lunes, 2 de enero de 2017

2017 - AXÉ - CANTO DO POVO DE UM LUGAR







9 de Out de 2016

Documentário de Chico Kertész participa da 40ª Mostra Internacional de São Paulo

O documentário “Axé: Canto do Povo de um Lugar”, dirigido por Chico Kertész é uma produção da Macaco Gordo que participa da 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, na Competição Novos Diretores. A mostra acontece entre os dias 20 de outubro e 2 de novembro.


O filme reúne depoimentos de grandes nomes da música baiana como Caetano Veloso, Luiz Caldas, Ivete Sangalo e Saulo. Imagens também relembram os antigos carnavais, a passagem do cantor Michael Jackson em Salvador, para gravação do clipe "They Don't Care About Us", com o Olodum, e outros momentos históricos do festejo na capital baiana.

 




Direção: Chico Kertész

Roteiro: Chico Kertész

Fotografia: Rodrigo Maia

Montagem: Denis Ferreira

Produtor: Igor Amorim, Piti Canela

Produção: Macaco Gordo

World Sales: João Batista Schnorr
 




9 de Out de 2016

Documentário de Chico Kertész participa da 40ª Mostra Internacional de São Paulo






Foto: Divulgação

O documentário “Axé: Canto do Povo de um Lugar”, dirigido por Chico Kertész é uma produção da Macaco Gordo que participa da 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, na Competição Novos Diretores. A mostra acontece entre os dias 20 de outubro e 2 de novembro.



O filme reúne depoimentos de grandes nomes da música baiana como Caetano Veloso, Luiz Caldas, Ivete Sangalo e Saulo. Imagens também relembram os antigos carnavais, a passagem do cantor Michael Jackson em Salvador, para gravação do clipe "They Don't Care About Us", com o Olodum, e outros momentos históricos do festejo na capital baiana.



10/10/2016

Caetano Veloso, de Tóquio, se emociona com teaser do Axé

No filme, o artista baiano se diz orgulhoso de ter popularizado a expressão "trio elétrico" em todo o país

James Martins 


Foto: Divulgação



O cantor Caetano Veloso, que fez show em Tóquio neste domingo (9/10/2016), no Montreux Jazz Festival Japan, ao lado de Teresa Cristina, assistiu na terra do sol nascente ao teaser do filme “Axé - Canto do Povo de Um Lugar” e foi bem tocado pelo que viu. “Fiquei emocionado”, disse. E completou: “Estou em Tóquio, é uma e meia da manhã. Fiz show. Cantei Bahia Minha Preta. Por tudo isso fiquei mesmo muito emocionado”.


A música “Bahia Minha Preta”, do próprio Caetano, foi gravada por Gal Costa no disco “O Sorriso do Gato de Alice” (1993) e diz, entre outras coisas: “Comprar o equipamento e saber usar / Vender o talento e saber cobrar, lucrar (…)”, em referência à expansão do mercado promovida pela Axé Music.



Segundo Caetano, a canção surgiu após uma discussão com Waly Salomão, que teria se referido ao movimento como “aquela música vulgar da Bahia”. O poeta de Jequié criticara também o uso, a seu ver indevido, da palavra “Axé”, que significa força, mas também pode significar mistério, o escondido etc. Por isso, outro trecho da letra da canção diz “Ê ô! Bahia, fonte mítica, encantada / Ê ô! Expande o teu axé, não esconde nada”.



No filme, Caetano aparece comentando vários aspectos e ocorrências do carnaval de Salvador e especialmente da Axé Music. E se diz muito orgulhoso de ter tornado a expressão “trio elétrico” conhecida em todo o país através da música “Atrás do Trio Elétrico”, de 1969. O título do filme – “Canto do Povo de Um Lugar”, foi retirado de outra canção do compositor.



De Tóquio, ele segue para os Estados Unidos, onde fará uma sequência de quatros shows entre Nova York e Chicago.



