miércoles, 6 de marzo de 2024

1971 - VIII GRANDE PRÉMIO TV DA CANÇÃO PORTUGUESA

 

11 de fevereiro de 1971

Cinema Tivoli, em Lisboa, Portugal
















1971
Revista DISCO MÚSICA & MODA
ANO I
NÚMERO 2
15 de fevereiro de 1971
PORTUGAL
















1971 - MARIA BETHÂNIA

A. JESUS CRISTO

B. ROSA DOS VENTOS

Philips S 7” nº 700005 [Portugal]







































lunes, 4 de marzo de 2024

1967 - WANDERLÉA e CAETANO VELOSO

 





2009 - GAL COSTA & ROMERO LUBAMBO - Turnê ESTADOS UNIDOS / CANADÁ

 

Depois de uma temporada afastada do show business para se dedicar integralmente ao filho que adotou, Gal Costa está de volta aos palcos.

Turnê pelos Estados Unidos [Flórida, Califórnia (Los Angeles), Washington DC) e Canadá (Toronto)] entre outubro e novembro, ela dividirá o palco com o violonista brasileiro Romero Lubambo.



A G E N D A


29/10/2009 - Knight Concert Hall do Adrienne Arsht Center for the Performing Arts, em Miami

30/10/2009 - Reynolds Theater in the Bryan Center of Duke University, North Carolina. 

7/11/2009 - Hill Auditorium, University Musical Society of the University of Michigan

10/11/2009 - Blue Note Jazz Club, New York City

13/11/2009 - The Zeiterion Performing Arts Center, New Bedford, Massachusetts

15/11/2009 – Massey Hall, Toronto, Canadá.


Gazeta Admininstrator

20 de outubro de 2009


O NOME DELA É GAL


A experiência de estar presente num show de Gal Costa é para guardar a vida
toda. Belo, original, enlevado, primoroso, expressivo, são adjetivos sempre ligados a seu canto.
 

Gal nos presenteia, agora, com seu novo show onde, acompanhada somente
do violonista Romero Lubambo, canta clássicos como Coisa Mais Linda (Carlos
Lyra/ Vinícius de Moraes), Meu Bem, Meu Mal (Caetano Veloso), Vapor Barato (Jars Macalé), Aquarela do Brasil (Ary Barroso) e novos sucessos, como Ruas de Outono (Ana Carolina/Antônio Villeroy) e Mulher Eu Sei (Chico César).

 

GAL COSTA

Certas pessoas nascem predestinadas. É o caso de Maria da Graça Costa Penna Burgos, a quem o Brasil e o mundo aprenderam a chamar de Gal Costa. 

Maior cantora do Brasil nas palavras de João Gilberto e Elis Regina, a vida de Gal sempre foi pontuada pela música: os discos de música clássica que sua mãe ouvia durante sua gravidez; a certeza de que seria cantora já aos dois anos de idade; os ensaios sozinha em sua casa na adolescência, com uma panela na cabeça como retorno sonoro; as apresentações ao violão para os amigos e família; o trabalho aos 17 anos como vendedora na loja Roni Discos. 

Fã de Dalva de Oliveira e Ângela Maria, Gal tem em João Gilberto sua maior infl uência e Caetano, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Tom Zé como sua turma, com os quais participou de seu primeiro show, “Nós, por exemplo”, em 1964. Em 1965, grava seu primeiro compacto, com as músicas “Eu vim da Bahia” de Gil e “Sim, foi você” de Caetano, emendando com sua estreia no teatro musical “Arena Canta Bahia”. 

De lá para cá, são 36 discos, 3 DVD´s, músicas imortalizadas em sua voz, shows por todo o mundo, sempre com enorme sucesso de público e crítica, como os elogios do crítico Ben Ratliff, do “New York Times”, sobre sua apresentação no Blue Note em New York, em 30 de setembro de 2008. Segundo o crítico, a voz de Gal está mais “sombria e suave”. A entonação da cantora “brilha dramaticamente e, de repente, a linguagem se torna puro som”.

 

ROMERO LUBAMBO

 Violonista carioca formado pela escola de música Villa Lobos, Romero é um dos artistas mais requisitados por artistas populares para gravar em seus discos. Graças a seu domínio sobre diferentes estilos, profundo conhecimento e criatividade harmônica, além de uma técnica autêntica, o instrumentista foi apontado por alguns críticos como “um dos melhores músicos em seu instrumento em atividade no mundo”. Radicado, desde 1985, em New York, tocou e gravou com diversos nomes de peso da música brasileira e internacional, tais como, Rafael Rabello, Leny Andrade, Naná Vasconcelos, Astrud Gilberto, Airto Moreira, Flora Purim, Paquito D’Rivera, Michel Brecker, e Diane Reeves, entre outros. Em 2002 juntou-se a outro mestre da música instrumental brasileira, César Camargo Mariano, para gravar um dueto de piano e violão.

