lunes, 18 de abril de 2016

2005 - 2006 - 2007 - TROPICÁLIA - A Revolution in Brazilian Culture // TROPICÁLIA - Uma Revolução na Cultura Brasileira


Caetano Veloso
& Moreno-Domenico-Kassin+2
9 April 2006 / 19:30
Hall

Without doubt one of the most influential musical figures in Brazil since the great Antonio Carlos Jobim, Caetano Veloso has had a profound impact on the shape of Brazilian music in the past four decades.

His influence was at its height during the Tropicália years - he even spent several years exiled in London during military rule, assimilating all kinds of musical styles from the Beatles to Pink Floyd. Throughout his life his sense of musical discovery and experimentation has remained firmly intact.

For this special concert Caetano is joined by his son Moreno, (a fine singer and songwriter in his own right) and his fellow musical compatriots Domenico and Kassin, to re-visit and re-imagine music from the Tropicália period.



Produced by the Barbican Centre



FOLHA ON LINE





9/4/2006



Caetano Veloso dedica música a Jean Charles de Menezes



BRUNO GARCEZ
da BBC Brasil

O cantor e compositor Caetano Veloso dedicou uma das canções apresentadas no seu show em Londres, neste domingo, a Jean Charles de Menezes, o brasileiro morto pela polícia britânica depois de ser confundido com um terrorista.

Ao introduzir a música
London, London, Caetano disse que ele era "dedicada à memória de Jean Charles de Menezes".

Ele disse ainda que estranhava o fato de a música, cantada em inglês, ser bastante conhecida no Brasil. "Mas os londrinos não a conhecem muito bem", disse.

O show foi uma das grandes atrações do festival dedicado à Tropicália que está sendo realizado em Barbican, um dos principais centros culturais da capital britânica.

Tropicália em Londres

Acompanhado do filho Moreno e a banda + 2 , Caetano apresentou diversas músicas que não tocava desde os primórdios do movimento, como a que a abriu o espetáculo, Enquanto Seu Lobo Não Vem.

Caetano disse ser estranho e fascinante estar fazendo algo sobre o movimento tropicalista em Londres. "Aqui fiz dois discos e compus em inglês", afirmou antes de cantar Nine Out of Ten.

A platéia misturou brasileiros e britânicos, que cantaram junto com ele o refrão de Terra. No final, Caetano cantou ainda a música For No One, de John Lennon e Paul McCartney. "Um tropicalista não pode deixar de prestar um tributo aos Beatles", justificou.

O festival no Barbican, "Tropicália: A Revolution in Brazilian Culture", vai trazer ainda shows de Gal Costa, Tom Zé, Gilberto Gil, Nação Zumbi e Os Mutantes.

Gal Costa fará seu show no dia 28 de abril. Vai ser a primeira vez em 30 anos que ela se apresenta com dois músicos que tiveram grande destaque nos seus primeiros álbuns: o guitarrista Lanny Gordin e o baterista Tutty Moreno.


 

Caetano Veloso vai passar a Páscoa com os filhos em Londres (Foto: Bruno Garcez/BBC Brasil)



...O cantor se exilou na capital britânica em 1969, juntamente com Gilberto Gil, durante o regime militar. De início, a cidade lhe causou certo estranhamento. "Eu me queixava muito das casas de tijolinhos todas iguais. Hoje em dia eu adoro. Depois do primeiro ano aqui, aprendi a gostar de Londres. Hoje em dia, gosto muito da cidade. A cidade está melhor, mais fácil. Mas, na época, ela já tinha essa sabedoria inglesa, de 'capital do Império'", diz, brincando.



Caetano segue um ritual toda vez que vem à cidade. Ele sempre visita a rua Redesdale, que abriga seu primeiro endereço na cidade, no bairro de Chelsea. "Ainda não fui lá desta vez. Mas porque meus filhos todos vão estar aqui, por conta da Semana Santa, e quero mostrar a cidade a eles", conta...





10/4/2006

Caetano Veloso dedica "London London" a Jean Charles

Por Ana María Echeverría LONDRES, 10 abr (AFP) - O cantor Caetano Veloso dedicou a música "London London" a Jean Charles de Menezes, o brasileiro morto em julho do ano passado pela polícia britânica, durante um show no domingo no Centro Barbican de Londres.

