17 de maio de 2026
VIVO RIO - Rio de Janeiro
BATUKE DO PRETINHO
Participação de Maria Bethânia
Intro: ALGUÉM ME AVISOU
1. SONHO MEU
2. SAMBA DO GRANDE AMOR
3. Pot-pourri: SAMBA DE DOIS / COSME E DAMIÃO / LINDOMAR
4. RECONVEXO
5. O QUE É, O QUE É?
6. NEGUE
"Maria Bethânia reina majestosa na roda do samba de Pretinho da Serrinha,
'movimento que representa o Brasil real'"
Mauro Ferreira
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Maria Bethânia é recepcionada por Pretinho da Serrinha na apresentação do 'Batuke do Pretinho' na casa Vivo Rio na noite de domingo, 17 de maio de 2026 Foto: Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio |
"Maria Bethânia! Maria Bethânia!”, saudou em coro o público que
lotou a pista da casa Vivo Rio na noite de domingo, 17 de maio. Feita diante da
própria cantora, presente no palco, a saudação sublinhou o fato de Maria
Bethânia ter reinado ao entrar na roda de samba de Pretinho da Serrinha com o habitual
porte majestoso.
A artista foi a convidada da apresentação de ontem
do “Batuke do Pretinho”, roda de samba em formato de show que o cantor e
percussionista carioca vem apresentando aos domingos na casa Vivo Rio, na
cidade natal do Rio de Janeiro (RJ).
A diamantina
presença de Bethânia alterou o ambiente da roda. Até
porque a cantora levou dois músicos da própria banda, o baixista Jorge Helder
(excepcionalmente no violão) e o violeiro Paulo Dafilin, alocados ao lado de um
dos naipes de percussionistas arregimentados por Pretinho para o show.
Depois de o dono da roda entreter o público com o
canto de sambas dos repertórios de Roberto Ribeiro (1940 – 1996), Jorge Aragão
e Arlindo Cruz (1958 – 2025), entre outros bambas, a cena foi preparada para a
entrada de Bethânia. Quando a voz grave da cantora foi ouvida da coxia,
entoando breves versos do samba “Alguém me avisou” (Ivone Lara, 1980), o
público vibrou e a energia mudou.
Quando efetivamente pisou no palco da casa Vivo
Rio, cantando “Sonho meu” (Ivone Lara e Delcio Carvalho, 1978), samba que
lançou há 48 anos em um dos álbuns mais bem-sucedidos dos 60 e poucos anos de
carreira, Bethânia se mostrou feliz, com a voz potente, quente.
A cantora não fez uma participação burocrática,
como em outras intervenções em shows alheios. Ficou nítido que a artista queria
estar ali na roda de Pretinho da Serrinha, saudado por Bethânia como “garoto
lindo”.
Na sequência, a cantora caiu bem no “Samba do
grande amor” (Chico Buarque, 1983) – com Pretinho no tamborim – e celebrou o
samba da Bahia natal em pot-pourri que aglutinou “Lindomar”, “Samba de dois” e
“Cosme e Damião”, preparando o terreiro para o canto de “Reconvexo” (Caetano
Veloso, 1989).
As falas de Bethânia antes e depois do canto do
samba “O que o que é” (Gonzaguinha, 1982) – “Tô muito
feliz de estar aqui. Esse rapaz é um músico extraordinário” e “Esse movimento
que o Pretinho faz me representa e representa o Brasil real” – reforçaram a
energia boa que envolveu a generosa participação da cantora no “Batuke do
Pretinho”.
Ovacionada pelo público, por Pretinho da Serrinha e
pela big banda, Bethânia saiu da roda após cantar o samba-canção “Negue”
(Adelino Moreira e Enzo Almeida Passos, 1960) a “pedido dele”, como ressaltou
Bethânia. Ele, claro, é Pretinho, menino da Serrinha que é o rei da roda, mas
ontem se portou como súdito diante de sua
majestade, a Abelha
Rainha.
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| Maria Bethânia leva o baixista Jorge Helder (ao fundo, ao violão) para a roda de samba de Pretinho da Serrinha — Foto: Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio |


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