martes, 18 de octubre de 2016

1999 - RÉVEILLON 2000 - Salvador



FOLHA DE S.PAULO

São Paulo, Sábado, 1 de Janeiro de 2000.


EM SALVADOR

Festa tem sotaque e champanhe
JOYCE PASCOWITCH
enviada especial a Salvador




Meia-noite em Salvador tem fogos de artifício, é claro, como em todos os lugares do mundo. E tem, como primeiro som do ano 2000, música baiana, também é claro. No caso da festa promovida pelo publicitário Nizan Guanaes -um dos mais premiados do Brasil e um dos gurus de cabeceira do presidente Fernando Henrique Cardoso-, no Trapiche Adelaide, o restaurante mais badalado de Salvador, teve o hino do Senhor do Bonfim. A festa, para mais de 500 convidados, teve decoração paulista, assinada pelo arquiteto Felippe Crecenti, bufê também paulista, de Toninho Mariutti, e convidados meio a meio. Até a meia-noite, nada de famosos, apenas uma coisa muito animada, muita gente bonita, champanhe francês. Mas eram aguardados, depois de seus respectivos pré-réveillons, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Daniela Mercury. Pedro Almodóvar, que passa temporada baiana, era o mais esperado -mas uma dor de ouvido pôs o cineasta fora de combate. Marisa Paredes, atriz preferida do espanhol, era presença garantida.
 

Apesar de muito ligado ao anfitrião, o senador Antonio Carlos Magalhães não apareceu: ficou retirado na praia do Forte, ao norte de Salvador. Wilma Motta, viúva do ministro Sérgio Motta, veio com as filhas, de São Paulo.
 

Enquanto rolava animada a festa, que teve direito até a uma estrutura montada sobre o mar, com parte do piso transparente, uma outra festa também acontecia em uma marina, quase ao lado -havia até transporte de traineira de uma para outra.
 

Tinha ainda uma outra montada pelo prefeito Antonio Imbassahy, no farol da Barra -essa, uma coisa bem mais política.
 

Enquanto isso, nas outras, DJs faziam a turma sacolejar: afinal, baiano sempre gostou de festa -e dessa vez, com o ano 2000, todo mundo aproveitou. O negócio agora é se preparar para os 500 anos -e relaxar.










ISTOÉ 
12/1/2000
nº 1.580


Foto: Silvana Garzaro


Convidados-relâmpago em terras baianas

Esperança foi o grito de guerra da atriz espanhola Marisa Paredes em 2000. Musa do cineasta Pedro Almodóvar e hóspede costumeira de Caetano Veloso, ela festejou com ele e Gilberto Gil no Trapiche Adelaide. Também era ciceroneada pela mulher de Caetano, Paula Lavigne, sua fiel escudeira, Paula Burlamaqui, e a promoter Bya Aidar, que chegaram com o cantor depois das 2h da manhã. Almodóvar, diretor de Tudo Sobre Minha Mãe, também convidado, alegou cansaço e não apareceu em Salvador. Segundo a atriz, ele está empenhado em trabalhar nos bastidores da premiação do Oscar - seu longa-metragem concorre como melhor filme estrangeiro.


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