25/10/2016

Daniela Mercury aplaude Axé: Canto do Povo de um Lugar, documentário de Chico Kertész, na 40ª Mostra de São Paulo




24/10/2016 - Daniela Mercury e o diretor na sessão do filme
                                                                                      Foto: Aline Arruda Ag
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O documentário Axé: Canto do Povo de um Lugar, dirigido pelo baiano Chico Kertész, participa da Competição Novos Diretores da 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e foi exibido pela primeira vez no evento nesta segunda-feira, 24/10, com a presença do diretor e também de algumas estrelas do longa, como Daniela Mercury e Márcio Victor, da banda Psirico.


“Estou muito emocionada e fico orgulhosa disso tudo. Ainda mais orgulhosa das pessoas dançando sem preconceito e quebrando qualquer gelo que tenham com esse gênero. Acho que isso é a coisa mais espetacular da arte, aproximar as pessoas e criar afeto”, disse Daniela ao final da sessão.


O filme, que percorre as origens e a evolução desse gênero musical brasileiro que ganhou o mundo inteiro, reúne entrevistas e imagens de arquivo para revelar detalhes dos elementos que determinaram o nascimento do mais globalizado movimento musical do país e como essa expressão se tornou referência para artistas do mundo todo.


O documentário conta com depoimentos de empresários, produtores, jornalistas e músicos, que comentam o surgimento e a trajetória dos grupos que foram campeões de vendas de discos e apresentações de shows. Além disso, traz também entrevistas com Asa de Águia, Caetano Veloso, Chiclete Com Banana, Claudia Leitte, É o Tchan, Netinho, Olodum, Saulo Fernandes, Ivete Sangalo, entre outros.




26/10/2016



‘Axé’: Filme de Chico Kertész empolga Mostra Internacional em SP



Daniela Mercury, Zeca Camargo e Márcio Victor foram alguns dos que assistiram à estreia: "Me representa", declarou a rainha, sobre a obra



James Martins


 

A estreia do filme “Axé – Canto do Povo de um Lugar“, de Chico Kertész, exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, nesta segunda-feira (24), foi seguramente um dos momentos marcantes da mostra e contou com presenças ilustres, ligadas ou não ao movimento.

Daniela Mercury, que no filme é classificada por Caetano Veloso como “a rainha do Axé”, tomou a fala ao final da sessão para declarar, emocionada, que “[a obra] Me representa”! Ela destacou ainda a luta que foi para o gênero se impor ante os preconceitos no sul/sudeste do país, e arrancou aplausos. Também presente ao evento, o cantor e percussionista Márcio Victor brincou: “Foi a primeira vez que me vi no cinema. Tô estourado”.

Outros nomes conhecidos que viram o filme em primeira mão foram a apresentadora Astrid Fontenelle, o produtor Betinho da Band, o jornalista Hagamenon Brito (que elogiou especialmente a costura da trama) e o jornalista Zeca Camargo.

Zeca usou o Facebook para expressar sua empolgação: “Abrir o dia com um pouco de Axé, né? Na verdade, a minha segunda-feira é que fechou com a energia dessa música que mostrou para o Brasil uma cultura que durante anos era segredo só da Bahia… (…) fui na pré-estreia do documentário Axé – Canto do Povo de Um Lugar – que é sensacional – pode esperar na fila quando entrar em cartaz”, postou.

Durante a exibição, parte da plateia não resistiu e cantou junto vários dos hits da música baiana. O filme revive a história da Axé Music através de diversos depoimentos e grande acervo de imagens de arquivo, reforçando a importância do movimento, seu alcance internacional e, com isso, torna-se, o próprio filme, também um marco do Axé.

A previsão de estreia em Salvador, em circuito comercial, é janeiro de 2017.
 





