"Dedico 'London London' a Jean Charles", disse Caetano, cujo espetáculo no Barbican Arts Centre, com platéia lotada, inaugurou o ciclo musical da grande mostra "Tropicália", que homenageia o movimento vanguardista que transformou a cultura brasileira há quase quatro décadas.

Caetano gravou "London, London" em 1971, quando estava exilado na cidade com Gilberto Gil, o agora ministro da Cultura brasileiro, e outros artistas contrários à ditadura militar.

O artista descreve na canção as ruas nas quais se caminha sem nenhum temor, assim como uma cena na qual um grupo de pessoas se encontra com um policial, "Ele parece tão feliz em servi-los", canta Caetano, em uma música que resumia Londres para todos os brasileiros que chegavam à capital inglesa.

Isto acontecia há alguns meses, até que em 23 de julho do ano passado Jean Charles de Menezes, de 27 anos, foi morto a tiros na entrada de uma estação de metrô da zona sul de Londres por policiais que o confundiram com um terrorista.

No show, no qual Caetano foi acompanhado pelo grupo de seu filho Moreno, ao lado dos músicos Domenico e Kassin, o artista de 63 anos cantou as músicas do tropicalismo que acompanharam o movimento de contracultura surgido no Brasil no final dos anos 60 e início dos 70.

Caetano entoou "Alegria, alegria", cantada pela primeira vez no Festival de Música Popular Brasileira de 1967 e que se tornou um dos hinos da Tropicália, movimento caracterizado por incorporar à cultura brasileira expressões culturais estrangeiras e que englobou arte, cinema e arquitetura.

Este festival musical é inédito, não apenas na Grã-Bretanha, mas também no Brasil.

Depois de Caetano Veloso será a vez de Gal Costa, no dia 21 de abril, que fará um show, pela primeira vez em três décadas, com o guitarrista Lanny Gordin e com Tutty Moreno na bateria.

Depois se apresentarão Tom Zé, em 1º de maio, e Jorge Ben, dois dias depois, seguidos pelo grupo Mutantes, no dia 22 de maio, em um espetáculo que marcará a primeira reunião da banda desde a separação, há 33 anos.

Além disso, em 20 de maio, membros da Nação Zumbi, Orquestra Imperial e Moreno-Domenico-Kassin+2, ao lado de músicos britânicos, interpretarão o álbum coletivo "Tropicália ou panis et circensis" (1968), considerado uma espécie de manifesto tropicalista.

Gilberto Gil encerrará em 26 de junho o festival musical paralelo à exposição Tropicália, que chegará ao fim no Barbican um mês antes. A mostra inclui a exibição de filmes, pinturas, instalações, moda e arquitetura, de um dos movimentos culturais mais comprometidos com a sociedade.

A estrela da mostra é a instalação "Tropicália" (1967), de Hélio Oiticica, inspirada nas favelas e que levou Caetano Veloso a compor a música que batizou o movimento. 






O Estado de S. Paulo

12/4/2006

Coluna Cesar Giobbi - Carlos Hee



Caetano Veloso levou 2 mil pessoas ao teatro do Barbican Center, na noite chuvosa de domingo (9 de abril) em Londres.

Uma platéia bem equilibrada entre brasileiros e ingleses.

O show foi o primeiro da série de eventos paralelos da exposição Tropicália - A Revolution in Brazilian Culture, uma promoção da Embratur no centro de eventos londrino, que faz um rápido apanhado das artes no Brasil nos anos 60/70, com obras de Lygia Clark, Lygia Pape e os parangolês de Hélio Oiticica, entre outros.

O show de Caetano deveria ser uma ligação com a mostra.
Realmente foi o que ele fez, cantando músicas da época, como Alegria, Alegria, composições que fez em seu exílio londrino, como London, London, que dedicou ao brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado em Londres, no ano passado, por engano no metrô pela polícia londrina, além de For No One, dos Beatles.
Um repertório especialmente montado para inglês ouvir.
E uma contradição com a exposição que anuncia ser o retrato de uma revolução na cultura brasileira.
Caetano subiu ao palco do Barbican comportadíssimo, demonstrando aos ingleses que o contestador tropicalista ficou lá no passado.
Como a proposta do Barbican é que os artistas brasileiros se apresentem com convidados, Caetano levou a banda de seu filho Moreno, a +2, que mostrou numa longa participação que não basta ser filho para ser herdeiro, quando o assunto é arte.
Moreno Veloso e seus amigos Domenico Lancellotti e Alexandre Kassin podem ser divertidos em noites cariocas, mas em noite londrina apenas serviram para deixar Caetano orgulhoso de sua cria.
Uma banda que ainda precisa de muita estrada para enfrentar o público internacional.
 





