jueves, 6 de agosto de 2020

2020 - CAETANO, 78 anos





O GLOBO

Vai ter live: Caetano Veloso cede aos apelos dos fãs e decide fazer show
Cantor irá se apresentar no dia 7 de agosto, quando completa 78 anos, com transmissão pelo Globoplay

30/07/2020

Após meses de pedidos de fãs e uma intensa campanha de sua mulher e produtora, Paula Lavigne, Caetano Veloso enfim se rendeu. E fará uma live especial para comemorar seu aniversário de 78 anos, no dia 7 de agosto.

A apresentação será transmitida com exclusividade pelo Globoplay, às 21h30, e terá participação dos filhos do cantor e compositor — Moreno, Zeca e Tom.

O anúncio foi feito em um vídeo, que junta Caetano, Paula e o humorista Marcelo Adnet, que vinha amplificando a campanha em seu programa "Sinta-se em casa".

— Imitando Gilberto Gil, como sempre, eu vou fazer no dia do meu aniversário — brincou o cantor. — Eu faço 78 anos, e é no dia 7/8. E eu soube que vai ser o 78o "Sinta-se em casa". Vai ter live.



Foto: Aline Fonseca



Entrevista para a Comunicação da TV Globo


Seus fãs estavam muito ansiosos por esta live, que ganhou até o título de “live, a lenda” por toda expectativa gerada. Como você vê todo esse movimento?
Com curiosidade. No começo, eu nem via possibilidade de fazer live. Não achava que o que me era proposto fosse do meu feitio. Mas eu queria fazer. Acho graça de o assunto ter ficado tão falado. O fundamental, que é cantar, estar na companhia dos meus filhos e escolher canções, me dá prazer.

O que o público pode esperar do show?
Recebo muitos recados e e-mails pedindo canções e até orientando se vou para o lado do material ultraconhecido ou se canto coisas que quase nunca cantei. Meu critério deveria ser exclusivamente este: o que eu posso fazer melhor? Mas tanto os sucessos consagrados quanto as coisas que tratam de temas mais adequados à situação de quarentena - além do desejo de cantar canções pouco ouvidas - abalam esse critério. Assim, o público pode esperar um misto dessas coisas todas.

E o que você, como artista, espera desta nova experiência?
Espero poder cantar e tocar num nível razoável. Cantei umas vezes em lives de Teresa Cristina e assisti às de Milton (sozinho e com Xenia mais Liniker) e à de Gil. Vi uma de Péricles Cavalcanti com Yayo, um cantor argentino. E uma de Bel Marques. Lives são situações de clima próprio. Não é como gravar um vídeo ou fazer um show num palco diante de plateia. Gosto das frestas que aparecem nesse formato que surgiu com a quarentena (que já passa de noventena). A gente está longe dos ouvintes mas, de certa forma, com mais intimidade com eles.

Fazer uma apresentação ao lado dos filhos, em um projeto em casa, tem um significado diferente?
O Ofertório me deu muita felicidade. E fiquei com muito orgulho dos meus filhos, tanto como artistas quanto como pessoas. Adorei a live de Gil (a mais brilhante de todas, mostra de grande destreza musical) e fiquei comovido ao ver os filhos dele (dos quais gosto tanto) participando. Zeca esteve desde fevereiro aqui no Rio, perto. Moreno e Tom passaram tempos em fazendas, mas calhou de estarem de volta agora. Falei logo com eles que queria que eles participassem. Não tem quase nada do Ofertório. Eles vão tocar comigo muitas das músicas escolhidas para a live e eu vou cantar ao menos uma com cada um deles. Nesse caso, canções deles mesmos. Uma, a de Moreno, é uma parceria comigo.

São mais de cinco décadas de carreira e centenas de composições. Como foi escolhido o setlist da live?
Foi complexo. E ainda está sendo. Acho que até a véspera, mesmo minutos antes (ou durante a própria apresentação) o repertório vai passar por mudanças.

Como tem sido sua troca com os fãs através das redes sociais?
Recebo sugestões e pedidos. Não só através de redes sociais como por e-mail. Vou tentar atender o máximo que puder.

O que você mais tem feito durante o isolamento? Muitas pessoas adquiriram um novo hábito, desenvolveram algum hobby. Aconteceu com você?
Acho que leio mais. Decididamente, leio mais os jornais. Fico horas com essas páginas enormes nas mãos e diante dos olhos. Leio praticamente todos os articulistas e a maioria das matérias. Isso cresceu bastante na quarentena. E livros, que eu leio quando vou me deitar, talvez um pouco mais do que antes. 

