







9 de novembro de 2019 - Foto: Marcus Preto



10 de novembro de 2019


MARCOS SAMPAIO

Foto: Ribamar Neto / Divulgação

 

A trajetória de Gal Costa é pontuada pelas mais diversas viradas estéticas. Sua estreia foi com um disco de bossa nova, mas já virou o jogo e partiu para um lado rock and roll quando integrou o movimento tropicalista. Como uma Janis Joplin baiana, ela soltou a voz no fim dos anos 1960 para alertar que era “preciso estar atento e forte” e que não havia “tempo pra temer a morte”. Do rock, tornou-se diva da MPB, abraçou jovens e veteranos compositores, dividiu palco com Tom Jobim e Nando Reis, e nos últimos discos vem buscando uma renovação do repertório ao trazer pra perto nomes como Dani Black, Criolo e Silva.

Seu mais recente trabalho, A Pele Do Futuro, faz parte desse movimento de encontrar o novo. Com a colaboração de nomes como Pupillo e Marcus Preto, a cantora de 75 anos criou um álbum que costura épocas e mistura discoteca com Maria Bethânia e Marília Mendonça. E foi vestida nessa pele de futuro que Gal Costa subiu ao palco montado no Parque de Exposições do Crato para declarar aberta a 21ª Mostra Sesc Cariri.

 


Foto: Davi Pinheiro / Divulgação

 

Com um público volumoso, mas não capaz de lotar o local imenso (criado para grandes maratonas dos principais nomes do forró), Gal entrou no palco por volta das 21 horas bem amparada por uma banda de peso roqueiro e por muitos aplausos. De rosto sério, ela mal pisou no seu espaço, e já levantou o braço fazendo um “L” com as mãos para celebrar a recém-anunciada saída do ex-presidente Lula da prisão após mais de 500 dias.

“Hoje até troquei de roupa por que é um dia de festa”, adiantou Gal Costa, que trocou o figurino oficial da turnê (um vestido rosa), por uma bata amarela estampada. “Com a liberdade do Lula, vai fortalecer nossa oposição, nossa democracia”, acrescentou a intérprete que abriu os trabalhos com Dê Um Rolê, clássico dos Novos Baianos, e Vaca Profana, composição de Caetano Veloso feita em sua homenagem. Dali em diante, ela repetiu inúmeras vezes que aquele era um dia de festa. E foi.



Foto: Davi Pinheiro / Divulgação


O show apresentado do Crato é o mesmo registrado em CD e DVD ao vivo e recentemente lançado pela Biscoito Fino – também disponível nas plataformas de streaming. Mas com algumas ausências. Privilegiando sucessos de carreira, o espetáculo excluiu boas canções como O que é que há, Lágrimas Negras e Minha Mãe. Muito provavelmente, essas canções foram tiradas do repertório por ser um show aberto, o que exige uma conexão mais forte com o público e um pouco mais agito.

E justiça seja feita. O set list que ficou agradou de imediato. Alguns momentos em especial. Que Pena fez muita gente sambar no miudinho de Jorge Ben. As Curvas da Estrada de Santos e Sua Estupidez sustentaram a realeza de Roberto Carlos, que havia se apresentado naquele mesmo espaço alguns anos antes. Chuva de Prata, que recentemente voltou a chamar a atenção depois de mais um tuíte equivocado do presidente Bolsonaro, foi cantada a plenos pulmões por todos. E bloco final de frevos e sambas que fizeram a alegria de muitos carnavais garantiu muitos sorrisos. Bloco do Prazer, Balancê e outras estavam nesse bis.




Foto: Davi Pinheiro / Divulgação

 


Fora do registro oficial, mas incluída na turnê há algum tempo, Brasil caiu como uma luva na ocasião e mostra que as palavras de Cazuza seguem tão atuais quanto quando foram escritas. Gal Costa também manteve bem seu posto de “musa de qualquer estação” e grande intérprete. A voz continua vivaz, melhor ainda ao vivo. Os movimentos são bem mais contidos e calculados e, apesar de falar pouco, sabe dar ao público o que ele quer. Ao final, nada de autógrafos ou entrevista. Entrou imediatamente no carro e partiu para o aeroporto, para outro compromisso. Ficou uma impressão de que foi um tanto apressado e curto o show, mas é difícil dizer que não foi bom.



Gal Costa abre Mostra Sesc de Culturas

Gal Costa trouxe seu emblemático show “A Pele do Futuro” no auge dos seus 74 anos


Erika Souza


Foto: Joedson Kelvin




O Crato recebeu com entusiasmo e aos gritos de “Lula Livre” o show musical que abriu a vigésima primeira edição da Mostra Sesc de Culturas Cariri, esse presente foi em grande estilo, pois Gal Costa trouxe seu emblemático show, em plena turnê “A Pele do Futuro”. 

No auge dos seus 74 anos, Gal é uma das cantoras mais importantes da história da nossa música. 