20/4/06



The Web Site of Fieldfare-Guru

Caetano Veloso - Concert Review



Caetano Veloso & Moreno-Domenico-Kassin +2

9.4.06, Barbican London

*****

Caetano Veloso is as legendary a figure in Brazilian music as say, Paul McCartney in the UK and Bob Dylan in the US. It’s worth seeing legends live at least once though they are often likely to let you down. Not so Caetano who still sung and played brilliantly at the first of a series of concerts at the Barbican to celebrate the Tropicalia movement.

The Tropicalia arts movement began in 1967 with the musical arm releasing their manifesto album in 1968. Combining samba and bossa nova with psychedelia and surreal images, it finished in 1969 when Veloso and another leading light Gilberto Gil were imprisoned then exiled by Brazil’s military dictatorship. Imprisoned more because the authorities didn’t understand their subversiveness rather than their message being overtly political, Caetano and Gilberto lived in London between late 1969 and 1972 when they returned to Brazil and became musical superstars.

The now 64-year-old Caetano and the +2 band came on stage to an overwhelming warm response the like of which I’ve only witnessed a few times before.  The appreciative audience, featuring a fair scattering of London-based Brazilians, then settled back into their very comfortable seats for the musicians to play majestically.

Caetano played guitar and sang brilliantly, his supple voice weaving effortlessly through the phrased samba melodies.  For the first quarter of the show, he was backed very sympathetically by the +2 band featuring Caetano’s son Moreno on guitar and vocals, Domenico Lancellotti on drums, sampler and vocals, Alexandre Kassin on bass and vocals, Pedro Santos on guitar and Stephane Zoccoli on drums and percussion.  Unlike most rock music, their excellent, understated arrangements predominantly used the top strings of the guitars, both for chords high up the neck and attractive arpeggios.

After a few songs, the +2 band left the stage for Caetano to perform a solo mini-set. Backed by his exquisite, acoustic samba playing, this included a moving version of London London, a song recorded while he was in exile. With its images of helpful, friendly policemen, London London could be a nice though slightly twee period-piece were it not written by someone leaving persecution to come and live in the UK.  Tonight’s performance was touchingly dedicated to Jean Charles de Mendes, the young Brazilian tragically killed in error by the UK’s security forces in the aftermath of the 7/7 attacks.

After playing solo, Caetano then took on the humorous but touching role of the father figure as the +2 band played a few of their songs.  These ranged from a more modern take on samba to post-rock and quality techno (yes, this does exist!) with doting Dad joining in or watching from the sidelines.  All excellent stuff – a kind of Radiohead without the angst…

Caetano then rejoined the band for a grand finale of his songs and a cover of The Beatles’ For No One.
He left to a standing ovation and my only regret was that it was over too soon.  A superb and moving gig at an excellent venue.

  





THE GUARDIAN
Thursday 13 April 2006

Caetano Veloso

****

Barbican, London

Robin Denselow



A legend in his native Brazil, Caetano Veloso enjoys a status that equals only that of the current Minister of Culture, his one-time associate Gilberto Gil. Together, they helped found the Tropicalia movement that shook up the Brazilian music scene in the 1960s, and in doing so incurred the wrath of the country's then military rulers, who jailed both before expelling them to the UK. Veloso was clearly the perfect choice for this first major show of the Barbican's Tropicalia season (Gil follows in June) and he was eager to show that he still takes chances.

Looking like an agile and fashionable academic, with jeans, grey hair and glasses, he began by playing the electric guitar while backed by a young five-piece band that included his son Moreno on guitar and percussion.

The Tropicalia artists mixed samba and bossa nova with the experimental spirit of 1960s rock, and Veloso revived rock fusion songs in Portuguese, along with others in English written while in London. His singing was gloriously languid and easy-going, though the finest part of the show came when the band left the stage and he picked up an acoustic guitar for a solo set.

