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martes, 15 de octubre de 2019

2012 - AUTORRETRATO



Durante entrevista para o “Estadão”, Caetano foi convidado para ele mesmo capturar a foto que ilustraria a capa da reportagem. A inspiração da imagem partiu do autorretrato do cineasta Stanley Kubrick e foi tirada no banheiro do hotel do músico em São Paulo.


O ESTADO DE S.PAULO
Caderno 2

Fim da trilogia
Com Abraçaço, Caetano
fecha fase marcada pela
mudança de rumo


 
Foto: Caetano Veloso

Fotógrafo.
Músico faz
autorretrato
em espelho


1949 - Leika III
28/11/2012 - Canon Powershot G10

Caetano Veloso comenta fim de trilogia

Em entrevista ao 'Estado', cantor também fala sobre os velhos dilemas retomados por ele

30 de novembro de 2012
Julio Maria - O Estado de S.Paulo


Sua relação com a canção e com os fãs que esperam dele a volta do Caetano Veloso das antigas. Sua indignação com petistas que dizem ser o mensalão um invenção da “imprensa golpista”. Sua descrença com o Ministério da Cultura, um “peso pequeno no aparato do Estado”. Caetano, aos 70 anos, pode parecer mais sereno do que foi em outras eras, mas suas palavras ainda cortam.

Discos como Cê, de 2006, Zii e Zie (2008) e agora Abraçaço parecem um ato de coragem. Um fã clássico de Caetano dos anos 70 os ouve e diz que você deixou de fazer canções como fazia.
Eu sou assim mesmo, sempre fui. E não houve uma vez em que eu tenha lançado um disco que as pessoas não tenham dito algo parecido com isso.

Mas é uma provocação não voltar à corrente de canções que o fã clássico espera que volte?
Mas esse fã clássico que você descreve não é clássico. É um fã mediano. Os anos 1970 foram para mim um período com canções que se tornaram sucesso, algumas até tardiamente. Quando surgiu, Terra não tocava no rádio porque era longa e alguns diziam ser chata. Sampa não tocava quando saiu. Leãozinho é chavão de canção querida, mas teve muita reação contrária. Odara teve mais ainda. Elis Regina ridicularizou a música Gente, por decisão dos diretores do show que ela fazia, mas ela me pediu desculpas.

As pessoas tocarão a música que você faz hoje no violão, quando estiverem na sala de suas casas?
As canções têm vocações diferentes. Algumas convidam as pessoas a tocá-las e outras, não. Mas conheci no Rio uns garotos de 19, 20 anos que têm banda de rock. E vi um menino tocando no violão uma canção do Zii e Zie. Mas não é isso que diz que uma música funciona. Pode ser que muita gente precise mais ouvir um disco como o Cê tal e qual ele está gravado, com as canções como estão ali.

Mas grande canção não é aquela que fica bela quando passa pelo teste do violão?
Isso é uma das maneiras de uma canção pegar as pessoas, mas há outras. Há canções que não têm vocações violonísticas.

E é aí onde você está?
Não sei. Sabe que eu toco Odeio (do disco Cê) só no violão e acho mais bonita assim até do que com a banda toda?

O tempo tem feito você se preocupar menos em agradar aos outros e mais a si mesmo?
Não, eu ainda penso no ouvinte hipotético, sinto a presença dos ouvintes hipotéticos, os imagino, mas a canção vai se impondo.

Sua obra traz letras enigmáticas, algumas bem difíceis. Acha que sua voz é o que valida a profundidade de uma canção ainda que ela não seja entendida?
Bem, para isso servem as vozes (risos). Mas canções com letras que parecem indecifráveis têm muito apelo, têm atração forte. Na língua inglesa é uma tradição de décadas, você praticamente não entende nada e, no entanto, as pessoas gostam daquelas canções. São sugestivas porque têm palavras escolhidas que calham bem naquela melodia. Estou lendo o livro do David Byrne, How Music Works, em que ele conta como decidia as palavras que usava nas melodias. E elas muitas vezes partiam do som. Aquilo é sugestivo, não explícito, não mastigado. Qualquer Coisa foi um grande sucesso, mas é quase um texto abstrato.

Prova de que as pessoas não ligam mesmo para o sentido daquilo que elas ouvem?
São os tempos. A Bossa Nova É Foda, do disco novo, é quase um jogo de palavras cruzadas, uma charada, mas o importante é o essencial. E o essencial é que a bossa nova é foda. Ali há outras referências. Ao ouvir “o bruxo de Juazeiro”, não é possível que uma pessoa não saiba a quem estou me referindo. E mesmo que “o magno instrumento grego antigo” seja uma maluquice, como se fosse outro desafio de palavras cruzadas, em seguida você ouve que “diz que quando chegares aqui que é um dom que muito homem não tem que é influência do jazz”. Não é possível que não perceba que eu estou falando de Carlos Lyra.