O anúncio da live foi feito através de um episódio especial do ‘Sinta-se em casa’ de número 78, idade que você vai completar e mesmos números da data do seu aniversário e foi perceptível o quanto você se divertiu. Existem várias paródias e memes com seu nome e suas fotos na internet. O que o humor representa na sua vida?
Sempre adorei o que me faz rir. Entre os meus filmes favoritos de todos os tempos estão comédias de Billy Wilder. Quando menino, amava o Balança Mas Não Cai da rádio Nacional e os programas divinos da Mayrink Veiga (alguns escritos por Chico Anysio). O humor como elemento dominante de um trabalho artístico é sublime. Gosto do filósofo que põe a comédia acima da tragédia. Os tempos que vivemos não seriam apenas menos suportáveis sem Marcelo Adnet ou Gregório Duvivier: sem pessoas como eles, seriam obscuros, ininteligíveis, sem luz. 

Você inspira as pessoas com sua música e seu talento. Qual mensagem pode deixar para quem está lendo essa entrevista em relação ao momento de pandemia que vivemos?
Que saibam se definir internamente em meio à batalha entre a maluquice das teorias conspiratórias e a natural confusão da ciência. Ter clareza quanto a um mínimo de decisões é necessário em momentos de emergência.



2020 - ENTREVISTA



“Our forests, our songs, our plays and our films … are being threatened by this government – and are in the process of being destroyed. But, as one of the members of the group that produces popular music, I can assure you we are here – Brazil is here.”


“Nossas florestas, nossas músicas, nossas peças e nossos filmes... estão sendo ameaçados por esse governo - e estão em processo de destruição. Mas, como um dos membros do grupo que produz música popular, posso garantir que estamos aqui - o Brasil está aqui."







Music

Interview

Wed 29 Jul 2020


'It's just madness': Brazil music legend Caetano Veloso on Bolsonaro

Caio Barretto Briso and Tom Phillips in Rio de Janeiro

The musician, 77, exiled to London under Brazil’s military dictatorship says he fears the president’s ‘ultra-reactionary bunch’ will not let go of power easily



The Brazilian composer Caetano Veloso at his home in Rio de Janeiro, which he has only left once since the coronavirus pandemic reached Brazil in March.
Photograph: Aline Fonseca 


Half a century has passed since agents of the Brazilian dictatorship appeared on the doorstep of the music legend Caetano Veloso and announced: “You’d better bring your toothbrush.”

Six months of detention and confinement later he was forced into European exile, spending the next two and a half years as a resident of Chelsea, West Kensington and Golders Green, where he would rehearse what remains his most celebrated album, Transa, in the vestry of a local church.

 “I’d only been to London once before and I hadn’t liked it. I found it so aloof, so strange,” Veloso remembered during a rare, three-hour interview with the Guardian. “I felt so depressed about the whole situation.”

Fifty years later the composer, now 77, is again perturbed by the intolerant political winds sweeping his native land – although this time he has a front-row seat to the turbulence from his seaside home in Rio.

Brazil, which emerged from two decades of dictatorship in the mid-1980s, is governed by Jair Bolsonaro, a democratically elected but openly anti-democratic former paratrooper who has packed his administration with military figures and reveres the generals who banished artists and intellectuals such as Veloso from Brazilian soil.

In recent months hardcore Bolsonaro supporters have hit the streets with banners calling for the closure of Congress and the reintroduction of the dictatorship-era decree that paved the way for Veloso’s exile – with the president himself attending several of the rallies.

“An utter nightmare. It’s just madness,” the musician said of the rightwing “fanatics” demanding the return of military rule, with Bolsonaro at the helm.

“Having a military government is awful and Bolsonaro is so confused, so incompetent. His government has done nothing,” Veloso complained. “What has the Brazilian executive done in the period since he’s been president? Nothing … There’s been no government – just a racket of insanities.”

Veloso’s banishment to Britain began in December 1968, when he was a rising 26-year-old star, and the immediate trigger was surprisingly contemporary: fake news.

Following a show in Rio with the psychedelic rockers Os Mutantes, a rightwing radio shock jock falsely accused Veloso and fellow artist Gilberto Gil of desecrating the Brazilian flag and swearing over the national anthem – unacceptable acts during what was the dictatorship’s most repressive phase.




Brazilian music legends Caetano Veloso, right, and Gilberto Gil in Trafalgar Square during their exile in London - Photograph: Archive Caetano

“Having a military government is awful and Bolsonaro is so confused, so incompetent. His government has done nothing,” Veloso complained. “What has the Brazilian executive done in the period since he’s been president? Nothing … There’s been no government – just a racket of insanities.”

Veloso’s banishment to Britain began in December 1968, when he was a rising 26-year-old star, and the immediate trigger was surprisingly contemporary: fake news.

