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martes, 27 de enero de 2026

1970's - MÚSICAS QUE CAETANO VELOSO COMPÔS PARA ROBERTO CARLOS

 

1971 - ROBERTO CARLOS
Álbum "Roberto Carlos" [Detalhes]
Columbia LP 137.745, A-2.

1977 - ROBERTO CARLOS
6026 9405 /
Álbum "Roberto Carlos" [Amigo]
CBS Columbia LP 230.025, A-4.
CD 850.035, Track 4.

1978 - ROBERTO CARLOS
6060 4662 /
Álbum "Roberto Carlos” [Fé]
CBS LP 230.035, B-4.













viernes, 11 de enero de 2019

2018 - "O ANO QUE ACABA FOI DIFÍCIL"


FOLHA DE S. PAULO

25 de dezembro de 2018

Caetano Veloso


Caetano Veloso: Revisão muito incompleta do ano de 2018

Fui e sou contra praticamente tudo o que os vitoriosos vêm dizendo há muito tempo


O ano que acaba foi difícil, diz Caetano Veloso - AFP

O ano que acaba foi difícil. Na sexta (21/12) à noite vi Roberto Carlos cantar “Como Dois e Dois” na TV. Fiquei surpreso e profundamente emocionado. Canção que escrevi no exílio e que agora soa tão violentamente atual. Senti Roberto com a mesma intensidade de quando ele lançou “Se Você Pensa”, de quando ele cantou, em minha casa de Londres, “As Curvas da Estrada de Santos”, de quando ele me mostrou “Debaixo dos Caracóis”. A sintonia dele com nossa história profunda reafirma, volta e meia, o alerta que Bethânia me deu sobre a Jovem Guarda: “Eles têm vitalidade”.


Gravado 4/12/2018 - COMO DOIS E DOIS

4/12/2018 - Foto: Estevam Avellar


Entrei na cozinha para pegar um biscoito de arroz e vi na TV o título “Muito Romântico”: era o especial natalino de Roberto. Parei, me perguntando, será que ele vai cantar essa minha música? Não sei se ele a cantou: havia convidados na sala e eu só vi uns cinco números (!). “Eu Te Proponho”, “Se Você Pensa”, Michel Teló, Alejandro Sanz. Principalmente ouvi Roberto frisar “Tudo vai mal, tudo / Tudo é igual quando eu canto e sou mudo”. Isso fechou o ano para mim. A gente precisa saber quem a gente chama de rei.

Em 2018 Gil lançou "OK OK OK", em que ele surge como um menino recém-renascido. As canções de criança e os carinhos nos médicos que o ajudaram a curar-se vêm, além de emolduradas por outras de veia reflexiva (e por uma explosão de musicalidade no duelo/homenagem com Yamandu), tratadas pela sempre impressionante clareza de visão, pela luz, pelo toque de seu filho Bem (também parceiro em "Sereno"). Desde que Gil fez temporada voz-e-violões ao lado de Bem [Gil] que a precisão deste me exalta. Para mim, aquele show era a perfeição. E, depois, o "Gilberto Sambas" provou-se um dos momentos mais altos da nossa música popular das últimas décadas. Que delícia para Gil dever tanto dessa beleza a Bem. E que delícia para nós que Gil volte com tanta gilberteza. Sendo tão ele. Misterioso. Lunar. O lado da lua virado para a luz do Bem.

Foto: Gerard Giaume

Este foi o ano em que o cantor português Salvador Sobral, em Lisboa, me perguntou se eu conhecia Tim Bernardes. Não. No Rio, ouvi Tim em casa de Paula Lavigne: meus filhos o conhecem. Fiquei encantado e intrigado. Semanas depois vi o show dele no Net-Rio. Uma maravilha de afinação, controle da dinâmica, refinamento, execução instrumental e liberdade na elegância do uso do palco e da luz –além das composições personalíssimas de caminhos fascinantemente desviantes. Nelson Motta e eu éramos os únicos velhos na plateia. Tivemos certeza de que a música brasileira é forte sempre. Quem vê um show de Tim Bernardes não pode nem acompanhar o movimento mental de quem diz que nossa canção hoje não tem valor.

