viernes, 18 de agosto de 2017

2009 - zii e zie - em S. PAULO

07/11/2009

Caetano Veloso ganha plateia estrelada em São Paulo

Jornal do Brasil

SÃO PAULO - O show de Caetano Veloso em São Paulo estava repleto de famosos internacionais e nacionais, na sexta-feira. O cantor se apresentou no Citibank Hall com a turnê Zii e Zie e encantou o público.

Entre os famosos, estavam a banda Sonic Youth - que toca neste sábado no Planeta Terra 2009 -, o ator Gael Garcia Bernal, Mike Patton (da banda Faith No More), Paloma Duarte e o DJ Zé Pedro.

A nova turnê surge depois de quase um ano da estreia da anterior, intitulada Obra em Progresso. 


Caetano Veloso recebe astros internacionais em camarim

Após ganhar dois Grammys Latino na semana passada, Caetano Veloso se apresentou, nesta sexta-feira (06), em São Paulo, com plateia estrelada. Em turnê pelo Brasil, os americanos da banda Sonic Youth tietaram o cantor baiano em seu camarim, logo após a apresentação do premiado Zii e Zie. A banda se apresenta neste sábado no festival Planeta Terra.

Mike Patton, vocalista do Faith No More, também esteve por lá e conversou por alguns instantes com Caetano.

Outra surpresa internacional foi o ator mexicano Gael García Bernal, que veio ao Brasil para merecidas férias.



















miércoles, 16 de agosto de 2017

1999 - CARTE BLANCHE À CAETANO VELOSO - cité de la musique


Caetano Veloso foi homenageado por uma importante instituição cultural
francesa, a Cité de la Musique (estabelecimento público ligado ao Ministério da Cultura francês, que agrupa um conjunto de instituições dedicadas à música. Entre os espaços que compõem a Cité de La Musique, há uma conceituada sala de espetáculos com capacidade para mil pessoas), situada no Parc de La Villette, em Paris, recebendo, em 1999, carte blanche (expressão usada quando a organização de um espetáculo permite ao artista convidar outro artista ou outros artistas para o show) para programar, durante três dias, shows com convidados especiais.




5/5/1999

SHOW

Caetano Veloso prepara show inédito para público francês 

O cantor e compositor Caetano Veloso vai mostrar aos franceses, de 14 a 16 deste mês, que caminhos percorreu até chegar a ser um dos músicos mais conceituados no Brasil e no exterior. Nestes dias, ele estará na Cité de la Musique, nos arredores de Paris, participando do projeto Carte Blanche (Carta Branca).

É o primeiro artista latino-americano convidado a apresentar qualquer tipo de trabalho, desde que seja inédito e não esteja ligado à promoção de discos ou filmes.

Ele escolheu chamar o poeta concretista Augusto de Campos, o filho dele, Cid de Campos, e o compositor pernambucano Lenine, que se apresentarão para um público formado basicamente por franceses. “Ao contrário de outros espaços, o público da Cité de la Musique faz assinaturas anuais para os espetáculos que são realizados lá”, explicou Caetano anteontem, durante a entrevista coletiva que deu para falar do show. “Por isso, creio que haverá mais franceses que brasileiros na platéia”.

Para tentar agradar a esse público, Caetano preferiu mostrar um pouco mais do que é habitual em seus espetáculos, sejam eles no Brasil ou no exterior. “Na verdade, as limitações impostas no projeto levaram-me aos pontos essenciais para dar uma idéia do país onde vivo e a forma como faço minha música”, disse ele.

“Chamei o Augusto de Campos porque queria levar alguma coisa da cultura brasileira que não fosse ligada à indústria do entretenimento”. Já Lenine foi um caso de paixão pessoal. 

Caetano acabara de ouvir o último disco dele, O Dia em que Faremos Contato e apaixonara-se pelas músicas.

O show ainda será ensaiado, mas os quatro artistas já têm uma idéia do que farão.