Cidade, 10 de Jan de 2017 • 09:12

Filme "Axé: Canto do povo de um lugar" terá avant-premier no Glauber Rocha

O documentário "Axé: Canto do Povo de um Lugar", dirigido por Chico Kertész, terá a primeira exibição, em Salvador, no próximo dia 11 de janeiro, em um encontro com artistas da música baiana, na Praça Castro Alves. Marcado para às 19h30, o avant-premier será no Cine Glauber Rocha.
A informação foi destaque da revista Muito - do jornal A Tarde - deste domingo (8). Ainda de acordo com a publicação, na lista de convidados estão grandes nomes do Axé como, Daniela Mercury, Ivete Sangalo e todos os entrevistados para o filme.
"Axé: Canto do Povo de um Lugar" já foi exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e vai estrear no circuito comercial no dia 19 de janeiro de 017. 
Para reunir depoimentos de grandes nomes da Axé Music e outras figuras marcantes do carnaval de Salvador, Chico Kertész registrou 92 horas de conversas.






11/01/2017 

Pré-estreia de filme sobre axé music tem artistas e personalidades
Evento ocorreu na noite desta quarta-feira (11), em Salvador.
Estreia nacional do filme será em 19 de janeiro.

Do G1 BA

 
Filme foi dirigido por Chico Kértesz e tem estreia nacional programada para 19 de janeiro (Foto: Reprodução/TV Bahia)


A pré-estreia do filme "Axé: Canto do Povo de um Lugar", que conta a história da axé music, foi realizada na noite desta quarta-feira (11), no Espaço Glauber Rocha, em Salvador. Estiveram no evento, exclusivo para convidados, o prefeito ACM neto, o governador Rui Costa, além de artistas como Luiz Caldas, Caetano Veloso, Daniela Mercury, Durval Lélys, Márcio Victor, entre outros.
Cercado pela imprensa, Caetano Veloso resumiu o filme. "Energia, inspiração e empreendedorismo", disse.

 
Daniela Mercury marcou presença na pré-estreia do documentário (Foto: Reprodução/TV Bahia)



Dirigido por Chico Kertész, "Axé: Canto do Povo de um Lugar" reúne entrevistas e imagens de arquivo para revelar detalhes dos elementos que determinaram o nascimento da axé music.

O documentário conta com depoimentos exclusivos de empresários, produtores, jornalistas e músicos, que comentam o surgimento e a trajetória dos grupos que foram campeões de vendas de discos e de apresentações em shows.

Entre os artistas citados, estão Araketu, Asa de Águia, Banda Mel, Banda Reflexos, Bell Marques, Chiclete Com Banana, Claudia Leitte, É o Tchan/Gera Samba, Luiz Caldas, Carlinhos Brown, Marcio Vitor, Netinho, Olodum, Ricardo Chaves, Sarajane, Saulo Fernandes, Psirico, Terrasamba, Timbalada e Xandy.
O filme terá estreia nacional no dia 19 de janeiro, em mais de 40 cinemas. Em Salvador, a obra ficará em cartaz no Cine Glauber Rocha e nas salas de cinemas dos shoppings.

 
'Energia, inspiração e empreendedorismo', disse Caetano sobre o filme (Foto: Reprodução/TV Bahia)



 
Um dos artistas que esteve presente na pré-estreia foi Luiz caldas, considerado o pai da axé music (Foto: Reprodução/TV Bahia)




Foto: Genilson Coutinho




Filme sobre 30 anos do axé tem lançamento em Salvador
Artistas e políticos foram até o Espaço Glauber Rocha conferir documentário de Chico Kertész

Da Redação, com Roberto Midlej

11/01/2017




Chico e Saulo (Foto: Reprodução/Instagram)

Uma pré-estreia para convidados do filme "Axé: Canto do Povo de um Lugar", dirigido por Chico Kertész, aconteceu na noite desta quarta-feira (11) no Espaço Glauber Rocha. Estiveram no lançamento o presidente da Fundação Gregório de Matos, Fernando Guerreiro, o prefeito ACM Neto, e os cantores Gerônimo, Sarajane, Saulo e Ninha, ex-Timbalada.