Elza Soares é uma deusa da canção lusófona desde que apareceu. Agora fez dois discos que honram nossa tradição e a levam para mais longe. Além de inspirar, com sua personalidade, o musical Elza, inovador e livre, belo espetáculo que engrandece nossa vida. Aquelas moças todas cantando e atuando como se cada uma fosse uma exceção, mas mostrando que são a nova regra. Com a turma de sampa que produziu seus discos, ela foi para o topo da revista online Pitchfork em 2017. Em 2018 veio com "Deus é Mulher". Deusa e mulher e preta e brasileira.

Tim participa lindamente do disco de Baco Exu do Blues, garoto que conheci na Bahia quando ele tinha 20 anos. Agora tem 22. E fez um disco de maduro acompanhamento da cena do rap anglófono –sem saber inglês. Um disco que marca uma virada no mundo do hip-hop brasileiro. Baco sabe ouvir o que os gringos fazem e cria o jeito certo para dizer o que ele próprio tem necessidade genuína de dizer. "Sofro racismo todas as horas de todos os dias", ele me disse em entrevista para a Mídia Ninja. Suas letras citam Kanye West e Jay-Z, desavergonhadamente mostrando o fascínio pelo modelo ianque, com a saudável certeza de que a originalidade do que faz só aparecerá para muita gente daqui a um tempo. Diz: Mano Brown é para sempre. No imediato, quem já vivencia essa área do gosto aprova com entusiasmo sua empreitada. Para mim, é beleza pura: sou baiano praticante e, portanto, vejo Baiana System e Tiganá em Baco. Jesus é Blues.

Fiquei deslumbrado quando ouvi, já faz mais de ano, "De Ponta a Ponta É Tudo Praia Palma", o álbum sebastianista, transtropicalista e Thiago Amud. Com certo atraso, falei disso em entrevista a jornal. Uma noite, indo ao estúdio de Kassin, um rapaz que estava sentado no chão do Áudio Rebel com um amigo me chamou pelo nome: "Eu sou Thiago Amud". Fiquei feliz mas não tinha tempo de parar ali para uma conversa. Este ano, antes de ele gravar seu "Cinema que o Sol Não Apaga" (que me traz de volta o tempo em que ia a vários cinemas no mesmo dia, saindo das salas muitas vezes com um filme que o sol da Bahia não conseguia ofuscar), nos encontramos e temos conversado. Ele escreve letras incrivelmente bonitas e melodias desconcertantes amparadas por orquestrações complexas e bem-compostas, escritas por ele mesmo (modernas, inteiradas do que tem acontecido com a música, mas principalmente sentidas fundo e muito pessoais). O meu tropicalismo exulta diante de rebento longínquo no tempo tão capaz de dar espessura a muito do que tentei sugerir quando topei fazer canções. Outra vez, fico sem poder compartilhar do desalento de quem diz que nada de novo e bom acontece.

Ouço funk e pagode na FM O Dia toda tarde e toda noite –se saio de carro (e saio quase sempre). Para além de Ludmila e Anitta (e do maravilhoso clip de Nego do Borel, onde ele faz uma biba que dá um chupão num bofe –o que me lembrou das primeiras aparições de Mick Jagger a que assisti em Londres, em 1969, 70), há miríades de ideias anônimas encantadoras. E o Baile da Gaiola, com funks acelerados e inventivos. Há um em que um berimbau faz base para a batida umbanda-maculêlê que se tornou a marca. Tem muita coisa boa.

Risério dizia que o tropicalismo tinha visão antropológica da cultura brasileira. Ele próprio virou antropólogo. Os porta-vozes da direita atualmente triunfante odeiam a mirada antropológica da cultura. Eu não. Embora não ache que o tropicalismo seja ou tenha sido isso. Menos ainda "estetismo", que eu acho que é como o rapaz que segurou minha famosa cueca (a italiana Igiaba Sciego, num pequeno livro de fã sobre mim, atravessa páginas falando de cueca) prefere definir. Esse rapaz usa "cueca" como os ignorantes da obra de seu mestre usam "astrologia". Não dá. Então o conservadorismo é tão doido que nem num sonho contado em poesia de canção pode-se subverter a moral da fábula do rei nu?

