sábado, 12 de agosto de 2017

1989 - OUTRO RETRATO


Música y letra: Caetano Veloso
© 1989

Minha música vem da
Música da poesia de um poeta João que
Não gosta de música

Minha poesia vem
Da poesia da música de um João músico que
Não gosta de poesia

O dado de Cabral
A descoberta de Donato

O fato, o sinal
O sal, o ato, o salto:

Meu outro retrato.






1989 - CAETANO VELOSO
6362 7973 / 5:00
Álbum "Estrangeiro"
Philips LP 838.297-1, B-2.
CD 838 297-2, Track 7.







Wolfenson, Bob. Jardim da Luz. Dórea Books and Art / Companhia das Letras. 1996.

Cento e quatro retratos de um dos mais destacados fotógrafos brasileiros, em uma primorosa co-edição da Dórea Books and Art e da Companhia das Letras, dispostos em pares insólitos como FHC e Vera Fischer, Malu Mader e Edmundo.


Assim foram postos, estes dois retratos do poeta João Cabral de Melo Neto (1995) e de Caetano Veloso (1988), no meu livro/exposição "Jardim da Luz", de 1996, no MASP (São Paulo).

Na edição do livro, à época, me ocorreu a canção e os pus lado a lado. [B.W.]




2017 - TROPICÁLIA - UM DISCO EM MOVIMENTO













Foto:  André Conti / Divulgação

Coluna Gente Boa - O Globo





12/8/1968 - Lançamento do disco-manifesto no Avenida Danças, em São Paulo, à frente da Orquestra da casa, Gal Costa, Nara Leão, o maestro Rogério Duprat (de costas), Caetano Veloso, Gilberto Gil e Os Mutantes; na platéia, os jornalistas Alberto Helena Jr. (de óculos) e Chico de Assis.



O GLOBO
CULTURA

MÚSICA



Exposição e shows no CCBB lembram disco-marco do Tropicalismo
Eventos provocam reflexão sobre como seus princípios seguem pertinentes


POR LEONARDO LICHOTE

12/08/2017

‘Guevara, vivo ou morto’. Claudio Tozzi reflete sobre a época - Divulgação

RIO — Gilberto Gil avisava nos primeiros segundos do disco “Tropicália — Ou panis et circensis”, entoando os versos de Capinam: “Já não somos como na chegada/ Calados e magros, esperando o jantar”. Depois, enfileiravam-se Vicente Celestino, o sensacionalismo dos jornais populares, Oswald de Andrade, Sinatra, Mangueira e Senhor do Bonfim. Essa “manhã tropical” que se iniciava ali no álbum-manifesto é celebrada no Centro Cultural Banco do Brasil na próxima semana. No dia 18, será aberta a exposição “Tropicália — Um disco em movimento”, com cada espaço dedicado a uma faixa do LP quase cinquentenário (é de 1968). Na mesma noite, Pato Fu e Céu tocam na Praça do Centro Cultural Correios, abrindo o Festival CCBB Quanto Mais Tropicália, Melhor. No sábado, as atrações são Pedro Luís e A Parede e Tom Zé.

Mais que a homenagem a um momento histórico, a exposição e o festival apontam que a manhã tropical que se anunciava ali ainda segue viva.

— A grande surpresa de se ouvir esse disco hoje é perceber que o pensamento sobre a sociedade brasileira é deprimentemente cíclico — acredita Fred Coelho, curador da exposição com Isabel Seixas e Diogo Rezende. — Vemos muitas das inquietações contemporâneas ali. Se hoje temos um governo que não pode cercear as vozes como na ditadura, ele pode fazer e vem fazendo uma terra arrasada sobre nossa possibilidade de pensar a política. Há um paralelo claro entre os dois momentos. E do ponto de vista artístico, o disco é um objeto estético que ressoa até hoje.

Os shows dos dias 18 e 19 procuram reafirmar exatamente que a Tropicália ainda ressoa.

— Vejo uma onda tropicalista voltando para combater a caretice reinante, com uma liberdade de se misturar gêneros, tanto musicais quanto sexuais — diz Monica Ramalho, curadora do festival.

Além de Tom Zé, um dos arquitetos do movimento, passam pelo palco seus descendentes diretos (“Todo mundo que se deixou contaminar não fez música de outra maneira que não misturando, me identifico muito com isso na minha música”, diz Pedro Luís) ou indiretos, como o Pato Fu, desde o início da carreira comparado aos Mutantes.