Caetano abrirá a noite e pretende mostrar a música Livros, onde declama, em francês, um trecho de O Vermelho e o Negro, de Stendhal. Em seguida, Augusto de Campos vai recitar alguns de seus poemas, acompanhado pelo filho no baixo elétrico e na guitarra midi. Lenine entra em seguida e toca 20 minutos de música, com o saxofonista Carlos Malta e o percussionista Marco Logo. No fim, os três voltam juntos ao palco para cantar O Estrangeiro. 

(Agência Estado)








São Paulo, Quarta-feira, 05 de Maio de 1999 

MÚSICA

Parceria com Augusto de Campos e Lenine pode vir também ao Brasil

Caetano prepara show insólito para francês ver

CRISTINA GRILLO
da Sucursal do Rio

Caetano Veloso fez uma proposta insólita. O poeta Augusto de Campos e o cantor e compositor Lenine aceitaram. O trio embarca na próxima semana para Paris, onde, durante três noites (14, 15 e 16 de maio), se apresentam no teatro da Cité de La Musique, no projeto "Carte Blanche" ("Carta Branca").

"Vamos até ensaiar juntos, às vésperas da apresentação", disse Caetano em entrevista coletiva para apresentar o projeto.

O "insólito", na avaliação feita por Augusto de Campos, será unir os três trabalhos em uma só apresentação. A idéia de Caetano, que produz o show, é que cada um dos três mostre um pouco do que faz.

No final, ele, Lenine e seus músicos apresentam "O Estrangeiro", música de Caetano. Enquanto isso, Augusto de Campos lê "Cidades", poema de sua autoria.

A Cité de La Musique é um complexo cultural que fica no parque de La Villete, em Paris. Reúne museus, centros de ciência, arquitetura e cinema, além do conservatório superior de música e dança da cidade e o teatro onde os brasileiros se apresentarão.

Caetano recebeu o convite da direção da Cité de La Musique para que produzisse um show exclusivo, a ser apresentado no teatro de 800 lugares.

"O nome do projeto é "Carte Blanche" e podemos fazer o que quisermos, desde que dentro de alguns limites", disse Caetano.

Os limites da carta branca concedida pelos franceses, explicou o artista, pressupunham um espetáculo marcadamente musical, mas sem muita percussão.

A partir daí, convidou Augusto de Campos - "importante na minha biografia pessoal e presença de peso no panorama cultural brasileiro"- e Lenine - "estava apaixonado pelo CD "O Dia em que Faremos Contato'".

Campos apresentará uma versão reduzida de "Poesia é Risco", espetáculo intermídia que criou com o músico Cid Campos, seu filho, e com o videomaker Walter Silveira.

Já Lenine fará um resumo de seus trabalhos, apresentando músicas de seus dois CDs já lançados e alguma coisa do inédito "Na Pressão", que será lançado em junho.

Caetano deixa em aberto a possibilidade de o espetáculo ser depois apresentado no Brasil.








cité de la musique


André Larquié
président

Brigitte Marger
directeur général




manifeste pour un paradoxe

« Musique populaire » est l’expression par excellence du Brésil. Parfois le football nous exprime également. Dans le football, nous montrons notre manière d’être, ce qui est différent. Le cinéma de Glauber Rocha fut le point de départ de quelque chose que la grande littérature de Machado de Assis et de Guimarães Rosa et la grande poésie de Carlos Drummond de Andrade cachent dans la brume de la langue portugaise : tout ce qui émerge de l’architecture sans mots de Niemeyer, dans les repères isolés que Brasilia n’a pas encore unifiés en une structure de monde nouveau ; tout ce que l’on entend dans la musique de Villa-Lobos qui insiste pour sembler chanter seule. La musique populaire — João Gilberto, Tom Jobim, Milton Nascimento… — vit notre expressivité. Vit : expérimente la continuité, se donne naturellement au combat pour la préservation.