Este foi o ano em que li (entre muitas outras coisas e sempre desorganizadamente) "Maquinação do Mundo", de Zé Miguel Wisnik; "O Elogio do Vira-Lata", de Eduardo Giannetti; "Ser Republicano no Brasil Colônia", de Heloisa Starling. E, com grande entusiasmo, "Economia do Conhecimento", de Roberto Mangabeira. Volta e meia volto aos citados, mas agora estou lendo, apaixonadamente, "Razão Para Crer", de David Smilde, um estudo sobre o crescimento das igrejas evangélicas na América Latina. E dei uma olhada no "Jardim de Olavo", que já tinha lido antes de as bacantes me desnudarem.

Enquanto espero a saída do novo livro de filosofia de Antonio Cicero. Bom mesmo é como J. S. Mill atribui a energia histórica do "Ocidente Moderno" à instância profética que nos veio do judaísmo via Cristo. Reli muito das "Considerações Sobre o Governo Representativo" de Mill. Se tiver de escolher um lado, fico com Cicero e não com Olavo. Mas Mangabeira me faz pensar mais.

Que o ano de 2019 seja bom e que possamos extrair da maluquice algo que nos faça mais capazes. Mudança houve. Passadas as eleições, torço para que muitos brasileiros encontrem o estímulo que buscavam e possam empreender. Fui e sou contra praticamente tudo o que os vitoriosos vêm dizendo há muito tempo. 

Mas que antagonistas ideológicos vençam é parte do jogo. E pode ser parte saudável. Nada de paralisar o andamento. Desistir do Brasil, não desisto. Gosto dele como Dostoiévski gostava da Rússia. Mas, sendo o Brasil o que é e eu quem sou, com mais alegria. Com sonhos de tornarmo-nos caminho de luz para todos os povos, brecha aberta para passagem ao Quinto Império. Sim, Império. 

Sempre leio MD Magno, apesar de detestar o frou-frou francês pós-moderno –e o meu Quinto, de Pessoa Agostinho Vieira, é o quarto para ele, mas em meu rendado particular funciona o ponto, os bilros rolam, a linha corre.

Vi o General Heleno sugerir, com sorriso para Bial, que a revelação do Coaf sobre movimentações atípicas do assessor Queiroz é como que meio suspeita, dizendo-se ironicamente feliz pela eficácia do órgão. Ele não disse nada taxativo, apenas mostrou sorridente desconfiança do timing. E Lula está na cadeia. O general é simpático, até faz lembrar Ferreira Gullar –e sua presença no Haiti foi de orgulhar os brasileiros. Bial falou no Mensalão. Mas o general fez cara de riso desconfiado, como se o Coaf só tivesse feito isso por tratar-se de Bolsonaro. O que pode levar um petista a achar confirmação de que toda a Lava Jato está cheia de lances e timings que só rolaram porque era Lula. E os jornalistas a reafirmarem que "os dois lados" são iguais. Que 2019 traga a superação desses embates simplistas. Que o Brasil esteja mesmo acima de tudo.




jueves, 19 de abril de 2018

1975 - ROBERTO CARLOS ESPECIAL


A vida agitada de Roberto Carlos foi o tema do segundo especial da rede Globo de 31 de dezembro de 1975.

O programa mostrou shows no exterior, a euforia das e imagens exclusivas de uma viagem de avião feita pelo Rei.

Os convidados foram Sílvio Caldas, Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Erasmo Carlos e Wanderléa.

Com Sílvio Caldas e Dorival Caymmi, Roberto Carlos cantou Ternura Antiga, de José Ribamar e Dolores Duran, e Acalanto, de Dorival Caymmi.

Caetano Veloso cantou Qualquer coisa. Logo depois Roberto Carlos juntou-se a ele e ambos ao violão cantaram Como dois e dois.







Com Wanderléa e Erasmo, cantaram Pare o casamento, Lobo mau e Negro gato.






Um Programa: AUGUSTO CÉSAR VANNUCCI e RONALDO BÔSCOLI
Direção Geral: AUGUSTO CÉSAR VANNUCCI
Regência: LEONARDO BRUNO (Orquestra Rede Globo)
Realização: CENTRAL GLOBO DE PRODUÇÃO










 








martes, 9 de enero de 2018

1973 - COMO DOIS E DOIS


“Como Dois e Dois nasceu em Londres especialmente para Roberto Carlos, sua voz e seu jeito de cantar. É uma música estranha que debe muito a ele, Roberto”

[Caetano Veloso, Revista Amiga, 17/4/1973. Reportagem de Chico Ribeiro Neto]


9/1/1973










1973
Revista Amiga
17 de abril de 1973
n° 152









 


