domingo, 26 de febrero de 2017

2017 - LOGUNEDÉ




2014 - Serena Assumpção, Caetano Veloso e Rodolfo Dias Paes, o DiPa





Texto: Eduardo Brechó
Voz: Caetano Veloso


Da profundeza da beleza do rio Oxum
Ibualama é quem chama o menino Logun
É de longe a flecha

Mecha dourada que infesta a floresta

Seta que aponta a certeza que resta
Nem duzentas e tantas contas dão conta

O pescoço de moço do caçador

Homem caroço do pomo maior
Príncipe caça o princípio que for

Dono da fome que mata o que come

Não some o teu nome de chefe senhor
Não dorme. Toma

Domina Ijexá


Camarão do abdômen de fogo. Orixá

Nativo na mão abebé de ipondá
Erinlé, Pai Odé, efusivo no Ofá

Altivo do peito bem feito

Se move do jeito do seu ancestral
Peixe do feixe vermelho

A mancha de sangue se deixa no sal

Bico de papagaio, pata de elefante
Elegante na frente do fronte

Não sente a patente de ser general





Arranjo: Serena Assumpção, Gustavo Ruiz, Dipa
Texto: Eduardo Brechó
Serena Assumpção: Voz
Ed Teodoro: Voz
Caetano Veloso: Voz (texto)

Gustavo Ruiz: Baixo
Sergio Machado: Bateria
Pepe Cisneros: Piano Rhodes
Guilherme Held: Guitarra e Efeitos
Rômulo Nardes: Batá
Coro: Eduardo Brechó, Ed Teodoro, Serena Assumpção

Produção: Gustavo Ruiz, Pipo Pegoraro e DiPa

2017


Faixa inédita que acabou ficando de fora do disco "Ascensão" de Serena Assumpção (Selo Sesc, 2016), “Logunedé”, tem sua autoria compartilhada com Eduardo Brechó e Ed Teodoro.


Julho 2016



EXU (com Karina Buhr e Zé Celso)
OGUM (com Tatá Aeroplano e Tulipa Ruiz)
PAVÃO (com Curumin e Anelis Assumpção)
OXUMARÉ (com Moreno Veloso, Bem Gil e Mãeana)
XANGÔ (com Metá Metá)
IANSÃ (com Tetê Espíndola)
OXUM (com Curumin e Xênia França)
IEMANJÁ (com Céu)
IROKO (com Mariana Aydar)
NANÃ
OBALUAIÊ (com Filipe Catto)
OXALÁ
DO TATA NZAMBI (com o Grupo Source De Vie)


 

Lançado em julho de 2016, poucos meses depois que Serena Assumpção nos deixou, vítima de câncer, aos 39 anos, “Ascensão” é o fruto de meia década de trabalho da produtora e musicista – e também a obra que crava seu nome na história da música brasileira. Em 13 canções que já nascem clássicas – divididas entre composições originais de Serena e de Gilberto Martins, e escritos em domínio público – a filha mais velha de Itamar canta sobre os orixás num trabalho que traz o som do terreiro para a roupagem do Brasil no século XXI, mas sem deixar a atmosfera de suas origens de lado (a ideia e muitas canções do álbum, afinal, surgiram a partir da vivência de Serena no Santuário da Irmandade do Ilê de Pai Dessemi de Odé, em São Paulo). E a artista fez tudo isso elencando alguns dos nomes mais importantes da música nacional dos últimos anos, como Céu, Curumin, Karina Buhr, Metá Metá, e sua irmã Anelis Assumpção.


 
OXUMARÉ
IEMANJÁ

OBALUAIÊ