Carlos Lyra?
Sim. Quando chegares aqui é o dom que muito homem não tem, da música Maria Ninguém, e a influência do jazz! São momentos-chave na história da composição de Carlos Lyra. E aí você pensa em magno, associa com Carlos. E instrumento grego antigo? Lyra. É uma brincadeira, mas não precisa a pessoa fazer isso. Eu faço, acho bacana.

Foi a ditadura que o ensinou a fazer isso?
Nunca atribuí à ditadura essa habilidade. Sei que muitas pessoas tiveram de fazer coisas em linguagem cifrada, mas isso vem do gosto mesmo, sou de uma geração que foi influenciada pelas letras de Bob Dylan, mas o clima da época induzia a isso.

Estou Triste deve ser a canção mais triste que você já fez na vida. De onde saiu tanta tristeza?
Das coisas da minha vida (olha para baixo). Fiz porque estava mesmo triste e até fazer a canção me ajudou a superar aquele momento...

Você é um homem triste?
Também sou, mas não especialmente... Não sei dizer... Sou muito feliz com meus filhos, gosto muito de cada um, Moreno, Tom, Zeca...

Na única vez que tentamos falar sobre o mensalão senti que você não queria entrar no assunto, uma postura que não condiz com alguém que lutou até do exílio pela democracia do País...
Mas acho que não precisa de grandes interferências quando o Supremo Tribunal Federal já julgou essas pessoas. Me meter para quê? Agora, eu não compartilho com a visão dos petistas de que isso é um golpe da mídia golpista, acho ridículo e desrespeitoso com a população. Logo que o mensalão foi denunciado, Lula disse que tinha sido traído. Depois, de Paris, deu a entender que era caixa 2 e que todo mundo fazia no Brasil, ou seja, não tinha nada de mais. E agora está dizendo, ou insuflando as pessoas a dizerem, que é tudo golpe da mídia. Eu não gosto disso, sou contra essas jogadas superficiais. Mas acho Lula uma grande figura histórica, que esse período do Brasil é muito aproveitável e que coisas como essa são dores do crescimento. Acho que é isso, eu não sou... Olha, tem uma parte da imprensa, eu não vou falar... Eu me sinto mal. Quando eu vi a revista Veja com fogos de artifício na capa, eu achei vulgar, cafona, não me identifiquei com aquilo. E quando ouço também meus amigos petistas dizerem “ah, isso é um golpe da mídia”, também acho que é ridículo e desrespeito com público. Minha opinião é independente dessas duas coisas. Acho que o que está acontecendo é o que tem de acontecer (as condenações). Fico triste de saber que José Genoino está nessa situação? Fico. Fico alegre porque José Dirceu está nessa situação? Não, mas acho que tem de ser. É isso, pronto, falei.

Passando ao Ministério da Cultura: Ana de Hollanda saiu sem conseguir fazer praticamente nada...
Mas ninguém consegue fazer muita coisa no Ministério da Cultura. Ana não teve tempo porque houve fatos eleitorais que a levaram ser substituída por Marta, motivações eleitorais.

Você está falando do apoio de Marta ao prefeito eleito Fernando Haddad, em São Paulo?
É, é isso. O que não quer dizer que ambas não sejam pessoas interessantes.

Ela deve fazer mais que sua antecessora?
Ela tem energia, mas eu não espero muito do Ministério da Cultura, o Ministério da Cultura é um negocinho.

Mas não é lá que deve estar a solução para os dilemas da Cultura de um País?
Pode até ser, mas não espero muito, é uma coisa com verba pequena, com peso pequeno no aparato do Estado. Gil fez muitas propostas importantes, um ministério marcante, mas não realizou coisas incríveis.

Você está falando tudo com uma calma surpreendente...
Eu acordei faz pouco tempo...Mas você quer que alguma coisa me enerve? (risos). Sabe que há um tempo um cara de um outro jornal chegou com um negócio escrito em um telex, em Salvador, no verão, enquanto eu lhe dava uma entrevista com uma preguiça, uma calma. E ele tentando tudo para me deixar nervoso. Depois, ele me mostrou o telex e disse: Olha aqui o que me mandaram da redação: “Tentar irritá-lo ao máximo.” (risos).



jueves, 19 de octubre de 2017

2013 - Programa ESQUENTA!




Sábado, 16 de Março de 2013.