His songs here included London, London, from 1971, when England was a place of freedom for the exile (though his glowing lyrics about the police were now matched against the dedication of the song to the innocent Brazilian victim of a police shooting, Jean Charles de Menezes).

He followed with the gently exquisite Desde Que O Samba E Samba and Terra, further reminders of his intimate charm. So far, very good indeed, but now the show became very curious as Caetano literally lay back on the stage to watch performances by different members of his band. His son Moreno is certainly talented, but it was dad we had come to see.







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2005

Revista Bien'Art

nº 13 – Novembro

Publicação de Fundação Bienal de São Paulo

Editora TPT Comunicações

Tropicália para Exportação







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The Rhodia collection from the 1960’s by Tomoshigue Kusuno, with patterns by José Carlos Marques and design by Alceu Penna, from "Tropicália" at the Bronx Museum of the Arts.

Tropicália - Hélio Oiticica



2005
Tropicália - A Revolution in Brazilian Culture
373 pág.
Carlos Basualdo
Cosac Naify




Catálogo da exposição TROPICALIA: A Revolution in Brazilian Culture, co-organizada pelo MUSEUM OF CONTEMPORARY ART DE CHICAGO, THE BRONX MUSEUM OF THE ARTS DE NEW YORK E GABINETE DE CULTURA DE SÃO PAULO, editado por Carlos Basualdo.








 
MUSEUM OF CONTEMPORARY ART, Chicago (22/10/2005 - 8/1/2006)


BARBICAN ART GALLERY, London (13/2/2006 - 22/5/2006)


CENTRO CULTURAL DE BELÉM, Lisbon (luglio - settembre 2006)


 
THE BRONX MUSEUM OF THE ARTS, Bronx, New York (14/10/2006 - 28/2/2007)



Mais do que o catálogo de Tropicália: uma revolução cultural no Brasil - exposição com itinerância internacional montada pelo Museu de Artes Contemporâneas de Chicago, com curadoria de Carlos Basualdo -, este livro apresenta um panorama da cultura brasileira no período entre 1967 e 1972, incluindo as áreas de artes plásticas, música, cinema, arquitetura, teatro, design gráfico e moda.


A obra tem vocação para tornar-se uma referência sobre o movimento brasileiro Tropicália, contemporâneo dos movimentos artísticos de ruptura que irromperam no mundo inteiro nos anos 60 e 70.

Com uma seleção de textos históricos, imagens e ensaios de reflexão sobre o período, traz contribuições de especialistas nas diversas áreas da cultura brasileira, produzidas especialmente para o volume. Entre outros, podem ser lidos ensaios de Ivana Bentes, Celso Favaretto, Flora Süssekind, Christopher Dunn e Hermano Vianna, além do texto introdutório do curador Carlos Basualdo.

A seleção de textos históricos compreende desde textos e manifestos que, embora escritos anteriormente ao período compreendido, compartilham com o Tropicalismo o espírito crítico em relação à cultura brasileira, como o 'Manifesto antropofágico', de Oswald de Andrade, 'Vivência do Morro do Quieto', de Hélio Oiticica, e 'Cultura e não cultura', de Lina Bo Bardi, até a seção que foi chamada, no livro, 'Vozes da Tropicália', com os textos fundadores ou mais diretamente ligados ao movimento, como 'O Rei da Vela: Manifesto do Oficina', de José Celso Martinez Corrêa, 'A cruzada tropicalista', de Nelson Motta e 'Tropicália', de Hélio Oiticica, entre outros. A última parte desta seleção traz textos que interpretam ou fazem um balanço do tropicalismo, alguns mais aderentes, outros mais críticos, porém que ainda guardam o calor do momento, como é o caso de 'A explosão de Alegria, alegria', de Augusto de Campos, 'Tropicalismo, antropologia, mito, ideograma', de Glauber Rocha, 'Cultura e política', de Roberto Schwartz e 'Que pensa você do teatro brasileiro', de Augusto Boal.

A obra inclui uma cronologia do movimento, estabelecida por Basualdo.
 