Following a show in Rio with the psychedelic rockers Os Mutantes, a rightwing radio shock jock falsely accused Veloso and fellow artist Gilberto Gil of desecrating the Brazilian flag and swearing over the national anthem – unacceptable acts during what was the dictatorship’s most repressive phase.

Soon after, the pair were arrested and held for two months, including a stint at the parachute regiment in western Rio, where Brazil’s future president, Bolsonaro, would serve just a few years later.

After another four months they were forced on to a plane and eventually set up camp on Redesdale Street, Chelsea.

“It took me a while to start liking London,” Veloso recalled of his new home, where his melancholy was softened by the chance to see a “Dionysian” Mick Jagger strut the stage at the Chalk Farm Roundhouse and watch John Lennon, Led Zeppelin and Herbie Hancock up close.

“It was almost like I was going to another planet, a different tribe, a different culture and way of being,” he remembered.

For all the differences between Brazil’s democratic present and dictatorial past, there are disturbing echoes of Brazil’s current political panorama in Veloso’s experience of exile.

Then, Brazil’s military rulers appropriated the country’s green and yellow colours as their patriotic symbol, just as Bolsonarista hardliners have done so now, to the despair of progressive Brazilians.

When Veloso and Gil decked their brown-brick Chelsea townhouse with Brazil flags to celebrate the 1970 World Cup they caused consternation among visiting friends “because it was as if we supporting the dictatorship”.

“I’d say: ‘No, the dictatorship isn’t Brazil!’ But of course we knew that the dictatorship was a symptom of Brazil, an expression of Brazil – and that was what Brazil was being at that moment, just as it’s being a whole bunch of things today that aren’t easy for us to swallow,” Veloso said.

“You can’t say that Bolsonaro isn’t Brazil,” he added. “He’s very much like many Brazilians I know. He’s very similar to the average Brazilian – in fact, the ability of him and his bunch to stay in power depends on stressing this identification with the ‘normal’ Brazilian.”

For all Bolsonaro’s popular appeal – polls suggest that despite his calamitous response to coronavirus he retains the support of about 30% of Brazilians – Veloso described his administration as a disaster and a danger to democracy.

“There’s something rather farcical about it – but you know that the European experiences of the 20th century, in Italy and Germany, teach us that lots of things that seem farcical – and indeed are – can also have really tragic results that last for a long time, for many people,” said the artist, who has thrown his weight behind a series of recent initiatives and manifestos denouncing Bolsonaro’s attacks on education, culture and the environment.

Like other rightwing populists in the US, Hungary, Poland and Britain, Bolsonaro proposed “suspiciously easy solutions to complex problems”, Veloso said. (“‘Bolsonaro will sort everything out! Bolsonaro’s the solution!’ … That’s why he got so many votes!”)

But since taking power in January 2019 the nationalist had achieved nothing, Veloso said.

“What we’ve seen has been more about destruction,” he said. “Everything that’s been done in the Amazon has been to encourage deforestation; everything that’s been done in the cultural sphere has been about dismantling … museums, theatre groups, makers of music and film.”

Meanwhile, nearly 90,000 Brazilians had lost their lives to a pandemic critics accuse Bolsonaro of catastrophically mishandling, with the help of an interim health minister who is an active-duty army general.

“It’s beastly – and the president sticks to his position, even though he’s been infected himself. He didn’t even behave like Boris Johnson who changed tack after being infected,” said Veloso, who has gone out just once since the epidemic began – for the birth of his grandson, Benjamin.

Veloso admitted he was afraid of falling ill or dying because of Covid-19, and had been sheltering at home in the company of his wife and son, the books of the Italian philosopher Domenico Losurdo and classic films by the likes of Glauber Rocha, Hitchcock and Antonioni.

“I’m a very curious person, and I don’t want to miss out on seeing how this will play out – because this will unravel somehow,” he said of Brazil’s current political bind.


Caetano Veloso performs with Gilberto Gil in France in 2004
 Photograph: David Redfern/Redferns


But he feared Brazilians “would have to suffer greatly because of all these backwards steps” under Bolsonaro and saw the risk of “great violence” being sparked by the political tension between the president and his hardcore supporters and their opponents.

“I fear these people won’t want to let go of power so easily,” he said of Bolsonaro’s “ultra-reactionary bunch”.

But the musician, who has continued to compose during his five-month quarantine, said there was also a convenience to pessimism and insisted he remained “scandalously optimistic” about Brazil’s future. Perhaps being subjected to “an affliction like Bolsonaro” was the price Brazil had to pay in order to fulfil its enormous potential.

As its young democracy faced perhaps its greatest test since being reconquered 35 years ago, Veloso clung to childhood memories of a “sweet Brazil” in Santo Amaro, the culturally rich north-eastern town where he grew up steeped in Brazilian customs, patriotism and tradition.