La musique populaire s’est appropriée le Brésil. Ce qui n’est pas nécessairement
bon. J’appartiens à un groupe de musiciens qui, dans les années soixante,
a essayé de faire de son travail un regard critique sur ce pouvoir. Au fond, le rêve était de développer ce pouvoir à partir de ce qu’il avait de potentiellement bon. Les résultats furent riches et problématiques : le pouvoir de la musique populaire a grandi, mais ce n’a pas toujours été suivi d’une prise de conscience de la responsabilité que cela engageait. Non que nous dussions faire de la musique populaire de manière circonspecte. Au contraire : l’irresponsabilité s’est souvent retrouvée du côté des prudents, alors que les joyeux ingénus et les voyous vénaux le plus souvent ont produit un travail responsable.

Le combat continue. C’est pourquoi je suis là, avec Lenine — qui en même
temps qu’il donne une continuité à l’apprivoisement de notre grand talent, révèle son haut niveau d’élaboration dans l’éventail des intérêts esthétiques des nouveaux créateurs de musique populaire au Brésil — et également avec Augusto de Campos — qui, parallèlement à la création d’une poésie magnifique et créative, aux côtés de Haroldo de Campos et de Décio Pignatari (inventeurs de la poésie concrète brésilienne), exerce un militantisme critique qui exige une avancée courageuse dans le domaine de la culture savante. Son mouvement d’avant-garde fut inspiré par la musique de Webern et stimulé par celles de Boulez et Stockhausen ; aujourd’hui, avec son fils Cid, il montre la version sonore de poèmes conçus comme objets visuels.

Lenine, lui, possède la musicalité spontanée d’un Djavan et navigue avec aisance dans les nouveaux procédés de la techno et du hip-hop qui attirent sa génération, et les plus jeunes aussi. Il parle également avec naturel le langage des nouveaux groupes de percussions de son Pernambouc natal (eux-mêmes intéressés par la techno, le hip-hop tout comme par les rythmes traditionnels du carnaval de Pernambouc, suivant en cela les traces des groupes de percussions du carnaval de rue de Bahia).

Entre les deux, je me situe en toute légitimité ou du moins je dis clairement
quelque chose de l’environnement dans lequel je vis et j’agis. Je veux montrer au monde la force de la musique populaire brésilienne et tout en voulant faire croître cette force, je veux en délivrer le Brésil. Un paradoxe ? Sans lui nous n’avancerions pas.

Caetano Veloso
traduction Dominique Dreyfus





vendredi 14 et samedi 15 mai - 20h
dimanche 16 mai - 16h30


salle des concerts

concert


carte blanche à Caetano Veloso

Caetano Veloso, introduction


première partie

Lenine et ses musiciens

Lenine/Bráulio Tavares
O Marco Marclano

Lenine
Jack Soul

Lenine/Dudu Falcão
Distantes demais

Lenine/Bráulio Tavares
Miragem do Porto

Lenine/Bráulio Tavares
O Dia Em Que Faremos Contato

Lenine/Paulo César Pinheiro
Candeeiro Encantado


Lenine, chant, guitare
Marcos Lobo, percussions
Carlos Malta, saxophone, flûte


deuxième partie

Augusto de Campos Poesia é risco

Augusto de Campos (poésie)
Cid Campos (musique)

Poesia é risco (Poésie est risque)
Bestiário (Bestiaire)
Lygia fingers
Tensão (Tension)
Caracol (Limaçon)
Tvgrama (Télégramme) (Tombeau de Mallarmé)
SOS
Cocheiro bêbado (Cocher ivre) (Rimbaud)
Poema bomba (Poème bombe)
Cidade city cité


