sábado, 22 de abril de 2017

2004 - GAL COSTA // Todas as coisas e eu


Álbum 2003




® Daniel Klajmic – 2003

30 de junho de 2004
 
Gal Costa toca violão em novo show

Redação Terra

A cantora Gal Costa escolheu São Paulo para dar início aos shows de lançamento de seu mais recente álbum, Todas as coisas e eu

Entre os dias 24 e 27 de junho, a intérprete lotou o DirecTV Music Hall. 

Quem esteve lá pôde conferir o repertório do álbum que já vendeu mais de 100 mil cópias.

A grande surpresa ficou por conta do acompanhamento para algumas canções do show. Nelas, Gal tocou violão ao vivo - coisa que não fazia desde o final dos anos 60 e início dos 70. 


O repertório das apresentações, que tiveram a direção assinada por Bia Lessa, apostou na diversidade e foi desde Pra Machucar Meu Coração, de Ary Barroso, a Dono dos Teus Olhos, de Humberto Teixeira, passando por Folhas Secas, de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito e pela obra pop-concreta de Arnaldo Antunes.

Ao lado da cantora, uma formação enxuta composta por Marcos Teixeira (violão), Bororó (baixo acústico), Zé Canuto (sopros) e Jurim Moreira (bateria).

A turnê se estenderá pelo Brasil assim que a cantora retornar da Europa. Em julho, cariocas, moradores do interior paulista e fãs de outras cinco capitais terão a oportunidade de assistir Gal e todas as outras coisas.





O Estado Do Paraná
31/7/2004

Novo grande show de Gal Costa



Redação

No palco do Canecão, Gal Costa prova que – ainda e, em certos sentidos, cada vez mais – é uma grande cantora, com total domínio e consciência de sua voz e interpretação. 

Mas Todas as coisas e eu, que estreou nesta quinta-feira – a temporada segue até domingo – está longe de ser um grande show. Se, ao cantar, ela consegue elevar o público em momentos sublimes, o espetáculo o tempo todo procura trazê-lo de volta ao chão, seja por problemas de anticlímax no roteiro, pelo gosto duvidoso da cenografia ou mesmo na concepção musical, refinada, mas que peca pela falta de ousadia.

Quando volta a tocar violão ao vivo, como não fazia há tempos, e resgata músicas perdidas em seu repertório antigo, Gal deixa no ar um recado: “Todas as coisas e eu” tem um tanto de balanço e, ao mesmo tempo, de reflexão sobre a maturidade de seu cantar. Não por acaso começa a capella com Alguém cantando e termina com Força estranha, na qual mostra suas têmporas ao cantar o “cabelo branco na fronte do artista”. As duas canções são de Caetano Veloso, com quem ela gravou seu primeiro disco, Domingo.

Entre Alguém cantando e Força estranha, Gal se esmera em suas nuances interpretativas, num repertório que inclui muito do CD Todas as coisas e eu, dedicado ao cancioneiro brasileiro pré-bossa-nova. A sensualidade explosiva de outros tempos hoje é brejeiramente insinuada (com sucesso) em canções como Baião dos quatro toques, lindo baião metalingüístico de Zé Miguel Wisnik, Camisa amarela, Dama do cassino, Lá vem a baiana e Linda flor.

O show, porém, não é apenas a grandeza de Gal. “Caribantu”, bela canção de Lenine e Sergio Natureza, é o primeiro equívoco – a música perde força na versão de Gal e, com seu impacto percussivo, soa perdida num repertório com ares de clássico.

O roteiro tem outros problemas, principalmente de ritmo. Exemplo: da alegria de “Lá vem a baiana” cai na circunspecção de “Ave Maria do morro”, sem escalas.

Como vem sendo há anos, Gal ainda deve um show (e um CD) à sua altura. Ainda não é Todas as coisas e eu.





