jueves, 26 de septiembre de 2024

2013 - EDU LOBO - 70 anos

 



29 de agosto de 2013


Show comemorativo de 70 anos do artista e 50 de carreira musical, gravado ao vivo no dia de seu aniversário, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde Edu Lobo canta seus grandes sucessos. 

Destaque para as participações especiais de Maria Bethânia, Chico Buarque, Mônica Salmaso e seu filho Bena Lobo, além do sexteto que acompanha o cantor e a Orquestra de Cordas.

 





Cirandeiro (Edu Lobo/José Carlos Capinam (1967)

Pra dizer adeus (Edu Lobo/Torquato Neto (1967)


Foto: Ricardo Amaral



Foto: Isabel Lobo



Bena Lobo, Edu Lobo, Mônica Salmaso, Chico Buarque e Maria Bethânia



2024 - GAL COSTA - 79 anos

 

Gal Costa [26/9/1945 - 9/11/2022]









ETERNAMENTE

(Tunai/ Sérgio Natureza / Liliane Maturana)

1983

Só mesmo o tempo pode revelar
O lado oculto das paixões
O que se foi e o que não passará
Inesquecíveis sensações

Que sempre vão ficar
Pra nos fazer lembrar
Dos sonhos, beijos
Tantos momentos bons

Só mesmo o tempo vai poder provar
A eternidade das canções
A nossa música está no ar
Emocionando os corações

Pois tudo que é amor
Parece com você
Pense, lembre
Nunca vou te esquecer

Vou ter sempre você comigo
Nosso amor eu canto e cantarei
Você é tudo o que eu amei na vida
Nunca vou te esquecer







miércoles, 25 de septiembre de 2024

1984 - MARIA BETHÂNIA

 


1984
Revista Sétimo Céu
n° 332
Fevereiro de 1984











CHICO BUARQUE / GAL COSTA / DANDARA FERREIRA

 

Gal Costa, Chico Buarque e Dandara Ferreira - Foto: Reprodução






1973 - MARIA BETHÂNIA - Foto Mário Barata

 



1973
Revista O CRUZEIRO
n° 50
Ano XLV - 12 de dezembro de 1973







Foto: Mário Barata















1978 - GONZAGUINHA E GAL COSTA


GONZAGUINHA [Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1945 / Renascença ou Marmeleiro, 29 de abril de 1991)

GAL COSTA (Salvador, 26 de setembro de 1945 / São Paulo, 9 de novembro de 2022)



1978
Revista Amiga
6 de setembro de 1978
n° 433


Foto: Izis Berianu


 

O GOSTO DO AMOR

Gonzaguinha

 

Curiosa pra danar
Fui chegando no forró
Só vi gente empareada
Parecendo até um nó
Todo mundo coladinho
No escuro do salão
No picado miudinho
Sem querer sair mais não
Das meninas ai e ui
Dos rapazes ui e ai
E das veia diga Deus
Porque que eu já não posso mais
Xote, rock, foxtrote
Um beijinho no cangote
Tome xote, muito xote
Tô querendo é provar
Mãe falou pra eu ter cuidado
Pai falou é tentação
Mãe falou não vá na dança
Pai falou é perdição
Mãe falou isso é pecado
Pai falou faç’isso não
Mãe falou ruim pra diabo
Pai falou até que é bão
Mãe gritou isso vicia e esse vício só traz dor
Pai falou de dor se chega ao céu, é o gosto do amor
Ai, mãe, que vontade de gritar
Ai, mãe, que vontade de dançar
Agarradinha nesse nego eu vou me embora
Ainda to na dor e to querendo me acabar
Imagina quando eu chegar no céu
Aí mesmo é que eu vou gosta
r



Ficha técnica da faixa:

Voz: Gal Costa
Guitarra: Perinho Albuquerque
Percussão: Bira da Silva
Piano: Tomás Improta
Participação especial: Gonzaguinha
Baixo: Jamil Joanes
Bateria: Paulinho Braga
Sintetizador: Marcos Resende



martes, 24 de septiembre de 2024

1971 - VINÍCIUS DE MORAES / TOQUINHO / MARÍLIA MEDALHA - TEATRO DO PAIOL - Curitiba

 

O paiol de pólvora que virou teatro


“No dia 26 de dezembro de 1971, um domingo, o poeta e seus amigos chegaram a Curitiba. Com atraso de dois voos, para aflição de todos… Rosto vermelho, garrafa de Chivas Regal debaixo do braço e boné cobrindo seus cabelos brancos, o poeta desceu do avião, perguntando por Jaime Lerner, com que havia falado duas vezes ao telefone…”.

