domingo, 16 de octubre de 2016

1995 - ROLLING STONES no Brasil



27, 28 e 30 de Janeiro (São Paulo)

2 e 4 de Fevereiro (Rio de Janeiro)



O álbum "Voodoo Lounge", que estava sendo divulgado naquela turnê, havia sido lançado em junho de 1994.

No Brasil, os concertos estavam agendados para os dias 27 e 28 de janeiro no Estádio do Morumbi (SP), e 2 e 4 de fevereiro no Estádio do Maracanã (RJ). 

Uma semana antes dos shows em São Paulo, o Morumbi foi interditado, devido a fissuras em suas arquibancadas. Os shows acabaram sendo transferidos para o Estádio do Pacaembu que, devido a sua capacidade menor, ganhou uma terceira apresentação, realizada no dia 30 de janeiro.   




Rolling Stones no show Voodoo Lounge no Estádio do Pacaembu (SP) - 1995- Foto: João Raposo-VEJA




 

 






 


 









Rolling Stones no show Voodoo Lounge no Estádio do Maracanã (RJ) - 1995



FOLHA DE S.PAULO
São Paulo, sábado, 4 de fevereiro de 1995
 
Stones sacodem o Maracanã

BIA ABRAMO
EDITORA DA ILUSTRADA
 
Os Rolling Stones sacudiram o Maracanã. Quando começaram os primeiros acordes de "(I Can't Get No) Satisfaction", o gramado lotado e as arquibancadas apinhadas se levantaram e cantaram junto com Mick Jagger. E a coisa se repetiu lá pelo fim do show, quando a sequência "Honky Tonk Women"/"Gimme Shelter" de novo incendiou aquele que foi um dos maiores públicos da turnê "Voodoo Lounge" até agora.
 
Levantar 70 mil pessoas no maior estádio do mundo é uma façanha que só é possível à "maior banda de rock do mundo" —ou a ídolos do futebol. (Espertamente, o backing vocal Bernard Fowler cantou com uma camiseta da Seleção Brasileira, com o número do Romário). Madonna e seu circo em novembro de 93 conseguiram aplausos e alguma histeria, mas não a verdadeira catarse que se apoderou da platéia do Maracanã.
 
Ninguém viu muita coisa —a monumentalidade do palco é tal que esmaga os corpos magros de Mick Jagger e Keith Richards, por mais que Jagger se mexa como um demônio—, mas isso é megashow. No caso dos Stones, a qualidade do telão e da edição das imagens durante o show quase suprem a inevitável decepção de estar tão perto e tão longe da banda.
 
Mas os Stones tem outro trunfo na manga, além da produção impecável. Suas músicas estão grudadas na memória afetiva de várias gerações, o rebolado de Mick Jagger faz parte do imaginário sexual de seus contemporânes e de todo mundo que veio depois deles, a figura de Keith Richards —o junkie mais bem conservado do mundo—, é o símbolo do roqueiro. Enfim, eles são uma espécie de enciclopédia do rock'n'roll.
 
É só rock'n'roll, é claro, mas conta um capítulo importante da história da cultura no século 20.  


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