28 de janeiro de 2011
O show "Bethânia e as Palavras" agitou a noite de sexta-feira (28/01) do Vila Velha.
Artistas,
políticos e, principalmente, fãs comparecem para prestigiar a cantora em sua
única apresentação na capital.
Fotos:
João M. Meirelles
Jorge
Portugal e Francisco Nascimento - Foto: Rafael Grilo
15 de novembro de 2012
A 8a. Festa Literária Internacional de Pernambuco, uma das maiores
feiras literárias do país, foi aberta na noite de quinta-feira, 15, com show de
Maria Bethania, em Olinda-PE.
Maria Bethânia apresentou, na Fliporto, o recital 'Bethânia e as palavras'
Foto: Luna Markman / G1
15/11/2012
Maria
Bethânia é aplaudida de pé na abertura da Fliporto, em Olinda
Cantora fez recital com música e poesia, na noite desta quinta-feira (15//11).
Baiana esticou espetáculo e encantou público de todas as idades.
Luna
Markman Do G1 PE
Começou com atraso e vaias a abertura da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), em Olinda, nesta quinta-feira (15/11) - mas nada que uma grande dose de poesia, música e emoção não resolvesse.
Todo mundo parecia bastante ansioso para ver o espetáculo “Bethânia e as Palavras”, de Maria Bethânia. Às 17h, já tinha gente na fila. Marcado para as 19h, o recital começou às 19h40, após desculpas do idealizador do evento, Antonio Campos. A baiana entrou em cena com um sorriso no rosto, dizendo estar ali desde as 16h, porque é careta com horário. Depois, o público esqueceu o “aperreio” e aplaudiu de pé.
Bethânia tem mais de 40 anos de carreira e 50 discos lançados, incluindo o mais recente “Oásis de Bethânia”, que chegou às lojas em março deste ano, cheio de MPB, fado e, claro, poesia. A cantora é uma das artistas brasileiras mais engajadas na literatura. Quem vai ao show da baiana já está acostumado a vê-la declamando poemas entre uma música e outra, principalmente do autor luso Fernando Pessoa, inovando, assim, a forma de fazer espetáculos no Brasil.
Os ingressos para esta leitura poética foram vendidos em dez horas. A tenda onde o espetáculo ocorreu, que também vai receber o Congresso Literário durante a Fliporto, tinha cerca de mil pessoas. Do lado de fora, telões transmitiam tudo para um público ainda maior, mais barulhento e mesclado, mas imerso em cada palavra dita e cantada. Os textos declamados foram de autores de língua portuguesa, como Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Antonio Ramos Rosa, entre outros. Entre os temas, o tempo, a poesia, Bahia, sertão, Portugal, o amor, a natureza e a religião.
Trechos
de músicas como “ABC do Sertão” (Luiz Gonzaga), “Romaria” (Renato Teixeira) e
“Último Pau de Arara” (J. Guimarães / Venâncio / Corumbá) foram bastante
aplaudidos. As leituras ainda foram intercaladas por “Estranha Forma de Vida”
(Amália Rodrigues), “Marinheiro Só” (domínio público / adaptação Caetano
Veloso), “Dança da Solidão” (Paulinho da Viola) e “Menino de Braçanã” (Luis
Vieira / Arnaldo Passos), entre outras. A voz suave e firme da cantora foi acompanhada
melodicamente pelo percussionista Carlos Cesar e pelo violonista Paulo Daf.
Autores admirados por Bethânia são declamados no recital
Foto: Luna Markman / G1
Bethânia só precisa do texto nas mãos e seus óculos para emocionar a plateia com esse exercício de delicadeza, que percorre o Brasil desde o começo de 2011. O projeto surgiu de um pedido da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Esse recital foi pensado para casas de ensino, para levar essa expressão artística para as salas de aula”, falou.
A apresentação deu origem ao projeto do blog "O Mundo Precisa de Poesia", aprovado pelo Ministério da Cultura, que obteve R$ 1,35 milhão da Lei Rouanet. Após críticas nas redes sociais, foi arquivado. Mas “Bethânia e as Palavras” continua firme e serve como uma campanha pelo ensino e valorização da poesia nas escolas, principalmente públicas, do país.
Essa bandeira, a cantora levantou após recitar “Ciclos”, um poema de Nestor de Oliveira, que foi professor dela e do irmão Caetano Veloso, durante o ginasial, em uma escola pública do Recôncavo baiano. “Eu me emociono muito, porque, além da didática, ele ensinou a gente a ler, ouvir e dizer poesia. Isso serve para mostrar que é possível ter uma educação boa e plena nas escolas públicas do Brasil”, falou.
