viernes, 6 de abril de 2018

2018 - MARIA BETHÂNIA E GAL COSTA - MINHA MÃE
























Biscoito Fino
21/3/2018

Parceria de César Lacerda com Jorge Mautner, "Minha Mãe" reúne novamente Gal Costa e Maria Bethânia em uma mesma gravação. É o primeiro dueto das cantoras baianas em 28 anos. A faixa vai estar no novo álbum de Gal, ainda sem nome, mas já em fase final de gravação que sairá pela Biscoito Fino.

Mautner fez a letra pensando especialmente nas mães das duas cantoras, dona Mariah Costa Penna (1905/1993) e Dona Canô Vianna Telles Velloso (1907/2012), cuja religiosidade foi herdada pelas filhas. Os versos traçam um paralelo entre a figura materna e Nossa Senhora Aparecida, de quem Gal e Bethânia são devotas. O poema de Mautner foi levado por Marcus Preto, diretor artístico do álbum, para o jovem compositor mineiro César Lacerda, que fez a música. A faixa tem o violão de Pedro Baby, o piano de Carlos Trilha e a sanfona de Mestrinho.

Amigas desde sempre, Gal participou já do primeiro álbum de Bethânia, em 1965, quando cantaram juntas "Sol Negro", de Caetano Veloso. Muitos outros duetos viriam depois, como "Sonho Meu", "O Ciúme", "Filosofia Pura" e o clássico "Oração de Mãe Menininha", entre outros. A gravação mais recente das duas foi "Iansã", registrada no álbum "25 Anos" (1990), de Maria Bethânia.

Produzido pela dupla Marcus Preto e Pupillo, o novo álbum de Gal Costa tem suas gravações concluídas ainda no primeiro semestre.




1983


16/9/2012



Foto: Divulgação / Bob Wolfenson






2018 - GAL COSTA
Participação Especial: MARIA BETHÂNIA
Álbum “A Pele do Futuro”
Biscoito Fino CD BF536-2, Track 11.



MINHA MÃE
Letra: Jorge Mautner
Música: César Lacerda
Editora: Alternetmusic (Dubas) / Gege Edições / Preta Music (EUA e Canadá) 

Quando eu fico muito triste
Eu pego a fotografia da minha mãe
E aperto bem forte no meu peito

Minhas mãos param de tremer
Segurando a fotografia
E meu coração bate mais forte

Mas não é mais uma dor que eu sinto
Eu me transformo
Possuído de uma alegria que invade a mim
E todo esse recinto
E que não tem explicação

E eu choro de alegria
Rezando aos pés de Nossa Senhora Aparecida

Minha mãe me deu a vida
E sempre ela me dará a vida





1/12/2018


O Estado de S. Paulo

Gal Costa estreia show arrebatador em SP com clássicos na sua voz e música de Fábio Jr.
Repertório do novo show 'A Pele do Futuro' teve surpresas como ‘O Que é Que Há’, de Fábio Jr., com quem confessou ter namorado décadas atrás
Adriana Del Ré,
02 Dezembro 2018

A expectativa em relação ao repertório do novo show de Gal Costa, A Pele do Futuro, que estreou sábado, 1.º, no Tom Brasil, em São Paulo, era grande. Além das novas canções, que estão no novo disco da cantora que dá nome à sua turnê, sabia-se pouco sobre como seria essa ‘costura’ com as músicas mais antigas do repertório de Gal. Um desafio para ela e o diretor-geral do show, Marcus Preto.

O resultado no palco foi arrebatador não só pela escolha das canções para o show, mas por sua construção no set list. Acompanhada de uma banda de grandes músicos liderada por Pupillo, Gal surgiu poderosa no palco, com um longo vestido pink, colar reluzente e cabelos cuidadosamente armados, cantando os primeiros versos da clássica Dê Um Rolê: “Não se assuste pessoa / Se eu lhe disser que a vida é boa”.

