sábado, 20 de julio de 2019

2019 - "CARMA"


Deezer recebe Caetano Veloso para gravação de podcast Essenciais

29 de maio de 2019
Vitrine Brasil Shows


“Deixa eu cantar”. O sonho da música na vida de Caetano Veloso, estrela do podcast da Deezer, vem da infância. Ele revela sonhos e fantasias dessa época, no episódio que vai ar no próximo trimestre, exclusivamente na plataforma da Deezer. O artista contou para Roberta Martinelli, apresentadora do programa, que quando tinha cerca de 11, brincava com cartas e imaginava entre reis e rainhas, ele era um valete importante de uma grande orquestra, alguém muito relevante no universo da música. E olha aí o poder da imaginação e sonho de uma criança.

O Essenciais, podcast original da Deezer, traz grandes nomes da música brasileira em entrevistas informais. Usando a discografia do artista como fio condutor, em cada episódio, eles contam sua história costurando vida e carreira por meio de 15 canções.



A narrativa é construída na voz do artista que revela fatos talvez nunca revelados antes. Entre os convidados entrevistados os essenciais Elza Soares, Gilberto Gil, Erasmo Carlos, Martinho da Vila, Tom Zé, Gal Costa e Djavan.






Por Redação
Julho 19, 2019

Caetano Veloso avalia peso da ditadura: “Será que o Brasil tem que pagar tanto carma assim para chegar a dizer o que ele realmente tem a dizer ?”



Ele é leonino – como gosta de salientar – e dispensa apresentações. Onipresente na música e na cultura nacional contemporânea, Caetano Veloso ousadamente foi atravessando barreiras que o tempo mal conseguiu lhe impor e segue atento e forte; e crítico. É isso que mostra ao falar sobre a ditadura, por exemplo, no Essenciais, podcast da Deezer que homenageia músicos brasileiros por meio de conversas que usam a discografia do artista como fio condutor.

“Se onde queres revólver sou coqueiro”, como diz na letra de “Quereres”, de 1984, ano de Diretas Já, Caetano foi e é publicamente contra um querer político que violente seus princípios, o que lhe fez preso, exilado e ter capas de discos censuradas. No podcast, ele avalia o peso da ditadura não só na sua obra, mas como um “carma” que ameaça a grandeza do país.

“Será que o Brasil tem que pagar tanto carma assim para chegar a dizer o que ele realmente tem a dizer? Se as reações são tão profundas às possibilidades do Brasil é por causa da inevitável grandeza que o país tem que representar no mundo. O Brasil tem originalidade, é um país de dimensões imensas. A gente fala português nas Américas. Tem uma população altamente miscigenada. É muita coisa. Sabem por que fazem tudo para não dar certo? Porque se der certo é muito! Então a reação é muita. E a reação tem sido muita, mas a gente aguenta. Eu vou em frente”, afirma o artista.


O contexto político e social tão presente em Caetano, no entanto, não é o resumo de sua obra. A ousadia pode ser notada durante o Essenciais nos passeios pelos álbuns que se tornaram clássicos e fundamentais. Da criação do Tropicalismo ao sucesso de “Ofertório”; do massacre ao disco “Muito” – cuja sua reação à crítica se tornou meme – à oposição a Bush Pai e a Nova Ordem Mundial com “Fora da Ordem”, em “Circuladô”.




O disco Muito, de 1978, foi o menos vendido e recebeu uma chuva de críticas negativas. Uma delas, do jornalista Geraldo Mayrink, da revista Veja, muitos anos depois se tornou um meme. É aquele em que aparece Caetano dizendo: “Você é burro cara, que loucura como você é burro.”

O contexto, segundo Caetano, foi o seguinte: “Ele tinha feito um negócio dizendo que a minha capacidade de escrever os versos das letras das canções tinha caído muito. E dava exemplos de como estava escrevendo mal com trechos das canções. E todos não eram meus, eram citações! E aí pensei o cara tá por fora, o cara é crítico de música e não sabe das coisas”, explica. “Muito” é o disco que traz algumas de suas canções mais populares como “Terra” e “Sampa”.

E pensar que poderíamos ter ficado com uma história musical abreviada de Caetano. No período do Tropicalismo ele considerou deixar a música. Quando criança pensava em ser filósofo, depois professor e artista plástico, porque gostava de pintar.

“A música apareceu, foi uma causalidade. No período do Tropicalismo decidi que ia deixar de fazer música. Tinha uns amigos místicos que diziam que era uma missão, que seria uma coisa grande. Eu não me guio por isso. Eu me reencontro com isso. Quando eu falei do Brasil ter uma vocação, uma possibilidade de grandeza, eu sinto isso.”

Ainda bem que este patrimônio da nossa cultura mudou de ideia e seguiu trazendo trilhas sonoras para nossas histórias. Quer saber mais? Ouça Caetano Veloso falando sobre tudo isso no Essenciais Deezer.

viernes, 19 de julio de 2019

1966 - CAFE-TEATRO CASA GRANDE





23/11/1966 - JORNAL DO BRASIL

23/11/1966 - Correio da Manhã


29/11/1966 - JORNAL DO BRASIL

29/11/1966 - JORNAL DO BRASIL

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3/12/1966 - JORNAL DO BRASIL