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domingo, 3 de noviembre de 2019

1997 - CAETANO VELOSO E DULCE PONTES





«DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO»







22/10/1997

UN PONTE ROMA - CUBA CONCERTO PER LA FAO

ROMA - Musica e solidarietà tornano ad incrociare le loro strade per un nuovo evento che si consumerà domenica 26 ottobre, con la seconda edizione del World Food Day Concert.

La manifestazione, organizzata dal comitato non-profit Artù, con il patrocinio della Fao e del Comune di Roma, per sensibilizzare le nuove generazioni ai problemi della fame, fu seguita l' anno scorso da 300.000 spettatori, concentrati tra via dei Fori Imperiali e il Colosseo. Ma il palcoscenico romano, stavolta, sarà spostato sulla Passeggiata Archeologica, lungo il viale delle Terme di Caracalla. L' area dei Fori Imperiali non è stata concessa perché, secondo la Sovrintendenza Archeologica che la tutela, l' evento non ha più un carattere di eccezionalità.

Il World Food Day Concert, in effetti, continuerà ad avere cadenza annuale e l' ipotesi dello scenario alternativo, suggerito agli organizzatori soltanto all' ultima ora, ha trasformato la necessità in virtù: la collocazione del palco di fronte alla sede della Fao ha comunque un forte valore simbolico. Lo spettacolo s' arricchisce però di una seconda sede, L' Avana.

Il comitato Artù, infatti, ha voluto estendere la partecipazione al megashow umanitario ai paesi in via di sviluppo. E il primo invito ha incontrato a Cuba il pieno consenso.

Domenica, allora, la maratona di spettacolo si alternerà fra Roma e L' Avana, condotta rispettivamente dalle coppie Telesforo-Sagramola e Minà-Dandini.

Imponente il cast degli artisti: tra gli altri, in Italia ci saranno Caetano Veloso, Jackson Browne, Dulce Pontes, Nomadi, Daniele Silvestri, Avion Travel e Nada Trio, Teresa de Sio e Omara Portuondo, mentre all' Avana si esibiranno Irene Grandi, Los Van Van, Augusto Enriquez. Le due città saranno collegate via satellite: sono previste collaborazioni tra gli artisti e una jam session conclusiva, a ranghi compatti, per 'Guantanamera' .

L' anno scorso ci fu la diretta televisiva. Quest' anno solo un lungo special, che RaiTre trasmetterà lunedì 27 in seconda serata.




24 October 1997

Open air and open to all - World Food Day Concerts in Rome and Havana

Brazilian star Caetano Veloso, American singer Jackson Browne and the Cuban band Los Van Van are among the dozens of internationally renowned musicians scheduled to perform at the second annual World Food Day Concert on Sunday, 26 October.

The free, open-air concert will take place simultaneously on stages in Rome and Havana, linked by satellite and television into a single, global event. The concert caps more than a week of activities dedicated to raising public awareness and support for the campaign to end the chronic hunger and undernutrition that afflicts more than 800 million men, women and children.

A week earlier, on 19 October, TeleFood '97 took to the airwaves, reaching an estimated 100 million viewers in some 60 countries with a message of solidarity. Part of World Food Day celebrations, eight hours of broadcasting were brought to a glittering close with a gala concert in the Vatican, with invited guests.

Parts of the World Food Day Concert in Rome, which starts at 18:00 local time, will be shown live on a giant screen at the Havana venue and vice versa. In Rome, acts such as Caetano Veloso, Daniele Silvestri, Taakoma, Avion Travel, Nada Trio and Jackson Browne are billed to play, while Irene Grandi, Augusto Enriquez, Los Van Van and Amauri Perez are among those expected to perform in Havana.

A number of music and dance workshops are being held on FAO premises in the days before the concert.








 





26/10/1997 - Caetano Veloso e Dulce Pontes
Estranha forma de vida


viernes, 7 de septiembre de 2012

1983 - BAHIA DE TODOS OS SAMBAS


Mega-evento registrado en Roma entre el 23 y el 31 de agosto de 1983, con participación de las máximas figuras de la música de Bahia.

El film se estrenó en el Festival de Venecia de 1996.









Ultima Hora - 15/8/1983










Dorival Caymmi e Gal Costa




Dorival Caymmi e Antonio Cipriani






Antonio Cipriani e Gal Costa




Djalma Corrêia, Antonio Cipriani, Caetano Veloso e Gal Costa









 




 







 







 
 
 
 











I N T É R P R E T E S


Dorival Caymmi - 25 canções (9 acompanhado de Nana Caymmi, 8 acompanhando-se ao violão, uma com Gal osta e 7 com acompanhamento e orquestra).

João Gilberto - 16 canções (11 acompanhando-se ao violão, 3 acompanhado por Miucha, uma acompanhado por Bebel Gilberto e 1 com orquestra).

Caetano Veloso - 25 canções (17 com acompanhamento de orquestra, 7 acompanhando-se ao violão e uma em trio com Gal e Gil).

Gilberto Gil - 20 canções (12 com orquestra, 5 em duo com Batatinha, 2 com violão e uma em trio com Gal e Caetano).

Gal Costa - 25 canções (19 com orquestra, 4 com Caetano e violão, uma com Caymmi e uma em trio com Caetano e Gil).

Moraes Moreira - 25 canções (17 solo e 8 com orquestra).

Naná Vasconcellos - 10 números solo.

Paulinho Boca de Cantor - 7 canções.