"Aqui estão, gravadas para o Brasil e para o mundo, as
10 músicas mais belas de 1972. Assim as elegeu um
grupo constituido por mim, pela minha equipe,
por jornalistas, musicólogos e críticos musicais. Ei-las
primorosamente gravadas, em parte, por Paul
Mauriat, que lhes abre a porta do mercado internacional
com o prestígio de sua grande orquestra. E
magnificamente gravadas, em parte, pelo nosso Maestro
Erlon Chaves, que garante a presença do moderno
músico brasileiro neste disco de destinação mundial.
Eis a maneira que encontrei para mostrar a todos
os povos, a maravilhosa música exportável do Brasil."

Flávio Cavalcanti










1973
Álbum “As 10 Canções Medalha de Ouro 1972 – Paul Mauriat / Erlon Chaves”
MIT/Philips LP 6300.084, B-3.
Fontana/PolyGram LP 6498 048 ("fora de série/matriz original", 1980), B-3.


Lado A
PAUL MAURIAT
1 - CASA NO CAMPO (Zé Rodrix/Tavito)
2 - AMADA AMANTE (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
3 - PRESEPADA (Antonio Carlos/Jocafi)
4 - NAQUELA MESA (Sergio Bittencourt)
5 - VIAGEM (João de Aquino/Paulo Cesar Pinheiro)

Lado B
ERLON CHAVES
1 - DONA CHICA [Francisca Santos das Flores] (Dorival Caymmi)
2 - ÁGUAS DE MARÇO (Antonio Carlos Jobim)
3 - COMO 2 E 2 (Caetano Veloso)
4 - CONSTRUÇÃO (Chico Buarque de Hollanda)
5 - TESTAMENTO (Toquinho/Vinicius de Morais)



Ficha técnica

Coordenação de produção: Flávio Cavalcanti Jr (TV Estúdio)
Direção de produção: Mazola
Coordenação musical: Roberto Menescal e Gerard Gambus
Estúdios: Des Dames (Paris - França) e Phonogram (Rio - Brasil)
Engenheiro de som: Dominique Poncet (França), Ary e Luigi (Brasil)
Assistente: Phillippe Lerichomme
Corte: Joaquim Figueira




lunes, 12 de octubre de 2015

2011 - COMO DOIS E DOIS







2011 - ROBERTA SPINDEL
Participación Especial: CAETANO VELOSO
Álbum “Dentro do meu olhar”
Universal Music CD 602527563374, Track 9.



O GLOBO

18 de agosto de 2010






 

                                                            











miércoles, 20 de agosto de 2014

2014 - GILBERTO GIL & GAL COSTA - Live in London



1971
Revista InterValo 2000
Ano IX – n° 459
Outubro

Capa: Regina Duarte
Foto de arquivo
Editora Abril









“É, pode dizer que este é, o meu show de despedida”.

[Gal Costa en reportaje de Teresa Cristina para la Revista inTervalo n° 461 de 1971, en oportunidad del estreno en Rio de Janeiro del show Gal, a Todo Vapor, semanas antes de viajar a Londres] (*)





































2/9/1972



"Lançar esse registro é dever cívico".

 [Agosto 2014, Marcelo Fróes]





 

 

 
2014
Álbum “Gilberto Gil & Gal Costa – Live in London”
Grabado en vivo en Londres, en el Student Centre, City University, el 26 de noviembre de 1971
Discobertas 2 CD´s 7898599620517

CD 1
1. CORAÇÃO VAGABUNDO (Caetano Veloso)
2. SAI DO SERENO (Onildo Almeida)
3. VAPOR BARATO (Jards Macalé/Waly Salomão)
4. COMO DOIS E DOIS (Caetano Veloso)
5. DÊ UM ROLÊ (Moraes Moreira/Luiz Galvão)
6. Medley:
a) MARIA BETHÂNIA (Caetano Veloso)
b) BOTA A MÃO NAS CADEIRAS (Tradicional)
7. CHUVA, SUOR E CERVEJA (Caetano Veloso)
8. FALSA BAIANA (Geraldo Pereira)
9. ACAUÃ (Zé Dantas)