O show “A Pele do Futuro” faz parte de um projeto lançado em 2018 e é o disco 40 da carreira de Gal Costa e traz composições de Gilberto Gil, Djavan, Adriana Calcanhoto, Jorge Mautner e o ruivo que encerra a mostra, Nando Reis. 

Para a jornalista Sarah Gomes, esse show é uma experiência espiritual e a performance de Gal é visceral. 

Tenho 74 anos e vi um show dela [Gal Costa] há mais de 50 anos e me sinto emocionado em viver esse momento desse show no Crato.” Afirma seu Marcelo Silva, aposentado e fã de Gal.









martes, 6 de junio de 2023

2015 - "ELA DISSE-ME ASSIM" Canções de Lupicínio Rodrigues - GAL COSTA

 


Ensaios pros shows em homenagem a Lupicínio Rodrigues.


Marcus Preto, Gal Costa e J. Velloso




18/3/2015 


Gal Costa, Marcus Preto e J. Velloso


4-3-2015


5-3-2015


13-3-2015

Gal Costa, J. Velloso, Marcus Preto (diretores)

e banda:

Pupilo (batera)

Guilherme (guitarra e violão)

Fábio (contra baixo acústico e elétrico)

Silva (teclados e violino)



Foto: Daniela Toviansky / Divulgação










O show, estreou nacionalmente em Porto Alegre (RS), cidade natal do compositor de Vingança (1951) e Volta (1957), tem apresentações programadas para outras capitais brasileiras, como Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Belém, Curitiba e Belo Horizonte.




8/5/2015 - Gal Costa, no camarim, antes de subir ao palco do teatro HSBC

Foto: Raquel Cunha



8/5/2015 - Gal Costa, no camarim, antes de subir ao palco do teatro HSBC

Foto: Raquel Cunha




8/5/2015 - Gal Costa, no camarim, antes de subir ao palco do teatro HSBC

Foto: Raquel Cunha




Foto: Thiago Duran/AGnews


Foto: Thiago Duran/AGnews

Foto: Thiago Duran/AGnews






























23 de abril de 2015 - Curitiba












martes, 2 de mayo de 2023

2010 - GAL INÉDITA

 




São Paulo, domingo, 28 de março de 2010


Gal inédita

Originais dos shows da fase áurea da cantora nos anos 70, "Índia", "Cantar" e "Gal Canta Caymmi" são encontrados nos arquivos de gravadora e vão virar CD em 2011


25/3/2010 - Foto: Márcio Lima / Folha Imagem








MARCUS PRETO
ENVIADO ESPECIAL A SALVADOR (BA)



No meio da década de 1970, Gal Costa estava em processo de transição. A estética experimental e psicodélica que pontuou seus primeiros álbuns solo já se esgotava, abrindo caminho para que a "grande cantora", em termos técnicos e formais, tomasse a cena.


São desse período os hoje clássicos álbuns "Índia" (1973), "Cantar" (1974) e "Gal Canta Caymmi" (1976), que renderam então encenações igualmente antológicas. Pois os áudios originais desses shows acabam de ser descobertos nos arquivos da Universal, estão em fase de tratamento e devem ser editados em CD no próximo ano.


Quem encontrou o material foi o pesquisador Rodrigo Faour, que buscava faixas raras da cantora para compor uma coletânea. "Acho que ainda tem mais coisa por lá. Estamos investigando a possibilidade de um quarto show no pacote."
Musicalmente, o material é impecável. "Índia", o show, tinha direção musical de Gilberto Gil e uma banda que incluía Dominguinhos, Toninho Horta, Chico Batera e Robertinho Silva. "Cantar" unia Gal e João Donato em uma série de duelos memoráveis que a cantora nunca registou em disco.


A versão ao vivo de "Gal Canta Caymmi" é especialmente impressionante. Foi registrada, segundo Faour, na estreia do show, no Palácio das Convenções do Anhembi (SP). Gal divide cena com Dorival Caymmi (1914-2008) -o que torna a descoberta ainda mais valiosa.


Gal ainda não sabia da existência das faixas quando recebeu a Folha no apartamento onde mora, em Salvador.


Lembrou-se de que Caetano Veloso queria dirigir "Índia", o show e o disco, em 73. Mas não conseguiu sair da Bahia. "Acho que a preguiça pegou ele", disse. "Mas mandou ideias numa fita cassete. A inclusão da canção "Índia" foi sugestão dele."


Contou também que "Drume Negrinha" foi feita por Caetano especialmente para Gal apresentar no show "Cantar". "Era homenagem a Preta [Gil], minha afilhada que tinha acabado de nascer."


É essa mesma música que Gal, 64, canta hoje para ninar o filho Gabriel, 5, adotado em 2007. "Adoro cantar para ele dormir", diz. "Meu canto fica tão puro que volto para o começo, revisito meu passado, a infância, revejo minha mãe."
"Não sei como é parir um filho, mas entendi que isso não importa", diz. "Ele me rejuvenesce a cada dia e toda essa transformação certamente vai aparecer na minha música."