No show 'A Pele do Futuro', Gal Costa mostra uma voz impecável depois de mais de 50 anos de carreira - Foto: Teca Lamboglia/Divulgação

Aquela primeira visão já dava fortes indícios de que viria pedreira pela frente – mesmo sendo prudente ter certa cautela com as primeiras impressões. Com olhos vidrados no palco, a plateia, agitada e interagindo com a cantora, foi se deixando levar pelas ‘descobertas’ e surpresas do repertório – e também pela qualidade vocal de Gal, impecável após mais de 50 anos de carreira.

Na sequência de Dê Um Rolê, vieram, fazendo dobradinha, Mãe de Todas as Vozes, do novo álbum, e Mamãe Coragem, do emblemático disco Tropicália ou Panis et Circensis, que entregaram para um dos pontos altos do show, Vaca Profana.
A também nova Viagem Passageira abriu caminho para uma outra emenda de clássicos respeitáveis: London London, em interpretação emocionante, As Curvas da Estrada de Santos, Lágrimas Negras, Que Pena e, acompanhada apenas de piano, cantou Volta, triste e grandiosa em sua voz.

Entre as surpresas no repertório, estão Motor, da banda Maglore, e O Que é Que Há, parceria de Fábio Jr. e Sérgio Sá. Antes de cantar esse sucesso de Fábio Jr., Gal contou que nunca havia cantado uma música do compositor, com quem deu “uma namoradinha em 1979”.

Chuva de Prata acionou a memória afetiva, e com as ótimas Sublime e Cuidando de Longe, ambas do disco A Pele do Futuro, Gal garantiu o momento disco music do show. Com o público extasiado, a cantora não quis perder a chance de surpreender também no bis e fez o carnaval da Gal, emendando os frevos Bloco do Prazer, Balancê, Massa Real e Festa do Interior – e fazendo lembrar, para quem não sabe ou não se lembra, que ela já era a rainha do carnaval antes mesmo de artistas como Daniela Mercury e Ivete Sangalo. Catarse pura.



A TARDE

31/12/2018

Gal Costa realiza show no Teatro Castro Alves em fevereiro

Michel Telles

Dia 1º de fevereiro tem a maravilhosa Gal Costa, às 21h, no Teatro Castro Alves. A baiana, que está sempre inovando com a sua poderosa voz, apresentará o show A Pele do Futuro, título do seu 40º álbum. Com um repertório recheado de canções inéditas de compositores das mais variadas gerações, Gal também mostra novas versões para seus maiores sucessos em 53 anos de carreira, como Festa do Interior (Moraes Moreira e Abel Silva), Sua Estupidez (Roberto Carlos), entre outras. Em março ela faz o registro audiovisual com duas apresentações do show, na casa Natura Musical, em São Paulo. Os ingressos para A Pele do Futuro em Salvador já estão à venda na bilheteria do Teatro Castro Alves, nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista,





“O show de Gal Costa no Teatro Castro Alves, A Pele Do Futuro, foi o espetáculo que mais me emocionou neste verão. Quando ela cantou "Lágrimas negras", essa obra-prima de Jorge Mautner, eu chorei mais (e mais fundo) do que a maioria das vezes que já chorei em minha vida. Gal transcende, indica transcendência, todos os critérios convencionais de avaliação musical caem por terra. A gente entende por que eu disse, ao ouvi-la pela primeira vez, ela ainda adolescente e anônima em Salvador, que ela era a maior cantora do Brasil - e por que Tom Jobim continuou dizendo isso até o fim. O repertório escolhido por Marcus Preto, os arranjos de Pupillo, o cenário de Omar Salomão (que, parecendo a lua vermelha, me levou de volta ao injustiçado Fantasia, show maior do que Gal Tropical, em que uma meia-lua lugar-comum de Guilherme Araújo sustentava o milagre), Lupicínio junto ao piano, Marília Mendonça relembrada, a Massa Real, tudo apontava para o aspecto transcendente e transcendental dessa enigmática artista. Sou profundamente grato a todos os envolvidos. A Bahia está cheia de eventos lindos, mas o show de Gal conseguiu provar-se algo maior e mais desconcertantemente belo.”

[25/2/2019, Caetano Veloso, Facebook]




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