CD 2
1. PROCISSÃO (Gilberto Gil/Edy Star) 1964
2. BRAND NEW DREAM (Gilberto Gil) 1970
3. EXPRESSO 2222 (Gilberto Gil) 1971
4. AQUELE ABRAÇO (Gilberto Gil) 1969
5. SGT. PEPPER'S LONELY HEARTS CLUB BAND (Lennon/McCartney) 1967
6. ONE O'CLOCK LAST MORNING, 20th APRIL, 1970 (Gilberto Gil) 1970
7. ORIENTE (Gilberto Gil) 1971
8. UP FROM THE SKIES (Jimi Hendrix) 1967
9. VIRAMUNDO (Gilberto Gil/José Carlos Capinan) 1965






 

 

 
2014
Álbum “Gilberto Gil & Gal Costa – Live in London”
Grabado en vivo en Londres, en el Student Centre, City University, el 26 de noviembre de 1971
Discobertas / Polysom 3 LP´s


LP 1

Lado A
1. CORAÇÃO VAGABUNDO (Caetano Veloso)
2. SAI DO SERENO (Onildo Almeida)
3. VAPOR BARATO (Jards Macalé/Waly Salomão)
4. COMO DOIS E DOIS (Caetano Veloso)


Lado B
1. DÊ UM ROLÊ (Moraes Moreira/Luiz Galvão)
2. Medley:
a) MARIA BETHÂNIA (Caetano Veloso)
b) BOTA A MÃO NAS CADEIRAS (Tradicional)
3. CHUVA, SUOR E CERVEJA (Caetano Veloso)

LP 2
Lado A
1. FALSA BAIANA (Geraldo Pereira)
2. ACAUÃ (Zé Dantas)
3. PROCISSÃO (Gilberto Gil/Edy Star) 1964

Lado B
1. BRAND NEW DREAM (Gilberto Gil) 1970
2. EXPRESSO 2222 (Gilberto Gil) 1971

LP 3
Lado A
1. AQUELE ABRAÇO (Gilberto Gil) 1969
2. SGT. PEPPER'S LONELY HEARTS CLUB BAND (Lennon/McCartney) 1967
3. ONE O'CLOCK LAST MORNING, 20th APRIL, 1970 (Gilberto Gil) 1970

Lado B
1. ORIENTE (Gilberto Gil) 1971
2. UP FROM THE SKIES (Jimi Hendrix) 1967
3. VIRAMUNDO (Gilberto Gil/José Carlos Capinan) 1965


 








A TARDE / Salvador
Sexta, 22/08/2014
Show de Gil e Gal gravado em Londres em 1971 virará CD duplo
Da Redação
Em 26 de novembro de 1971, os artistas baianos Gilberto Gil e Gal Costa se apresentaram no Student Centre da City University London, em Londres, na Inglaterra, enquanto o cantor e Caetano estavam exilados. 43 anos depois, o show tem previsão de ser lançado em setembro deste ano em CD duplo, intitulado "Live In London '71". Além do disco, também está prevista uma edição em vinil do trabalho.

Na primeira parte do álbum, os dois estão juntos, com a maior parte do repertório de músicas do disco "Fa-Tal - Gal a Todo Vapor", que a cantora estreou um mês antes do show na capital inglesa, no Rio de Janeiro.

De acordo com o portal do jornal "Estadão", de São Paulo, os arranjos eletrificados desse álbum de Gal tornam-se acústicos pelos violões dela e de Gil. Na sequência, o cantor deixa nítidas influências do blues em músicas pré-exílio (Procissão e Aquele Abraço) - Gil e Caetano Veloso foram exilados na Inglaterra em 1969, época de ditadura militar no Brasil - e toca canções como "Expresso 2222", "Oriente" e "Brand New Dream".

Gil acredita que "Live In London'71" mostra um período marcado por influências do rock e do pop internacional. "Tudo era possível. Improvisávamos, brincávamos, escorregávamos. Era natural e permitido, não havia compromisso com nada. Havia a desnecessariedade de uma formatação rigorosa, de um modo industrial". Já Gal Costa afirma que o trabalho documenta a intensidade das visitas aos amigos exilados na época. "É o registro de um momento histórico e também do meu encontro com Gil".