Augusto de Campos, récitant
Cid Campos, guitare, guitare basse
Walter Silveira, direction et vidéoédition



troisième partie

Caetano Veloso et ses musiciens

Caetano Veloso
Terra
Trilhos Urbanos
Coração vagabundo

Razzano/Carlos Gardel/Esteban Celedonio Flores
Mano a mano

Caetano Veloso
O Ciúme
Livros

Charles Aznavour
Tu te laisses aller

Caetano Veloso/ Augusto de Campos
Pulsar

Caetano Veloso
Você é Linda

Caetano Veloso/Gilberto Gil
Haiti

Henri Salvador/Maurice Pon
Dans mon île

Rafael Hernandez
Lamento boricano

Caetano Veloso
O estrangeiro



Caetano Veloso, chant, composition
Jacques Morelembaum, violoncelle
Alberto Continentino, contrebasse
Luiz Brasil, guitare
Ronaldo Silva, percussions


durée du spectacle : 2 heures
avec le soutien de Varig Brazil et de RFO






martes, 15 de agosto de 2017

1985 - KID ABELHA E OS ABÓBORAS SELVAGENS

Lançado em maio, Educação Sentimentalo segundo disco do Kid Abelha, trouxe hits como "Lágrimas e chuva", "Os outros" e "Garotos" e foi produzido por Liminha.

Caetano Veloso escreveu o release.





1985
KID ABELHA e OS ABÓBORAS SELVAGENS
[PAULA TOLLER / GEORGE ISRAEL / BRUNO FORTUNATO / LEONI]
Álbum “Educação Sentimental”
Elektra LP 603.6021 │ WEA LP 670.4080 [1988] │ Warner Music Brasil / WEA CD M22925 4448-2 [1995]

Lado A
1. LÁGRIMAS E CHUVA (Leoni/Bruno Fortunato/George Israel)
2. EDUCAÇÃO SENTIMENTAL II (Leoni/Paula Toller/Herbert Vianna)
3. CONSPIRAÇÃO INTERNACIONAL (Leoni/Paula Toller)
4. OS OUTROS (Leoni)
5. AMOR POR RETRIBUIÇÃO (Leoni/George Israel)

Lado B
1. EDUCAÇÃO SENTIMENTAL (Leoni)
2. GAROTOS (Leoni/Paula Toller)
3. UM DIA EM CEM (Leoni/Paula Toller)
4. UNIFORMES (Leoni/Léo Jaime)
5. A FÓRMULA DO AMOR (Leoni/Léo Jaime)



Release de Caetano Veloso:

"O primeiro estímulo para escrever estas notas me veio de um trecho da letra de uma das canções em que o Leoni sola como vocalista. Trata-se da não aceitação (em forma de dúvida) da idéia de que ele chegou atrasado para um Rio de Janeiro realmente bom. Isso faz pensar a questão da sucessão de gerações de uma maneira vívida, ou antes, faz senti-la na carne. Quando Cecília Assef me convidou para escrever alguma coisa sobre o Kid, eu fiquei tentado a aceitar pelo prazer de se sentir próximo dessa turma de gente que escolheu a mesma profissão que eu e, a meu ver, trouxe, no mínimo vitalidade e frescor ao ambiente. Sem a abundância de idéias e adereços da Blitz, sem o passionalismo samba-canção que Cazuza imprimiu ao Barão, sem a marca sonora dos Paralamas ou a agressividade de postura de um Ultraje a Rigor ou um Camisa de Vênus, o Kid disputa seu lugar no mercado com uma sobriedade delicada que o põe em risco de ser erroneamente considerado medíocre ou de tornar-se verdadeiramente apático. Eu mesmo já temi o tom “blasé”. Mas não foi absolutamente mediocridade a impressão que tive dele no primeiro contato. Quando ouvi pela primeira vez a voz de Paulinha no rádio do carro, eu me senti fascinado: estava diante de um fato nu, terno, delicioso e assustador – uma nova geração. Não se tratava da aparição de novos grupos a respeito dos quais se faz escolhas críticas, mas de uma onda da vida que tudo muda sem precisar mudar nada e que não é passível de julgamento.