O filme reúne entrevistas e imagens de arquivo para revelar detalhes dos elementos que determinaram o nascimento do movimento musical que nasceu na Bahia e chegou ao seu ápice nos anos 90. O documentário tem depoimentos de empresários, produtores, jornalistas e músicos que falam sobre o surgimento e a trajetória dos principais grupos do axé.

Entre os entrevistados, estão integrantes da Banda Mel, da Banda Reflexus, Bell Marques, Claudia Leitte, É o Tchan e Luiz Caldas. O filme, que é o primeiro de Kertész, foi exibido na Mostra Internacional de Cinema de SP.
"Esse filme porque não tinha ainda nenhum relato histórico (do axé) que desse a dimensão que essa música teve na cultura da gente", afirmou Chico, explicando porque resolveu fazer o documentário. 





Caetano resume Axé Music: “Energia, inspiração, empreendedorismo”




O cantor Caetano Veloso esteve presente no lançamento do documentário “Axé – Canto do povo de um lugar”, lançado nesta quarta-feira (11) no cinema Glauber Rocha, em Salvador. Questionado sobre o que vinha à sua cabeça ao pensar em axé, o compositor resumiu: "Energia, inspiração, empreendedorismo". “Falar da Axé Music pra mim é Glorioso”, completou. 


 


A cantora Daniela Mercury, uma das mais importantes do carnaval soteropolitano, também defendeu o ritmo do qual faz parte. "O axé influencia a música do mundo todo. É diferente mesmo. Tenho muito orgulho de fazer parte disso", comemorou. O lançamento do documentário, dirigido por Chico Kertész, reuniu diversos artistas baianos e até artistas de fora. Foi o caso da apresentadora Regina Casé: "Eu adoro o carnaval. Venho aqui desde os anos 70."













MC Beijinho, Daniela Mercury e Caetano Veloso - Foto: Genilson Coutinho

Foto: Genilson Coutinho

Regina Casé, Márcio Victor, MC Beijinho, Caetano Veloso e Daniela Mercury  - Foto: Genilson Coutinho/Divulgação


 



O Estado de S.Paulo
15 Janeiro 2017

Crise da axé music é exposta em documentário

A importante cena da década de 1990 retratada no filme 'Axé - Canto do Povo de Um Lugar' perde espaço para o sertanejo em pleno território baiano; ao Estado, seus maiores expoentes refletem sobre os pecados e acertos de uma das mais poderosas potências da indústria cultural

Julio Maria / Salvador

Se a pedra inaugural for o estrondo do álbum O Canto da Cidade, de Daniela Mercury, são 27 anos subindo ladeira. Se for a música Fricote, de Luiz Caldas, 32. A axé music, título pejorativo colocado na embalagem do conjunto de ritmos e danças baianos formatados no início dos anos 90 para se tornar uma das maiores potências industriais do País, reinou o quanto pode. Saiu dos terreiros, abasteceu-se dos blocos, conquistou as rádios, entrou nas TVs, fabricou heróis e multiplicou-se em uma cultura de retroalimentação. Ao lado do sertanejo romântico e do pagode dos anos 90, estabeleceu a frente cultural mais avassaladora nos meios de comunicação do País. E então, a força da grana que o ergueu a partir das gravações de Luiz Caldas e Daniela também destruiu sua supremacia. Ambição de empresários, má administração de carreiras e a falta de investimento fizeram o axé perder espaço para o sertanejo na própria Bahia, um mercado até então blindado contra invasões bárbaras. A axé não é mais a mesma. 
 
