miércoles, 30 de marzo de 2016

1985 - TRANCREDANCE - Circo Voador


"Discursos não houve, faixas e cartazes não tremularam. Em troca, entre quatro e cinco mil pessoas dançaram, pularam, cantaram, beberam muita cerveja e aplaudiram um time nada desprezível de astros brasileiros, festejando o primeiro Presidente civil dos últimos 21 anos"  
(Jornal do Brasil, 17 de janeiro de 1985. Caderno B, p. 1).





“La elección confirmada de Tancredo Neves como presidente civil de Brasil influyó directamente en la jornada musical del pasado martes. El interés musical del día se trasladó del Rock in Rio a la Festa Tancredance, en la que se celebraba la victoria del candidato opositor y que contó con la participación de los más populares músicos brasileños, João Bosco, Jards Macalé, Beth Carvalho, Elba Ramalho, Caetano Veloso y, al final, Chico Buarque y James Taylor.”…  
(El País, España, 17/1/1985)





15/1/1985 - TANCREDANCE



CHICO BUARQUE

CAETANO VELOSO

ELBA RAMALHO

JOÃO BOSCO

BETH CARVALHO

JARDS MACALÉ

PAULINHO DA VIOLA

ALCEU VALENÇA

TURÍBIO SANTOS

RAÚL DE BARROS E ORQUESTRA

Participação Especial: JAMES TAYLOR



La elección confirmada de Tancredo Neves como presidente civil de Brasil influyó directamente en la jornada musical del pasado martes. El interés musical del día se trasladó del Rock in Rio a la Festa Tancredance, en la que se celebraba la victoria del candidato opositor y que contó con la participación de los más populares músicos brasileños, João Bosco, Jards Macalé, Beth Carvalho, Elba Ramalho, Caetano Veloso y, al final, Chico Buarque y James Taylor.

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En la fiesta electoral, la carpa construida con andamios y un jardín con pantalla de vídeo, el Circo Voador, se quedó diminuta, el público llenaba hasta el escenario. João Bosco y Jards Macalé cantaban temas como Vapor barato y Hotel das estrellas y Elba Ramalho comentaba a este periódico: "Todo lo que está pasando en estos días históricos era fruto del brillo moral y de la postura real del pueblo hacia una democracia que pide sin divisiones. Ahora podemos andar con la cabeza erguida, y con esta esperanza el pueblo está má s seguro de sí mismo". La cantante declaró que no cree que Rock in Rio sirva para desviar la atención del público: "Al contrario la música está unificando al pueblo brasileño, sobre todo a la juventud"

Cantaba Caetano Veloso su Sampa, Luz de sol o Podres Poderes, contestaciones duras al poder corrompido, y mientras respondía Macalé, el primer músico que en los años más severos de la dictadura opuso su música con más virulencia: "Los músicos tendremos que continuar hablando y ahora con mucha mayor claridad."


(Santiago Alcanda para El País, Madrid, España, 17/1/1985)



Caetano Veloso

 
Chico Buarque, Marieta Severo e Alceu Valença


Chico Buarque


Paulinho da Viola, Beth Carvalho e Caetano Veloso


João Bosco

Jards Macalé

João Bosco e Jards Macalé


James Taylor, “You’ve Got a Friend”,  foi agredido com uma lata de cerveja na cabeça durante a execução da música.

 
Caetano Veloso, Beth Carvalho e James Taylor



17/1/1985
Folha Ilustrada
P.31

As estrelas
festejam no
‘Tancredance’
ISA CAMBARÁ
Reporter da Sucursal do Rio

Nas comemorações pela vitória de Tancredo Neves, houve “invasão” estrangeira (aliás, muito bem recebida):  a maior bilheteria do Rock in Rio até agora, James Taylor, também entrou na dança da democracia.
Cantou de graça (o que deve ter matado Roberto Medina de raiva) no “Tancredance”, no Circo Voador, mistura de show e baile organizada pela ala jovem da campanha de apoio ao novo presidente
James Taylor, levado ao circo por Caetano Veloso, não foi, porém a única atração da festa. Além dele e Caetano Veloso, Chico Buarque, João Bosco, Elba Ramalho, Turíbio Santos, Macalé, Beth Carvalho, Alceu Valença e Paulinho da Viola deram canja na “Tancredance”, que reuniu cerca de 4 mil pessoas: todas as que conseguiram chegar até às nove horas, uma hora antes do início da festa. A partir daí, os organizadores resolveram fechar os portões, temendo tumulto.
Mas, se foi evitada a confusão lá dentro, o mesmo não ocorreu do lado de fora. Calcula-se que umas 3000 pessoas não puderam entrar. A maioria desistiu e foi procurar os bares da redondeza (às 10 horas da noite, era difícil encontrar cerveja na cidade), mas cerca de mil pessoas permaneceram gritando “abre, abre” até a festa acabar. Quando Chico Buarque – que não era mais esperado e cuja ausência já tinha sido avisada através de um cartaz fixado na bilheteria – chegou, a turma do “sereno” não resistiu. Fez buracos nas telas que cercam o local, pulou as mesmas, forçou a barra de todas as maneiras para entrar. Muitos conseguiram.
Mas não chegaram a ver o espetáculo de perto, já que dentro do circo, há muito tempo, não cabia nem mais uma mosca. Os gramados em volta estavam lotados e o jeito foi asistir ao show no telão colocado ao ar livre. Como sempre, o som do circo estaba péssimo, mas o clima era de festa total e ninguém se preocupou com isso. Todos eram aplaudidos, mas os grandes momentos foram de Chico Buarque e Elba Ramalho (cantando juntos “Vai passar”, de João Bosco (que levou a multidão ao delirio com “O bêbado e o equilibrista”) e Beth Carvalho (com seu “Vou festejar”).
James Taylor repetiu o sucesso que tinha feito no Rock in Rio, a pesar de ter sido vítima de uma “brincadeira” de mau gosto. Alguns jogavam latas de cervejas vazias para cima e uma delas passou raspando pelo seu rosto. Ele continuou cantando.
No final, ninguém queria ir embora. Só foi quem estava com filhos (a faixa etária era a mas variada possível, havendo até bebês). Os outros caíram literalmente, na dança ao som da orquestra de Raul de Barros.



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