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26ª
edição do JVC Jazz Festival |
JVC Jazz Festival, de Nova York, realizado de 15 a 27 de junho de 1998.
São Paulo, segunda, 22 de junho
de 1998
NY delira com Bethânia
Carlos Calado
enviado especial a Nova York
Quem foi ao show de Maria Bethânia, anteontem à noite, depois de assistir o sóbrio concerto de João Gilberto, custou a crer que estivesse na mesma cidade.
A imponência do Carnegie Hall não impediu o fã-clube da cantora -que não se apresentava em Nova York há quase uma década- de transformar a noite em um culto tão festivo como os que se viram nas últimas temporadas de Bethânia no Brasil.
Recebida de pé, com gritos eufóricos, Bethânia entrou no palco descalça, como de costume. Sorrindo, vestia um esvoaçante vestido branco. "Imitação da Vida" foi a primeira de uma série de 30 canções, extraídas dos dois últimos shows da intérprete.
A banda de 7 músicos, comandada pelo violonista Jaime Álem, não parou um instante, unindo todos os números. Arranjos instrumentais de "Maria" (do musical "Amor, Sublime Amor") e "Beatriz" (de Edu Lobo e Chico Buarque) distraíram a platéia, para que a cantora trocasse de roupa.
Com um sorriso enorme, Bethânia misturou antigos sucessos, como "Explode Coração" e "Sonho Impossível", com canções mais recentes de Chico César, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown.
Dos vários poemas de Fernando Pessoa que recitava durante o show "Imitação da Vida", Bethânia manteve somente dois. A reação da platéia aos versos declamados em português não deixou dúvidas sobre o grande número de brasileiros presentes ali.
Sambas de roda, como "Reconvexo" (de Caetano Veloso), foram acompanhados por palmas, que flagraram as origens da platéia.
Depois de 1h15 de show, aplaudida de pé, Bethânia foi obrigada a voltar duas vezes ao palco. Recebeu flores e fechou a noite em tom de "big band", cantando "Emoções" (da dupla Erasmo e Roberto Carlos). Raras vezes o Carnegie Hall viu platéia tão animada.
A Diva With Thoughts of Home
By Jon Pareles
The grand sentiments of international diva style met the particulars of Brazilian popular music when Maria Bethania performed on Saturday night at Carnegie Hall as part of the JVC Jazz Festival. International divas from Edith Piaf to Celine Dion celebrate day-to-day survival and the pursuit of love as heroic quests; they bring larger-than-life voices to ballads that climb inexorably toward teary triumph. Brazilian songs have some other considerations: politics, poetry, memories of home and attention to rhythm.
Ms. Bethania, who has been a leading Brazilian singer since the 1960's, was making her first New York appearance since 1988. She drew an adoring, mostly Brazilian audience, and she rarely stopped beaming. She has an indelible voice: deep and enveloping, rising to a rich and unforced vibrato, never sounding artificially polished. Her voice can hold its own above the heartbeat thump of a samba or the strum and bounce of a forro; it lends ballads a dignified frankness.
Her one long set, which worked 35 sings into about
90 minutes, was substantially similar to her current album, ''Imitacao da
Vida'' (EMI Brazil), a live recording from 1996. There was a preponderance of
diva material, full of grand pronouncements about finding love and seeking the
joy of life. A Portuguese translation of ''The Impossible Dream'' drew even Ms.
Bethania into some inevitable posturing.









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