Año Gonzaguinha
Entrega: 22/6/2016
CATEGORIA
MPB
ÁLBUM
‘Dois
Amigos, um século de música’ de Caetano Veloso e Gilberto Gil, produtores
Caetano Veloso e Gilberto Gil
CANTOR
Caetano
Veloso (‘Dois Amigos, um século de música’)
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28ª Edición: 2016 - Prêmio da Música Brasileira 2017
Año Ney Matogrosso
Entrega: 19/7/2017,
Theatro Municipal de Rio de Janeiro.
Nos últimos 28 anos nos
acostumamos ver a música brasileira exaltada em um evento que marca anualmente
as vidas de quem passa por lá. O Prêmio Da Música Brasileira é um acontecimento
que contempla novos talentos e nomes consagrados, além de presentear a todos
com uma noite de encontros e homenagens.
No meio dessa crise econômica que
arrasou nossa cidade, nosso Estado e vem prejudicando todo o país, o Prêmio não
conseguiu um parceiro patrocinador que lhe apoiasse em 2017. Mas isso não vai
ficar assim!
Toda a comunidade artística está
com a gente para abraçar o PMB e dizer: VaiTerPrêmioDaMúsica! Sim! Dia 19 de julho, no Theatro Municipal.
Cada um vai doar um pouco de si e
vamos fazer esse grande encontro em respeito aos mais de 1320 inscritos que
esperam pelo evento e pelo reconhecimento de seus trabalhos!
MELHOR CANÇÃO
● DIZPUTA (Carol Naine)
● DESCARAÇÃO FAMILIAR (Tom Zé)
● NUNCA MAIS VOU JURAR (Zeca Pagodinho)
“O Prêmio da Música Brasileira me convidou para apresentar os
indicados da categoria Melhor Canção, do PMB 2017. É uma
honra fazer parte desse momento tão importante na história da música
brasileira.” (Caetano Veloso, Junho/2017)
A 28ª edição do prêmio, apresentado por Maitê Proença e Zélia
Duncan, acontecerá dia 19 de julho de 2017, quarta-feira, às 21h no Theatro
Municipal do Rio de Janeiro.
29ª Edición: 2017 - Prêmio da Música Brasileira 2018
Año Luiz Melodia
Entrega: 15/8/2018, Theatro Municipal de Rio de Janeiro.
A 29ª edição do Prêmio da Música Brasileira homenageou a trajetória de Luiz Melodia e foi
celebrada com grandes nomes como Alcione, Maria Bethânia, Baby do Brasil, Caetano
Veloso, Hamilton de Holanda, Yamandu Costa,Fabiana Cozza, Céu, Lenine, João Cavalcanti,
Moreno Veloso, Xênia França, Aurea Martins, Pedro Luís, Liniker e os Caramelows
e Iza.
O cenário do espetáculo é de Gringo Cardia que buscou inspiração no
universo de Rubens Gerchman para dar cor à música de Luiz Melodia.
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Debora Bloch e Camila Pitanga foram as apresentadoras do Prêmio Foto: Juliana Rezende / Glamurama
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Em época de
obscurantismo, Prêmio de Música Brasileira é cancelado por falta de dinheiro
Prêmio
que já homenageou grandes nomes da MPB é cancelado por falta de recursos
financeiros
2 de
outubro de 2019
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| Prêmio de Música Brasileira - Foto: Divulgação |
O
jornalista Ancelmo Gois informa em sua coluna no jornal O Globo que
pela primeira vez em três décadas, não haverá a edição anual do Prêmio da
Música Brasileira, criado por José Maurício Machline.