A cantora agradeceu a oportunidade de se apresentar na Fliporto, ressaltado que o evento significa muito para o país. Ela até voltou em um raro bis, cantando uma música de acalanto, sem nome, e “Reconvexo”, mais que um clássico na interpretação da baiana.
A analista Cláudia Montagnole está conhecendo a festa pela primeira vez e fez questão de assistir, novamente, ao espetáculo de Bethânia. “Vale a pena, porque ela é única. O jeito que ela se dedica à leitura é diferente”, falou. Ela foi acompanhada da professora paulista Cláudia Oliveira. “Ela carrega a bandeira da educação, o que é muito bom.
Ouvi falar da Fliporto e quis muito conhecer, porque sempre vou à de [Festa Literária de] Paraty. Quero muito ver as palestras com Mia Couto e Ariano Suassuna", apontou.
A
baiana conquistou também novos fãs esta noite, como as estudantes Janaína Souza
e Gisele Costa. “Eu só conhecia por nome, nunca tinha ouvido [Bethânia] cantar,
mas depois de hoje me tornei fã de verdade, porque a voz dela é linda e ela
passa uma emoção, um calor humano muito grande”, disse Janaína. “Ela interpreta
o poema como se fosse uma história e ainda tem música. Assim fica mais fácil de
entender poesia”, completou Gisele.
![]() |
Foto: Anna Clarice Almeida |
22 de março de 2016
O espetáculo "Bethânia e as Palavras", com Maria Bethânia, abriu o 25º Festival de Teatro de Curitiba, nesta terça (22/3), no Teatro Guaíra, ou Guairão, como é carinhosamente chamado pelos curitibanos.
Lotada por convidados, a plateia viu a cantora baiana declamar textos que fazem parte de sua trajetória.
Ao fim, Bethânia, de branco e descalça, foi
aplaudida de pé, por um Guairão apaziguado pelos seus textos e cantos e que
deixou por um tempo a rivalidade política em nome da poesia.
![]() |
Carlos Cesar e Paulo Dáfilin |
![]() |
Acompanhada pelo percussionista Carlos Cesar e pelo guitarrista Paulo Dáfilin |
![]() |
Foto: Annelize Tozetto/Clix |
17 e 18 de outubro de 2015
Brumadinho, Minas Gerais, Brasil
Palco Magic Square, do Instituto Inhotim
Maria
Bethânia | As palavras dos poetas brasileiros em Inhotim
Dia de sol, muito sol. Marrecos, borboletas azuis e grilos cantantes que disputaram com Maria Bethânia quem cantava melhor. Inhotim recebeu sábado (17/10) e domingo (18/10), o espetáculo Bethânia e as Palavras com uma artista diferente. Sem holofotes e cores foi recebida por muitos aplausos e logo se fixou ao lado esquerdo do palco de cenário azul marinho. Com figurino estampado, os braços de Bethânia regiam em movimentos involuntários os tempos e pausas dramáticas dos poemas dos poetas brasileiros.
O projeto (Sentimentos do Mundo) que começou m 2009 a convite da UFMG, até hoje lota as casas com ingressos que se esgotam em horas arrastando um público que além do interesse em sua obra e pessoa, aprecia a poesia tão esquecida ultimamente. Em um Brasil cheio de problemas sociais e econômicos é um privilégio ter um show que leva a todos (que podem pagar), histórias ritmadas pela voz e força de Maria Bethânia. “Eu gosto de emprestar a minha vida, a minha voz as histórias, aos personagens que os autores nos revelam. Eu sei que ler, ouvir, dizer poesia hoje nesse tempo de tanto desapego, tanta correria é uma tarefa difícil, é como provocar o mundo, ofender o mundo”.
Acompanhada do violão de Paulinho Dafilin e da percussão de Carlos Cesar, descalça, a cantora relembrou os tempos de escola citando o profesor Nestor Oliveira e seu poema Ciclo musicado por Caetano Veloso. “Eu acredito no ensino público”, disse.
Bethânia e as Palavras é um show em que erros podem até acontecer, apesar de não ser a proposta de quem apresenta. Bethânia é exigente, é pontual e respeita seu público. Textos recorrentes em shows maiores ganham mais espaços em As Palavras. Se misturam com as canções como Marinheiro Só e Dança da Solidão engatada com a espetacular interpretação de Olhos de Lince.