El Periodico de Catalunya



Domingo 9 de abril de 2006

Noticia publicada en la página 53 de la edición de 9/4/2006 de El Periódico 



REPORTAJE
Tropicália, cuando Brasil hizo ¡pop!   


• Veloso inaugura el ciclo de recitales del festival que Londres dedica al movimiento


RAMÓN VENDRELL
BARCELONA



 
Imagen de la portada del disco Tropicália ou panis et circensis (1968).  Foto: ARCHIVO

Los ingredientes del tropicalismo fueron Brasil, alegría pop, fiebre psicodélica, vanguardismo social y antiautoritarismo. ¿Es posible un cóctel cultural mejor?
El festival que el Barbican Arts Centre de Londres dedica a la contracultura que a finales de los años 60 y principios de los 70 sacudió Brasil entra hoy en su fase caliente con la actuación de Caetano Veloso. A la que seguirán las de Gal Costa (28 de abril), Tom Zé (1 de mayo), Jorge Ben (3 de mayo), Os Mutantes (22 de mayo) y Gilberto Gil (26 de junio).
 
El programa no es excepcional sólo por la talla de los artistas. Veloso, acompañado por Moreno-Domenico-Kassin+2, el grupo de su hijo Moreno, desempolvará su cancionero de los días del movimiento Tropicália. Gil dosifica su presencia en los escenarios desde que es el ministro de Cultura más molón del mundo. Costa actuará respaldada por el guitarrista Lanny Gordin y el batería Tutty Moreno por primera vez en tres décadas. El pase de Os Mutantes, sin Rita Lee, significa la primera reunificación del grupo desde que se separó hace 33 años. Y Zé y Ben no son fáciles de ver en directo.

MANIFIESTO
TROPICALISTA



Por si fuera poco, una formación integrada por miembros de Nacao Zumbi, Orquestra Imperial y Moreno-Domenico-Kassin+2, a la que se sumarán los británicos Gruff Rhys (Super Furry Animals), The Bees y Sean O'Hagan (excabecilla de The High Llamas), interpretará el álbum colectivo Tropicália ou panis et circensis (1968), una especie de manifiesto tropicalista, el 20 de mayo.


El festival Tropicàlia tiene como médula la exposición del mismo nombre, en el Barbican hasta el 21 de mayo. Sin olvidar la reivindicada parte musical del movimiento (impagable es la filmación de la eufórica interpretación de Alegria, alegria por Veloso y el conjunto argentino The Beat Boys en el envarado Festival de Música Popular Brasileña de 1967), la muestra pone especial énfasis en el arte, el cine, la arquitectura y la moda. Enseña así que el tropicalismo fue un fenómeno total.


La estrella de la exposición es la instalación de Hélio Oiticica Tropicália (1967), obra inspirada en las favelas que llevó a Veloso a escribir la canción homónima y acabó por dar nombre al movimiento. "La vanguardia ya no es en el subdesarrollado Brasil propiedad de una elite aislada sino una cuestión cultural amplia que debe repercutir en la búsqueda de soluciones colectivas", dijo Oiticica. Junto con la idea de una vanguardia comprometida con la sociedad expresada por Oiticica, el tropicalismo se definió por la "antropofagia", esto es, la incorporación de todo tipo de expresiones culturales extranjeras a la ya de por sí mestiza realidad cultural brasileña.


También de Oiticica es la pieza más icónica de la muestra: la pancarta con la imagen del cadáver de Cara de Cavalo, un delincuente amigo de Oiticica asesinado por los escuadrones de la muerte policiales, con el eslogan situacionista "sea un criminal, sea un héroe". Exhibida en los shows que los músicos tropicalistas ofrecieron en el nightclub Sucata de Río de Janeiro en octubre de 1968, la pancarta fue el detonante para que el régimen dictatorial de Costa e Silva decidiera acabar con la revuelta melenuda. Veloso y Gil fueron detenidos el 27 de diciembre de 1968 y, tras dos meses de encarcelamiento, expulsados del país. Londres fue su destino. El tropicalismo había sido decapitado.