Todos ficamos mais ou menos apaixonados pela Paulinha. Ela se tornou um mito vago e frágil, quase um símbolo da época. Alguém dirá que eu exagero e que ela não dura. Bem, Andy Warhol é famoso há trinta anos por ter dito que as pessoas seriam famosas por 15 minutos. O fato é que Paulinha tem a aura de musa da onda nova. No dia da gravação de Chega de Mágoa, quando tantas pessoas que têm bem forte a vocação para se exibir se reuniram para, fazendo o que melhor sabem fazer, ou seja, exibindo-se, tentarem ajudar as populações castigadas do Nordeste, ver a figura de Paulinha passar entre Lúcio Alves e Marina, entre Emilinha Borba e Lulu Santos, era uma emoção a mais (talvez a mais refinada) entre as muitas que um pobre coração velho, forte, infantil como o meu, teria que enfrentar aquele dia. Foi emocionante também vê-la cantando com Chico, que contou ter sido Rubem Braga quem lhe chamou atenção para ela. Ela tem um charme discretíssimo.

As imprecisões de afinação não parecem ocorrer por deficiência técnica nem (como no caso de Roger ou Marcelo Nova) por deliberado desrespeito aos padrões convencionais de canto, mas pela ostentação de um descompromisso com o resultado, de uma despreocupação quase aristocrática com o saber fazer. Nessa atitude reside tanto sua fraqueza quanto seu encanto. Para mim tem sido sempre maravilhoso ouvi-la cantar “Como eu quero”. É curioso que o grupo tenha escolhido o adjetico “selvagem” para compor o nome nonsense que elegeu para si. Ninguém menos selvagem do que esses garotos urbanos e limpos. Mas “Fixação” é uma linda faixa para ouvir alto. O peso, o clima, a modernidade. Quando eu tinha a idade que eles têm hoje, só gostava de “rock” quem era considerado cafona. Hoje, um garoto elegante, às vésperas do vestibular, arma um conjunto e faz um som pesado pra animar as festas de outros garotos elegantes.

O que é “selvagem”? Como um eco do passado, a palavra surge aqui indicando a natureza da origem desse acontecimento. O som do Kid é selvagem. O fato de ele às vezes ser interpretado como neo-careta é um engano muito fácil para não ser suspeito.

Tudo isso multiplica a emoção ao ouvir este segundo LP. Paulinha cantando com firmeza e entusiasmo coisas como “os outros são os outros”, ou “é menos do que eu preciso” (em vez de “nada tanto assim”), o som do grupo, Leoni, cantando bem (o contrabaixo sempre espetacular), tudo estimula a saudar o Kid e, através dele, a nova onda de “rock”, insistindo na crença de que eles vieram pra “acabar com essa inocência e o complexo de decência”, como diz a canção do Julio que o Lobão gravou.

Eu, que só comecei a gostar de “rock” em 67 (quando passei a fazer alusões a esse tipo de divertimento no meu próprio trabalho”), quero estender esta saudação a Arnaldo Baptista, Sérgio Dias, Rita Lee, Cely Campello, Erasmo Carlos, Roberto Carlos, Wanderléa e, sobretudo, Raul Seixas que, enquanto nós estávamos no Teatro Vila Velha cantando bossa nova, estava no Cine Roma tocando rock para a juventude suburbana."

Caetano Veloso, 1985


lunes, 14 de agosto de 2017

2017 - CAETANO MORENO ZECA TOM VELOSO



O show estreia dia 3/10 em terras cariocas com reapresentações todas as terças e quartas do mês no Theatro NET Rio.

Em Minas, o quarteto se apresenta nos dias 7 e 8/10 no Palácio das Artes.

A temporada paulistana começa dia 14/10 e continua todos os sábados e domingos de outubro no Theatro NET São Paulo.



