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| 13/1/1977, Teatro da Praia (RJ) - Caetano e Dedé na estreia do show |
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| Foto: Ricardo Tupper |
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| Foto: Ricardo Tupper |
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| Foto: Luiz Paulo Machado e N.M. Passos |
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| Foto: Luiz Paulo Machado e N.M. Passos |
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| Foto: Luiz Paulo Machado e N.M. Passos |
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| Foto: Luiz Paulo Machado e N.M. Passos |
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| Foto: Luiz Paulo Machado e N.M. Passos |
"Eu fui obrigada a conhecer o avesso do mundo.
Pra sobreviver a dor de não entender o que tinha acontecido, à dor de te
perder, tudo. Eu tive que nascer pra vida da cidade. Não a vida social, mas a
vida da cidade e de seus cantos esquecidos. O lixo do lixo. Eu me perdia pela
cidade, anônima, e esse anonimato era um vício. Eu não ter meu nome me absolvia
de tudo. Eu me embebedava do desejo cego por qualquer um... E assim, eu me
iniciei na solidão coletiva dos que não têm nada a perder. Mas, talvez, eu tenha
até mais que os outros a tentação de corresponder ao bem. Uma tentação tão
grande e absoluta, um desejo de corresponder de forma tão total, que
paradoxalmente me tornou e me torna escrava cega de minha escuridão. E quando
essa escuridão me possui, eu até a confundo com uma espécie de
bem-aventurança."
Introduz "Pecado", quase ao final do 1º ato do show
"Eu
vou te contar que você não me conhece
E
eu tenho que gritar isso, porque você está surdo
E
não me ouve
A
sedução me escraviza a você
Ao
fim de tudo, você permanece comigo
Mas
preso ao que eu criei
E
não a mim
E
quanto mais falo sobre a verdade inteira
Um
abismo maior nos separa
Você
não tem um nome, eu tenho
Você
é um rosto na multidão
E
eu sou o centro das atenções
Mas
a mentira da aparência do que eu sou
E
a mentira da aparência do que você é
Porque
eu
Eu
não sou o meu nome
E
você não é ninguém.
O
jogo perigoso que eu pratico aquí
Ele
busca chegar ao limite possível de aproximação
Através
da aceitação da distância e do reconhecimento dela
Entre
eu e você existe a notícia que nos separa
Eu
quero que você me veja nu
Eu
me dispo da notícia
E
a minha nudez parada, te denuncia e te espelha
Eu
me delato
Tu
me relatas
Eu
nos acuso e confesso por nós
Assim
me livro das palavras
Com
as quais você me veste”
Introduz "Um jeito estúpido de te amar", do 1° Ato
Revista Manchete 28/5/1977
1977
Revista Contigo
n°
226
| 13/9/1977 |










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