Caetano e Beijinho. Apadrinhado o jovem já está, só falta acontecer. Foto: Fernando Vivas



A reflexão sobre sua perda de protagonismo marca o desfecho do documentário Axé – Canto do Povo de Um Lugar, do diretor Chico Kertész. “O problema é que o fogo estava muito alto. Alguém foi lá e o abaixou”, diz no filme o músico Letieres Leite. “Não nos realimentamos, não criamos espaço para o novo, não nos preocupamos com o outro”, diz ao Estado o diretor Kertész. Ele cita o circuito da música sertaneja ao falar sobre a estratégia que faltou aos baianos. Das 25 músicas mais tocadas nas rádios do Brasil em 2016, 22 são de artistas sertanejos. Apenas Anitta, Justin Bieber e Wesley Safadão conseguiram perfurar as paredes do agronegócio musical, uma supremacia regada por quantias impensáveis de dinheiro em forma de “verba de marketing” – o que responde também por “jabá”.

Kertész dá o que pode ser uma boa notícia aos saudosos axezeiros e um pesadelo aos que decretaram a axé uma das inimigas da diversidade cultural. “Agora não tem mais para onde cair”. Ele cita o bom momento do grupo Baiana System e o aparecimento do baiano MC Beijinho como exemplos de renovação. “Os sertanejos tiveram mais competência do que nós para vender uma nova música. Agora, é hora de subir.” O funk de Beijinho, embalado por tambores do Olodum, já foi cantado por Caetano Veloso em um vídeo caseiro – uma atitude bem menos ingênua do que faz pensar o chinelo de dedos que o compositor usa enquanto canta Me Libera Nega. Caetano avaliza seus conterrâneos como nenhum outro artista, e sabe a força que uma gravação sua possui. “Isso (essa crise) não acontece porque a música baiana sempre acolheu o Brasil. E temos grupos como Harmonia do Samba, Psirico, coisas maravilhosas. O axé tem uma história de glória.” Beijinho interrompe a pergunta do repórter quando ouve a palavra crise. “Pra começo de conversa da nossa entrevista, o samba de roda baiano está ressurgindo com Beijinho. Vou lançar em breve um disco e você vai ver.”

O compositor Márcio Mello, autor de músicas como Nobre Vagabundo, gravada por Daniela Mercury, vê o início da curva descendente iniciar antes mesmo da consolidação sertaneja. “A Bahia se deixou de lado e os artistas passaram a investir mais na dança. Com o tempo, a música virou dança. Temos que voltar a fazer música.” O enfraquecimento da cena é sintoma de algo ainda pior, na opinião de Roque Fernando, produtor cultural que vive no bairro do Curuzu. Para ele, a violência esvaziou as tradições de terreiro baianas, como a do Ilê Aiyê, e tem provocado uma desconexão da produção cultural com as ruas. “A fonte está secando. Não temos mais os movimentos que tínhamos na periferia. Por uma questão cultural, não era para termos o sertanejo fazendo sucesso por aqui.”

O prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), não acredita na necessidade de uma política cultural para a preservação do gênero que mais divisas levou para o território baiano. “Essa crise que você diz tem de ser relativizada. Veja que o próprio sertanejo vem à Bahia beber nas nossas fontes. O impacto econômico é ainda muito importante”. Ele está certo, mas o caminho contrário também existe. A axé, como ritmo, não existe. O que se ouve na base de grupos como Harmonia do Samba e É o Tchan é o mais genuíno samba de roda do Recôncavo Baiano. “É preciso prestar atenção no que eles estão fazendo”, disse Paulinho da Viola nos anos 90. Carlinhos Brown cria divisões rítmicas para os tambores e Luiz Caldas se apodera dos toques do ijexá e do afoxé em seus hits. Esse desprendimento estético permite aos músicos uma liberdade que não existe em qualquer cena. Assim como os sertanejos bebem em seus hits, os baianos se fartam de tudo o que pode virar sucesso.
Daniela Mercury diz assim: “Parece que tudo aquilo que cantamos nos anos 90 não tem importância nos dias de hoje.” Luiz Caldas, o herói da história, vê uma saída digna. “Não deixamos de cantar a Bahia, mas essa geração que surgiu precisa de alguém que a conduza. Não podemos pensar comercialmente o tempo todo. É plantar, regar e esperar a hora de colher.”




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