Correio Braziliense

Caetano Veloso reúne filhos para projeto especial
Ao lado de Moreno, Zeca e Tom, cantor e compositor baiano fará shows a partir de outubro
Postado em 31/07/2017
Estado de Minas


Tom, Zeca, Moreno e Caetano Veloso se preparam para se apresentar juntos em outubro

A novidade da manhã desta segunda-feira, 31/7, é a de que Caetano Veloso está preparando sua volta aos palcos, desta vez ao lado de seus três filhos: Moreno (44 anos), Zeca (25) e Tom (20).

A informaçção foi publicada no Twitter oficial de Paula Lavigne, esposa e empresária do cantor e compositor baiano. ''Olha a turma que vem aí: Caetano, Moreno, Zeca, Tom Veloso. Caetano reuniu os filhos para montar um show para outubro'', escreveu na legenda de uma imagem em que todos aparecem reunidos.

Apesar das informações ainda serem escassas, este será o primeiro projeto de Caetano Veloso desde o fim da turnê ao lado da cantora Teresa Cristina, com a qual percorreu o Brasil e também realizou shows na Europa.

O último disco de estúdio lançado pelo músico foi Abraçaço (2012), último capítulo da trilogia Banda Cê - em que Caetano se apresentava ao lado de Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo) e Marcelo Callado (bateria). A parceria ainda rendeu os discos (2006) e Zii e zie (2009).

Assim como o pai, os filhos também seguiram a carreira musical. Moreno, o mais velho, filho do relacionamento de Caetano com sua primeira esposa, Dedé Gadelha. Em 2000 ele lançou seu primeiro disco, Máquina de escrever música. O último lançamento foi Coisa boa (2014).

Já Zeca e Tom são filhos do casamento com Paula Lavigne. O primeiro deles já participou de músicas lançadas por Gal Costa. Já Tom é integrante da banda Dônica, que teve seu álbum de estreia, Continuidade dos parques, lançado em 2015.




O GLOBO
11/08/2017

SHOW DE CAETANO VELOSO COM OS FILHOS MORENO, ZECA E TOM ESTREIA NO RIO EM OUTUBRO

Quarteto fará 16 apresentações entre Rio, São Paulo e Belo Horizonte

Da esq. para a dir: Tom, Zeca, Moreno e Caetano Veloso – Divulgação
RIO — O show especial "Caetano Moreno Zeca Tom Veloso", que reúne o astro da MPB com seus três filhos músicos, já tem data de estreia confirmada: 3 de outubro, no Theatro Net Rio, onde permanece por todas as terças e quartas-feiras daquele mês. Em São Paulo, o espetáculo vai ocupar o Theatro Net SP a partir do dia 14/10, e segue até dia 29, sempre aos sábados e domingos. Em Belo Horizonte, duas datas foram confirmadas no Palácio das Artes: 7 e 8 de outubro.










Caetano, de 75 anos recém-completados, escreveu um texto sobre o show com os filhos.

"Há muito tempo tenho vontade de fazer música junto a meus filhos publicamente. Desde a infância de cada um deles gosto de ficar perto. Cada um é um. Sempre cantei para eles dormirem. Moreno e Zeca gostavam. Tom me pedia pra parar de cantar. Indo por caminhos diferentes, todos se aproximaram da música a partir de um momento da vida. 

Moreno, que nasceu vinte anos antes de Zeca, formou-se em física. Tom, que nasceu cinco anos depois de Zeca, só gostava de futebol. Moreno e Tom já se profissionalizaram como músicos. Zeca, depois de passar parte da adolescência experimentando com música eletrônica, começou a compor solitariamente. Quero cantar com eles pelo que isso representa de celebração e alegria, sem dar importância ao sentido social da herança. É algo além até mesmo do "nepotismo do bem", na expressão criada por Nelson Motta.

Faz uns anos, fiz, atendendo a um convite específico, um show com Moreno, que foi uma das melhores coisas que já aconteceram na minha vida. No show que faremos agora, voltaremos a certas canções impossíveis de serem descartadas, como "Um canto de afoxé para o bloco do Ilê" ou "Sertão". Moreno tem uma linha criativa extremamente refinada. 