— Ouvi muitos artistas influenciados pelos tropicalistas, mas não muito os discos do movimento, com exceção dos Mutantes — conta John, guitarrista do Pato Fu.

Todos vão tocar músicas referentes ao período. Tom Zé preparou “Parque industrial”, “2001” e “Tropicália”. O baiano defende que o movimento definiu os rumos da cultura brasileira:

— Os quadros da ditadura não tinham capacidade de entender que naquela revolução formal do tropicalismo havia um germe de algo mais subversivo do que as canções de protesto — avalia Tom Zé. — Quando essa revolução viajou nas ondas do rádio, baixou em cada antena com uma virulência de rede social pré-cibernética. Quando essas pessoas ouviram um negócio como “Sobre as cabeças os aviões/ Sob os meu pés os caminhões/ Aponta contra os chapadões/ Meu nariz”, elas se armaram com um fuzil semiótico: “Se esse processo foi descoberto, eu também posso usá-lo, também posso mudar o futuro”. Esse negócio não envelheceu, fundou a cabeça das pessoas.

Ele acrescenta, tropicalisticamente, que “a Tropicália não podia envelhecer, porque Gil e Caetano encenaram seu enterro no programa “Divino, maravilhoso’”:

— Outro dia vi o menino do BaianaSystem dizer que o germe tropicalista sai pelo braço dele e movimenta o lápis que escreve suas canções.

A exposição avalia criticamente aquele período em que emergiu a Tropicália, fazendo relações entre as canções do disco e obras de artistas como Rubens Gerchman, Hélio Oiticica, Antonio Dias, Wanda Pimentel e Cláudio Tozzi.

— Havia um interesse meu que meu trabalho fosse visto por um grande número de pessoas, procurava ser muito direta — explica Wanda.

Ponto central do projeto tropicalista, diz Coelho:

— A Tropicália foi pensada dentro da perspectiva da cultura de massas. Hoje a indústria cultural é bem menos poderosa — afirma o curador, que traça outras particularidades daquele período. — Naquela época, o “eu” carregava uma universalidade que hoje perdeu espaço para a força identitária: mulher, negro, gay... Isso faz com que, por um lado, o disco não trate da questão do negro do Brasil. Por outro, faz pensar: será que “Baby” hoje seria lida como uma canção machista, como “Tua cantiga” de Chico Buarque vem sendo acusada?

Tozzi — que terá expostas obras como “Guevara, vivo ou morto” e “Multidão”, a partir de imagem de passeata — reflete sobre ontem e hoje:

— A nossa repressão às passeatas era maior, mas a essência era bastante similar. As manifestações agora são até mais bonitas, envolvem o corpo, é quase uma dança quando se destrói um vidro.

Conversas que surgem a partir de um disco que, às vésperas do AI-5, termina com o clamor ao Senhor do Bonfim: “Dá-nos a graça divina / Da justiça e da concórdia”.




2010 - BEYONCÊ NO BRASIL



Foto: Luciana Thomaz

Beyoncé se despede do Rio: 'Brasil, não vejo a hora de voltar'
Cantora fez um show impecável no HSBC Arena, na Barra da Tijuca

POR BIANCA KLEINPAUL
09/02/2010 0:00 / atualizado 10/05/2012 15:45

RIO - Beyoncé se despediu do Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira com um show impecável que lotou novamente a HSBC Arena, na Barra da Tijuca, que recebeu um público de 14 mil pessoas. No palco, a diva ganhou uma bandeira do Brasil e um de seus bailarinos exibiu uma outra do Flamengo. No fim da apresentação, a cantora americana, que agora segue para Salvador, desejou um bom carnaval para os cariocas e prometeu retorno.

- Brasil, não vejo a hora de voltar - gritou.

Por causa do engarrafamento nos arredores do autódromo, a organização atrasou em 30 minutos o início do show, que durou duas horas. A cantora subiu ao palco com a arena lotada às 20h30m e repetiu o repertório das outras apresentações no Brasil.

Ainda no Rio, Beyoncé grava um videoclipe ao lado da cantora Alícia Keys. A cantora ainda fará um show em Salvador, na quarta-feira, e seguirá para a Argentina onde continua a turnê "I am...".