Prêmio da Música Brasileira
não será realizado em 2019
Produtor José Maurício Machline diz ter sido
sondado pelos governos do Rio e de São Paulo depois que a Petrobrás deixou de
ser patrocinadora, mas as verbas não dariam para bancar evento
Julio Maria, O Estado de S.Paulo
02 de outubro de 2019
Foi
uma luta para não jogar a toalha, desde que a estatal Petrobrás, em
abril, anunciou a saída de cena como patrocinadora. Agora, José Maurício
Machline anuncia enfim, depois de meses em silêncio para não abrir as
negociações que poderiam salvar seu projeto, que não fará a edição do Prêmio da Música Brasileira em 2019.
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| Idealizador do Prêmio, Zé Maurício Machline - Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO |
O produtor que fez do Prêmio uma causa de 29
edições, com direito a uma inegociável noite de gala por ano no Teatro
Municipal do Rio, atraiu para a festa duas vertentes nem sempre
contempladas em um mesmo projeto, novatos e veteranos, e já havia deixado sua
aura mais decorativa dos primeiros anos para ganhar relevância curatorial e de
resistência de uma classe rompida com o poder público em um nível que não se
via desde os anos de regime militar.
Machline conta que sua busca por patrocinadores,
depois da saída da Petrobrás, acabou não sendo frutífera. “Havia boas
intenções, mas sem nenhuma verba.” Quando saiu a notícia de que havia um risco
de o prêmio não ser realizado, o governo estadual de São Paulo o procurou para
que o evento fosse transferido para a cidade. “São Paulo viabilizou o teatro,
mas não conseguiria ter a verba para fazermos da maneira como o Prêmio sempre
foi realizado. Seria então um prêmio menor, mas não acho que teria a cara do
que sempre foi.” O Rio também fez uma proposta, mas Machline sentiu a mesma
limitação e preferiu não fechar. “Além das limitações, eu prefiro fazer sempre
com dinheiro privado”, diz.
O tempo foi passando, as negociações não sendo
fechadas, e uma noite que depende de lançamentos concentrados em um determinado
período do ano foi chegando ao seu prazo de validade. Mesmo se conseguisse um
patrocinador hoje para fazer como quer, Machline teria problemas cronológicos.
“O ano letivo da validade dos lançamentos vai até 31 de dezembro de 2018.
Muitos artistas já estão com discos novos lançados depois desse dia, com shows
novos.” Para evitar um prêmio frio, ele resolveu anunciar a desistência da
noite.
O produtor diz que não sabe também se consegue ou
não fazer o prêmio no ano que vem. E que, se conseguir, não imagina se será no
Rio ou em São Paulo. “Há uma indefinição das próprias leis de incentivo, as
pessoas não sabem no que vai dar”, ele diz, sobre os prováveis patrocinadores.
“O momento é complicado em termos culturais, estamos com muitas mudanças.”
O prêmio começou a ser patrocinado pela empresa de
eletrodomésticos Sharp em 1988, quando o nome era Prêmio Sharp de Música
Brasileira, até que, em 1999, o mundo sofreu um abalo econômico e a empresa
não conseguiu seguir com o projeto.
Em 2002, um novo patrocinador chegou e fez a noite
retornar como Prêmio Caras, assumido
pela Revista Caras. Mas por apenas dois anos, quando o nome mudou para
Prêmio TIM de Música, honrando o contrato com a operadora telefônica TIM, uma parceria
que durou até 2008. Em 2009, uma edição histórica veio com o prêmio em sua
versão independente, contando com o apoio da classe artística. Foi em 2009, na
20ª edição, que o evento ganhou o nome de Prêmio da Música Brasileira. Mesmo em
2010, com a empresa Vale como patrocinadora, o nome não foi alterado.
Machline conta que não havia ainda um nome definido
para ser o homenageado do ano. “Pensei em alguns, mas não havia fechado nada”.
O artista lembrado ganhava versões exclusivas de suas gravações cantadas
durante a noite. Alguns deles foram Clara Nunes (em 2009), Maria Bethânia (2005),
Ney Matogrosso (2017) e Luiz Melodia (2018).