Os trabalhos com o grupo +2 são uma marca profunda e duradoura da sua geração. Seu disco individual é um dos mais belos exemplos de delicadeza da história da canção brasileira.

Logo depois comecei a fazer o trabalho com a Banda Cê. E Recanto pra Gal. Moreno esteve em todos esses projetos como produtor, trazendo sua sabedoria. No meio tempo, Zeca e Tom foram crescendo. Tom, no começo, nem ligava pra música. Hoje faz parte da banda Dônica e é, de nós quatro, o mais naturalmente dotado para as relações entre as alturas, os tempos e todos os signos musicais. Zeca, que sempre adorou música, justo quando achava que não havia para si mesmo um caminho nessa atividade, compôs um grupo de canções comoventes. Ao ouvir uma delas, Djavan exigiu que ele a mostrasse em público. 

Ele resistiu mas nesse show finalmente obedecerá a Djavan. Tom, em sua relação de discípulo com Cézar Mendes, desenvolveu uma capacidade de execução notável. E logo já começava a compor com seu mestre. Entrei como letrista numa dessas canções que ele fez com Cézar. E agora, na preparação desse novo show, fiz letra para uma música só sua.

Assim, no show apresentaremos algumas dessas coisas que cresceram em nós, de nós. E canções minhas escolhidas por eles. "O Leãozinho", que os filhos de tanta gente pedem, os meus não deixaram de pedir. E coisas como "Reconvexo" têm de estar ali confirmando a linhagem. Há clássicos de Moreno e canções novas de todos (inclusive minhas). Nas primeiras conversas, imaginamos chamar um pequeno grupo de músicos para enriquecerem os arranjos. Mas, ensaiando, decidimos ficar só os quatro no palco. O som será mais para o acústico e muito singelo. Eu sou o único que só toca violão. Os outros podem se revezar em alguns instrumentos. É um show familiar, nascido da minha vontade de ser feliz. Ter filhos foi a coisa mais importante da minha vida adulta. O que aprendi com o nascimento de Moreno - e se confirmou com as chegadas de Zeca e Tom - não tem nome e não tem preço. Mas nosso show também tem a responsabilidade de apresentar números com qualidade profissional. Creio que não somos uma família de músicos, como há tantas, dado o caráter comprovadamente genético do talento musical, mas seguramente somos músicos de família. Os shows são dedicados às mães deles, a Cézar Mendes e à memória de minha mãe".




1968 - CAETANO VESTE PARANGOLÉ de HÉLIO OITICICA




Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, 26 de julho de 1937 — Rio de Janeiro, 22 de março de 1980).



Caetano Veloso veste um dos famosos parangolés do artista plástico. 

Capas feitas com panos coloridos interligados - de diferentes formatos e texturas - revelados apenas quando a pessoa se movimenta. 

Foi Oiticica quem criou o termo Tropicália. Usado para batizar uma de suas obras, virou título da canção-manifesto do Movimento Tropicalista.


Foto: Geraldo Viola













domingo, 13 de agosto de 2017

2017 - SE O CANTOR CALAR


Autores: Zé Rodrix e Felipe
1977


Se o cantor calar a boca
O mundo fica em silêncio
E dessa hora em diante não vai ter mais ninguém pra falar por você
Pois o cantor só existe quando ele canta bem alto
As coisas todas que você tem guardadas dentro de você
E não consegue dizer

E se o cantor fica mudo
Só vai restar o silêncio
O mais cruel dos silêncios onde só a mentira vai sobreviver
Pois se o cantor não existe: a verdade também não existe
E se o cantor fica mudo: você ficar mudo também




17/3/2017 - Estudio Corredor - RJ




2017 – EDY STAR
Participação Especial: CAETANO VELOSO
Álbum “Cabaré Star”
Saravá Discos CD