Caetano Veloso tieta grupo de funk nos bastidores do 'Esquenta'

Todo sorridente, o cantor tirou foto ao lado de MC Gutty e As Maravilhas.

do EGO, no Rio


Grande apreciador de novidades no que se refere ao mundo da música, Caetano Veloso parece ter sido mesmo conquistado pelo funk. Depois de criar o “batidão” Funk Melódico", faixa que compõe o CD "Abraçaço", o cantor agora se diverte ao lado de bandas de funk cariocas. Durante a gravação do programa Esquenta, comandado por Regina Casé, Caetano posou para foto ao lado do grupo Mc Gutty e as Maravilhas. Na imagem, postada no Instagram, ele aparece supersorridente, cercado pelas Maravilhas.




Aquele Abraçaço! Caetano agita o Esquenta! com tropicália, funk e pagode

O programa ainda tem Felipe Scolari, Samantha Schmutz e Mc Nego do Borel

22/03/2013



Caetano Veloso agita o Esquenta (Foto: Divulgação / TV Globo)

No Esquenta! deste domingo Caetano Veloso mostra que seu ritmo é feito de tropicália, funk e pagode! Além de apresentar músicas de seu último CD e sucessos da carreira, o músico fala de sua relação com ritmos populares e prova que tem mesmo gingado para tudo. Ainda em clima de tropicália, Regina Casé faz uma mistura boa com cineasta, samba, filósofo, técnico de futebol, tudo: porque brasileiro gosta mesmo é de exagero.


Carolina Dieckmann 'tieta' Caetano Veloso e músico se derrete: 'Me leva'

Em gravação do Esquenta!, bailarina ainda coloca Caetano para sambar

13/03/2013


Carol Dieckmann aproveita para 'tietar' o músico (Foto: Esquenta / TV Globo)
A última gravação do Esquenta! foi um exagero de alegria! Com a presença de ninguém menos que Caetano Veloso, que está lançando o novo CD, “Abraçaço”, Regina Casé e sua turma levantam a bandeira do “beijaço” e do “sorrisaço” e fizeram a maior festa no palco do programa.

Carol Dieckmann também participou da gravação e não perdeu a oportunidade de tietar Caetano. Ao perceber que o músico precisava subir ao palco para cantar, a atriz se ofereceu para acompanhá-lo e, com o bom humor típico do programa, Caetano brincou: “Me leva, Carol”. Toda sorridente, a loira esperou a música acabar e desceu a rampa até o centro do palco ao lado dele.



Caetano cai no samba com musa do Esquenta! (Foto: Esquenta / TV Globo)
A família Esquenta! ainda colocou o músico para cair no samba. Ao lado da musa Talita Castilhos, Caetano entrou no clima do programa ao som do samba de Arlindo Cruz e Péricles.


O músico também cantou com Trio Preto + 1 (Foto: Esquenta / TV Globo)
Na sequência, Caetano repetiu uma parceria recente e cantou com Trio Preto +1, grupo que está bombando com o sucesso “Batucada Quente”, de Salve Jorge. E mais: Preta Gil lembrou que Regina Casé é uma das musas inspiradoras de Caetano, que compôs “Rapte-me Camaleoa” para a apresentadora.










lunes, 6 de marzo de 2017

2014 - CAETANO VELOSO - en Rosario, Argentina


2014 - 9 de noviembre  

Show "ABRAÇAÇO"







9/11/2014


 

Lunes, 10 de noviembre de 2014




El abrazo de Caetano: intimismo, funk rock y una voz

El bahiano se presentó este domingo en City Center, tras una ausencia local de 16 años. Trajo un setlist de veintipico de canciones, entre viscerales e intimistas, apoyado en versatilidad y poderío de Banda Cê



 
El poeta y cantautor brasileño presentó "Abraçaço" en Rosario.


Maricel Bargeri  

¿Puede el funk rock –con mucho de garage– de un power trío caminar por la vereda del samba, la bossa y el folk brasileño? El secreto está en la voz de Caetano Veloso.
Tras un hiato de 16 años, el cantautor (categoría que resume los créditos de cantante, compositor, músico y poeta) regresó este domingo a Rosario para mostrar las canciones de su disco Abraçaço, placa que cierra la trilogía que inició Cê (2006) y continuó Zii e Zie (2009).

Junto a él estuvo Banda Cê, un tándem sonoro capaz de provocar un headbanging masivo inesperado o bien, erizar el cuerpo hasta humedecer las pupilas.
Con (el brillante) Pedro Sá, en guitarra; (el impasible) Ricardo Dias Gomes, en bajo y teclados; y (el articulado) Marcello Callado en batería; Veloso encontró el espaldar sonoro para ir y venir por el escenario y los géneros.