Fotos: Reinaldo Marques / Terra


 
 



Músicos:
Violão e guitarra: Marcus Teixeira
Pandeiro, vocal, contrabaixo: Bororó [Dimerval Felipe da Silva]
Percussão, batería: Jurim Moreira
Saxofone, vocal, percussão: Zé Canuto


1. ALGUÉM CANTANDO (Caetano Veloso)
2. NEGA MANHOSA (Herivelto Martins) / SAMBA RUBRO NEGRO (Jorge Castro/Wilson Batista)
3. UM FAVOR (Lupicínio Rodrigues)
4. TRÊS DA MADRUGADA (Carlos Pinto/Torquato Neto)
5. CARIBANTU (Lenine/Sérgio Natureza)
6. IMBALANÇA (Luiz Gonzaga/Zé Dantas)
7. BAIÃO DE QUATRO TOQUES (José Miguel Wisnik/Luiz Tatit)
8. PRA MACHUCAR MEU CORAÇÃO (Ary Barroso)
9. FIM DE CASO (Dolores Duran)
10. NOSSOS MOMENTOS (Haroldo Barbosa/Luis Reis)
11. CAMISA AMARELA (Ary Barroso)
12. DAMA DO CASSINO (Caetano Veloso)
13. ALGUÉM COMO TU (José Maria de Abreu/Jair Amorim)
14. E DAÍ? [Proibição inútil e ilegal] (Miguel Gustavo)
15. LINDA FLOR [Yayá] [Ai, yoyô] (Henrique Vogeler/Luiz Peixoto/Marques Porto)
16. NADA ALÉM (Custódio Mesquita/Mário Lago)
17. LÁ VEM A BAIANA (Dorival Caymmi)
18. AVE MARIA NO MORRO (Herivelto Martins)
19. ASSUM PRETO (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira)
20. VAPOR BARATO (Jards Macalé/Waly Salomão)
21. FOLHAS SECAS (Guilherme de Brito/Nelson Cavaquinho)
22. ALEGRIA (Assis Valente)
23. NA LINHA DO MAR (Paulinho da Viola)

Bis
24. CHORA TUA TRISTEZA (Oscar Castro Neves/Luverci Fiorini)
25. COPACABANA (Dorival Caymmi/Carlos Guinle) / SÁBADO EM COPACABANA (João de Barro/Alberto Ribeiro)

Bis
26. FORÇA ESTRANHA (Caetano Veloso)









2004
Revista QUEM
Edição 204 - 4/8/2004

TODAS AS COISAS  E GAL

Após seis anos afastada dos palcos cariocas, Gal Costa voltou ao Rio de Janeiro para a turnê do show Todas as coisas e eu na quinta-feira, 29/9, no Canecão.

Na platéia, o clima era de nostalgia. Entre as pessoas que foram prestigiar a cantora baiana estavam o novelista Gilberto Braga e a jornalista Glória Maria.


TIETAGEM EXPLÍCITA


Chico Buarque e Caetano Veloso tietaram Gal Costa no Rio. 

Fotos: Cia da Foto



O show de Gal Costa no Canecão, domingo, 1º, no Rio, se transformou num encontro de gigantes. Na primeira fila, Chico Buarque acompanhou atento ao espetáculo da amiga. 

Junto com o filho Moreno, Caetano Veloso também apareceu por lá. Ele veio direto do Recife, onde havia se apresentado, para paparicar Gal. 

Depois do show, a tietagem continuou no camarim.  

'Estava tudo lindo', afirmou Caetano. 'Gal estava deslumbrante', completou Chico.
 






Revista 
ISTOÉ Gente
9/8/2004
Edição n° 261


Gal Costa recebe a bênção de Chico Buarque



1/8/2004 - Foto: Eraldo Platz / Cia da Foto
Gal Costa encerrou a temporada carioca do show Todas as Coisas e Eu, no domingo 1º, no Canecão, no Rio, com a bênção de Chico Buarque. O compositor, que foi reverenciado durante o show pela cantora, que se ajoelhou no palco, deixou a mesa na primeira fila ainda durante o bis para evitar tumultos.

Chico seguiu para o camarim, onde foi um dos primeiros a parabenizar a amiga. “O show foi o máximo. A Gal está sempre maravilhosa, mas esta apresentação, especialmente, foi deslumbrante”, elogiou ele.
  






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