A fita com o show de Gilberto Gil e Gal Costa em Londres ficou por mais de 20 anos em um acervo na capital inglesa, até ser descoberta em 1998 pelo produtor Marcelo Fróes. Este foi para lá porque preparava a caixa "Ensaio Geral", sobre o período inicial da carreira de Gil, e queria encontrar a fita do segundo álbum que o cantor preparava durante o exílio, mas que ficou inacabado com a chance de voltar ao Brasil junto com Caetano e suas famílias. Marcelo não achou as gravações que queria, mas, além do show dos baianos, trouxe a trilha sonora do filme "Copacabana Mon Amour", gravada em abril de 1970 - até então sem ser lançada comercialmente.



UOL Entretenimento Música 
Gal relembra show raro com Gil em Londres, lançado pela primeira vez em CD

Tiago Dias
Do UOL, em São Paulo

04/10/2014

No início dos anos 70, ainda na ressaca tropicalista, Caetano Veloso e Gilberto Gil recebiam a visita de Gal Costa em Londres, onde viviam em exílio, após serem perseguidos pelos repressores da Ditadura.

O híbrido entre o rock, as raízes brasileiras e a experimentação, que ditariam os rumos dos baianos durante a década, surgiram na cidade fria e cinzenta, e um importante registro dessa fase, completamente desconhecido até então, chegou às lojas no mês passado. O álbum duplo "Gilberto Gil & Gal Costa Live in London '71" (selo Discobertas, R$ 34) reúne, na íntegra, um show raro, feito pela dupla no Student Centre da City University London, para uma plateia de expatriados e locais.

"Sempre ia a Londres naquele período e passava pelo menos dois meses com eles", relembra Gal, ao UOL, sobre a fase. "Vi o festival da Ilha de Wight, vi John Lennon
e Yoko Ono cantarem, íamos a Paris, e cantávamos muito juntos. Matava a saudade que sentia deles. Era muito comum nos reunirmos para cantar. Eles sempre tiveram a expectativa de voltar, sabiam, lá no fundo, que um dia voltariam".

Em uma dessas visitas constantes, Gal e Gil armaram um show na universidade. Alguém na mesa acabou gravando o show em boas condições, sem os cantores saberem. Embora o momento fosse de incerteza e intensa saudade do país, o registro revela momentos de criatividade, que ditariam os próximos passos na carreira.

Acompanhados de uma banda enxuta, com apenas baixo, bateria e percussão, Gil e Gal tocaram violão juntos e dividiram o setlist em duas partes. A primeira, no disco 1, é dedicada a Gal, que preparava o repertório para o show "Fa-Tal", cujo disco é citado ainda hoje como uma das obras-primas da época.

Gal se joga em interpretações em clima de desbunde – do hino hippie de "Dê um Rolê"
a folia de "Chuva, Suor e Cerveja". Há espaço ainda para uma bonita versão de "Vapor Barato", acústica, mas intensa, com Gil no backing vocal, e "Acau
ã", com a bateria alucinada de Tutty Moreno, apoiado por Bruce Henry (baixo) e Chiquinho Azevedo (percussão).

O registro marca os últimos meses de Gil em Londres, que voltaria em definitivo ao Brasil, em janeiro seguinte. De cuca fresca e cada vez mais interessado nas raízes do rock e da música nordestina, Gil se encarrega da parte mais experimental e roqueira, mesmo sem guitarras. "Expresso 2222" e "Oriente" já davam o tom de seu próximo disco, "Expresso 2222" (1972).

Já em "Aquele Abra
ço", "Viramundo" e "Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band", dos Beatles, Gil se arrisca em longos improvisos. "Vamos estão vendo esse clima de informalidade. É porque a gente está informal", comenta o cantor, aos risos, durante a apresentação.


A informalidade não dá espaço para a perfeição. O vocal, em alguns momentos, é estourado, e a microfonia se sobressai em algumas passagens. Por conta disso, o registro está mais do que vivo e chega nas próximas semanas em vinil – como se tivesse acabado de sair do forno em 1971.

"Dimensão religiosa" 

Em turnê europeia, Gil não respondeu à reportagem sobre o lançamento, mas brindou no Facebook, no aniversário de Gal, no último dia 26, o resgate desse encontro. "Entre nós havia a confiança mutua, uma quase dimensão religiosa, da divindade que é a música. Era como estar rezando, em estado de oração".

A gravação foi encontrada pelo produtor Marcelo Fróes, um desbravador de tesouros perdidos da MPB. Com aval do Gil, o dono do selo Discobertas estava procurando o segundo disco gravado em Londres pelo baiano, dado como perdido, quando encontrou o registro.