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2007



 

São Paulo, terça-feira, 7 de agosto de 2007

"Tropicália" revive o Brasil dos anos 60

Com ênfase nas artes plásticas, mostra no Rio vai além do movimento musical
Exposição no MAM-RJ traz 250 obras, capas de livros e discos, poemas-objeto, cartazes de cinema e vestidos da época

MARIO GIOIA
ENVIADO ESPECIAL AO RIO

Depois de passar por Chicago, Londres, Berlim e Nova York, chega hoje ao Museu de Arte Moderna do Rio a mostra "Tropicália - Uma Revolução na Cultura Brasileira".

Não é apenas de uma exposição sobre o movimento musical de 1968 que teve Caetano Veloso e Gilberto Gil em sua linha de frente. Embora o tropicalismo, em sentido estrito, seja o mote da mostra, ela traz um significativo conjunto da arte brasileira que antecedeu e envolveu o movimento.

Na realidade, "Tropicália" é o nome de uma instalação do artista carioca Hélio Oiticica (1937-1980), exibida na mostra "Nova Objetividade Brasileira", em 1967, que serviu de título à célebre canção de Caetano Veloso. Ela poderá ser revista no MAM, atestando que muitas das questões que animaram o movimento musical já estavam sendo formuladas nas artes plásticas -assim como havia movimentações análogas em outras áreas.

É esse "espírito de época" que a exposição pretende mostrar, com cerca de 250 obras, das quais 20 não foram exibidas no exterior. Os trabalhos que se integraram à versão carioca são de nomes que, ao lado de Oiticica, formulador do conceito, participaram da "Nova Objetividade" -entre eles, Lygia Clark, Ivan Serpa, Antonio Dias e Rubens Gerchman.

A mostra, além de obras de arte, inclui cartazes de cinema, capas de discos e livros, roupas, projetos arquitetônicos e poemas-objeto. "Acho que a tropicália é mais um momento que um movimento", diz Christopher Dunn, um dos principais colaboradores do curador argentino Carlos Basualdo, responsável pelo projeto. "Não se pode entender o movimento musical sem suas ligações e sua convivência com as artes plásticas, o teatro e o cinema", diz Dunn, crítico, brasilianista e professor da Universidade Tulane, nos EUA.

Ele assina um texto do volumoso catálogo da mostra (Cosacnaify, R$ 120), que será lançado hoje, com ensaios de Celso Favaretto, Ivana Bentes e Hermano Vianna, entre outros, sob organização de Basualdo.

Embora criticada por alguns como um lance de marketing, a mostra, que recebeu críticas entusiasmadas no exterior, é uma oportunidade rara para um mergulho numa fase da cultura brasileira que tem merecido renovado reconhecimento internacional.

Embora o tropicalismo seja um movimento dos anos 60, ele se inscreve numa renovação do projeto modernista brasileiro que ganha corpo a partir da década de 50. Na música, na pintura, na arquitetura, no design, o Brasil viveu naqueles anos um momento de efervescência e felicidade criativa. Outras mostras em torno dessa produção, num leque que vai dos anos 50 aos 70, estão programadas para breve.

Mostra de 1967
Artistas que participaram da "Nova Objetividade", como Carlos Zilio, 62, e Nelson Leirner, 75, frisam a importância histórica da mostra de 67. "De certa forma, as experiências já marcantes da exposição "Opinião 65", que a antecedeu, desaguaram na "Nova Objetividade".

Não se pode esquecer que "Tropicália" gerou uma grande repercussão", diz Zilio. Zilio destaca a vontade de Oiticica em contar na mostra com a presença de nomes ligados à arte construtiva, da fase anterior, como o pintor Waldemar Cordeiro (1925-1973) e o poeta Ferreira Gullar.

"Houve uma integração", diz Leirner, um dos artistas do Grupo Rex, de São Paulo, em geral ligado às correntes de arte pop e aos happenings.

O jornalista MARIO GIOIA viajou a convite da organização da mostra

TROPICÁLIA - UMA REVOLUÇÃO NA CULTURA BRASILEIRA
Quando: hoje, às 20h, abertura; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 30/9
Onde: MAM-RJ (av. Infante D. Henrique, 85, Rio, tel. 0/xx/21/2240-4944)



Participantes
 Antonio Dias
 Augusto de Campos
 Eli Sudbrack
 Helio Eichbauer
 Hélio Oiticica
 Julio Plaza
 Lina Bo Bardi
 Lygia Clark
 Lygia Pape
 Nelson Leirner
 Waldemar Cordeiro




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