lunes, 7 de septiembre de 2020

2020 - NARCISO EM FÉRIAS - O livro



"este, que é meu escrito a que atribuo maior valor, entra na cena atual da vida política brasileira de modo abrasivo".



Com lançamento previsto para o próximo dia 9 de outubro, o volume Narciso em férias, editado pela Companhia das Letras (168 páginas, R$ 59,90), reúne o capítulo homônimo de Verdade tropical (1997), em que Caetano Veloso relata os dias vividos no cárcere, além de uma compilação dos documentos do processo aberto pela ditadura militar contra o cantor e compositor. Para esta edição, Caetano escreveu um novo texto de apresentação.

[Mariana Peixoto, 5/9/2020]



Foto: Companhia das Letras/Reprodução
Lançamento: 09/10/2020


Edição avulsa do capítulo de Verdade tropical sobre a ditadura militar brasileira.

Apresentação

Na madrugada do dia 27 de dezembro de 1968, duas semanas depois de o governo decretar o AI-5, Caetano Veloso e Gilberto Gil foram retirados dos apartamentos onde moravam, no centro de São Paulo, e levados em uma caminhonete ao Rio de Janeiro. Conduzidos por policiais à paisana, eles foram presos sem nenhuma justificativa.

Em Narciso em férias, volume avulso do capítulo homônimo de Verdade tropical, Caetano Veloso relata o impacto brutal que os 54 dias vividos no cárcere deixariam em sua vida -- não apenas pela dimensão política, mas também pela perspectiva psicológica e artística.

Esta edição inclui uma seção com registros do processo aberto pela ditadura militar contra o cantor e compositor. Esses documentos ficaram guardados no Arquivo Nacional e seriam revelados ao artista pela primeira vez cinquenta anos mais tarde, em 2018. No texto inédito de apresentação, Caetano Veloso anuncia: "este, que é meu escrito a que atribuo maior valor, entra na cena atual da vida política brasileira de modo abrasivo".


Ficha Técnica
Capa: Claudia Warrak
Páginas: 168
Lançamento: 09/10/2020
Selo: Companhia das Letras







1 comentario:

  1. Creo que de esa experiencia de Caetano en la cárcel, nació la canción "Terra", un canto al planeta:

    "Quando eu me encontrava preso
    Na cela de uma cadeia
    Foi que vi pela primeira vez
    As tais fotografias
    Em que apareces inteira
    Porém lá não estavas nua
    E sim coberta de nuvens...

    Terra! Terra!
    Por mais distante
    O errante navegante
    Quem jamais te esqueceria?..."

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