"Eu não sabia que esse show estava gravado. Estava atrás do segundo disco dele feito em Londres. Ele disse que havia gravado no Chapell Studios, que já estava fechado. Fiquei sabendo que o acervo de fitas tinha sido vendido para um colecionador, entrei em contato e falei sobre Gil. Quando fui à Londres, recebi o 'Copacabana Mon Amour' [trilha sonora rara feita por Gil em 1970 para o filme de Rogério Sganzerla] e esse show. Comprei a master, e estava em perfeitas condições, digitalizei e recentemente masterizei", conta Fróes.

Sem lembrar do show, Gal conta que se emocionou ao ouvir as faixas já remixadas. "Minha conexão musical com Gil sempre foi intensa, principalmente naquela época. E ainda é forte até hoje". A redescoberta a fez repensar, inclusive, em voltar a tocar violão. "Não tenho tocado mais. Deveria, não é? Quem sabe farei isso ainda", promete.



(*)  O GLOBO, 14/10/1971

“Estreou na noite de terça-feira (12 de outubro) e para uma temporada de apenas dez dias o show “A todo vapor", de Gal Costa. Muita chuva e frio na rua. Gente sobrando e aplausos calorosos no interior do Teatro Tereza Rachel, antigo Ruth Escobar”.





1971
Revista inTerValo 2000
Ano IX - n° 461

Capa: Ryan O´Neal
Foto da Globe Photos


Editora Abril

Páginas 4 e 5

 
 

 


 
 
 
 













 
 




1971
Revista inTerValo 2000
Ano IX – n° 466

Capa: Chacrinha e dona Florinda
Foto da Abril Press

Editora Abril



 
 

26/11/1971 - Londres





Fotos: Pedro Paulo Koellreutter





















  12/10/1971
Foto: Hugo Góes



Antes da estréia em Londres

A DESPEDIDA
DE GAL COSTA


GAL COSTA DÁ UM SHOW A TODO VAPOR


Dirección general: Waly Sailormoon [Waly Salomão]

Producción: Paulo Lima

Dirección musical y guitarra eléctrica: Lanny Gordin

Ambientación: Luciano Figueiredo 



Repertorio del Show de Estreno
1ra. Parte

1. FRUTA GOGÓIA (Folclore Baiano)
2. 2 MAIS 2 SÃO 5 (Caetano Veloso) Inédita
3. CORAÇÃO VAGABUNDO (Caetano Veloso)
4. FALSA BAIANA (Geraldo Pereira)
5. ANTONICO (Ismael Silva)
6. SUA ESTUPIDEZ (Erasmo Carlos/Roberto Carlos)
7. FRUTA GOGÓIA (Folclore Baiano)
8. VAPOR BARATO (Jards Macalé/Waly Salomão)
Intervalo:
LANNY TRIO /NOVELLI / JORGINHO GOMES

2da. Parte
Casi todas inéditas

9. PÉROLA NEGRA (Luiz Melodia)
10. MAL SECRETO (Jards Macalé/Waly Salomão)
11. TININDO TRINCANDO (Luiz Galvão/Moraes Moreira)
12. MARIA BETHÂNIA (Caetano Veloso)
13. ASSUM PRETO (Humberto Teixeira/Luiz Gonzaga)
14. HOTEL DAS ESTRELAS (Jards Macalé/Duda)
15. 2 MAIS 2 SÃO 5 (Caetano Veloso)
16. NÃO SE PERCA DE MIM (Caetano Veloso)
17. LUZ DO SOL (Waly Salomão/Carlos Pinto)





Noviembre de 1971 - Primera Edición de la Revista Rolling Stone Brasil





Revista Amiga
Janeiro 1972
 




El espectáculo fue grabado en vivo y registrado en un álbum doble –el primero de la MPB-, lanzado en diciembre de 1971: FA – TAL GAL A TODO VAPOR.














En 1973, fue editado en Argentina por Trova Industrias Musicales, en formato LP y cassette, vendidos en forma separada.


1973
GAL COSTA
Grabado en vivo
Trova LP XT 80069 [Argentina]
Trova Cassette C-180069 [Argentina]







 
1973
GAL COSTA A TODO VAPOR
Grabado en vivo
Trova LP XT 80070 [Argentina]
Trova Cassette C-180070 [Argentina]