El viaje arrancó a las 21.23 con el rockazo “A Bossa Nova É Foda”. Luego siguieron “Baby” –con un guiño al estribillo de “Diana, de Paul Anka–, “Quando o galo cantou” y “Um abraçaço”.

Entonces, llegaron los saludos y agradecimientos de marras al público del centro de convenciones City Center Rosario, la presentación de la banda, la pregunta de si alguien cumplía años esa noche, y de regreso al setlist ecléctico, visceral y virtuoso.

En él convivieron (como si se tratara del mismo piso de un edifico) la alegría de “Parabéns” y “Escapulario” con el ascetismo sonoro de “Homem”; la melancolía de “Estou triste” –la confesión “el lugar más frío de Río es mi habitación” llegó con un escenario en penumbras–; con el power rock del “Funk Melódico” –vaya diálogo de Pedro Sá con su pedalera– y la visceralidad de “Odeio” –un “te odio” que recibió como respuesta del público “yo te amo”–.

De a ratos, Veloso enfundaba su traje de trovador. Entonces, dio rienda a la aspereza testimonial del cantautor tanto para recordar al estudiante Carlos Marighella –asesinado por la dictadura militar brasileña en 1969– en “Um comunista”, como para recuperar la figura de la activista Dorothy Stang en “O Império da Lei”.

“Triste Bahia”, “Alguem Cantando”, “Eclipse Oculto” y “De noite na cama” –tema para el que Caetano se desabrochó la camisa, para volver a cerrarla luego– relajaron el gesto de quienes esperaban un vistazo al material previo (me refiero a la irrupción de Banda Cê en el catálogo del bahiano).

Los primeros cuatro bises comenzaron con una emotiva versión a capella de “Tonada de Luna Llena”, con un Veloso montando un falsete inenarrable (porque huelga cualquier calificativo conocido) para alguien que ya había cumplido hora y media de show (clap, clap,clap).

Después de esa suerte de tour de forcé vocal, llegarían la maravillosa “9 Out of 10” – “estoy vivo, muito vivo”–, el pródigo “O leãozinho” y la cinematográfica “A Luz de Tieta”.

Los aplausos y los cánticos de los presentes forzaron un segundo regreso al escenario de Veloso. Ya de pie y apilando los celulares de cara al escenario, celebraron el cierre: “Cantando yo echo a la tristeza” (“Desde que o samba é samba”).

Así, casi sin que medien palabras, Veloso estableció un diálogo a través de los temas. Recogió aplausos, gritos, lágrimas, coros y vivas, y recorrió mayormente la última placa, aunque también hubo citas a Transa, Cê, Bicho y Joia.

Y, sin duda, fue su voz el hilo que enhebró tamaño magma sonoro.

Otra vez un cambio de rumbo asoma en el horizonte. Abraçaço marca el cierre de esta apuesta. Con 72 años y medio centenar de discos, el hermano de Bethânhia trama alguna otra forma de entender la canción; un héroe del tropicalismo que le muestra las credenciales al futuro.








Com Darío Maiorana, reitor da Universidade Nacional de Rosário, recebendo o título de Professor Honorário


 

 

Miércoles, 12 de noviembre de 2014 
La UNR distinguió al cantautor brasileño Caetano Veloso

El rector de la UNR, Darío Maiorana, distinguió al cantautor brasilero Caetano Veloso como Profesor Honorario de la Universidad, en reconocimiento a su trayectoria en la difusión de la cultura latinoamericana


El rector de la Universidad Nacional de Rosario (UNR), Darío Maiorana, distinguió al cantautor brasilero Caetano Veloso como Profesor Honorario de la Universidad, en reconocimiento a su trayectoria en la difusión de la cultura latinoamericana.



Caetano estuvo en Rosario brindando un concierto en el City Center Rosario. Al finalizar el show, Maiorana le entregó un diploma, la copia de la resolución del Consejo Superior y una medalla nombrándolo Profesor Honorario de la Universidad



De esta manera, la UNR (tal como hizo cuando estuvo en la ciudad el músico Chick Corea) valoriza a los grandes hacedores de la cultura, en este caso de la música.


Cabe destacar que en la Facultad de Humanidades y Artes funciona la Escuela de Música, una de las más importantes de las universidades nacionales argentinas.


Caetano Veloso es un artista que trascendió largamente las fronteras de su país para transformase en un referente mundial de la música latinoamericana.



Fue junto a Gilberto Gil el fundador de movimiento denominado "tropicalismo" en los años 60, lo que les valió a ambos artistas la persecución y el exilio durante la larga dictadura brasileña.



Caetano se mostró agradecido por la distinción y consideró "un honor ser profesor honorario de la Universidad Nacional de Rosario".