domingo, 20 de noviembre de 2016

1978 - 1979 - 1980 - ÁLIBI // MEL - Maria Bethânia


          1979                                                            Foto: Thereza Eugênia



 
1980
Revista Contigo 
Janeiro 1980
n° 296












1978

Álibi, lançado em dezembro de 1978, lhe conferiu o terceiro Disco de Ouro.


 

 
Sonho meu: Dona Ivone Lara, Maria Bethânia e Gal Costa




Apresentou-se, sob a direção de Fauzi Arap, em show homônimo, com cenário de Flávio Império, no Teatro do Cine Show Madureira (RJ), 24-29 de julho de 1979.




Programa do Show Maria Bethânia / Álibi




 







 
 


 
 



1979
Revista Sétimo Céu 
Janeiro - n° 272

P. 90



 
 







1979
Revista Romântica 
nº 272 - maio de 1979















1979


O álbum Mel foi lançado em dezembro de 1979.


Fevereiro/1980



 





Em janeiro de 1980, estreou o show "Mel" no Canecão (RJ), com direção de Waly Salomão.


1980

Cine Teatro Maria Bethânia, Largo da Mariquita, Rio Vermelho, Salvador





No dia de inauguração do Teatro, Maria Bethânia fez uma apresentação especial do Show 'Mel'. Com convidados dividindo o palco com ela.

1. APRESENTAÇÃO
2. CARINHOSO / SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ
3. CAVALGADA –
com Erasmo Carlos
4. FALA DE ALCIONE / TUDO DE NOVO – com Gilberto Gil
5. ORAÇÃO A MÃE MENININHA –
com Gal Costa
6. SONHO MEU -
com Gal Costa e Erasmo Carlos
7. LOUCURA
8. TEXTO SOBRE O RIO / SÁBADO EM COPACABANA
9. TEXTO PÁSSARO SOLITÁRIO / A VOZ DE UMA PESSOA VITORIOSA
10. ELA E EU
11. TEXTO MANIA DE VOCÊ / CHEIRO DE AMOR
12. NEGUE
13. OLHOS NOS OLHOS
14. LÁBIOS DE MEL
15. APRESENTAÇÃO DOS MÚSICOS / MEL
16. GRITO DE ALERTA
17. TEXTO / EXPLODE CORAÇÃO
18. CAFÉ DA MANHÃ
19. INFINITO DESEJO
20. TEXTO / MUITO ROMÂNTICO
 






1980
Revista Manchete
16 de fevereiro de 1980 - n° 1.452




 



 





 


Foto: Thereza Eugênia



 

 



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 







 
1980
Revista Sétimo Céu – Série Amor 
n° 85 – Janeiro de 1980



Fotos: Paulo Soler










Show / Crítica


12/8/1980
Folha de S.Paulo


Bethânia, uma luz sobre as canções



Dirceu Soares

Se não bastasse o tanto que Bethânia anda cantando bem ultimamente e a limpeza de sua apresentação no Anhembi, o show valeria pelos belos gestos que faz enquanto vai interpretando as canções de seu repertório bem escolhido. Naturais, envolventes, bem dosados. E não é à toa que ela seja hoje a única cantora que consegue prender não só a atenção mas até a respiração de uma platéia durante o tempo que quiser cantar. Desta vez, inclusive, Bethânia até "judia" deste público, mantendo-o sem fôlego uma hora seguida, sem tempo ao menos para se refazer da emoção que lhe foi passada em uma música e já lhe manda uma nova carga em cima. De fato, ela vai num pique musical enorme, cantando 25 canções uma atrás da outra de maneira tão segura e linda que faria inveja a qualquer competidora de uma Olimpíada, se existisse esse tipo de competição maratona–musical. E aí é que está mais um grande valor nessa Bethânia de hoje: um show com esse pique poderia cansar o espectador, massacrado com tanta música sem intervalos. Muito ao contrário, ela consegue que, ao final, esse mesmo público queira ainda ouvi-la mais e mais.

A anunciada novidade deste show Mel, com carreira prorrogada em São Paulo devido à grande procura dos ingressos, é a grande orquestra que acompanha a cantora, regida por Perinho Albuquerque, autor de todos os arranjos, num trabalho muito bom. Mas tamanha é a presença de Bethânia que – aposto – houve gente que nem notou os violinos e os metais no fundo do palco, além do grupo formado por Túlio (piano), Luizão (baixo), Cláudio (guitarra), Bira (percussão) e Eneas (bateria).

A razão é muito simples. Neste show acontece uma coisa rara em espetáculos brasileiros: o som da orquestra fica no seu devido lugar, isto é, faz o segundo plano. Com isso, o artista, emoldurado por ela, pode se soltar à vontade sem ser ofuscado. Coisa que, parece óbvia, mas que pouca gente põe em prática, resultando num som chapado, onde não se distingue a voz do cantor, perdida no som dos instrumentos. Isso, infelizmente, aconteceu recentemente em vários momentos do show de Roberto Carlos, também no Anhembi. Com esses cuidados, Bethânia e orquestra regida por Perinho formam uma dupla em perfeita sintonia.

Tudo isso colabora para que Mel seja um espetáculo limpo, satisfazendo plenamente a quem vai ao Anhembi com o propósito único de ver e ouvir Maria Bethânia cantar. As já famosas, longas e cansativas declamações da cantora-atriz foram esquecidas ou reduzidas a pequenas falas aqui e ali. Nenhum cenário. Roupa simples, mas rica e prateada, mil pulseiras no braço esquerdo e nenhuma no direito, uma pequenina lua também prateada no cabelo. Eis Bethânia por inteiro. Desnecessários os focos de luz colorida sobre ela de vez em quando, para realçar o clima de determinadas canções. Funcionam como chover no molhado, porque Bethânia, por si só, colorida ou em preto e branco, já é o próprio foco de luz e sua interpretação dada a cada música, nos conduz ao clima que ela deseja.

O repertório é, basicamente, o de seus dois últimos LPs, Álibi e Mel: Ronda, de Vanzolini; Gota de Sangue, de Angela Ro Ro; Mel, de Caetano Veloso e Wally Salomão; Loucura, de Lupicínio Rodrigues; Amando Sobre Jornais, De Todas As Maneiras, e O Meu Amor, de Chico Buarque; Lábios de Mel, de Waldir Rocha; Infinito Desejo, Grito de Alerta e Explode Coração, de Gonzagulnha; Nenhum Verão, de Túlio Mourão; e Negue, de Adelino Moreira e Enzo Passos, entre outras. Há também Cavalgada, e Café da Manhã, de Roberto e Erasmo Carlos e Olhos Nos Olhos, de Chico Buarque, a música que, segundo ela, fez com que também as rádios AM passassem a tocar suas gravações, já que, antes, só era ouvida em FM.

Traduzindo: deixou de ser vista como uma cantora de elite para ser entendida como popular, o que, aliás, sempre foi. Deliciosa também é a sua interpretação de Sábado em Copacabana, de Dorival Caymmi, e Jorge Guinle. A grande qualidade de Bethânia, além do charme que possui, é saber, como quase ninguém, ser tão coloquial ao cantar qualquer canção. Juntam-se voz, expressões do rosto, corpo e gestos das mãos. Olhos nos olhos da platéia. Perfeita.






Os discos de ouro do período 
[Certificados pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD)]






 Primer disco de ouro: PÁSSARO PROIBIDO [1976]




 Compacto simples [Portugal]




 Segundo disco de ouro: PÁSSARO DA MANHÃ [1977]




Compacto duplo




Terceiro disco de ouro: ÁLIBI [1978]




 

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