Aramis Millarch (1943/1992) 




Batizado por Vinícius, Teatro do Paiol é símbolo cultural de Curitiba


Batizado com uísque por Vinicius de Moraes, o Teatro do Paiol é o símbolo de uma transformação cultural que a cidade de Curitiba pôs em marcha no começo da década de 1970. 

O pequeno teatro de arena instalado num antigo paiol de pólvora, construído em 1874, pode ser considerado o marco zero do período em que a administração pública passou a transformar a geografia da cidade para criar espaços culturais, boa parte deles em atividade até hoje.

Inaugurado em 27 de dezembro de 1971, em um show histórico com Vinícius, Toquinho, Marília Medalha e o Trio Mocotó, o Paiol ainda é um dos palcos mais queridos por artistas de todo o país pela proximidade que o artista tem do público e todas as circunstâncias que envolveram a sua criação.



ch



1971
Revista inTerValo 2000
Ano IX – n° 468
Dezembro de 1971
 
Capa: Tarcísio Meira
Foto de Joel Maia
 
Editora Abril

 








27 de dezembro de 1971 - Show com Vinícius de Moraes, Toquinho, Marília Medalha e o Trio Mocotó - Foto: Gazeta do Povo



Para inaugurar o Teatro Paiol, foi realizada uma apresentação de Vinícius de Moraes, Toquinho, Marília Medalha e Trio Mocotó — Foto: Acervo/FCC

 



PAIOL DE PÓLVORA

Compositores: Toquinho e Vinícius de Moraes

1971

Censurada na época

 

Nas palavras de Vinicius, a nova casa de espetáculos é “maravilhosa e não deveria apenas ser chamada de Teatro do Paiol, mas sim ‘Paiol de Pólvora’, pois é um nome muito mais quente”. Inclusive, em homenagem ao teatro, Vinicius compôs uma música - de título “paiol de pólvora” - que foi apresentada no teatro em 30 de dezembro de 1971. A ditadura militar achou a letra ofensiva e censurou a música, que teve sua gravação e apresentação pública proibidas. 

O único registro fonográfico da canção está no LP com a trilha sonora da novela 'O Bem Amado', de Dias Gomes. 


De acordo com os censores, havia uma comparação entre o Brasil dos militares e um paiol de pólvora. Apenas a versão instrumental estava liberada.

 

 

Estamos trancados no paiol de pólvora

Paralisados no paiol de pólvora

Olhos vedados no paiol de pólvora

Dentes cerrados no paiol de pólvora

 

Só tem entrada no paiol de pólvora

Ninguém diz nada no paiol de pólvora

Ninguém se encara no paiol de pólvora

Só se enche a cara no paiol de pólvora

 

Mulher e homem no paiol de pólvora

Ninguém tem nome no paiol de pólvora

O azar é sorte no paiol de pólvora

A vida é morte no paiol de pólvora

 

São tudo flores no paiol de pólvora

TV a cores no paiol de pólvora

Tomem lugares no paiol de pólvora

Vai pelos ares o paiol de pólvora

 

São tudo flores no paiol de pólvora

TV a cores no paiol de pólvora

Tomem lugares no paiol de pólvora

Vai pelos ares o paiol de ... 











Curitiba, 24 de abril de 1973


Vinicius de Moraes e Gal Costa tiveram um encontro casual em Curitiba.

Ele para um show no Teatro do Paiol e depoimento para o MIS e ela para dois shows (25 e 26 de abril), no Colégio Estadual do Paraná.



























Foto: Irandy Ferreira