Bibliografía

Miguel, Antônio Carlos; Cardia, Gringo; Machline, Zé
Maurício. 25 anos - Prêmio da Música Popular Brasileira. Edições de
Janeiro. 2014.
A TARDE
Cultura
15/05/2014
Livro reúne imagens e histórias do prêmio de música
Mariana Paiva
A música é das melhores, mas mesmo assim, um
pretexto dos bons para encontros inesquecíveis, dentro e fora do palco. Este é
o clima do livro 25 Anos do Prêmio da Música Brasileira, organizado pelo
jornalista Antônio Carlos Miguel, com design assinado por Gringo Cardia.
"É um livro oficial, chapa branca no bom
sentido. Lembra como foi cada uma das cerimônias, quem estava lá, e mostra
também a adesão da classe artística como um todo: não só o pessoal da música,
mas também do teatro, da televisão", afirma Antônio Carlos.
Memorabília
Em mais de 370 páginas, o livro conta histórias e
vai além do simples propósito de ser um registro dos 24 anos do prêmio, que
apresentou ontem sua 25ª edição: oferece, antes de tudo, uma importante memória
para a música popular brasileira.
"O prêmio é muito importante primeiro porque
tem como único critério a qualidade musical, não se prende a quesitos como
popularidade ou mesmo disposição geográfica", conta José Maurício
Machline, idealizador do evento.
Ele conta que uma das maiores preocupações é mapear
a produção musical brasileira, mesmo aquela que não chega ao grande público.
"Não à toa, conseguimos revelar talentos como a Zabé da Loca, uma grande
artista nordestina que morou mais de 25 anos em uma espécie de gruta", diz.
Histórias
Em 1988, na edição de estreia do prêmio, o
homenageado foi Vinicius de Moraes. Na plateia estavam diversos artistas, como
Elizeth Cardoso, esplêndida num vestido de rendas, ao lado de um discreto
Renato Russo, de black tie.
A discrição do cantor durou pouco, entretanto:
bastou subir ao palco para receber o prêmio de Melhor Grupo pela Legião Urbana,
Renato começou a brincar. Agradeceu em inglês, como faria no Oscar, e ainda
mandou um alô pra Luiz Melodia, "um cara de quem gostamos muito, ali na
plateia".
Cazuza, vencedor nas categorias Melhor Cantor e
Melhor Música (com Preciso Dizer Que Te Amo, com Dé e Bebel Gilberto), também
brincou ao discursar: "Como nunca ganhei medalha no colégio, queria
dedicar esse prêmio ao meu pai e à minha mãe!".
O livro passeia por histórias como estas, inclui
entrevistas como a da atriz Fernanda Montenegro, que apresentou o prêmio em
duas edições, e uma pequena biografia de cada um dos homenageados ao longo
destes 24 anos. Dentre os artistas que o prêmio celebrou estão Dorival Caymmi,
Maysa, Lulu Santos, Dominguinhos e Ary Barroso.
Neste ano, o prêmio - que já se chamou Sharp -
escolheu homenagear não um artista, mas um ritmo. Zé Maurício explica a
decisão, tomada pelo Conselho Deliberativo do Prêmio, composto por ele mesmo,
João Bosco, Wanderlea, Arnaldo Antunes e Gilberto Gil.
"Como a edição era comemorativa, tomamos essa
liberdade e decidimos homenagear o samba, o mais genuíno ritmo nacional. Mas
ano que vem retomamos a tradição de homenagear artistas", diz.
Dentre
as lembranças que Zé Maurício carrega com carinho, está a homenagem que o
prêmio de 2006 prestou a Jair Rodrigues, falecido na semana passada.
"Nesse momento que ele acaba de nos deixar, fico especialmente feliz em
ter podido dar a ele flores em vida, com a homenagem que fizemos em 2006. A
imagem dele emocionado e alegre, como sempre foi, não me sai da cabeça".
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| 1988 - Cazuza |
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| 1988 - Gal Costa |
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