 


ENTREVISTA

Gazeta: Você já cantou nos maiores teatros e festivais do mundo. Em 2006, você fez uma serie de shows no famoso Blue Note de New York. Como foi a experiência de cantar em um espaço tão íntimo, tão próximo ao público?

Gal: Cantei em lugares pequenos ainda em Salvador, aonde nasci e vivi até ir para SP e RJ trabalhar. Gosto de cantar em lugares pequenos porque me
sinto perto das pessoas. Também gosto de cantar em lugares grandes. São experiências diferentes e igualmente prazerosas.

 

Gazeta: Sabemos que você gosta muito das canções de Tom Jobim, Chico Buarque, Dorival Caymmi e outros gigantes da nossa música. Tem compositores mais novos que você admira? Algum que você gostaria de gravar?

Gal: Fui muito influenciada pela Bossa-Nova e Tom Jobim foi o grande arranjador e compositor das canções que João Gilberto cantava. Adoro Tom Jobim como amigo e compositor. Trabalhamos muito juntos. Neste concerto que farei com Romero Lubambo canto músicas de vários importantes compositores brasileiros.

 

Gazeta: Você dedicou um projeto inteiro para as músicas de Tom Jobim e também participou de vários tributos a ele. Sua música faz parte do seu repertório a muitos anos. O que representa Tom Jobim para você e para a música brasileira, especialmente no exterior?

Gal: Gosto muito de cantar canções compostas pelo Tom Jobim e da Bossa-Nova. Identifico-me com elas porque sou radicalmente influenciada pela Bossa Nova. Tom Jobim é um dos maiores compositores brasileiros e o mais conhecido no mundo. Adoro cantar suas músicas.

 

Gazeta: Como será o repertório para esse show de Miami?

Gal: Cantarei canções da Bossa-Nova, sucessos do meu repertório. Cantarei músicas que gravei ao longo da minha carreira. Cantarei também alguma canção americana que gosto porque adoro cantar em inglês. Será um concerto simples e minha voz será acompanhada pelo violão de Romero Lubambo.

 

Gazeta: Como foi o seu primeiro encontro com Romero Lubambo e a ideia de fazer esta turnê com voz e violão?

Gal: Faço um show no Brasil apenas acompanhada do violão. Conheci Romero em New York, alguns anos atrás, e adoro o estilo do violão tocado por ele. Resolvi fazer esse show com Romero nos EUA, uma turnê grande mesmo. Acho que as pessoas gostam de ouvir a minha voz sem o acompanhamento de muitos instrumentos.

 

Gazeta: Em 2001 houve a volta dos Doces Bárbaros com grandes shows no Rio e São Paulo e também um DVD que saiu um tempo depois. Você acha possível uma outra apresentação ou gravação com Bethania, Gil e Caetano?

Gal: Acho praticamente impossível que isso aconteça porque temos nossas carreiras individuais e trabalhamos muito. Será impossível agendar nossos encontros para ensaios e turnê.

 

Gazeta: Quais são seus planos para 2010, mais shows, um novo CD?

Gal: Um novo show, com CD e DVD.

 

Gazeta: Qual o seu recado para o público de Miami que está ansioso para lhe ver depois de tantos anos?

Gal: Diga que também estou ansiosa e querendo muito cantar para o público de Miami. Vai ser uma maravilha, um grande prazer.

 




7 de novembro de 2009


Hill Auditorium, University Musical Society of the University of Michigan










10 de novembro de 2009

Gal Costa & Romero Lubambo Duo at The Blue Note Jazz Club

 





13 de novembro de 2009

The Zeiterion Performing Arts Center (New Bedford, Massachusetts)


Uma noite com Gal Costa em New Bedford - MA


Gal Costa é uma das divas da música brasileira. Ela começou a fazer sucesso juntamente com outros grandes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso, Maria Bethania, Gilberto Gil e Jorge Ben. Gal gravou canções compostas pela maioria dos compositores populares brasileiros, principalmente Tom Jobim. Em 1982, o single "Festa Do Interior", do álbum duplo Fantasia, tornou-se seu maior sucesso, ganhando o disco de platina daquele ano. 