Tom Zé - 6 canções.

Walter Queiroz - 7 canções.

Batatinha - 12 canções (7 com orquestra e 5 com Gilberto Gil e quarteto).

Armandinho - um número solo.

Trio Elétrico - Carnaval em Piazza Navona.



Jornal do Commercio
Recife, 26 de setembro de 1998

Um ótimo filme ruim no cinema da Fundaj
por KLEBER MENDONÇA FILHO

Bahia de Todos os Sambas (Brasil, 1998), de Leon Hirszman e Paulo César Saraceni, é um desses filmes estranhos. Encaixa-se mais na definição "celebração" do que exatamente "documentário". É também um filme difícil de criticar, uma vez que encaixa-se naquela rara definição do "excelente filme ruim". É excelente porque contém alguns dos melhores sons e imagens já captados no cinema da nossa música e culturas bem brasileiras. É ruim porque, enquanto documentário, é desarticulado, frouxo, embora, no final, deixe uma sensação de satisfação. O filme entra em cartaz hoje, no Cinema da Fundação.

Filmado no verão escaldante de Roma, Itália, em 83, Bahia de Todos Os Sambas registra a passagem de artistas brasileiros (baianos) num festival organizado para exibir a cultura brasileira (baiana). O filme é delicioso ao documentar, por exemplo, duas baianas que parecem ter saído do Túnel do Tempo confabulando um plano louco de invasão de terras européias com seus tabuleiros, terreiros e acarajés. Na Fontana de Trevi, em meio a centenas de turistas, comentam "parece que esse lugar é bem famoso, né?". Mais à frente, o lendário cameraman Dib Lutfi mostra o que sabe ao registrar, na mão, um duelo afiado entre dois capoeiristas. É de cair (e quebrar) o queixo.

Há também momentos muito engraçados, de um humor quase mórbido em relação à percepção que todos nós não-baianos temos da Bahia. Uma conversa extremamente preguiçosa entre Dorival Caymmi e Caetano Veloso desperta gargalhadas no cinema pela sua viagem quase alucinógena ao redor do gigantesco umbigo desta nação chamada Bahia. Caetano, por exemplo, lembra que depois de séculos sendo difundida mundo a fora, a cultura romana finalmente era invadida por uma outra cultura: a baiana. Gilberto Gil, num carro aberto, traça paralelos entre a civilização romana e a baiana. Muito engraçado!

Além do rápido registro inicial, o filme engrena a sua seção áudio-visual ao nos mostrar, geralmente em closes fechados, gente como Naná Vasconcelos, Batatinha (falecido recentemente), Caetano e Gil, João Gilberto, Gal Costa (acompanhada na platéia por uma entusiasmada e jovem Lúcia Veríssimo), A Cor do Som, Nonô e Osmar, Dorival Caymmi e Moraes Moreira, todos eles gravados em excelente som Dolby.

Junto a Os Doces Bárbaros (1983), é o mais próximo que o Cinema Brasileiro chegou de filmes como The Last Waltz, de Scorsese, ou Woodstock, de Michael Wadleigh. Ecoa pela platéia uma tremenda satisfação de ver e ouvir na tela grande clássicos como Eu Sei Que Vou Te Amar (Caetano), Insensatez (João Gilberto), além do show habitualmente genial de Naná Vasconcelos, utilizando o corpo e um berimbau.

Se é que isso é um problema, ao engrenar na parte musical, Bahia de Todos os Santos vai embora e não volta mais. O documentário fica pra trás e o filme assume uma estrutura aleatória de montagem que o faz parecer um copião de shows. Isso tem sido defendido por alguns colegas críticos como um mérito, pois deixaria o filme adequadamente "preguiçoso". Não sei não, sua falta de estruturação denota um desleixo por um projeto que levou quase 15 anos para ficar pronto, que perdeu um dos seus diretores (Hirszman, de Eles Não Usam Black Tie, morreu em 85) e só foi finalizado em 96, quando estreou no Festival de Veneza, levando ainda dois anos para chegar aos cinemas do Brasil. Mesmo assim, uma experiência rica que, curiosamente, acaba ao som do pernambucano Vassourinhas.

Serviço
Bahia de Todos os Sambas - De Leon Hirszman e Paulo Cézar Saraceni. Cineteatro da Fundaj (Rua Henrique Dias s/n, Derby. Fone: 421.3266). Sessões: sábado, 20h40/ 22h20; domingo, 18h20/ 20h; segunda a quinta, 19h30. Ingresso: R$ 5,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).




 
 
















Revista MANCHETE,  17/9/1983


Dorival Caymmi

Caetano Veloso

Gal Costa

Gilberto Gil





Jueves 25 de agosto de 1983






É HOJE


EU SEI QUE VOU TE AMAR


  
LUA DE SÃO JORGE
 
 

SIM / NÃO







1983
Revista Contigo!
n° 420
8 de outubro de 1983












Lúcia Rocha (mãe de Glauber), Guto Burgos (irmão de Gal), Lúcia Veríssimo, Gal Costa, Guilherme Araújo, Dorival e Nana Caymmi, Batatinha, Moraes Moreira e seus filhos David e Ciça - Foto: Thereza Eugênia


Gal beijando a mão do Pontífice - Foto: Thereza Eugênia



Dorival Caymmi, Guilherme Araújo, Gal Costa e Lúcia Veríssimo
Foto: Thereza Eugênia





Foto: Arturo Mari

Foto: Arturo Mari