martes, 12 de noviembre de 2019

1968 - PAISAGEM ÚTIL



Música y letra: Caetano Veloso
© 1968

Olhos abertos em vento
Sobre o espaço do Aterro
Sobre o espaço sobre o mar
O mar vai longe do Flamengo
O céu vai longe e suspenso
Em mastros firmes e lentos
Frio palmeiral de cimento

O céu vai longe do Outeiro
O céu vai longe da Glória
O céu vai longe suspenso
Em luzes de luas mortas
Luzes de uma nova aurora
Que mantém a grama nova
E o dia sempre nascendo

Quem vai ao cinema
Quem vai ao teatro
Quem vai ao trabalho
Quem vai descansar
Quem canta, quem canta
Quem pensa na vida
Quem olha a avenida
Quem espera voltar

Os automóveis parecem voar
Os automóveis parecem voar

Mas já se acende e flutua
No alto do céu uma lua
Oval, vermelha e azul
No alto do céu do Rio
Uma lua oval da Esso
Comove e ilumina o beijo
Dos pobres tristes felizes
Corações amantes do nosso Brasil 






1968 - CAETANO VELOSO
6167 5261 / 2:35
Álbum "Caetano Veloso"
Philips LP R 765.026 L, B-2.
CD 838.557-2, Track 8.


2019 - PAULINHO DA VIOLA


"Nasci em 1942. Se tenho uma razão para me orgulhar nesta vida, esta é o ano em que nasci. Hoje, por exemplo, @paulinhodaviola completa a mesma idade que atingi em agosto. Somos @miltonbitucanascimento, @gilbertogil, @paulmccartney, uma pá de gente mágica. Mas Paulinho sempre mereceu um lugar especial em meu Olimpo.

Quando eu o vi e ouvi pela primeira vez, tínhamos 23 anos. Em artigo que escrevi em 1965 para uma revista universitária de Salvador, em resposta aos argumentos um tanto reacionários de Tinhorão, eu já convidava quem quisesse entender o que estava acontecendo com a música brasileira que escutasse Paulinho. Depois, na ventura de ser seu vizinho de porta com porta no Solar da Fossa, foi a ele que mostrei minha primeira canção tropicalista: "Paisagem Útil". A reação de Paulinho foi uma lição de justiça e elegância. "Coisas do Mundo, Minha Nega", "Sinal Fechado", "Para Um Amor no Recife", "Coração Leviano", "14 Anos", só para mencionar as que me vieram à cabeça agora, as canções desse gênio discreto e deslumbrante são a riqueza do Brasil.

Faz muitos anos que só vejo rara e finalmente. Não faz mal. Meu amor por tudo o que ele significa é e será sempre igual: ilimitado. Feliz aniversário!"

[12/11/2019, Caetano Veloso, Facebook]





1967

1981

6/4/1987 - Semana Caetano Veloso - Paulinho da Viola e Gereba

28/2/2015


1987 - SEMANA CAETANO





















PROJETO "AQUARELAS DO BRASIL"


SEMANA CAETANO - abril de 1987

No segundo ano de existência, o “Aquarelas do Brasil” colocou em prática uma ideia que nasceu com o projeto, mas que não foi possível de se viabilizar no ano anterior.

A cada espetáculo mensal foi promovido um debate cultural em torno do nome escolhido.

O programa naquele ano se iniciou em 6 de abril, com a "Semana Caetano", trazendo artistas, acadêmicos e intelectuais para discutir o papel com cantor e compositor baiano na cultura brasileira.

A programação de 6 a 9 de abril, que contou com sessões de cinema e debates, foi encerrada com um show de Caetano Veloso no Ginásio da Unicamp.

O CINEMA FALADO – 6 a 8 de abril de 1987
Abrindo a programação da "Semana Caetano", o filme “O Cinema Falado”, dirigido por Caetano Veloso, foi exibido no Cineclube Barão nos dias 6, 7 e 8 de abril de 1987, e seguido de debates sobre a obra.

Simultaneamente houve uma discussão sobre o movimento Tropicália e o concretismo presente nas músicas do compositor baiano.











CAETANO e a MPB – 6 de abril de 1987
No dia 6 de abril, a "Semana Caetano" contou com o debate “Caetano e a MPB”, que reuniu cerca de 300 pessoas no Ciclo Básico da Unicamp.

Fizeram parte da mesa de discussão os cantores e compositores Paulinho da Viola, Tom Zé, Gereba Barreto e José Carlos Capinam, com a mediação de Fernando Faro, idealizador do projeto "Aquarelas do Brasil".



Tom Zé, José Carlos Capinam, Fernando Faro, Paulinho da Viola, Gereba Barreto


CAETANO E O CINEMA - 7 de abril de 1987
No dia 7 de abril de 1987, a "Semana Caetano" promoveu o evento “Caetano e o cinema”, com a presença do cineasta Júlio Bressane.

CAETANO, produto artístico – 8 de abril de 1987
A Semana Caetano, no dia 8 de abril de 1987, realizou o encuentro “Caetano, produto artístico”, com José Celso Martinez Corrêa, José Miguel Wisnik, José Antônio de Almeida Prado e Adilson Ruiz, sob a mediação de Fernando Faro, no Ciclo Básico da Unicamp.









CAETANO E LIBERDADE - 9 de abril de 1987
No dia 9 de abril de 1987, o debate “Caetano e liberdade” foi conduzido pelo poeta, escritor, tradutor e letrista Paulo Leminski no prédio do Ciclo Básico da Unicamp.






TOTALMENTE DEMAIS – 9 de abril de 1987
Caetano Veloso apresentou o show Totalmente Demais, no dia 9 de abril de 1987, encerrando a programação da “Semana Caetano” no Ginásio da Unicamp.









Fonte: IdEA (Instituto de Estudos Avançados)

1966 - DISPARADA


No II Festival da Música Popular Brasileira da TV Record (10 de outubro de 1966), 'Disparada' dividiu o primeiro lugar junto com 'A Banda' de Chico Buarque.




Letra: Geraldo Vandré
Música: Théo de Barros
1966

Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar, eu vivo pra consertar

Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
Não por um motivo meu, ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu

Boiadeiro muito tempo, laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente, pela vida segurei
Seguia como num sonho, e boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fue fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei

Então não pude seguir valente em lugar tenente
E dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
Se você não concordar não posso me desculpar
Não canto pra engañar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar

Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém, que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu querer ir mais longe do que eu

Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei agora sou cavaleiro

Laço firme e braço forte num reino que não tem rei