Quando começou os versos, “mandato de despejo aos mandarins do mundo”, a vontade foi de erguer a mão como fazemos quando ouvimos o hino nacional e reforçar o coro quando Bethânia, com a voz empostada, disse: “monte de tijolos com pretensões a casa, inútil luxo, megalomania triunfante e tu, Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral que nem te queria descobrir”. Arrepio senti, arrepiado fiquei até o final quando, junto gritei, gritamos, Mil Novecentos e dezessete. No trecho de Grandes Sertão Veredas, o amor de Riobaldo por Diadorim soou tão atual dentro do contexto, que prova que desejos sexuais sejam eles qualquer um, ou qualquer dois, ou três, ou quatro, é, e sempre será um problema, tendo em vista que desde 1930, de alguma forma, discutia-se a questão.
No repertório, Meu Primeiro Amor, Navio Negreiro, Zumbi e Águas e Mágoas que também se fez presente atualizando Carlos Drummond de Andrade que em 1977 dizia que ficaríamos sem água. “Está secando o Velho Chico”. A dançarina Bethânia, aquela que levanta a saia, outrora a calça nos movimentos miúdos dos pés ao mesmo tempo da mão na cintura, apareceu no bis inexistente no roteiro, mas presente em qualquer apresentação: “leitura não tem bis, leitura é elegante, é poesia, mas acho que vocês estão com o mesmo desejo que eu, de namorar”, disse a cantora em cima da introdução de Reconvexo com direito a esquecimento da letra e aplausos e gritos reverenciando o erro como se fosse parte do espetáculo.
Em Portugal, na casa de Fernando Pessoa, Bethânia leu poesia na casa de seu poeta, do poeta da sua vida. Em Inhotim, leu Manoel Bandeira, Guimarães Rosa, Cecília Meireles, Sophia de Mello Breyner Andersen, Ramos Rosa, José Craveirinha, Padre Antonio Vieira, Caetano Veloso, Fausto Fawcet e Ferreira Gullar.
Nomes que deveriam estar na ponta da língua de todo brasileiro. Se no fim do dia de uma primavera do poema Menino Jesus de Pessoa, existiu um sonho e viram Jesus Cristo descer à Terra, nós, em realidade, vimos uma força tão grande quanto.
Vimos Maria Bethânia e
as Palavras, um acordo íntimo entre ela e nós, como a mão direita e a esquerda.
E a gente ri porque tudo que ela faz é incrível.
![]() |
Foto: Túlio Santos/EM/D.A Press |
![]() |
Foto: Túlio Santos/EM/D.A Press |
26 de agosto de 2016
Auditório Elis Regina, abertura da 24ª edição Bienal do Livro de São Paulo
Maria Bethânia manda
'beijinho no ombro' em abertura da Bienal do Livro
Um dos momentos mais aplaudidos da apresentação de Bethânia, que estava acompanhada de um violonista e um percussionista, aconteceu quando ela cantou uma versão musicada de um poema que disse ter sido escrito por seu "professor ginasial de português". Ela lembrou que quem musicou os versos foi seu irmão, Caetano Veloso.
"Isso aconteceu numa escola do Recôncavo Baiano. Falo isso porque é possível uma boa e plena educação nas escolas públicas brasileiras. E veja eu, Maricotinha, estou aqui, diante de senhores tão ilustrados, abrindo a Bienal do Livro", comemorou no meio do show. E completou: "Beijinho no ombro". Ao beijar o próprio ombro, citando Valesca, provocou risos.
Em outros momentos, Bethânia cantou – e teve ajuda do público – trechos de "Marinheiro só", de Caetano, e "Romaria", de Renato Teixeira. Também leu um verso de Mia Couto e uma pasagem de de "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa.
Ao deixar o palco, aplaudida de pé, a cantora voltou a lembrar que é "Maricotinha, vinda de escola pública, abrindo a Bienal do Livro". "Isso não é lindo?", perguntou.
Depois
do show, os responsáveis pela Bienal cortaram a fita que marcou a abertura
oficial do evento ao lado do ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho.
![]() |
Foto: Zanone Fraissat/Folhapress |
![]() |
Maria Bethânia no show de abertura da 24ª Bienal Internacional do Livro de SP; ela se apresentou ao lado do percussionista Carlos Cesar e o violonista Paulo Dáfilin - Foto: Divulgação |
![]() |
Foto: Zanone Fraissat/Folhapress |
![]() |
Foto: Zanone Fraissat/Folhapress |
![]() |
Foto: Zanone Fraissat/Folhapress |
![]() |
Foto: Zanone Fraissat/Folhapress |
17 de dezembro de 2016
No hay comentarios:
Publicar un comentario