Histéricos, os fãs quase arrancaram os brincos da cantora quando ela ajoelhou-se para beijar uma fã de 27 anos que fazia aniversário. Depois de ficar entalada no meio do público, Beyoncé levantou a cabeça segurando as orelhas.


Entre os famosos que foram ver o show estavam Caetano Veloso e Paula Lavigne, que levaram o filho caçula, Tom; Preta Gil, também acompanhada do filho; a atriz Carolina Dieckmann e o marido, Thiago Worcman; o vocalista do Rappa Falcão e a namorada, a modelo Isabeli Fontana; a atriz Camila Pitanga, os apresentadores do Fantástico Zeca Camargo e Patrícia Poeta; e a funkeira Valesca Popozuda.









Preta Gil, Carolina Dieckmann e Ildi Silva





08/02/10 - 21h59 - Atualizado em 09/02/10 - 00h58

Caetano Veloso chega com o filho e a ex para ver show de Beyoncé
Cantor foi com Tom e Paula Lavigne ao espetáculo que acontece no HSBC Arena.

Do EGO, no Rio

Caetano Veloso foi com o filho Tom assistir ao show que Beyoncé faz nesta segunda, 08, no HSBC Arena, no Rio de Janeiro. Paula Lavigne, ex-mulher do músico, chegou junto com eles.





08/02/2010

Caetano Veloso: "Beyoncé é um Michael Jackson gigante"

O baiano fez a comparação durante show da cantora no Rio

Caetano Veloso também acompanhou a apresentação de Beyoncé no HSBC Arena, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (8). O cantor estava em um dos camarotes, mas desceu para acompanhar da pista.




Na noite de quarta-feira (10/02/2010), Beyoncé terminou sua agenda de espetáculos no Brasil. A cantora se apresentou no palco do Parque de Exposições de Salvador. Quem abriu o show foi Ivete Sangalo.





10/02/10 - 23h14 - Atualizado em 10/02/10 - 23h41

De Rio a Salvador, Caetano vê Beyoncé pela segunda vez

Semanas atrás, ele disse que preferia os baianos do Psirico à americana.
'Não me lembro de ter dito isso, mas confirmo. Psirico fala a minha língua.'

Dolores Orosco Do G1, em São Paulo

Na fila do gargarejo para o show de Beyoncé em Salvador, na noite desta quarta (10), Caetano Veloso foi ver a diva americana pela segunda vez só nesta turnê.  

"[Beyoncé] É maravilhosa, adoro. Vi o primeiro show que ela fez no Rio e venho de novo, claro", disse o artista ao G1, pouco antes de Ivete Sangalo subir ao palco de Parque de Exposições para abrir a noite.

 Caetano Veloso fica no meio da galera durante show de Ivete Sangalo.
(Foto: Edgar de Souza/G1)


No último dia 22, quando se apresentou no Festival de Salvador, Caetano disse que estava cansado de ouvir a cantora norte-americana nas rádios baianas e disse que preferia a banda local Psirico a ela. "Não me lembro de ter dito isso, mas confirmo. Psirico é baiano, fala minha língua e acho o Márcio Vítor genial", afirmou o cantor, se referindo ao vocalista da banda, cujo hit deste carnaval é "Pode pular".

Caetano veio ao show acompanhado pelo filho, Moreno. Além dele, outros famosos que circulam pelo show são Xuxa e o ator Fábio Lago.

Tratada pela mídia soteropoltana como "encontro de divas" e "o show do ano", a apresentação de Ivete e Beyoncé reúne um público de 50 mil pessoas, segundo os organizadores.

Salvador é a última parada de Beyoncé no Brasil, que também levou para Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiroo espetáculo "I am... Tour". Iniciada em março de 2009 e passou por 30 países.

Depois de Salvador, a americana tem show marcado em Buenos Aires, na sexta (12).  


10/02/2010

Beyoncé: Caetano Veloso confere show

Cantor esteve no Parque de Exposições em Salvador

QUEM Online 



Caetano Veloso esteve no Parque de Exposições em Salvador, na noite desta quarta-feira (10) para conferir o show de Beyoncê. O cantor sorriu para os fotógrafos assim que chegou.

Caetano ainda aproveitou para conversar com Marcelo Faria e outros amigos que estavam por lá.