viernes, 3 de junio de 2022

1977 - PÁSSARO DA MANHÃ

 








































13/1/1977, Teatro da Praia (RJ)  - Caetano e Dedé na estreia do show





Foto: Ricardo Tupper


Foto: Ricardo Tupper


Foto: Luiz Paulo Machado e N.M. Passos

Foto: Luiz Paulo Machado e N.M. Passos

Foto: Luiz Paulo Machado e N.M. Passos

Foto: Luiz Paulo Machado e N.M. Passos

Foto: Luiz Paulo Machado e N.M. Passos




Textos de Fauzi Arap

"Eu fui obrigada a conhecer o avesso do mundo. Pra sobreviver a dor de não entender o que tinha acontecido, à dor de te perder, tudo. Eu tive que nascer pra vida da cidade. Não a vida social, mas a vida da cidade e de seus cantos esquecidos. O lixo do lixo. Eu me perdia pela cidade, anônima, e esse anonimato era um vício. Eu não ter meu nome me absolvia de tudo. Eu me embebedava do desejo cego por qualquer um... E assim, eu me iniciei na solidão coletiva dos que não têm nada a perder. Mas, talvez, eu tenha até mais que os outros a tentação de corresponder ao bem. Uma tentação tão grande e absoluta, um desejo de corresponder de forma tão total, que paradoxalmente me tornou e me torna escrava cega de minha escuridão. E quando essa escuridão me possui, eu até a confundo com uma espécie de bem-aventurança."

Introduz "Pecado", quase ao final do 1º ato do show 



"Eu vou te contar que você não me conhece

E eu tenho que gritar isso, porque você está surdo

E não me ouve

A sedução me escraviza a você

Ao fim de tudo, você permanece comigo

Mas preso ao que eu criei

E não a mim

E quanto mais falo sobre a verdade inteira

Um abismo maior nos separa

Você não tem um nome, eu tenho

Você é um rosto na multidão

E eu sou o centro das atenções

Mas a mentira da aparência do que eu sou

E a mentira da aparência do que você é

Porque eu

Eu não sou o meu nome

E você não é ninguém.

O jogo perigoso que eu pratico aquí

Ele busca chegar ao limite possível de aproximação

Através da aceitação da distância e do reconhecimento dela

Entre eu e você existe a notícia que nos separa

Eu quero que você me veja nu

Eu me dispo da notícia

E a minha nudez parada, te denuncia e te espelha

Eu me delato

Tu me relatas

Eu nos acuso e confesso por nós

Assim me livro das palavras

Com as quais você me veste”


Introduz "Um jeito estúpido de te amar", do 1° Ato






































Revista Manchete 28/5/1977







1977
Revista Contigo
n° 226





















27 de junho de 1977 - Início de atividades do Teatro Célia Helena (SP)









































13/9/1977












































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