Ela apareceu no filme O Mandarim, de 1995, interpretando a cantora Carmen Miranda. Durante várias décadas, Gal Costa tem sido considerada a superstar internacional da música pop brasileira e da brazilian fusion, sendo uma das mais importantes cantoras de estilo próprio do Brasil. 

Nesta apresentação especial em New Bedford, Gal estará acompanhada pelo legendário guitarrista brasileiro, Romero Lubambo. 

Em 1985, Romero veio para Nova York, onde o sucesso já o esperava, não somente pela qualidade do seu som brasileiro autêntico, mas também pela sua forma de tocar e na variedade de estilos que apresenta em seu repertório. 

Romero também estabeleceu-se como um compositor e intérprete dos seus próprios projetos pessoais de gravação, recebendo a colaboração de artistas famosos como Wynston Marsalis, Jane Monheit, Grover Washington Jr., Harry Belafonte, Larry Coryell e Gato Barbieri.











2009
Revista Wave
Ano 7 - Número 26
Inverno 2009
Publicação bilíngue e bimensal no Canadá
























domingo, 3 de marzo de 2024

GAL COSTA

 


GAL COSTA


Folha de São Paulo - Serafina

26 de maio de 2013


Subitamente, a voz se tornou a extensão de um corpo, diz Ruy Castro sobre Gal



RUY CASTRO

COLUNISTA DA FOLHA

 

Seu nome não era Gal --ainda.

Era Graça ou Gracinha, como a chamavam seus amigos do Solar da Fossa, um casarão colonial de Botafogo, no Rio, onde ela morava, e cujos inquilinos eram tão jovens, criativos, esperançosos, boêmios, bonitos e duros como ela. Caetano, um deles até pouco antes, se mandara para São Paulo. Mas Paulinho da Viola, Itala Nandi, Rogério Duarte, Claudio Marzo, Betty Faria, Maria Gladys, o pessoal do Teatro Jovem e muitos outros, seus vizinhos de porta, continuavam ali, às vésperas das grandes coisas que iriam lhes acontecer. 

Era 1967, outubro ou novembro, com o verão às portas. Novo no Solar e na vida, eu a via todos os dias no jardim -vestido e cabelos curtos, sozinha, pensativa, 22 anos, quase incorpórea. Um ano antes, Caetano gravara seu primeiro disco, "Domingo", em que dividia com ela a capa e a faixa de abertura, "Onde Eu Nasci Passa um Rio", e lhe reservara várias faixas para que ela brilhasse sozinha. 

O nome Gal estava na capa, sem dúvida, até acima do de Caetano. Mas a voz que saía da vitrola, cantando "Avarandado", "Maria Joana" e outras, parecia tão imaterial quanto sua dona. Era uma voz da bossa nova, voz de travesseiro, feita para soprar intimidades -mas etérea na afinação e quase cruel em sua perfeição. Era como se ela tivesse vindo ao mundo para cantar as canções que João Gilberto nos ficaria devendo.

Algumas semanas depois, já estaríamos em 1968 -ano de que ninguém sairia como entrou. Meninos viraram homens, homens viraram meninos. Correrias, patas de cavalos, tiros nas avenidas, novas palavras de ordem e desordem. Nos quartéis, rumor de sabres --era a noite a caminho. Nos auditórios, artistas de terno da Ducal, de vinco impecável, viam-se dividindo o palco com os de camisolão de bananas e não entendiam nada --era o tropicalismo. 

Não me lembro de Gracinha no Solar em 1968. Se continuou lá, já não era vista flanando pelo jardim em que Caetano mandara plantar "folhas de sonho", como na letra de "Panis et Circenses". Ou então fui eu que, aberto às irresistíveis solicitações das ruas naquele ano, não parei muito tempo para observar. Um dia, alguém ligou um rádio e ouvimos sua voz cantando "Baby". Cantando bonito. Por onde andaria Gracinha? Até que, em 1969, essa voz -subitamente extensão de um corpo, ríspida, descabelada, nacos de pele à mostra- anunciou: "Meu nome é Gal! Meu nome é Gal!" 

E só então descobrimos que Gracinha tinha se despedido do Solar e do mundo, e dera seu lugar a Gal Costa.

 













sábado, 2 de marzo de 2024

2007 - Programa SOM BRASIL

 

27 de abril de 2007

A edição de estreia do Som Brasil em 2007, em homenagem a Vinicius de Moraes, contou com a participação de Gal Costa cantando quatro músicas da dupla Tom e Vinicius. 



Gal Costa canta durante homenagem a Vinicius de Moraes 

no programa 'Som Brasil' — Foto: Renato Rocha Miranda / Globo