“If I was sitting in front of a foreigner who was interested in Brazil … I’d tell them: ‘Brazil is here, right here,” the composer said, smiling.

“Our forests, our songs, our plays and our films … are being threatened by this government – and are in the process of being destroyed. But, as one of the members of the group that produces popular music, I can assure you we are here – Brazil is here.”








2020 - BABY - GAL E RUBEL








“… Bethânia tinha me encomendado uma canção para a qual ela
já tinha o título e grande parte da idéia da letra: “Baby”, ela queria
que a canção se chamasse. E fazia questão de que nela fosse
feita referência a uma T-shirt em que se podía ler, em inglês, a
frase “I love you”. Ela dizia mesmo que a canção tinha que terminar
dizendo: “Leia na minha camisa, baby, I love you”. Era
um modo de comentar, com amor e humor, a presença de
expressões inglesas nas canções ouvidas – e nas roupas usadas -
pelas pessoas comuns. Tratando-se de Bethânia, tenho
certeza de que havia tambem uma razão factual e muito pessoal
para tão precisas especificações. Fiz a música procurando
recriar a cultura de cançonetas e camisetas, e, ao mesmo tempo,
o clima pessoal de Bethânia. Julguei o resultado perfeitamente
representativo da estética (e, dada a contribução de Bethânia,
da história) tropicalista, e combinei com ela que a canção entraria
no disco coletivo em sua voz…”

[Caetano Veloso, VERDADE TROPICAL (1997), págs. 273-274]











1/2/2020 - Gal Costa e Rubel - Foto: Maria Magdalena Arrellaga / Divulgação





“A gravação captou muito bem o clima amoroso daquela noite na Fundição Progresso, com plateia lotada de gente jovem e animadíssima. Rubel entrou no meu show pra cantar ‘Baby’ comigo. Foi nosso primeiro encontro artístico. Fiquei contente com o resultado do clipe e de poder trabalhar com ele, um compositor novo e jovem, construindo uma carreira muito coerente na música popular brasileira”.
[Gal Costa]


CD single, lançamento 31 de julho de 2020
Foto da capa: Maria Magdalena Arrellaga com arte de Ana Bolshaw








1968 - GAL COSTA / CAETANO VELOSO / OS MUTANTES
[Música Incidental: “Diana” (Paul Anka)]
6068 6642
Álbum "Tropicália ou Panis et Circencis"
Philips LP R 765.040 L, B-1.
CD 512 089-2 [1992]



1968 – GAL COSTA / CAETANO VELOSO
Extraído do LP “Tropicália”
Álbum “Baby” / “A coisa mais linda que existe” // “Saudosismo” / “Mamãe Coragem”
Philips EP nº 441.426 PT, A-1.




1968 – GAL COSTA / CAETANO VELOSO / OS MUTANTES
Extraído do LP “Tropicália”
Álbum “Baby” / “Mamãe Coragem”
Philips S 7” nº 365.243-1 PB.



1969 - GAL COSTA / CAETANO VELOSO
6068 6642 / 3:30
Álbum "Gal Costa"
Philips LP R 765.068 L, B-4.



1983 - GAL COSTA
Participação Especial: ROUPA NOVA
6222 6606 / 3:58
Álbum "Baby Gal"
Philips LP 814.854-1, B-5.






1997 - GAL COSTA
6745 1900 / 4:04
Álbum "Gal Costa acústico MTV"
Gravado no Memorial da América Latina – São Paulo, no dia 17 de julho de 1997, para o programa Acústivo MTV
BMG RCA CD 7432151390-2, Track 1. DVD 74321528069, Track 1.




2005 - GAL COSTA
Álbum “Programa Ensaio 1994 - Gal Costa”
Participação no Programa Ensaio da TV Cultura, gravado em 1994.
Trama DVD 1133-5, Track 8.


2013 – GAL COSTA
Álbum “Recanto ao vivo”
Gravação ao vivo no Theatro Net Rio, em 8 e 9 de outubro de 2012 (RJ)
Universal Music 2 CD’s 602537269143, CD 2, Track 5. | DVD 602537269112, Track 16. 






2017 – GILBERTO GIL, NANDO REIS, GAL COSTA
Álbum “Gil, Nando & Gal – Trinca de Ases ao vivo”
Multishow
Gravado ao vivo no Espaço das Américas em São Paulo em 25 de novembro de 2017
Biscoito Fino 2 CD’s BF532-4, CD1, Track 4. │ 2 DVD’s BF533-3, DVD 1, Track 4, DVD 2, Track 2. (2018)



2020 – GAL COSTA E RUBEL
Gravado ao vivo na Fundição Progresso em 1 de fevereiro de 2020
BABY (Caetano Veloso)
Biscoito Fino CD single


lunes, 3 de agosto de 2020